Banco do Brasil: a análise do resultado do 2T22

15 de agosto de 2022 Por Redação

 

 

Publicado às 14h05

 

O Banco do Brasil divulgou o resultado do segundo trimestre de 2022 (2T22) na semana passada. A seguir veja a avaliação para o balanço do banco estatal.

Safra

O Safra destaca que o Banco do Brasil (BBAS3) apresentou números fortes no 2T22, com revisão de guidance para cima. 

O lucro líquido ajustado atingiu R$ 7,803 bilhões no trimestre, 16% acima da sua estimativa. Com isso, o ROAE (Retorno sobre patrimônio médio) superou a marca de 20%, atingindo 20,5%.

O Safra ressalta também a revisão do guidance para 2022, sugerindo um lucro líquido entre R$ 27-30 bilhões, acima de suas estimativas e de consenso de mercado.

O BB anunciou R$ 571 milhões em dividendos e R$ 1,6 bilhão em JCP, ambos a serem pagos em 31.08.2022), representando um dividend yield de 1,9%. As ações serão negociadas ex-proventos em 23 de agosto.

O Safra ainda vê o Banco do Brasil como uma de suas principais escolhas no setor.

“Além do bom momento de lucros para 2022, o valuation do BBAS3 é bastante atraente em nossa visão, sendo negociado abaixo do valor contábil, em 0,6x 23e e a 4,3x o P/L 23e, o que representa um desconto de 33% sobre sua média histórica de 10 anos. Se considerarmos a revisão positiva dos resultados do novo guidance, o BB negociaria com um valuation ainda mais atrativo”, escreve o time do Safra em relatório.

Foi mantido o rating de “compra” para BBAS3 com preço-alvo de R$ 49.

Eleven

A Eleven destaca que o Banco do Brasil (BBAS3) apresentou mais um forte resultado no 2T22, com lucro líquido ajustado dando um salto de 18% no trimestre e 55% comparando com o ano anterior, alcançando R$ 7,8 bilhões, cerca de 18% acima do consenso e 16% acima da  estimativa da casa.

O banco estatal revisou o guidance para cima nas linhas do lucro líquido (R$ 27 a R$ 30 bilhões ante R$ 23 a R$ 26 bilhões), margem financeira bruta (13 a 17% ante 11 a 15%), carteira de crédito (12 a 16% ante 8 a 12%), receita de serviços (6 a 9% ante 4 a 8%) e PCLD (R$ 17 a R$ 14 bilhões negativos ante R$ 16 a R$ 13 bilhões negativos). 

“A BBAS3 já registra o melhor desempenho no acumulado de 2022 dentre os grandes bancos listados e acreditamos que esse bom momento de evolução do resultado já esteja precificado. Ainda, é comum em ano eleitoral vermos as estatais descolando de seus fundamentos, como temos acompanhado de maneira mais forte na Petrobras. Portanto, mantemos uma visão mais cautelosa para BBAS3”, escrevem os analistas Carlos Daltozo e Raul Grego.

A recomendação é “neutra” e o preço-alvo é de R$ 46,00.

 

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