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A decisão de Trump sobre aço, alumínio e cobre: o real impacto nas siderúrgicas e mineradoras brasileiras https://financenews.com.br/2026/06/a-decisao-de-trump-sobre-aco-aluminio-e-cobre-o-real-impacto-nas-siderurgicas-e-mineradoras-brasileiras/ https://financenews.com.br/2026/06/a-decisao-de-trump-sobre-aco-aluminio-e-cobre-o-real-impacto-nas-siderurgicas-e-mineradoras-brasileiras/#respond Wed, 03 Jun 2026 17:10:28 +0000 https://financenews.com.br/?p=208539   Publicado às 13h57 As ações das siderúrgicas têm queda nesta quarta-feira, 3, devolvendo parte […]

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Publicado às 13h57

As ações das siderúrgicas têm queda nesta quarta-feira, 3, devolvendo parte dos ganhos na terça, 2, quando a Usiminas (USIM5) subiu 8,6%, a CSN (CSNA3) teve alta de 8,9% e a Gerdau (GGBR4) valorização de 6,5%.  

Para a Genial Investimentos o mercado precificou “alívio e desescalada”, não uma queda real da tarifa que pesa sobre o aço brasileiro. 

O presidente norte-americano Donald Trump assinou em 1° de junho uma proclamação que ajusta a Seção 232 sobre aço, alumínio e cobre. A medida reduz a tarifa de alguns derivados (equipamento agrícola e de climatização caem de 25% para 15%), cria uma alíquota de 10% para bens de capital com pelo menos 85% de aço ou alumínio fundido nos Estados Unidos e acrescenta dois nichos à faixa de 25% (racks de aço e chapas litográficas de alumínio). A base de 50% sobre aço e alumínio primários não mudou. 

Para o analista Luca Vello a notícia que fez as ações das siderúrgicas e mineradoras (Vale e CSN Mineração) subir com força na terça-feira, embora o mercado a veja como positiva, é na prática “bastante simbólica”. 

Na avaliação da casa, o corte atinge equipamentos acabados que nenhuma das cinco companhias exporta. 

Ainda segundo a Genial, o risco real continua no desvio de importados. Com os Estados Unidos fechados a 50%, o aço asiático busca mercados abertos. A penetração de importados no Brasil já alcançou 27% no primeiro trimestre (1T26), pressionando preço e volume da Usiminas e CSN.

No entanto, Luca ressalta que a Vale e a CSN Mineração têm lastro melhor, já que na Seção 301 anunciada no mesmo dia (leia aqui), minérios metálicos ficaram isentos.

Para o analista, o que vai definir o resultado das siderúrgicas nos próximos trimestres é a intensidade do desvio de importados sobre os planos e a resposta da defesa comercial, não a Seção 232. 

A avaliação é que a Gerdau segue do lado favorável (a Gerdau produz longos dentro dos EUA e ganha com a proteção); a Usiminas é a mais sensível ao desvio de importados, por ser produtora de planos voltada ao mercado interno; e a CSN combina exposição moderada com sensibilidade financeira.

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Importante:

O Finance News não faz recomendação de compra ou venda de ativos. O texto acima tem por objetivo informar. O preço-alvo é uma projeção baseada em uma metodologia e varia dependendo da instituição financeira. Procure profissionais especializados e certificados para tomar qualquer decisão sobre investimentos. Para mais detalhes acesse o site da Comissão de Valores Mobiliários.

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Publicado às 21h20

Eventos no radar do mercado nesta semana:

EUA e as tarifas

Após anunciar uma alíquota de 10% em resposta à decisão da Suprema Corte dos EUA que cancelou o tarifaço, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevou o percentual para 15% no sábado. As novas taxas entram em vigor na próxima terça-feira. 

A decisão da Suprema Corte sobre as tarifas deixou os economistas ainda mais preocupados com o agravamento da dívida norte-americana. Por outro lado, um estudo da Global Trade Alert apontou que Brasil e China são os países mais beneficiados pelas mudanças nas tarifas. O relatório foi divulgado pelo jornal britânico Financial Times.

A organização independente que monitora políticas de comércio internacional, destaca no relatório que o Brasil terá a maior redução nas tarifas médias, com queda de 13,6 pontos percentuais.

Às 21h10 deste domingo o contrato futuro do ouro tinha alta de 1,6%. O contrato futuro do barril de petróleo Brent caía 0,73% a 70,7 dólares. Os índices futuros em Nova York abriram em baixa na noite deste domingo.

Prévia da inflação oficial

Também está no radar do mercado, a divulgação do IPCA-15 de fevereiro. Será na sexta-feira, às 9h. O IPCA-15 é considerado uma prévia da inflação oficial e pode ajudar o mercado a calibrar as projeções para a Selic. Vale lembrar que há a expectativa de corte na taxa de juros pelo Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central nas reuniões de 17 e 18 de março. Analistas estão divididos quanto à magnitude do corte.

Balanço da Nvidia

Nos Estados Unidos, um dos eventos mais importantes no segmento corporativo é a divulgação do resultado da Nvidia na quarta-feira, 25. A empresa com maior valor de mercado do mundo (4,62 trilhões de dólares) apresenta seus números e projeções. 

Seu balanço financeiro é importante porque a companhia se tornou a espinha dorsal da revolução da Inteligência Artificial. Como líder na produção de chips para data centers, os resultados da Nvidia funcionam como um termômetro para todo o setor de tecnologia.

Temporada de resultados do 4T25 no Brasil

A temporada de resultados do quarto trimestre de 2025 (4T25) volta com força nesta semana. Destaque para o resultado da Gerdau, na segunda-feira; Isa Energia, na terça; Weg e Copasa na quarta; e Caixa Seguridade e Marcopolo na quinta-feira. Confira a agenda:

Segunda-feira, 23

Irani, Telefônica Brasil – antes da abertura do mercado.

Gerdau, Metalúrgica Gerdau – após o fechamento do mercado.

Terça-feira, 24

Isa Energia, Iguatemi, C&A Modas, Pão de Açúcar – após o fechamento do mercado.

Quarta-feira, 25

Weg – antes da abertura do mercado.

Engie Brasil, Copasa, Intelbras, Kepler Weber, lochpe-Maxion, Nubank – após o fechamento do mercado.

Quinta-feira, 26

Marcopolo – antes da abertura do mercado.

Caixa Seguridade, Copel, Axia, B3, Sanepar, Mdias Branco, Marcopolo, Odontoprev, Banco BMG, Qualicorp, Aura Minerals – após o fechamento do mercado.

Notícias corporativas

Banco Pine contrata BTG Pactual Corretora como formador de mercado

O Banco Pine (PINE4) contratou o BTG Pactual Corretora de Títulos e Valores Mobiliários para exercer a função de formador de mercado de suas ações preferenciais. A informação foi divulgada neste domingo, 22.

Segundo o Pine, o objetivo é a atuação no mercado de bolsa administrado pela B3, por meio da realização de ofertas de compra e de venda com o objetivo de fomentar a liquidez das ações preferenciais (PINE4) de emissão da companhia.

O contrato foi celebrado com prazo indeterminado.

O Pine tem em circulação no mercado (free float) 46.179.490 ações preferenciais.

Grupo Ultra (UGPA3) contrata BTG para vender a Ipiranga, diz jornal

O blog de Lauro Jardim, no O Globo, divulgou neste domingo, 22, que o BTG Pactual foi contratado pelo grupo Ultra (UGPA3) para vender a Ipiranga, a segunda maior distribuidora de combustíveis do país. Ainda de acordo com o blog, a companhia francesa Total, a saudita Aramco e a holding J&F, dos irmãos Batista, “estão olhando o negócio”.

Dimed (PNVL3): Kinea se desfaz de participação e deixa de integrar acordo de acionistas

O Kinea Private Equity IV Master Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia (Kinea) vendeu a participação acionária de sua titularidade na Dimed – Panvel (PNVL3), representativa de aproximadamente 5,37% das ações ordinárias da companhia. A informação foi divulgada pela Dimed na sexta-feira, 20. Em decorrência da venda, o Kinea deixa de integrar o acordo de acionistas firmado em 15 de julho de 2020.

Metalúrgica Gerdau anuncia data de pagamento das frações de ações decorrentes de bonificação

A Metalúrgica Gerdau (GOAU4) divulgou que, como resultado da bonificação aprovada pelo conselho de administração da companhia em 15 de dezembro de 2025, as frações foram agrupadas em números inteiros e vendidas em leilão realizado no dia 18 de fevereiro na B3.

No total, foram vendidas 108.578 ações escriturais, sem valor nominal, das quais 16.234 são ordinárias e 92.344 preferenciais, com valores líquidos de R$ 9,22 para cada ação ordinária e R$ 9,69 para cada ação preferencial.

Os valores serão creditados aos acionistas em 24 de fevereiro, de acordo com a proporção das frações de cada tipo de ação a que detém direito conforme data-base de 30 de janeiro de 2026.

Vale: Fukunaga renuncia ao cargo de membro do conselho de administração

A mineradora Vale (VALE3) informou que João Luiz Fukunaga apresentou sua renúncia ao cargo de membro do conselho de administração. Fukunaga, que deixou deixou a presidência da Previ (Caixa de Previdência dos Funcionários do Banco do Brasil) em outubro do ano passado, era conselheiro da mineradora desde 2023.

Em decorrência da referida renúncia e nos termos do Estatuto Social, o conselho de administração da Vale avaliará, nos próximos dias, com o suporte do comitê de indicação e governança da companhia, as providências necessárias.

A Previ detém 8,39% do capital total da Vale.

Após deixar a Previ, Fukunaga foi convidado a assumir a diretoria de Relações Governamentais e ASG da EloPar, holding criada em 2015 com objetivo de viabilizar o crescimento das empresas do grupo.

Braskem informa que controlada no México não pagou juros de títulos com vencimento em 2032

A Braskem (BRKM5) divulgou na sexta-feira, 20, que sua controlada no México, Braskem Idesa, anunciou o não pagamento de juros programado para o dia 20 de fevereiro de 2026 referente às suas notas seniores garantidas com vencimento em 2032. A Braskem Idesa informou ainda que segue nas negociações de estrutura de capital sustentável para a empresa.

Adani Defence & Aerospace e Embraer anunciam planos para instalar linha de montagem final do E175 na Índia

A Adani Defence & Aerospace, empresa líder no setor aeroespacial e de defesa da Índia e principal companhia da Adani Enterprises Ltd, e a Embraer (NYSE: EMBJ / B3: EMBJ3) consolidaram um Memorando de Entendimento (MoU) ampliado para estabelecer uma linha de montagem final para o jato regional E175, no âmbito do programa de Aeronaves de Transporte Regional (RTA) da Índia.

Esse avanço representa um passo significativo em relação ao MoU inicial, assinado em janeiro de 2026, e faz parte de um plano mais amplo para desenvolver o programa de Aeronaves de Transporte Regional (RTA) na Índia. O MoU também reforça o aprofundamento das relações estratégicas entre os dois países.

A parceria industrial tem como objetivo estruturar a produção do E175 na Índia. As duas empresas já trabalham em conjunto para avançar em todos os aspectos do MoU, incluindo oportunidades na fabricação de aeronaves, cadeia de suprimentos, serviços pós-venda, treinamento de pilotos e obtenção de encomendas que sustentem a proposta da linha de montagem final.

Como um dos mercados de aviação que mais crescem no mundo em termos de tráfego de passageiros, a Índia tem demanda estimada de ao menos 500 aeronaves na faixa de 80 a 146 assentos nos próximos 20 anos. Essa projeção reflete o aumento da necessidade de conectividade regional e de curta distância, impulsionada pelo uso de jatos menores e mais eficientes.

Copasa (CSMG3) define coordenadores globais da potencial oferta subsequente de ações

Mais um passo no processo de desestatização da Copasa (CSMG3). O acionista controlador da companhia, o Estado de Minas Gerais, informou à Copasa os coordenadores globais do sindicato de instituições financeiras que atuarão na potencial oferta pública subsequente de ações, a ser realizada no contexto do processo de desestatização.

São eles: Banco BTG Pactual, na qualidade de Coordenador Líder; Banco Itaú BBA; Bank of America Merrill Lynch Banco Múltiplo; Citigroup Global Markets Brasil, Corretora de Câmbio, Títulos e Valores Mobiliários e UBS BB Corretora de Câmbio, títulos e valores mobiliários.

A Copasa esclareceu que nesta data não está sendo realizada qualquer oferta pública de distribuição de valores mobiliários.

“A efetiva realização da oferta permanece sujeita, dentre outros fatores, à obtenção das aprovações aplicáveis (inclusive societárias e de credores), às condições macroeconômicas e de mercado, à celebração dos contratos definitivos e ao cumprimento dos procedimentos previstos na regulamentação vigente”, afirmou a companhia em um fato relevante enviado ao mercado.

Azul anuncia saída do processo de recuperação judicial nos Estados Unidos

A Azul (B3: AZUL53; OTC: AZULQ) informou após o fechamento do mercado na sexta-feira, 20, que concluiu com sucesso, nesta data, seu processo voluntário de reestruturação financeira, com a consequente saída do Chapter 11 do U.S. Bankruptcy Code (recuperação judicial nos Estados Unidos), conduzido perante o United States Bankruptcy Court for the Southern District of New York, após o pagamento integral do financiamento DIP (debtor-in-possession) e a liquidação da oferta pública de ações.

Em um fato relevante enviado ao mercado, a companhia destacou que todas as condições precedentes para a eficácia (effective date) prevista no plano de reorganização da Azul foram cumpridas ou renunciadas nos termos nele previstos, e o Plano tornou-se eficaz e foi substancialmente consumado, culminando na saída do Chapter 11.

Como resultado da liquidação da oferta de saída e do grupamento de ações aprovado em assembleia geral extraordinária realizada em 12 de fevereiro de 2026, o novo capital social da Azul passa a ser de R$ 21.756.852.177,39, dividido em 54.730.851.778.811 ações ordinárias.

A reestruturação foi implementada por meio de acordos com seus principais credores, incluindo os detentores de títulos de dívida da companhia emitidos no mercado, seu maior arrendador de aeronaves, a AerCap, bem como com dois investidores estratégicos, a United Airlines, e a American Airlines.

No fato relevante a Azul ressalta a redução da dívida de empréstimos e financiamentos em aproximadamente US$1,1 bilhão; a redução de dívida de arrendamentos de aeronaves em quase 40%; a redução estimada dos pagamentos anuais de juros em mais de 50% em comparação aos níveis anteriores ao Chapter 11; a redução estimada de aproximadamente um terço dos custos recorrentes com arrendamento de aeronaves; a alavancagem líquida proforma estimada após a implementação do plano de reorganização na saída abaixo de 2,5x; e a captação de aproximadamente US$ 1,375 bilhão através da emissão de Notas Seniors e US$ 950 milhões por meio de compromissos em equity.

Estudo de ações da Bolsa

Assista ao estudo do Ibovespa, Vale3, Petr4, Taee11, Igti11, Lren3, Rdor3, Rapt4, Bbdc4, Viva3, Eqtl3 e de Bmob3. Acesse aqui o vídeo.

Agenda de proventos da semana:

Confira as companhias que pagam provento (dividendo ou JCP) e as que têm ‘data com’ nesta semana. A ‘data com’ ou ‘data de corte’ indica qual é o último dia em que o investidor deve possuir uma ação para receber o provento anunciado. 

Segunda, 23

Telefônica Brasil (VIVT3) 

A ‘data com’ para ter direito aos juros sobre o capital (JCP) da Telefônica Brasil anunciados em 12 de fevereiro, é nesta segunda-feira, 23. A partir de terça, 24, as ações serão negociadas ex-JCP. O valor líquido por ação é R$ 0,08. O pagamento desse provento será realizado até 30 de abril de 2027, devendo a data ser oportunamente definida pela diretoria da companhia.

Banco do Brasil (BBAS3)

A ‘data com’ para ter direito aos JCP do Banco do Brasil anunciados em 11 de fevereiro, é nesta segunda-feira, 23. A partir de terça, 24, as ações serão negociadas ex-JCP. O valor por ação é R$ 0,21. Os valores pagos serão atualizados, pela taxa Selic, da data do balanço (31/12/2025) até a data do pagamento (05/03/2026).

Quarta, 25

Isa Energia (ISAE4) 

A Isa Energia (ISAE4) paga na quarta-feira, 25, a 2° parcela dos JCP anunciados em 19 de dezembro. A data de corte dessa segunda parcela foi em 29 de janeiro de 2026. O valor líquido é de R$ 0,21 por ação. Vale lembrar que a terceira parcela tem data de corte em 26 de fevereiro de 2026 (data ex-direito em 27 de fevereiro).

Schulz (SHUL4) 

A Schulz paga na quarta-feira os JCP anunciados em 22 de dezembro de 2025. Desde 30 de dezembro de 2025 as ações são negociadas “ex-juros sobre capital próprio”. O pagamento será feito pelo valor líquido de R$ 0,08 por ação por ação preferencial e R$ 0,08 por ação ordinária.

Grendene (GRND3) 

Atenção: o Finance News errou ao informar que a Grendene irá pagar dividendo nesta quarta-feira, 25. A Grendene emitiu um aviso no dia 5 de fevereiro com as datas que divulgamos. Mas a empresa divulgou outro aviso em 6 de fevereiro retificando o aviso de 5 de fevereiro. O correto é: a Grendene irá pagar R$ 0,221690166 em 18 de março de 2026 (a data ex-dividendo foi em 29/12/2025). A companhia irá pagar R$ 0,221690166 em 10 de junho de 2026 (a data ex-dividendo foi em 29/12/2025). E irá pagar R$ 0,199503977 em 9 de setembro de 2026 (a data ex-dividendo foi em 29/12/2025).

 

Quinta, 26

Isa Energia (ISAE4) 

A data de corte para a terceira e última parcela dos JCP da Isa Energia anunciados em dezembro de 2025, é na quinta, 26. As ações da companhia serão negociadas ex-JCP a partir de 27 de fevereiro. O pagamento será feito em 31 de março de 2026, no valor de R$ 0,21 por ação.

Sexta, 27

Vibra Energia (VBBR3) 

A Vibra Energia paga na sexta-feira, 27, os juros sobre o capital próprio aprovados em fevereiro do ano passado. O montante bruto é de R$ 350 milhões, equivalente a R$ 0,31 por ação. Tem direito ao pagamento acionistas na posição acionária do dia 21 de março de 2025 (inclusive). As ações relativas a esse pagamento, passaram a ser negociadas ex-juros sobre capital próprio desde de 24 de março de 2025.

Klabin (KLBN11)

Klabin paga na sexta-feira, 27, a primeira parcela do dividendo anunciado em dezembro de 2025. Tem direito ao recebimento dos dividendos os acionistas que constarem da base acionária da companhia em 15 de dezembro de 2025, sendo que as ações e Units passaram a ser negociadas ex-dividendo a partir de 16 de dezembro de 2025. As outras três parcelas restantes serão pagas em 20 de maio de 2026, 19 de agosto de 2026 e 12 de novembro de 2026.

M.Dias Branco (MDIA3) 

A M.Dias Branco paga o dividendo mensal no valor de R$ 0,03 (três centavos) por ação na sexta-feira, 27. A data-base foi 19 de fevereiro.

Itaúsa (ITSA4) 

A ‘data com’ para ter direito ao JCP trimestral (referente ao primeiro trimestre/26) da Itaúsa é na sexta-feira, 27. O pagamento no valor líquido de R$ 0,02 por ação será em 1° de abril. Ainda haverá outros três pagamentos de JCP trimestrais. Veja aqui a tabela com os detalhes.

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Alckmin: Brasil não perde competitividade com tarifa de 10% dos EUA https://financenews.com.br/2026/02/alckmin-brasil-nao-perde-competitividade-com-tarifa-de-10-dos-eua/ https://financenews.com.br/2026/02/alckmin-brasil-nao-perde-competitividade-com-tarifa-de-10-dos-eua/#respond Sat, 21 Feb 2026 16:10:20 +0000 https://financenews.com.br/?p=202913   Publicado às 13h08 O Brasil não perderá competitividade com a nova tarifa global de 10% […]

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Publicado às 13h08

O Brasil não perderá competitividade com a nova tarifa global de 10% anunciada pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse na sexta-feira, 20, o presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

Como a taxa será aplicada a todos os países exportadores, o Brasil, ressaltou Alckmin, permanece em igualdade de condições no mercado norte-americano.

A declaração foi feita após decisão da Suprema Corte dos Estados Unidos que considerou ilegais as tarifas impostas anteriormente pelo presidente Donald Trump com base em poderes de emergência. Por seis votos a três, a Corte entendeu que a criação de tarifas é prerrogativa do Congresso, e não do Executivo.

Decisão judicial

O julgamento anulou parte relevante do chamado tarifaço, por meio do qual o governo de Trump havia imposto alíquota global de 10% e uma sobretaxa adicional de 40% sobre produtos brasileiros, totalizando 50% em alguns casos.

Para Alckmin, a decisão é “muito importante” para o Brasil e abre espaço para ampliar as trocas comerciais.

“Abriu-se uma avenida para um comércio mais pujante”, declarou.

Ele ressaltou que, no auge das medidas, 37% das exportações brasileiras estavam sendo oneradas, percentual que caiu para 22% no fim do ano passado, após negociações diplomáticas.

Trump reagiu à decisão anunciando que buscará novos caminhos legais para manter sua política tarifária e confirmou a criação de uma nova taxa global de 10%, com base em outros dispositivos da legislação comercial americana.

Setores beneficiados

De acordo com o vice-presidente, a nova tarifa não altera a posição relativa do Brasil no comércio com os EUA.

“Os 10% são globais. Não perdemos competitividade”, afirmou Alckmin.

Ele destacou que setores como máquinas, motores, madeira, pedras ornamentais, café solúvel e frutas podem se beneficiar com a redução das barreiras anteriores.

Alckmin também mencionou que produtos estratégicos, como aço e alumínio, atingidos pela Seção 232 da legislação americana, ainda podem ter desdobramentos jurídicos. Por meio da Seção 232 da Lei de Segurança Nacional dos Estados Unidos, o país pode impor tarifas sobre importações consideradas ameaça à economia.

O ministro reforçou que o Brasil não está entre os países que geram déficit comercial para os Estados Unidos e defendeu a continuidade do diálogo bilateral. “A negociação continua”, disse.

Impacto econômico

Especialistas avaliam que a derrubada das tarifas pode favorecer a retomada das exportações brasileiras e reduzir pressões inflacionárias nos Estados Unidos, ao baratear produtos importados.

Em 2025, as exportações brasileiras para os EUA somaram US$ 37,7 bilhões, o equivalente a 10,8% do total vendido pelo Brasil ao exterior. A redução das barreiras comerciais pode influenciar o fluxo de investimentos e o comportamento do dólar, com reflexos sobre a economia brasileira.

Apesar do revés judicial, Trump sinalizou que poderá abrir novas investigações comerciais e estruturar tarifas por outros instrumentos legais, mantendo a política de proteção à indústria americana no centro de sua estratégia econômica.

Agência Brasil

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Tarifaço continua a afetar 22% das exportações, diz Alckmin https://financenews.com.br/2025/11/tarifaco-continua-a-afetar-22-das-exportacoes-diz-alckmin/ https://financenews.com.br/2025/11/tarifaco-continua-a-afetar-22-das-exportacoes-diz-alckmin/#respond Sat, 22 Nov 2025 17:58:12 +0000 https://financenews.com.br/?p=198198         Publicado às 14h56 O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, […]

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Publicado às 14h56

O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (21) que 22% das exportações brasileiras para os Estados Unidos permanecem sujeitas às sobretaxas impostas pelo governo norte-americano. A declaração foi dada no Palácio do Planalto, um dia após a Casa Branca retirar 238 produtos da lista do chamado tarifaço.

Segundo Alckmin, a nova decisão representa o maior avanço até agora nas negociações bilaterais. Ele destacou que, no início da imposição das tarifas, 36% das vendas brasileiras ao mercado norte-americano estavam submetidas a alíquotas adicionais.

“Gradualmente, tivemos decisões que ampliaram as isenções. Com a retirada dos 238 produtos, reduzimos para 22% a fatia da exportação sujeita ao tarifaço”, disse.

A medida anunciada pelo presidente dos EUA, Donald Trump, revoga a tarifa extra de 40% para uma lista de itens majoritariamente agrícolas, como café, carne bovina, banana, tomate, açaí, castanha de caju e chá. A isenção tem efeito retroativo a 13 de novembro e permitirá o reembolso de produtos já exportados.

Impacto nas exportações

Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) indicam que, tomando como base os US$ 40,4 bilhões exportados pelo Brasil aos EUA em 2024:

  • US$ 8,9 bilhões seguem sujeitos à tarifa adicional de 40% (ou 10% mais 40%, dependendo do produto);
  • US$ 6,2 bilhões continuam enfrentando a tarifa extra de 10%;
  • US$ 14,3 bilhões estão livres de sobretaxas;
  • US$ 10,9 bilhões permanecem sob as tarifas horizontais da Seção 232, aplicadas a setores como siderurgia e alumínio.

De acordo com a secretária de Comércio Exterior do MDIC, Tatiana Prazeres, a parcela das exportações brasileiras totalmente livre de tarifas adicionais aumentou 42% desde o início da crise.

Ela ponderou, no entanto, que o setor industrial continua sendo o mais afetado e exige maior atenção por parte do governo. “Para a indústria, a busca de mercados alternativos é mais complexa do que para commodities”, afirmou.

Aeronaves da Embraer, por exemplo, seguem sujeitas à tarifa de 10%.

Negociações seguem

Alckmin afirmou que a decisão dos EUA foi influenciada pelo diálogo recente entre Trump e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante encontro na Malásia, em outubro. O governo brasileiro enviou aos EUA, em 4 de novembro, uma proposta de acordo comercial, cujo teor não foi detalhado.

O presidente em exercício reiterou que o país busca avançar nas tratativas para retirar novos produtos da lista de itens tarifados. Ele mencionou que temas tarifários e não tarifários seguem na pauta de discussão, incluindo áreas como terras raras, big techs, energia renovável e o Regime Especial de Tributação para Serviços de Data Center (Redata).

Alckmin também confirmou que Lula apresentou a Trump, além do pedido de redução tarifária, questionamentos sobre a aplicação da Lei Magnitsky, que resultou em sanções contra autoridades brasileiras.

Segundo o presidente em exercício, ainda não há reunião prevista entre os presidentes, embora Lula tenha convidado o mandatário norte-americano para visitar o Brasil.

Setores mais sensíveis

Apesar do alívio para diversos itens agrícolas, o governo avalia que os produtos industriais permanecem como o principal foco de preocupação. Parte desses segmentos, especialmente bens de maior valor agregado ou fabricados sob encomenda, têm mais dificuldade para redirecionar exportações para outros mercados.

Alckmin afirmou que seguirá empenhado em buscar novas exceções. “Continuamos otimistas. O trabalho não terminou, mas avança com menos barreiras”, declarou.

Fonte: Agência Brasil

 

 

 

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Entidades da indústria e do agro celebram fim da taxa de 40% dos EUA https://financenews.com.br/2025/11/entidades-da-industria-e-do-agro-celebram-fim-da-taxa-de-40-dos-eua/ https://financenews.com.br/2025/11/entidades-da-industria-e-do-agro-celebram-fim-da-taxa-de-40-dos-eua/#respond Sat, 22 Nov 2025 17:56:00 +0000 https://financenews.com.br/?p=198195         Publicado às 14h54 A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald […]

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Publicado às 14h54

A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar as tarifas de 40% sobre diversos produtos brasileiros foi amplamente celebrada por entidades e associações ligadas à indústria e agricultura.

A Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) publicou nota em que “avalia como muito positiva” a revogação da tarifa extra de 40% para uma lista de itens majoritariamente agrícolas, como café, carne bovina, banana, tomate, açaí, castanha de caju e chá. A isenção tem efeito retroativo a 13 de novembro e permitirá o reembolso de produtos já exportados.

Para o órgão, a medida é um avanço importante para a normalização do comércio bilateral “com efeitos imediatos para a competitividade das empresas brasileiras envolvidas e sinaliza um resultado concreto do diálogo em alto nível entre os dois países”.

No entanto, para a Amcham, é preciso intensificar o diálogo entre Brasil e EUA para eliminar as sobretaxas de produtos que continuam sendo impactados.

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) também se manifestou.

“A decisão do governo americano de remover a tarifa de 40% a 249 produtos agrícolas brasileiros é avanço concreto na renovação da agenda bilateral e condiz com papel do Brasil como grande parceiro comercial dos Estados Unidos”, declarou Ricardo Alban, presidente da entidade, em comunicado.

Alban disse ainda que “vemos com grande otimismo a ampliação das exceções e acreditamos que a medida restaura parte do papel que o Brasil sempre teve como um dos grandes fornecedores do mercado americano”.

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (FIEMG) considerou que a medida alivia “setores que vinham enfrentando perda de competitividade no mercado norte-americano”.

A FIEMG lembra que sempre defendeu a negociação constante e técnica entre os dois países “como instrumento central para a retomada das condições adequadas de comércio”.

Tarifaço ainda traz impactos

O presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, afirmou nesta sexta-feira (21) que 22% das exportações brasileiras para os Estados Unidos permanecem sujeitas às sobretaxas impostas pelo governo norte-americano.

Segundo Alckmin, a nova decisão representa o maior avanço até agora nas negociações bilaterais.

Fonte: Agência Brasil

 

 

 

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Mercados nesta sexta, minério, petróleo e notícias corporativas https://financenews.com.br/2025/11/mercados-nesta-sexta-minerio-petroleo-e-noticias-corporativas-4/ https://financenews.com.br/2025/11/mercados-nesta-sexta-minerio-petroleo-e-noticias-corporativas-4/#respond Fri, 21 Nov 2025 10:56:52 +0000 https://financenews.com.br/?p=198118             Publicado às 7h57 Bolsas, petróleo e bitcoin (7h55) Na […]

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Publicado às 7h57

Bolsas, petróleo e bitcoin (7h55)

Na quinta-feira os principais índices de ações em Nova York abriram em alta repercutindo positivamente o resultado trimestral da gigante Nvidia. Mas viraram para queda com analistas e investidores digerindo os dados do emprego em setembro divulgados no relatório “Payroll”. Apesar do aumento nas contratações, o desemprego cresceu em setembro nos Estados Unidos, o que renovou as incertezas sobre se haverá um corte na taxa de juros na maior economia do mundo em dezembro. O banco Morgan Stanley, por exemplo, revisou suas projeções e não vê corte de juros pelo Banco Central americano na reunião de dezembro.

Alemanha (DAX): -1,17% 

Londres (FTSE 100): -0,52%

Japão (Nikkei 225): -2,30% (pregão encerrado)

China (Xangai Comp.): -2,45% (pregão encerrado)

Hong Kong (Hang Seng): -2,38% (pregão encerrado)

Petróleo Brent: -0,80% (US$ 64,3). O Brent é referência para a Petrobras.

Petróleo WTI: -2,19% (US$ 60,2)

Bitcoin futuro: -5,45% (US$ 91.390)

Ouro (contrato para dez/25 – onça-troy): -0,59% (US$ 4.035)

Minério de ferro em Dalian (7h54 – hora de Brasília) 

Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em queda de 0,32% a 785,5 iuanes (US$ 110,51). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas. 

Futuros de ações em Nova York 

Às 7h55 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em alta de 0,25% e o S&P 500 futuro com desvalorização de 0,07%. Nasdaq futuro caía 0,31%.

Notícias

Mercado repercute a retirada de tarifa de 40% sobre produtos do Brasil 

Os agentes financeiros repercutem nesta sessão a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de retirar a tarifa de importação de 40% sobre determinados produtos brasileiros. Constam na lista divulgada pela Casa Branca produtos como café, chá, frutas tropicais e sucos de frutas, cacau e especiarias, banana, laranja, tomate e carne bovina.

Randocorp (RAPT4) e Frasle (FRAS3) divulgam receita líquida de outubro

A Randoncorp (RAPT4) teve Receita Líquida Consolidada de R$ 1,22 bilhão em outubro/25, alta de 3,4% em relação ao mesmo mês do ano passado. A informação foi divulgada nesta sexta-feira, 21. A Frasle (FRAS3), controlada da Randoncorp, teve Receita Líquida Consolidada de R$ 510,3 milhões em outubro/25, alta de 29% em relação ao mesmo mês de 2024. As companhias divulgam mensalmente a receita visando manter uma relação de transparência com seus investidores. 

Moody’s ratifica rating Baa2 da Vale (VALE3)

A agência de classificação de risco Moody’s manteve a nota da Vale (VALE3) em Baa2 estável. Em relatório do dia 17 de novembro, a agência reafirmou a classificação Baa2 e a perspectiva “estável’ da Vale. “A classificação Baa2 da Vale continua a refletir o sólido perfil de crédito da empresa, sustentado por sua posição de mercado como uma das maiores empresas de mineração do mundo, com participação de mercado dominante em minério de ferro e níquel, e posição crescente em cobre”, afirmou a Moody’s. Ainda segundo a agência, a classificação também é sustentada pela posição de custo relativamente baixo da Vale e pelo seu sólido balanço patrimonial, com alavancagem abaixo de 1,5x (dívida total/Ebitda) desde 2020. Além disso, a Vale possui excelente liquidez, sustentada por US$ 6,1 bilhões em caixa e US$ 5 bilhões disponíveis em suas linhas de crédito rotativo no final de setembro de 2025, afirma a Moody’s.

Braskem informa que Braskem Idesa anunciou o não pagamento de juros

A Braskem (BRKM5) informou em um comunicado que sua subsidiária Braskem Idesa anunciou o não pagamento de juros programado para o dia 18 de novembro referente às suas notas seniores garantidas com vencimento em 2029, com valor principal em aberto de US$ 900 milhões. A Braskem Idesa destacou que “segue engajada em discussões com representantes de um determinado grupo ad-hoc de detentores de suas notas seniores de modo a alcançar uma estrutura de capital sustentável para a empresa, preservando as suas operações”.

A Braskem Idesa é uma joint-venture criada entre a Braskem e a mexicana Idesa.

BlackRock eleva participação na Motiva (MOTV3)

A gestora americana BlackRock, uma das maiores do mundo, elevou participação na Motiva (MOTV3), conforme informado pela companhia brasileira.

A BlackRock, em nome de alguns de seus clientes, na qualidade de administrador de investimentos, adquiriu ações ordinárias emitidas pela Motiva, sendo que, em 17 de novembro de 2025, suas participações, de forma agregada, passaram a ser de 101.176.755 ações ordinárias representando aproximadamente 5,008% do total de ações ordinárias; e 69.433 instrumentos financeiros derivativos referenciados em ações ordinárias, representando aproximadamente 0,003% do total de ações ordinárias.

“O objetivo das participações societárias acima mencionadas é estritamente de investimento, não objetivando alteração do controle acionário ou da estrutura administrativa da companhia”, afirmou a gestora.

Vibra Energia (VBBR3) anuncia R$ 850 milhões em juros sobre o capital

O conselho de administração da Vibra Energia (VBBR3) aprovou o pagamento de juros sobre o capital próprio no valor bruto de R$ 850 milhões. Esse valor corresponde a R$ 0,76354353559 por ação. Terão direito aos juros sobre capital próprio os acionistas da companhia no fechamento do pregão da B3 do dia 25 de novembro de 2025, considerando os negócios realizados em tal data. A partir de 26 de novembro de 2025 as ações passarão a ser negociadas ex-direito aos juros sobre capital próprio. O pagamento será realizado em 16/12/2026.

A Vibra anunciou também um aumento de capital no valor de R$ 800 milhões, por meio da emissão de 30.268.634 ações ordinárias, a serem atribuídas de forma gratuita aos titulares de ações da companhia, a título de bonificação.

“O aumento de capital por meio de bonificação de ações contribuirá para o fortalecimento da estrutura de capital da companhia, bem como para tornar o preço unitário por ação mais atrativo e acessível, gerando, potencialmente, mais negócios e maior volume financeiro, o que resultará em criação de valor para os acionistas”, afirmou a Vibra.

Os acionistas receberão 7,11% de ações bonificadas para cada 1 ação de sua titularidade na data de corte, correspondente à proporção de 1 ação bonificada para cada 14,06423244265 ações ordinárias que possuírem na data de corte. Farão jus ao recebimento das ações bonificadas os acionistas da companhia assim registrados no fechamento do pregão da B3 do dia 25 de novembro de 2025, considerando os negócios realizados em tal data (data de corte). Desta forma, a partir de 26 de novembro de 2025 as ações da companhia passarão a ser negociadas ex-bonificação.

Lavvi (LAVV3) anuncia o pagamento de R$ 150 milhões em dividendo 

O conselho de administração da Lavvi (LAVV3) aprovou a distribuição de dividendos adicionais. O valor é de R$ 150 milhões e corresponde a R$ 0,76752115718 por ação ordinária. Terão direito aos dividendos declarados as pessoas titulares de ações da companhia na data-base de 21 de novembro de 2025, respeitadas as negociações realizadas até essa data, inclusive. As ações serão negociadas ex-dividendos a partir de 24 de novembro de 2025, inclusive. O pagamento dos dividendos será realizado no dia 4 de dezembro de 2025. 4. Não haverá atualização monetária ou incidência de juros entre a data da declaração dos dividendos e a data do efetivo pagamento.

Energisa (ENGI11) anuncia o pagamento de R$ 320,5 milhões em dividendos

O conselho de administração da Energisa (ENGI11) aprovou na quarta-feira, 19, a distribuição de dividendos. O montante é de R$ 320,5 milhões e equivale a R$ 0,70 (setenta centavos) por cada Unit e R$ 0,14 (quatorze centavos) por cada ação ordinária ou preferencial. O pagamento será efetuado no dia 19 de dezembro de 2025, com base na posição acionária da companhia em 26 de novembro de 2025, respeitadas as negociações até essa data. A partir de 27 de novembro as ações da companhia serão negociadas “ex-dividendos”.

A Energisa anunciou ainda que seu conselho de administração aprovou um aumento do capital social mediante a capitalização de reservas de lucros da companhia, com a emissão e entrega, a título de bonificação, de 228.942.467 novas ações, sendo 88.723.125 ações ordinárias e 140.219.342 ações preferenciais, na proporção de 1:10, ou seja, com a atribuição de 1 nova ação ou 1 nova Unit para cada 10 ações ou 10 Units, conforme o caso.

Farão jus à bonificação os acionistas e titulares de Units na posição final do dia 27.11.2025. A partir do dia 28.11.2025, inclusive, as ações e Units serão negociadas “ex” direito à bonificação, observado que as novas ações ou Units, conforme o caso, serão incluídas na posição dos acionistas ou titulares de Units em 02.12.2025. Considerando que a Bonificação será sempre em números inteiros, e respeitado o fator da Bonificação (1:10), a companhia esclarece que irá seguir o procedimento previsto no art. 169, §3º, da Lei das S.A. para as ações e Units que não puderem ser atribuídas por inteiro, com a abertura de prazo para recomposição dos titulares de frações (entre os dias 03.12.2025 e 02.01.2026). Após esse prazo, as frações remanescentes serão agrupadas e alienadas em leilão em bolsa a ser oportunamente realizado pela Companhia, destinando-se o resultado líquido da venda, proporcionalmente, aos respectivos titulares das frações.

Kepler Weber (KEPL3) anuncia pagamento de dividendo no valor de R$ 24,9 milhões 

O conselho de administração da Kepler Weber (KEPL3) aprovou o pagamento de dividendos intercalares. O valor soma R$ 24,9 milhões e corresponde a R$ 0,14423200 por ação ordinária. A ‘data com’ (data de corte) é 24 de novembro de 2025. A partir de 25 de novembro (inclusive) as ações ordinárias de emissão da companhia serão negociadas na condição “ex-dividendos”. O pagamento ocorrerá em uma única parcela em 17 de dezembro de 2025.

Porto (PSSA3) paga em 28/11 saldo restante de JCP e dividendo aprovado em assembleia 

A Porto (PSSA3) anunciou que vai realizar em 28 de novembro de 2025, o pagamento do saldo restante dos proventos aprovados na Assembleia Geral Ordinária, no valor líquido de R$ 539.685.623,99, composto por juros sobre o capital próprio (JCP) referentes aos meses de outubro a dezembro de 2024, no valor líquido de R$ 232.243.491,55, correspondendo a R$ 0,35789363153 por ação; e pelo saldo de dividendos adicionais no valor de R$ 307.442.132,44, correspondentes a R$ 0,47889395150 por ação. Esses proventos serão pagos aos acionistas que constavam dos registros da companhia em 28 de março de 2025. Dessa forma a Porto conclui o pagamento dos lucros apurados no exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2024.

Agenda de provento desta sexta, 21:

Petrobras (PETR3, PETR4)

A Petrobras paga nesta sexta-feira, 21, a primeira parcela do provento anunciado em 7 de agosto. Essa primeira parcela é no valor de R$ 0,33 por ação ordinária e preferencial e será integralmente paga sob a forma de juros sobre capital próprio. Tem direito quem tinha ações em 21 de agosto de 2025. As ações passaram a ser negociadas ex-direitos desde 22 de agosto. Vale lembrar que a segunda parcela, no valor de R$ 0,33 por ação ordinária e preferencial, será paga em 22 de dezembro de 2025, sendo R$ 0,20 sob a forma de dividendos e R$ 0,13 sob a forma de juros sobre capital próprio.

Grendene (GRND3)

A ‘data com’ para ter direito ao dividendo da Grendene anunciado em 6 de novembro, é nesta sexta-feira, 21. As ações passarão a ser negociadas ex-dividendo a partir de 24 de novembro. O valor de R$ 60 milhões será distribuído na forma de juros sobre o capital, correspondendo ao valor bruto por ação de R$ 0,06. O valor de R$ 3,89 milhões será distribuído na forma de dividendo, correspondendo a R$ 0,004321324 por ação.

Azzas (AZZA3)

A data com para ter direito ao dividendo da Azzas anunciado em 17 de novembro, é nesta sexta-feira, 21. As ações serão negociadas ex-direitos ao recebimento dos dividendos a partir de 24 de novembro. O valor de R$ 0,89219207032 por ação ordinária. O pagamento será realizado em uma única parcela em 1° de dezembro de 2025.

Lavvi (LAVV3)

A ‘data com’ para ter direito aos dividendos adicionais da Lavvi, anunciados em 19 de novembro, é nesta sexta-feira, 21. As ações serão negociadas ex-dividendos a partir de 24 de novembro de 2025, inclusive. O valor é de R$ 150 milhões e corresponde a R$ 0,76 por ação ordinária. O pagamento dos dividendos será realizado no dia 4 de dezembro de 2025.

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Trump retira tarifa de 40% sobre produtos do Brasil como café e carne https://financenews.com.br/2025/11/trump-retira-tarifa-de-40-sobre-produtos-do-brasil-como-cafe-e-carne/ https://financenews.com.br/2025/11/trump-retira-tarifa-de-40-sobre-produtos-do-brasil-como-cafe-e-carne/#respond Fri, 21 Nov 2025 00:20:45 +0000 https://financenews.com.br/?p=198111           Publicado às 21h19 O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, […]

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Publicado às 21h19

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou, nesta quinta-feira, 20, a retirada da tarifa de importação de 40% sobre determinados produtos brasileiros. Constam na lista divulgada pela Casa Branca produtos como café, chá, frutas tropicais e sucos de frutas, cacau e especiarias, banana, laranja, tomate e carne bovina.

Na ordem executiva publicada pela Presidência dos EUA, Trump diz que a decisão foi tomada após conversa por telefone com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, “durante a qual concordamos em iniciar negociações para abordar as questões identificadas no Decreto Executivo 14.323”. De acordo com a publicação, essas negociações ainda estão em andamento.

Além disso, foram consideradas informações e recomendações adicionais de diversas autoridades que têm acompanhado as circunstâncias relativas ao estado de emergência declarado no Decreto Executivo 14.323. Segundo as recomendações recebidas por Trump, “certas importações agrícolas do Brasil não deveriam mais estar sujeitas à alíquota adicional de 40% imposta pelo Decreto Executivo 14.323, porque, entre outras considerações relevantes, houve progresso inicial nas negociações com o Governo do Brasil”, especifica a publicação oficial.

A Casa Branca divulgou a lista de produtos que deixam de ser afetados pela alíquota de 40%. “Especificamente, determinei que certos produtos agrícolas não estarão sujeitos à alíquota adicional de imposto ad valorem imposta pelo Decreto Executivo 14.323″, diz o texto, ao acrescentar que, no entendimento de Trump, “essas modificações são necessárias e apropriadas para lidar com a emergência nacional declarada no Decreto Executivo 14.323”.

Fonte: Agência Brasil

 

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Sobretaxa de 40% continua a ser entrave com EUA, apontam entidades https://financenews.com.br/2025/11/sobretaxa-de-40-continua-a-ser-entrave-com-eua-apontam-entidades/ https://financenews.com.br/2025/11/sobretaxa-de-40-continua-a-ser-entrave-com-eua-apontam-entidades/#respond Sun, 16 Nov 2025 00:30:12 +0000 https://financenews.com.br/?p=197842         Publicado às 21h28 Apesar de indicar a disposição para negociações por […]

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Publicado às 21h28

Apesar de indicar a disposição para negociações por parte dos Estados Unidos, a retirada da tarifa de 10% para 238 produtos traz apenas pequeno alívio para a maioria dos setores. Segundo a maior parte das entidades dos setores afetados pelo tarifaço, o principal entrave permanece: a sobretaxa adicional de 40% imposta no fim de julho pelo governo Donald Trump.

A medida beneficia diretamente 80 itens que o Brasil vende aos Estados Unidos, mas a sobretaxa de 40% continua a afetar a maior parte dos produtos brasileiros. Na avaliação das entidades, o Brasil precisará intensificar o diálogo diplomático para buscar a eliminação completa das tarifas extras e restaurar condições de competitividade no mercado norte-americano.

Apenas quatro produtos passam a ter isenção completa de tarifas para os Estados Unidos: três tipos de suco de laranja e a castanha-do-pará. Os outros 76 continuam sujeitos à tarifa de 40%, entre os quais cafés não torrados, cortes de carne bovina, frutas e hortaliças.

Indústria

As entidades industriais brasileiras avaliaram a medida como um gesto positivo, mas insuficiente. Segundo análise da Confederação Nacional da Indústria (CNI), os 80 itens beneficiados pela suspensão da tarifa de 10% representaram US$ 4,6 bilhões em exportações em 2024, cerca de 11% do total enviado pelo Brasil aos EUA.

A CNI afirma que a manutenção da sobretaxa de 40% mantém o Brasil em desvantagem frente a concorrentes que não enfrentam as mesmas barreiras. A entidade reforça a urgência no avanço das negociações.

“É muito importante negociar o quanto antes um acordo para que o produto brasileiro volte a competir em condições melhores”, declarou em nota o presidente da entidade, Ricardo Alban.

A Federação das Indústrias do Estado de Minas Gerais (Fiemg) também considera o corte um avanço limitado.

“É um passo importante, mas ainda insuficiente”, afirmou em comunicado o presidente Flávio Roscoe. A federação reforça que produtos importantes da pauta de exportação do estado, como carnes e café, continuam afetados.

Carne

Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) teve a reação mais favorável, destacando o retorno de previsibilidade ao comércio bilateral. Em nota, a associação afirmou que a redução “reforça a confiança no diálogo técnico entre os dois países.”

“A medida reforça a confiança no diálogo técnico entre os dois países e reconhece a importância da carne do Brasil, marcada pela qualidade, pela regularidade e pela contribuição para a segurança alimentar mundial”, informou a entidade.

“A redução tarifária devolve previsibilidade ao setor e cria condições mais adequadas para o bom funcionamento do comércio”, completou o comunicado da Abiec.

Segundo a entidade, a tarifação sobre carne bovina brasileira caiu de 76,4% para 66,4%, com a retirada da tarifa global de 10%. Antes do governo de Donald Trump, os Estados Unidos taxavam o produto em 26,4%.

Café

O setor cafeeiro mantém cautela e aguarda esclarecimentos sobre o alcance da redução. Em nota emitida na noite de sexta-feira (14), o Conselho dos Exportadores de Café do Brasil (Cecafé) considera necessária uma análise técnica adicional. Produtor de metade do café tipo arábicas do planeta, o Brasil fornece cerca de um terço dos grãos aos Estados Unidos.

No caso brasileiro, a concorrência com outros grandes exportadores de café representa o principal obstáculo. A tarifa estadunidense para os grãos brasileiros caiu de 50% para 40%, mas as tarifas foram zeradas para o produto colombiano e praticamente zeradas para o café vietnamita.

“O café também reduziu 10% [pontos percentuais], mas tem concorrente que reduziu 20% [pontos percentuais]. Então esse é o empenho que tem que ser feito agora para melhorar a competitividade”, disse no início da tarde o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin.

 

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Alckmin: corte tarifário dos EUA é positivo, mas distorções persistem https://financenews.com.br/2025/11/alckmin-corte-tarifario-dos-eua-e-positivo-mas-distorcoes-persistem/ https://financenews.com.br/2025/11/alckmin-corte-tarifario-dos-eua-e-positivo-mas-distorcoes-persistem/#respond Sun, 16 Nov 2025 00:26:52 +0000 https://financenews.com.br/?p=197840           Publicado às 21h25 A decisão dos Estados Unidos de reduzir […]

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Publicado às 21h25

A decisão dos Estados Unidos de reduzir tarifas de importação sobre cerca de 200 produtos alimentícios é “positiva” e representa “um passo na direção correta”, disse neste sábado (15) o vice-presidente e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin. Ele, no entanto, destacou que a permanência da sobretaxa de 40%, aplicada exclusivamente ao Brasil, cria distorções e continua um obstáculo relevante para as exportações nacionais.

“Há uma distorção que precisa ser corrigida. Todo mundo teve 10% [pontos percentuais] a menos. Só que, no caso do Brasil, que tinha 50%, ficou com 40%, que é muito alto. Você teve um setor muito atendido que foi o suco de laranja. Era 10% e zerou. Isso é US$ 1,2 bilhão [a mais nas exportações]. Então zerou, ficou sem nenhum imposto”, declarou Alckmin.

Ele destacou, entretanto, que alguns produtos de países concorrentes, como o café do Vietnã, obtiveram reduções mais amplas. “O café também reduziu 10% [pontos percentuais], mas tem concorrente que reduziu 20% [pontos percentuais]. Então esse é o empenho que tem que ser feito agora para melhorar a competitividade”, acrescentou o vice-presidente.

A declaração, no Palácio do Planalto, ocorreu após o governo norte-americano anunciar, na noite de sexta-feira (14), a retirada da tarifa global, conhecida como “taxa de reciprocidade”, criada em abril deste ano. Para os países latino-americanos, essa tarifa estava em 10%. No entanto, como a alíquota adicional de 40% aplicada em julho aos produtos brasileiros continua em vigor, tarifas sobre itens como café, carne bovina, frutas e castanhas caíram de 50% para 40%.

Avanços

Segundo Alckmin, a medida reflete avanços diplomáticos recentes, incluindo conversas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o presidente Donald Trump, em outubro, e reuniões entre o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e o secretário de Estado norte-americano, Marco Rubio. “A última ordem executiva do presidente Trump foi positiva e na direção correta. Foi positiva. Vamos continuar trabalhando. A conversa do presidente Lula com Trump foi importante no sentido da negociação e, também, a conversa do chanceler Mauro Vieira com o secretário Marco Rubio”, comentou.

O vice-presidente também ressaltou que os Estados Unidos mantêm superávit na balança comercial bilateral, exportando mais do que compra do Brasil. “O Brasil não é problema, é solução”, declarou.

Impacto nas exportações

Com a retirada da tarifa global, informou Alckmin, aumentou de 23% para 26% o volume das exportações brasileiras para os Estados Unidos isentas de sobretaxas, o equivalente a aproximadamente US$ 10 bilhões. A mudança ocorre após os meses seguintes ao chamado “tarifaço”, período em que o déficit brasileiro na balança comercial com os EUA cresceu 341% entre agosto e outubro.

Os efeitos variam por setor:

  • Suco de laranja: teve a tarifa de 10% zerada, beneficiando um setor de US$ 1,2 bilhão.
  • Café: alíquota caiu de 50% para 40%. O Brasil exportou US$ 1,9 bilhão em 2024, mas as vendas recuaram 54% em outubro na comparação anual.
  • Carne bovina e frutas: tarifas reduziram de 50% para 40%; ganho considerado limitado devido à sobretaxa remanescente.

Posição dos Estados Unidos

O governo norte-americano justifica a redução tarifária como parte de um esforço para conter a inflação de alimentos e equilibrar a oferta interna. Em pronunciamento, Trump disse que o ajuste foi “um pequeno recuo” e afirmou não considerar necessárias novas reduções de tarifas no curto prazo. Ele declarou ainda esperar queda nos preços de produtos como o café.

Alckmin também lembrou progressos recentes nas negociações comerciais. O vice-presidente citou a retirada da tarifa global de 10% e da sobretaxa de 40% sobre o ferro-níquel e a celulose, em setembro. Também destacou a redução de 50% para 40% em madeira macia e serrada e de 50% para 25% para armário, móveis e sofá, decidida no início de outubro.

No caso da madeira e dos móveis, os Estados Unidos decidiram reduzir a alíquota com base na Seção 232 da Lei de Comércio local,  sob o argumento de que pretendem proteger a segurança comercial do país. Nesse caso, as reduções abrangeram todo o planeta, não alterando a competitividade entre os países.

Agência Brasil

 

 

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Alckmin: reunião de Lula e Trump destrava negociações técnicas https://financenews.com.br/2025/10/alckmin-reuniao-de-lula-e-trump-destrava-negociacoes-tecnicas/ https://financenews.com.br/2025/10/alckmin-reuniao-de-lula-e-trump-destrava-negociacoes-tecnicas/#respond Mon, 27 Oct 2025 19:15:44 +0000 https://financenews.com.br/?p=196586           Publicado às 16h15 A reunião entre o presidente Luiz Inácio […]

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Publicado às 16h15

A reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump, marcou o “passo mais importante” na reaproximação entre os dois países, disse nesta segunda-feira (27) o presidente em exercício e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin (PSB).

O encontro ocorreu no domingo (26), em Kuala Lumpur, na Malásia, e foi o primeiro diálogo direto entre os dois líderes desde que Trump voltou à Casa Branca. Segundo Alckmin, o gesto político abriu caminho para destravar as negociações sobre tarifas, investimentos e cooperação econômica.

“O passo político foi dado com brilho e louvor. Agora é hora de avançar no lado técnico e estabelecer a pauta de trabalho”, disse Alckmin a jornalistas, em entrevista na portaria da Vice-Presidência da República, em Brasília.

Prioridade é o fim do tarifaço

O vice-presidente reafirmou que a principal prioridade do governo brasileiro é a retirada da sobretaxa de 40% aplicada pelos Estados Unidos a produtos nacionais desde agosto. Alckmin voltou a dizer que a medida, que afeta setores industriais e do agronegócio, é considerada “inadequada”.

“Essas tarifas de 10% [impostas em abril] mais 40% [impostas no fim de julho] são totalmente desproporcionais. A tarifa média do Brasil para os Estados Unidos é de apenas 2,7%. Precisamos resolver isso rapidamente”, afirmou.

Segundo o Ministério do Desenvolvimento, cerca de 34% dos US$ 40 bilhões exportados pelo Brasil aos EUA no último ano foram impactados pelas sobretaxas. Em julho, a pasta tinha divulgado que o percentual tinha ficado em 35,9%, mas o número foi revisado levemente para baixo.

O governo trabalha agora em duas frentes: pedir a suspensão temporária das tarifas durante as negociações técnicas e ampliar a lista de produtos isentos. Entre os itens que o Brasil tenta incluir na lista de exceções está o café, hoje sujeito a uma tarifa de até 50%.

Segundo o presidente em exercício, o apoio do setor privado estadunidense ao fim do tarifaço será decisivo para reverter a medida.

“O governo fez um pedido específico, mas as empresas americanas têm grande interesse [em exportar para o Brasil], como também as empresas brasileiras têm grande interesse em exportar para os Estados Unidos. É importante a participação do setor privado. Ela ajuda muito na solução do problema”, declarou.

Negociações e próximos passos

Alckmin coordena o grupo responsável pelas negociações com Washington, ao lado dos ministros das Relações Exteriores, Mauro Vieira, e da Fazenda, Fernando Haddad. A expectativa é de que equipes técnicas dos dois países se reúnam nas próximas semanas.

Durante viagem ao Japão nesta segunda, Trump classificou o encontro com Lula, ocorrido no domingo (26) na Malásia, como “muito bom”. O presidente estadunidense, no entanto, evitou prometer o fim imediato das tarifas. “Não sei se alguma coisa vai acontecer, mas veremos. Eles gostariam de fazer um acordo”, disse Trump.

Lula, por sua vez, afirmou que Brasil e Estados Unidos devem “fazer um bom acordo” nas próximas rodadas de negociação.

Datacenters

Além da pauta tarifária, Alckmin destacou que os dois governos discutem temas não tarifários, como a instalação de datacenters (centros de dados) no Brasil e a atração de investimentos em energia renovável.

O vice-presidente voltou a defender a aprovação da medida provisória dos datacenters, editada em setembro, que cria regras para o setor e é considerada essencial para atrair capital estrangeiro.

“Essa iniciativa pode atrair investimentos, especialmente diante da escassez global de energia. O Brasil tem abundância de fontes limpas e renováveis”, disse.

Nova fase diplomática

Alckmin encerrou a entrevista classificando o gesto entre Lula e Trump como “um marco político que reposiciona o Brasil no cenário internacional”.

“Foi uma importantíssima aproximação entre as duas maiores democracias do Ocidente. Agora começa uma fase importante para aprofundar os laços e buscar oportunidades concretas”, concluiu.

 

 

 

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Brasil aumenta exportação de soja para a China, ocupando lugar dos EUA https://financenews.com.br/2025/10/brasil-aumenta-exportacao-de-soja-para-a-china-ocupando-lugar-dos-eua/ https://financenews.com.br/2025/10/brasil-aumenta-exportacao-de-soja-para-a-china-ocupando-lugar-dos-eua/#respond Wed, 08 Oct 2025 02:19:39 +0000 https://financenews.com.br/?p=195494           A guerra comercial entre Estados Unidos e China impulsionou a soja brasileira […]

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A guerra comercial entre Estados Unidos e China impulsionou a soja brasileira no país asiático. De junho a agosto, o país asiático suspendeu a compra do grão norte-americano, dando preferência a outros fornecedores, como o Brasil e a Argentina.

A conclusão está em um levantamento da American Farm Bureau Federation (Federação Americana de Escritórios Agrícolas, em inglês). Maior entidade representativa do setor agrícola no país, a federação engloba 6 milhões de produtores rurais estadunidenses.

Segundo o levantamento, divulgado na página da entidade, as importações chinesas de soja norte-americana despencaram para o menor nível histórico em 2025. Em contrapartida, o Brasil virou o principal fornecedor do grão ao gigante asiático.

Entre janeiro e agosto de 2025, a China importou apenas 5,8 milhões de toneladas de soja americana, contra 26,5 milhões no mesmo período do ano passado, queda de quase 80%. De junho a agosto, apontou o relatório, os Estados Unidos não embarcaram “virtualmente nada” de soja para a China, e o país asiático não comprou nenhuma nova colheita para a safra do próximo ano.

Em contrapartida, o Brasil exportou mais de 77 milhões de toneladas do produto para o mercado chinês no mesmo intervalo. No mesmo período, a Argentina ampliou as vendas de soja após suspender o imposto de exportação, restituindo o tributo após o valor exportado ultrapassar US$ 7 bilhões.

Segundo a Federação Americana de Escritórios Agrícolas, a retração não é pontual e resulta da política de diversificação de fornecedores implementada há anos pela China. Desde 2018, quando o primeiro governo de Donald Trump iniciou a guerra comercial, o país asiático deixou de dar prioridade aos agricultores estadunidenses, mesmo com a demanda interna chinesa em níveis recordes.

Outros produtos

Os impactos dessa reconfiguração comercial, aponta a entidade estadunidense, são profundos. Além da soja, as exportações norte-americanas de milho, trigo e sorgo para a China caíram a zero em 2025, e as vendas de carne suína e algodão seguem em ritmo reduzido.

Segundo o levantamento, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos projeta que o valor total das exportações agrícolas para a China cairá para US$ 17 bilhões neste ano — 30% inferior a 2024 e mais de 50% abaixo de 2022. Para 2026, a estimativa é ainda menor: apenas US$ 9 bilhões, o menor patamar desde 2018.

Ajuda governamental

O governo Donald Trump prepara um novo pacote de ajuda financeira aos produtores rurais, semelhante ao concedido em 2019, quando mais de US$ 22 bilhões foram destinados ao setor durante a primeira guerra comercial com a China. “Usaremos os recursos das tarifas para apoiar nossos agricultores”, afirmou Trump em sua rede Truth Social. Paralelamente, o Tesouro norte-americano estuda medidas emergenciais para conter o déficit comercial agrícola.

Além da guerra comercial, os agricultores estadunidenses sofrem com a queda do preço das commodities (bens primários com cotação internacional) e o aumento de custos logísticos, agravado pelo baixo nível das águas do Rio Mississippi. O próprio Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estima que a renda agrícola do país caia 2,5% em 2025, atingindo o menor valor desde 2007.

Fonte: Agência Brasil

 

 

 

 

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Industriais buscam parceiros nos EUA para tentar reverter tarifaço https://financenews.com.br/2025/09/industriais-buscam-parceiros-nos-eua-para-tentar-reverter-tarifaco/ https://financenews.com.br/2025/09/industriais-buscam-parceiros-nos-eua-para-tentar-reverter-tarifaco/#respond Fri, 05 Sep 2025 02:48:44 +0000 https://financenews.com.br/?p=193596       Publicado às 0h01 Industriais brasileiros articulam com empresários estadunidenses uma ação conjunta […]

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Publicado às 0h01

Industriais brasileiros articulam com empresários estadunidenses uma ação conjunta para pressionar o governo de Donald Trump a negociar o tarifaço com o governo do Brasil. Os industriais estão nos Estados Unidos em uma comitiva liderada pela Confederação Nacional da Indústria (CNI).

Participam da missão os dirigentes das federações das indústrias de Minas Gerais (FIEMG), Paraná (FIEP), Paraíba (FIEPB), Rio de Janeiro (FIRJAN), Rio Grande do Norte (FIERN), Santa Catarina (FIESC), Goiás (FIEG) e São Paulo (FIESP).

“O setor industrial brasileiro articulou com parceiros americanos para que também pressionem o governo dos EUA em busca de um consenso para superar a crise. Estamos trabalhando juntos para que ambos os governos se sentem à mesa e encontrem uma saída para esse impasse”, afirmou o presidente da FIEMG, Flávio Roscoe.

Além dos representantes de associações de setores industriais, a missão internacional da CNI, que teve encontros em Washington, capital dos EUA, ontem e nesta quinta-feira (4), conta com aproximadamente 80 empresários brasileiros e 50 norte-americanos.

“O resultado imediato é o fortalecimento da sinergia entre empresários e a construção de um trabalho conjunto que renderá frutos. Acredito que esse esforço em cada país será capaz de mobilizar forças políticas na direção correta para superarmos essa crise”, acrescentou Roscoe.

De acordo com o presidente da FIEG, André Rocha, a intenção da ação dos empresários é a de conseguir reduzir as taxas ou aumentar a lista de produtos isentos do tarifaço.

“Estamos tratando com as contrapartes, com a Câmara de Comércio Americana, a US Chamber, justamente para tentar reduzir as tarifas ou conseguir também uma nova lista de exceção”.

Enfrentar equívocos políticos

O presidente da CNI, Ricardo Alban, destacou que a missão busca estabelecer critérios técnicos para a negociação, mas também combater equívocos de ordem política entre os dois países. 

“O que nós queremos aqui é garantir uma porta de diálogo, garantir que uma mesa de negociação possa existir e que nessa mesa os argumentos técnicos, comerciais e econômicos possam ter a sua preferência, possam ter a sua importância e, com isso, nós criarmos alternativas para enfrentar possíveis entendimentos ou equívocos que vêm da ordem política ou geopolítica”, disse.

Interferência política

O tarifaço faz parte de uma série de ações dos Estados Unidos para tentar interferir no julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro e aliados pela tentativa de golpe de Estado. A atuação do deputado licenciado Eduardo Bolsonaro, que está morando nos Estados Unidos, em favor das sanções contra o Brasil e autoridades brasileiras, passou a ser investigada pela Polícia Federal e a Procuradoria-Geral da República.

Os norte-americanos abriram uma investigação comercial contra o Brasil e adotaram tarifas de 50% sobre importações de produtos brasileiros, patamar entre os mais altos anunciados até agora na guerra comercial promovida por Donald Trump.

Além disso, o mandatário assinou uma Ordem Executiva (OE) em que considera o Brasil uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional dos EUA, classificação semelhante à adotada contra países considerados hostis a Washington, como Cuba, Venezuela e Irã.

Medidas do governo brasileiro

O governo federal anunciou no último dia 13 uma série de medidas de apoio às empresas, aos exportadores e trabalhadores afetados pelas sobretaxas impostas pelos Estados Unidos contra os produtos brasileiros.

Chamadas de Plano Brasil Soberano, as medidas pretendem fortalecer o setor produtivo; proteger os trabalhadores; e avançar em soluções diplomáticas, comerciais e multilaterais.

Entre as principais ações, estão novos linhas de crédito. Apenas do Fundo Garantidor de Exportações serão R$ 30 bilhões, conforme anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os recursos serão usados como funding para a concessão de crédito com taxas acessíveis e, também, para ampliar as linhas de financiamento às exportações. Empresas mais afetadas terão preferência para obter crédito, levando em conta a dependência do faturamento em relação às exportações para os EUA; tipo de produto; e o porte de empresa.

No caso das pequenas e médias empresas, elas também poderão recorrer a fundos garantidores para acessar o crédito. O governo ressalta que o acesso às linhas estará condicionado à manutenção dos empregos.

Estão previstos, também, aportes de R$ 4,5 bilhões em fundos garantidores; e R$ 5 bilhões em crédito pelo novo Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários (Novo Reintegra).

Fonte: Agência Brasil

 

 

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Lula diz que “não tem pressa” para aplicar reciprocidade contra os EUA https://financenews.com.br/2025/08/lula-diz-que-nao-tem-pressa-para-aplicar-reciprocidade-contra-os-eua/ https://financenews.com.br/2025/08/lula-diz-que-nao-tem-pressa-para-aplicar-reciprocidade-contra-os-eua/#respond Fri, 29 Aug 2025 16:32:15 +0000 https://financenews.com.br/?p=193163           Publicado às 13h31 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva […]

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Publicado às 13h31

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, nesta sexta-feira (29), que “não tem pressa” para aplicar a Lei da Reciprocidade contra os Estados Unidos, mas que o processo precisa andar, inclusive, para tentar acelerar as negociações com o país norte-americano sobre o tarifaço de 50% aplicado aos produtos do Brasil.

Lula autorizou a aplicação da nova legislação, aprovada pelo Congresso Nacional e sancionada em abril, e a Câmara de Comércio Exterior (Camex) deu início ao processo que tem, entre suas etapas, a de notificar os Estados Unidos sobre a resposta brasileira à aplicação das tarifas.

“Eu não tenho pressa de fazer qualquer coisa com a reciprocidade contra os Estados Unidos. Tomei a medida porque eu tenho que andar o processo”, disse Lula em entrevista à Rádio Itatiaia, em Belo Horizonte.

A lei permite ao Brasil dar uma resposta a eventuais medidas unilaterais adotadas por outros países contra produtos brasileiros, como as sobretaxas adotadas pelos EUA.

“Se você for tentar andar na forma que todas as leis exigem, o comportamento da Organização Mundial do Comércio [OMC], das regras, você vai demorar um ano. Então, nós temos que começar, nós já entramos com o processo na Organização Mundial do Comércio. Nós temos que dizer para os Estados Unidos que nós temos coisas para fazer contra os Estados Unidos. Mas eu não tenho pressa, porque eu quero negociar”, afirmou.

O tarifaço imposto ao Brasil faz parte da nova política da Casa Branca, inaugurada pelo presidente Donald Trump, de elevar as tarifas contra parceiros comerciais na tentativa de reverter a relativa perda de competitividade da economia dos Estados Unidos para a China nas últimas décadas. No dia 2 de abril, Trump impôs barreiras alfandegárias a países de acordo com o tamanho do déficit que os Estados Unidos têm com cada nação. Como os EUA têm superávit com o Brasil, na ocasião, foi imposta a taxa mais baixa, de 10%.

Porém, em 6 de agosto, entrou em vigor a tarifa adicional de 40% contra o Brasil em retaliação a decisões que, segundo Trump, prejudicariam as big techs estadunidenses e em resposta ao julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, acusado de liderar uma tentativa de golpe de Estado após perder as eleições de 2022.

De tudo que é exportado pelo Brasil ao país norte-americano, 35,6% estão sob uma tarifa de 50%.

Lula reafirmou a soberania do país e disse que se as autoridades norte-americanas quiserem “negociar sério com o Brasil” sobre as questões comerciais, “nós estaremos dispostos a negociar 24 horas por dia”. Todavia, ele argumentou que as autoridades brasileiras estão com pouco espaço de negociação nos Estados Unidos.

Ele lembrou que o vice-presidente Geraldo Alckmin lidera a missão de buscar novos acordos, junto com os ministros da Fazenda, Fernando Haddad, e das Relações Exteriores, Mauro Vieira.

“Até agora nós não conseguimos falar com ninguém […]. Então eles não estão dispostos a negociar. Se o Trump quiser negociar, o Lulinha paz e amor está de volta”, disse Lula, afirmando que não vai telefonar para o presidente dos Estados Unidos.

“Não tentei ligar. Eu não tenho nenhum problema de falar com quem quer que seja, ele tem que dar um sinal de que quer negociar. Porque as pessoas falam para ligar para o Trump, mas se o secretário de Tesouro não falou com Haddad, se o Alckmin não conseguiu falar com o cidadão do comércio, porque as pessoas acham que o telefonema meu para o Trump iria resolver?”, argumentou Lula.

Crime organizado

Durante a entrevista à Rádio Itatiaia, Lula comentou as operações policiais que investigam a atuação de grupos criminosos na cadeia produtiva de combustíveis para lavagem de dinheiro oriundo de facções do narcotráfico Segundo ele, é “a operação mais importante da história” para “pegar no andar de cima”.

“Por enquanto [as autoridades de investigação] só iam no andar de baixo. Agora, nós queremos saber quem é que, efetivamente, faz parte do crime organizado. Quem fizer vai aparecer”, prometeu Lula.

“O crime organizado hoje é uma coisa muito sofisticada, porque ele está na política, no futebol, na Justiça, ele está em tudo quanto tem lugar. Está em tudo, é um braço internacional muito poderoso. Tem relações com o mundo inteiro, é uma verdadeira multinacional”, acrescentou o presidente.

As investigações apuraram um sofisticado esquema que utilizava fundos de investimentos, por meio de fintechs, para ocultar patrimônio de origem ilícita, com indícios de ligação com facções criminosas. A Justiça Federal autorizou o sequestro de fundos dos investigados, além do bloqueio de bens e valores até o limite de cerca de R$ 1,2 bilhão, valor correspondente às autuações fiscais já realizadas.

Fonte: Agência Brasil

 

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Apex amplia ação nos EUA para apoiar empresas atingidas pelo tarifaço https://financenews.com.br/2025/08/apex-amplia-acao-nos-eua-para-apoiar-empresas-atingidas-pelo-tarifaco/ https://financenews.com.br/2025/08/apex-amplia-acao-nos-eua-para-apoiar-empresas-atingidas-pelo-tarifaco/#respond Sat, 16 Aug 2025 19:51:19 +0000 https://financenews.com.br/?p=192388             Publicado às 16h50 Em entrevista à TV Brasil, o presidente […]

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Publicado às 16h50

Em entrevista à TV Brasil, o presidente da Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex), Jorge Viana, ressaltou empenho do governo federal para apoiar as empresas brasileiras atingidas e convencer as autoridades estadunidenses a revogar o tarifaço ou, ao menos, mitigá-lo. 

Viana destacou os R$ 30 bilhões do Plano Brasil Soberano destinados às empresas nacionais afetadas e a abertura de um novo escritório da Apex em Washington, capital dos Estados Unidos.

“São R$ 30 bilhões que criam um ambiente de seguro, de empréstimo, de diminuição de carga tributária, exclusivamente para empresas que foram alcançadas pelo tarifário. Nós também estamos marcando presença, esticando o nosso escritório de Miami para Washington, já temos em Nova York e em São Francisco”, disse nesta sexta-feira (15).

O presidente da Apex disse que o governo brasileiro já estabeleceu parcerias com a Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham) e com setores que importam produtos brasileiros, “que podem fazer força junto à Casa Branca para a gente excluir mais produtos desse tarifaço”.

Soberania

Para Viana, se o tarifaço dos Estados Unidos contra o Brasil tivesse sido causado por uma questão comercial, ela já estaria resolvida. O presidente da Apex afirmou ainda que as exigências dos Estados Unidos para revogar as sanções contra o Brasil ferem a soberania do país.

“Não tem como ter ação política nesse caso, quando as condições que estão sendo colocadas pelo presidente dos Estados Unidos ferem a soberania do Brasil. [O presidente estadunidense] está querendo fazer uma interferência em um poder, no caso, o judiciário brasileiro, e isso é inconcebível. Se fosse uma questão só comercial, já estava resolvida”, disse.

Viana classificou a situação comercial dos Estados Unidos com o Brasil como “extraordinária, fantástica, para eles” e “boa para nós”, e ressaltou que, em razão disso, uma das estratégias brasileiras contra o tarifaço será a de o país se aproximar dos empresários estadunidenses importadores de produtos nacionais.

“Nós não queremos desistir desse comércio. E para não desistir, nós temos que também trazer para o nosso lado os importadores que ganham muito dinheiro com os produtos brasileiros que chegam lá. Isso vale para o café. Vale para produtos como a carne, que está encarecendo nos Estados Unidos porque o rebanho deles caiu muito”.

Novos mercados

O presidente da Apex afirmou que outra estratégia será a de encontrar novos países compradores dos produtos brasileiros, e que a agência já mapeou novos mercados.

“Tem mercados para a gente colocar do café ao calçado. Nós já estudamos mais de 108 mercados, há setores que podem ter novos mercados em 72 países”, disse.

Segundo Viana, os novos mercados mapeados são “bastante significativos” para absorver os produtos que estão deixando de ser importados pelos Estados Unidos, em razão do tarifaço.

“Nós achamos que os setores atingidos, fazendo trabalho de participação em feiras, eventos, e trazendo compradores para o Brasil, nós vamos encontrar compradores para uma parte desses 18 bilhões de dólares [em exportações do Brasil para os EUA], que é a fatia que está sendo alcançada pelo tarifaço”.

Oportunidades

O presidente da Apex disse que o Brasil está muito bem preparado para enfrentar a crise com os Estados Unidos e que deve encontrar novas oportunidades em meio ao entrave. Segundo Viana, em uma guerra comercial todos os envolvidos perdem, mas “às vezes perde mais é quem provocou a guerra”.

“O Brasil está muito bem para enfrentar essa crise. Numa guerra comercial, que eu acho que é isso que está sendo feito pelos Estados Unidos, todo mundo perde. Mas, às vezes, perde mais quem provocou a guerra. [O Brasil tem] o BRICS, o Brasil tem uma ótima relação com a Índia, com a China, com a Rússia. Temos amizade com todos os países, inclusive com os Estados Unidos”.

“Todo mundo perde, mas quem melhor aproveitar as oportunidades pode sair melhor dessa crise”, acrescentou.

Exportações

Dados da ApexBrasil mostram que, de janeiro a março deste ano, o Brasil exportou US$ 77,3 bilhões em bens, valor menor que os US$ 77,7 bilhões do mesmo período de 2024. O saldo comercial fechou positivamente em US$ 10 bilhões. 

Os principais produtos exportados foram petróleo bruto, soja, minério de ferro e café verde, com destaque para as exportações de bens industrializados, que tiveram alta no período, inclusive em itens como máquinas e aparelhos elétricos.

Em relação aos principais países de destino das exportações brasileiras, destacam-se, no primeiro trimestre, China (US$ 19,8 bilhões), União Europeia (US$ 11,1 bilhões), Estados Unidos (US$ 9,7 bilhões) e Mercosul (US$ 5,8 bilhões), com destaque para a Argentina, com um aumento de 51%.

Informações da Agência Brasil

 

 

 

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O governo federal anunciou nesta quarta-feira (13) a medida provisória (MP), chamada de Plano Brasil Soberano, que reúne medidas de apoio às empresas, aos exportadores e trabalhadores afetados pelas sobretaxas impostas pelos Estados Unidos contra os produtos brasileiros.

A MP foi publicada hoje em edição extra do Diário Oficial da União.

De acordo com a Presidência da República, o plano tem três eixos: fortalecimento do setor produtivo; proteção aos trabalhadores; e diplomacia comercial e multilateralismo.

Entre as principais medidas previstas estão algumas linhas de crédito. Apenas do Fundo Garantidor de Exportações serão R$ 30 bilhões, conforme anunciado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Os recursos serão usados como funding para a concessão de crédito com taxas acessíveis e, também, para ampliar as linhas de financiamento às exportações.

A MP define quem terá prioridade para a obter os créditos. Empresas mais afetadas terão preferência, levando em conta a dependência do faturamento em relação às exportações para os EUA; tipo de produto; e o porte de empresa.

No caso das pequenas e médias empresas, elas também poderão recorrer a fundos garantidores para acessar o crédito.

governo ressalta que o acesso às linhas estará condicionado à manutenção dos empregos.

Estão previstos, também, aportes de R$ 4,5 bilhões em fundos garantidores; e R$ 5 bilhões em crédito pelo novo Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários (Novo Reintegra).

Veja medidas do Plano Brasil Soberano:

Fundos e Reintegra

No caso dos fundos garantidores, estão previstos aportes adicionais de R$ 1,5 bilhão no Fundo Garantidor do Comércio Exterior (FGCE); de R$ 2 bilhões no Fundo Garantidor para Investimentos (FGI), do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES); e R$ 1 bilhão no Fundo de Garantia de Operações (FGO), do Banco do Brasil, voltados prioritariamente para pequenos e médios exportadores.

Outra medida é a suspensão de pagamento de tributos para empresas exportadoras; e o aumento do percentual de restituição de tributos federais, a empresas afetadas, via Novo Reintegra – Regime Especial de Reintegração de Valores Tributários. Trata-se de um incentivo fiscal que permite às empresas recuperar parte dos impostos indiretos incidentes sobre a cadeia produtiva dos produtos exportados.

Reintegra devolve, aos exportadores brasileiros, parte dos tributos pagos ao longo da cadeia produtiva, na forma de crédito tributário. Dessa forma, ajuda as empresas a reduzirem custos e melhorar a competitividade no mercado externo.

Conforme o governo, atualmente, empresas de grande e médio porte (de industrializados) têm alíquota de 0,1%. As micro e pequenas têm retorno de aproximadamente 3% da alíquota, por meio do programa Acredita Exportação.

“A medida aumenta em até 3 pontos percentuais o benefício para empresas cujas exportações de produtos industrializados foram prejudicadas por medidas tarifárias unilaterais. Ou seja, para continuarem competitivas no mercado norte-americano, grandes e médias empresas passam a contar com até 3,1% de alíquota, e as micro e pequenas, com até 6%”, complementou.

A equipe econômica estima que o impacto do Reintegra seja de até R$ 5 bilhões ao longo do prazo previsto, que vai até dezembro de 2026.

A MP autoriza a Receita Federal a adiar por dois meses a cobrança de impostos para as empresas mais impactadas pelo tarifaço.

Compras públicas

Órgãos públicos ainda terão facilidade para as compras de alimentos para escolas, hospitais. A medida é uma forma de apoio a produtores rurais e agroindústrias que tenham deixado de exportar por causa da taxação.

“De forma extraordinária, por ato infralegal, União, estados e municípios poderão fazer compras para seus programas de alimentação (para merenda escolar, hospitais etc) por meio de procedimento simplificado e média de preço de mercado, garantidos a transparência e o controle dos processos”, detalha o Planalto.

medida vale “apenas para produtos afetados pelas sobretaxas unilaterais”.

Sistema de exportação

A fim de facilitar a exportação, a MP amplia as regras da garantia à exportação, instrumento que protege o exportador contra riscos como inadimplência ou cancelamento de contratos.

A ação tem foco em “empresas exportadoras de média e alta intensidade tecnológica e investimentos produtivos em economia verde”.

Além disso, o plano permitirá que bancos e seguradoras utilizem essa garantia em mais tipos de operações; e prevê mecanismos de compartilhamento de risco entre governo e setor privado, “utilizando o Fundo Garantidor do Comércio Exterior (FGCE) como mecanismo de primeiras perdas, aumentando o acesso a crédito e reduzindo custos”.

Drawback

O governo irá também prorrogar prazos do regime de drawback, recurso que possibilita a suspensão de tributos incidentes sobre insumos importados para utilização em produto exportado.

O prazo para que as empresas consigam exportar as mercadorias que tiveram insumos beneficiados pelo regime será prorrogado.

“Esses produtos poderão ser exportados para os EUA ou para outros destinos. Com isso, elas não terão que pagar multa e juros se não conseguirem exportar aos EUA no prazo originalmente previsto”, justifica.

Segundo a MP, a medida vale para as empresas que contrataram exportações para o mercado dos Estados Unidos, com entrega até o final de 2025.

“Dos US$ 40 bilhões exportados em 2024 para os Estados Unidos, US$ 10,5 bilhões foram realizados via regime de drawback”, informou o governo.

A prorrogação, conforme o governo, não tem impacto fiscal, apenas posterga o prazo para cumprimento dos compromissos de exportação assumidos.

Proteção ao trabalhador

Com o objetivo de evitar demissões em razão do tarifaço, o Plano Brasil Soberano cria a Câmara Nacional de Acompanhamento do Emprego para monitorar o nível de emprego nas empresas e nas cadeias produtivas.

Por meio dela, terá condições de fiscalizar obrigações, benefícios e acordos trabalhistas, além de propor ações voltadas à preservação e manutenção dos postos de trabalho.

A MP prevê que essa câmara funcionará em nível nacional e regional, via Câmaras Regionais nas Superintendências Regionais do Trabalho.

A câmara irá acompanhar diagnósticos, estudos e informações relativas ao nível de emprego nas empresas e subsetores afetados. E vão monitorar obrigações, benefícios e repercussões nas folhas de pagamento decorrentes de acordos para preservar empregos e mitigar os efeitos das tarifas.

Ela vai também fiscalizar o cumprimento das obrigações acordadas e a manutenção dos empregos por meio da Inspeção do Trabalho, bem como promover negociação coletiva e mediação de conflitos para manter o emprego.

Diplomacia comercial e multilateralismo

Do ponto de vista do comércio internacional, visando ampliar e diversificar mercados, o plano busca reduzir a dependência das exportações brasileiras aos Estados Unidos.

Nesse sentido, mantém a estratégia brasileira de avançar nas negociações de acordos que abrem novas oportunidades para empresas nacionais.

Foi o caso das negociações já concluídas com a União Europeia e com a Associação Europeia de Livre Comércio (EFTA). Estão ainda em negociação acordos com Emirados Árabes Unidos e Canadá; e diálogos têm avançado com Índia e Vietnã.

Objetivo

O governo federal realizou 39 reuniões com cerca de 400 representantes de empresas e/ou entidades privadas, federações de indústrias, governadores e segmentos como manufatura, agro, tecnologia, mineração, big techs, indústria da saúde, alimentação, calçadista, moveleira, entre outros, bem como empresas norte-americanas para elaborar o plano.

“Com o Plano Brasil Soberano, o governo federal não está apenas reagindo a uma ameaça imediata: está reconstruindo e fortalecendo o sistema nacional de financiamento e seguro à exportação, para que o país seja mais competitivo e menos vulnerável a esse tipo de medida no futuro”, afirma texto do Planalto.

 

 

 

 

 

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Tarifas dos EUA devem reduzir PIB brasileiro em 0,2% https://financenews.com.br/2025/08/tarifas-dos-eua-devem-reduzir-pib-brasileiro-em-02/ https://financenews.com.br/2025/08/tarifas-dos-eua-devem-reduzir-pib-brasileiro-em-02/#respond Mon, 11 Aug 2025 19:58:26 +0000 https://financenews.com.br/?p=191953           Publicado às 16h55 São Paulo, 11 de agosto de 2025 — […]

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Publicado às 16h55

São Paulo, 11 de agosto de 2025 — A Moody’s Analytics estima que as novas tarifas dos EUA sobre o Brasil causarão uma desaceleração moderada no crescimento econômico, com impacto limitado por isenções e redirecionamento de exportações. A tarifa de 50% imposta pelo presidente Trump, conforme anunciado em 30 de julho, exclui quase metade das exportações brasileiras, incluindo setores como aeroespacial, petróleo, químicos e alimentos.

Combinadas às tarifas anteriores de abril, a taxa efetiva média ponderada chega a cerca de 30%, com impacto estimado de 0,5 ponto percentual no PIB ao longo de um ano. Com possíveis novas isenções, o efeito deve cair para 0,2%, levando o crescimento acumulado até o outono de 2026 para pouco menos de 1,7%.

Embora os EUA representem cerca de 12% das exportações brasileiras, o aumento das compras chinesas de produtos agrícolas deve mitigar os efeitos das tarifas ao longo do tempo. Barreiras comerciais internas, como o “Custo Brasil”, continuam elevando preços e dificultando a competitividade. A Moody’s Analytics aponta que uma liberalização gradual poderia impulsionar a produtividade, aproximando o Brasil de economias exportadoras da Ásia.

As tensões políticas entre os governos de Trump e Lula, incluindo disputas sobre o julgamento de Bolsonaro e o papel do Brasil no BRICS, dificultam um acordo próximo. Ainda assim, espera-se que o Brasil continue diversificando seus parceiros comerciais e ampliando isenções tarifárias. Acesse aqui a íntegra do relatório.

 

 

 

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Brasil, Chile e México têm as maiores exposições aos EUA na América Latina https://financenews.com.br/2025/08/brasil-chile-e-mexico-tem-as-maiores-exposicoes-aos-eua-na-america-latina/ https://financenews.com.br/2025/08/brasil-chile-e-mexico-tem-as-maiores-exposicoes-aos-eua-na-america-latina/#respond Wed, 06 Aug 2025 14:24:18 +0000 https://financenews.com.br/?p=191622           Publicado às 11h23 A Moody’s analisou cerca de 3.500 empresas […]

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Publicado às 11h23

A Moody’s analisou cerca de 3.500 empresas não financeiras com rating em todo o mundo, incluindo 140 na América Latina, para avaliar sua exposição aos riscos relacionados às tarifas dos EUA. As empresas latino-americanas enfrentam maior exposição a esses riscos do que suas contrapartes da Ásia-Pacífico ou da Europa, embora menos do que as dos EUA.

A exposição foi classificada como alta, moderada ou baixa, com base em três canais: comércio, condições macroeconômicas e mercados financeiros. No geral, os riscos tarifários dos EUA têm efeitos limitados na qualidade de crédito da maioria das empresas latino-americanas com rating. Apenas 9% têm exposição direta ao comércio, 21% a choques macroeconômicos e 10% à volatilidade financeira.

México e Brasil enfrentam tarifas mais altas dos EUA do que outros países da região. O Brasil, por exemplo, está sujeito a uma nova tarifa de 50% a partir de 1º de agosto, embora os EUA tenham anunciado isenções para produtos como aeronaves civis e suco de laranja. O Chile se destaca pela alta exposição macroeconômica, especialmente nos setores de metais, químicos e produtos florestais.

Acesse aqui a íntegra do relatório.

 

 

 

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Mercados nesta quinta, lucro da Ambev, Bradesco, dividendo de 3 companhias e outras notícias https://financenews.com.br/2025/07/mercados-nesta-quinta-lucro-da-ambev-bradesco-dividendo-de-3-companhias-e-outras-noticias/ https://financenews.com.br/2025/07/mercados-nesta-quinta-lucro-da-ambev-bradesco-dividendo-de-3-companhias-e-outras-noticias/#respond Thu, 31 Jul 2025 10:49:21 +0000 https://financenews.com.br/?p=191189             Publicado às 7h50 Whatsapp notícias de empresas: entre aqui   Whatsapp […]

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Publicado às 7h50

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Bolsas, petróleo e bitcoin (7h49)

O mercado repercute nesta quinta-feira o comunicado do Comitê de Política Monetária do Banco Central, que foi considerado duro por analistas. Também digere ainda o tarifaço dos Estados Unidos. O governo americano deixou um total de 694 produtos de fora da Ordem Executiva assinada na quarta-feira pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevando o valor da tarifa de importação de produtos brasileiros para 50%. Entre as exceções estão produtos como suco e polpa de laranja, combustíveis, minérios, fertilizantes e aeronaves civis, incluindo seus motores, peças e componentes. Na China, os índices acionários registraram quedas. Entre os motivos estão dados industriais fracos e a falta de sinais de estímulo do governo chinês para a economia.

Alemanha (DAX): +0,02% 

Londres (FTSE 100): +0,52%

Japão (Nikkei 225): +1% (pregão encerrado)

China (Xangai Comp.): -1,18% (pregão encerrado)

Hong Kong (Hang Seng): -1,60% (pregão encerrado)

Petróleo Brent: -0,58% (US$ 72,05). O Brent é referência para a Petrobras.

Petróleo WTI: -0,49% (US$ 69,6)

Bitcoin futuro: +1,30% (US$ 119.340)

Minério de ferro em Dalian (7h44 – hora de Brasília) 

Nas negociações diurnas, o contrato futuro para setembro de 2025 do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em queda de 2,3% a 779 iuanes (US$ 108,5). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas. Esse dado foi obtido no link: http://www.dce.com.cn/DCE/Products/Industrial/Iron%20Ore/index.html

Futuros de ações em Nova York 

Às 7h50 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em alta de 0,34% e o S&P 500 futuro com valorização de 1,02%. Nasdaq futuro subia 1,36%.

Notícias corporativas

Ambev (ABEV3) lucra R$ 2,79 bi e anuncia o pagamento de dividendo

A Ambev (ABEV3) divulgou nesta quinta-feira, 31, que teve lucro líquido de R$ 2,79 bilhões no segundo trimestre de 2025 (2T25). Esse valor corresponde à alta de 13,8% em relação ao mesmo trimestre de 2024 (2T24). O lucro líquido ajustado foi de R$ 2,83 bilhões no 2T25, crescimento de 15,2% em relação ao 2T24. O Ebitda ajustado somou R$ 6,15 bilhões no 2T25, crescimento de 5,9% em relação ao 2T24. A receita líquida da Ambev atingiu R$ 20,090 bilhões no 2T25, expansão de 0,2% na base anual de comparação.

O conselho de administração da Ambev (ABEV3) aprovou a distribuição de dividendos à razão de R$ 0,1283 por ação. A informação também foi divulgada nesta quinta-feira, 31. O pagamento será efetuado em 6 de outubro de 2025, com base na posição acionária de 7 de agosto de 2025 no que se refere à B3 (Bolsa brasileira) e 11 de agosto de 2025 no que se refere à New York Stock Exchange (NYSE). As ações e os ADRs passarão a ser negociados ex-dividendos a partir de 8 de agosto de 2025 (inclusive).

Irani (RANI3) reporta lucro de R$ 112 milhões no 2T25

A Irani Papel e Embalagem (RANI3) anunciou nesta quinta-feira, 31, os resultados consolidados do segundo trimestre de 2025 (2T25). O lucro líquido atingiu R$ 112,068 milhões no 2T25, crescimento de 84,3% em relação ao 1T25 e de 168,5% frente ao 2T24. O resultado foi impactado por efeito não recorrente referente ao reconhecimento de crédito de IPI no valor de R$ 18,422 milhões. 

O Ebitda Ajustado da operação continuada foi de R$ 127,5 milhões no 2T25, com margem de 30,8%. Houve queda de 6,4% em relação ao 1T25, que registrou R$ 136,2 milhões e margem de 32,2%, reflexo do aumento do preço das aparas e dos menores volumes vendidos no trimestre, típicos da sazonalidade. Na comparação com o 2T24, o Ebitda cresceu 6,8%.

A receita líquida no 2T25 totalizou R$ 413,8 milhões, crescimento de 11,6% em relação ao 2T24, impulsionada principalmente pelos melhores preços praticados nos segmentos de Papéis para Embalagens Sustentáveis (Papel) e de Embalagens Sustentáveis (Papelão Ondulado). Na comparação com o 1T25, houve retração de 2,2%, impactada pelos menores volumes expedidos, reflexo da sazonalidade do mercado no período.  

Ecorodovias (ECOR3) anuncia pagamento de dividendo 

A Ecorodovias (ECOR3) divulgou que seu conselho de administração deliberou o pagamento de dividendos referentes ao exercício social de 2024, no montante de R$ 214.723.000,38 correspondentes a R$ 0,30867804540 por ação. Terão direito aos dividendos acionistas detentores de ações ao final do dia 04 de agosto de 2025, sendo que, a partir de 5 de agosto as ações serão negociadas “ex-dividendos”. O pagamento será realizado a partir de 29 de agosto de 2025.

Motiva (MOTV3) anuncia pagamento de dividendo no valor de R$ 360 milhões

O conselho de administração da Motiva (MOTV3) aprovou a distribuição de dividendos intermediários no valor total de R$ 360.575.000. Esse valor corresponde à R$ 0,179347034195 por ação ordinária. Os dividendos aprovados serão pagos com base na composição acionária de 5 de agosto de 2025, sendo que as ações da companhia serão negociadas “ex-dividendos” a partir de 6 de agosto. O pagamento dos dividendos será realizado em 15 de agosto de 2025.

Bradesco (BBDC4) reporta lucro recorrente de R$ 6,1 bilhões, alta anual

O Banco Bradesco (BBDC4) teve no segundo trimestre de 2025 (2T25) lucro líquido recorrente de R$ 6,1 bilhões, alta de 28,6% em relação ao segundo trimestre de 2024 (2T24). O ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) subiu 3,2 pontos percentuais no ano e 0,2 pp no trimestre, para 14,6%.

A receita atingiu R$ 34 bilhões no trimestre, crescendo 15,1% na base anual, impulsionada por forte crescimento em todas as linhas: margem financeira total, receitas com serviços e seguros. A margem financeira chegou a R$ 18 bilhões no trimestre, crescendo 4,7% no trimestre e 15,8% no ano. A carteira de crédito expandida cresceu 11,7% ano/ano e 1,3% trimestre.

Em junho de 2025, o índice de inadimplência (atrasos acima de 90 dias) encontrava-se estável em 4,1%, mesmo indicador de março de 2025. As receitas de prestação de serviços cresceram 5,5% na comparação com o trimestre anterior e 10,6% na base anual.

Isa Energia Brasil (ISAE4) tem lucro líquido regulatório de R$ 255,6 milhões no 2T25

A Isa Energia Brasil (ISAE4) teve um lucro líquido regulatório de R$ 255,6 milhões no segundo trimestre (2T25). Esse valor corresponde à queda de 39,9% em relação ao segundo trimestre de 2024 (2T24). O Ebitda regulatório foi de R$ 789,6 milhões, queda de 11,4% na comparação com o 2T24. A receita líquida da Isa Energia somou R$ 1,028 bilhão, queda de 7,5% no ano. Veja mais detalhes na tabela ao fim dessa matéria.

Em junho de 2025, a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) encerrou a discussão administrativa sobre o componente financeiro da RBSE (Rede Básica do Sistema Existente), o que incorreu na reversão, sem efeito caixa, do saldo excedente de R$ 275,1 milhões (brutos de PIS/COFINS) da parcela de ajuste do componente financeiro da RBSE que havia sido reconhecida em 2020, na primeira Revisão Tarifária Periódica (RTP) do contrato e estava sendo amortizada mensalmente até 2028.

Além da reversão da parcela de ajuste referente à decisão da Aneel, a receita da companhia também refletiu o acolhimento parcial de pleito da companhia pela Aneel, no despacho nº 1.228/25, para revisão da parcela de ajuste da RTP da Concessão Paulista de 2024, que gerou um efeito positivo de R$ 166,3 milhões (brutos de PIS/COFINS), a serem majoritariamente recebidos no ciclo 2025/2026. Com isso, a receita líquida do trimestre foi de R$ 1,029 bilhão (-7,5% vs 2T24).

A companhia explicou que a decisão da Aneel traz previsibilidade para o fluxo de recebimentos da RBSE com um total estimado de R$ 7,4 bilhões a serem recebidos até 2033, sendo R$ 3,8 bilhões referentes ao componente financeiro. “Embora a decisão da Aneel represente um impacto no curto prazo, o encerramento da discussão em âmbito administrativo reforça a segurança jurídica e regulatória para todo o setor. Antecipamos o término do componente financeiro da RBSE desde 2020 e, por isso, aceleramos nossos investimentos com uma visão de longo prazo, capazes de mais do que compensar a redução no fluxo de caixa com novos ingressos futuros. Nossa estratégia permanece firme, assim como o compromisso de distribuir, no mínimo, 75% do lucro líquido regulatório”, afirma Rui Chammas, diretor-presidente da  Isa Energia Brasil.

TIM Brasil (TIMS3) reporta alta no lucro líquido normalizado no 2T25

A TIM Brasil (TIMS3) teve lucro líquido normalizado de R$ 976 milhões no segundo trimestre de 2025 (2T25). Esse valor corresponde à alta de 25% na comparação com o segundo trimestre do ano passado (2T24). No 2T25 o Ebitda normalizado cresceu 6,3% na base anual de comparação, para R$ 3,35 bilhões. A receita líquida somou R$ 6,6 bilhões, expansão de 4,7% em relação ao 2T24.

A TIM também divulgou que seu conselho de administração elegeu Vicente de Moraes Ferreira para o cargo de diretor de relações com investidores. O executivo vai substituir Alberto Mario Griselli, que ocupava o cargo interinamente. Ferreira tomará posse em 1º de agosto.

Hapvida (HAPV3) revela plano de investimento em infraestrutura no RJ

A Hapvida (HAPV3) celebrou instrumentos de compra e venda e de locação de imóveis onde serão construídas novas unidades assistenciais com o objetivo de ampliação da infraestrutura assistencial e requalificação de unidades existentes em várias localidades da região metropolitana do Rio de Janeiro. A informação foi divulgada nesta quarta-feira, 30. O investimento total estimado para o território fluminense é de aproximadamente R$ 380 milhões, parte de um plano nacional ser executado até o final de 2026. As novas unidades previstas no plano contemplam, por enquanto, um novo hospital de alta complexidade, com 250 leitos e estrutura voltada a atendimentos para adultos e materno-infantis, localizado na Cidade Nova, região central da capital. O hospital contará com parque diagnóstico moderno, serviços eletivos, hotelaria diferenciada, tecnologia de ponta e atendimento premium. O investimento nessa unidade será de aproximadamente R$ 300 milhões. Também contempla três centros médicos com pronto atendimento, sendo um na Barra da Tijuca (Zona Oeste), um na Penha (Zona Norte) – ambos com ambulatórios de alta complexidade e diagnóstico por imagem – e um em Botafogo (Zona Sul), em conjunto com uma clínica para consultas eletivas. Contempla ainda 2 novas clínicas, sendo uma integrada ao centro médico de Botafogo e outra no município de Nova Iguaçu. Também será executado um retrofit completo do Hospital Santa Martha, em Niterói, com foco na modernização da infraestrutura e aprimoramento da qualidade assistencial.

Atualmente a Hapvida conta com 19 unidades próprias no estado do Rio de Janeiro, incluindo 4 hospitais, 3 prontos atendimentos, 6 clínicas e 6 unidades de diagnóstico, que atendem aproximadamente 1 milhão de beneficiários.

“A expansão contribuirá para uma presença ainda mais capilarizada na capital e em municípios vizinhos, tornando a companhia mais competitiva na oferta de serviços assistenciais próprios e em preços na região”, afirmou a Hapvida. A companhia também ressaltou que segue analisando oportunidades assistenciais inorgânicas ou em formato asset light na região a fim de acelerar sua presença local e ser ainda mais competitiva na praça, especialmente em regiões com perfil alinhado ao portfólio de produtos mais verticalizados (HMO).

Qualicorp (QUAL3) e MDS celebram acordo para cessão de carteira

A Qualicorp (QUAL3) e a MDS celebraram uma parceria comercial estratégica por meio da qual a Qualicorp irá ceder à MDS a integralidade da sua carteira de clientes corporativos de planos privados de assistência à saúde na modalidade empresarial. A Qualicorp e a MDS também firmaram acordo operacional por meio do qual, sem relação de exclusividade, a MDS poderá indicar potenciais clientes e oportunidades à Qualicorp no segmento de planos privados de assistência à saúde coletivos por adesão e a Qualicorp poderá realizar o mesmo para a MDS no segmento corporativo. Em contrapartida à cessão de carteira – Segmento Empresarial, a Qualicorp receberá o valor total de R$ 71,3 milhões. O fechamento da transação está sujeito à verificação de determinadas condições precedentes, incluindo a aprovação do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), e não envolve os planos na modalidade PME.

Minerva (BEEF3) conclui aquisição de ações ordinárias da Irapuru II Energia

A Minerva (BEEF3) concluiu a aquisição de 98% das ações ordinárias da Irapuru II Energia, sociedade de propósito específico subsidiária da Elera Energia. A operação, cujo valor total foi de R$ 21,8 milhões, tem como objetivo a implementação de projeto de autoprodução de energia por fonte fotovoltaica, de capacidade instalada agregada de 48,118MWac, a ser implantada na cidade de Janaúba, estado de Minas Gerais. Através desta operação, a Minerva terá energia suficiente para abastecer parte do consumo de 9 de suas plantas no Brasil. A Minerva Foods destacou que suas plantas já consomem energia renovável via Mercado Livre desde 2020. Além disso, a companhia adquire Certificados de Energia Renovável (I-RECs) por meio de sua subsidiária Minerva Energia, permitindo assim neutralizar as emissões de gases do efeito estufa em todas as operações nos países de atuação.

Divulgam resultado nesta quinta, 31:

Vale, Gerdau, Metalúrgica Gerdau, CSN Mineração, CSN, Marcopolo – após o fechamento do mercado.

Agenda de proventos desta quinta, 31:

Quinta, 31

Bradesco (BBDC4)

O Banco Bradesco paga nesta quinta-feira, 31, juros sobre o capital próprio complementares anunciados em dezembro de 2024. Têm direito acionistas que detinham ações em 30.12.2024 (data-base de direito). As ações passaram a ser negociadas “ex-juros sobre o capital próprio complementares” a partir de 2.1.2025. O pagamento ocorrerá pelo valor líquido de R$ 0,22 por ação ordinária e R$ 0,24 por ação preferencial, já deduzido do Imposto de Renda na Fonte de 15%.

M.Dias Branco (MDIA3) 

A M.Dias Branco paga nesta quinta, 31, dividendo mensal no valor de R$ 0,03 por ação. A data base foi 23 de julho.

Smartfit (SMFT3) 

A Smartfit paga nesta quinta-feira, 31, juros sobre capital próprio no valor de R$ 0,06 por ação. A data base para o direito ao recebimento do JCP foi 13 de junho de 2025. Desde 16 de junho, inclusive, as ações da companhia são negociadas “ex-juros sobre capital próprio” na B3.

 

 

 

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Exceções do tarifaço representam 43,4% do valor exportado aos EUA https://financenews.com.br/2025/07/excecoes-do-tarifaco-representam-434-do-valor-exportado-aos-eua/ https://financenews.com.br/2025/07/excecoes-do-tarifaco-representam-434-do-valor-exportado-aos-eua/#respond Thu, 31 Jul 2025 01:59:55 +0000 https://financenews.com.br/?p=191185         A Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) calculou […]

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A Câmara Americana de Comércio para o Brasil (Amcham Brasil) calculou que a lista de exceções da tarifa de importação de produtos brasileiros pelos Estados Unidos (EUA) corresponde a 43,4% do total de US$ 42,3 bilhões comercializados entre os dois países. Com isso, cerca de US$ 18,4 bilhões em exportações brasileiras ficam de fora do tarifaço imposto pelo presidente norte-americano, Donald Trump, em ordem executiva assinada nesta quarta-feira (30).

Ao todo, a lista de exceções soma 694 produtos. Petróleo, combustíveis, suco e polpa de laranja, minérios, fertilizantes, motores, peças, componentes e aeronaves civis estão entre os produtos que ficaram de fora da sanção adicional de 50%. Mesmo assim, itens importantes da pauta de exportação do Brasil para os EUA, como café e carne bovina, tiveram a taxação confirmada.

“Embora essas exceções atenuem parcialmente os efeitos da tarifa de 50% anunciada, a Amcham reforça que ainda há um impacto expressivo sobre setores estratégicos da economia brasileira. Produtos que ficaram de fora da lista continuam sujeitos ao aumento tarifário, o que compromete a competitividade de empresas brasileiras e, potencialmente, cadeias globais de valor”, destacou a entidade, em nota.

A Amcham Brasil reforçou a necessidade de diálogo entre as partes para preservar a histórica relação diplomática e comercial entre as duas maiores economias do Hemisfério Ocidental.

Entre os produtos fora do tarifaço que mais causam impacto em valor exportado estão combustíveis, abrangendo 76 produtos, com US$ 8,5 bilhões exportados no ano passado. Em seguida, aparecem aeronaves, abrangendo 22 produtos, que somaram mais de US$ 2 bilhões em vendas aos norte-americanos em 2024. Ferro e aço, com exportação de US$ 1,8 bilhão, e pastas de madeira (celulose), com US$ 1,7 bilhão, também são destaque na lista de exceções.

Um total de 694 produtos ficaram de fora da Ordem Executiva assinada nesta quarta-feira (30) pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, elevando o valor da tarifa de importação de produtos brasileiros para 50%.

Com informações da Agência Brasil

 

 

 

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Embraer fica livre de taxação e defende tarifa zero para setor https://financenews.com.br/2025/07/embraer-fica-livre-de-taxacao-e-defende-tarifa-zero-para-setor/ https://financenews.com.br/2025/07/embraer-fica-livre-de-taxacao-e-defende-tarifa-zero-para-setor/#respond Thu, 31 Jul 2025 01:52:53 +0000 https://financenews.com.br/?p=191183         Publicado às 22h52 A Embraer ficou livre da taxação de 50% imposta […]

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Publicado às 22h52

A Embraer ficou livre da taxação de 50% imposta pelos Estados Unidos a produtos brasileiros. Aeronaves, motores, peças e componentes de aviação aparecem na lista de cerca de 700 produtos considerados exceções.

Para a empresa, terceira maior fabricante de aeronaves do mundo, a liberação é o reconhecimento da importância estratégica das atividades da empresa para Brasil e Estados Unidos.

“Continuamos acreditando e defendendo firmemente o retorno à regra de tarifa zero para a indústria aeroespacial global”, afirma a nota da Embraer.

“Mais importante ainda, apoiamos o diálogo contínuo entre os governos brasileiro e norte-americano e permanecemos confiantes em um resultado positivo para os dois países”, complementa.

Na semana passada, a empresa informou que o tarifaço de 50% elevaria o preço de cada avião vendido aos EUA em cerca de R$ 50 milhões, o que acabaria por inviabilizar a venda. Considerando o período até 2030, o impacto poderia chegar a R$ 20 bilhões em tarifas.

Em nota publicada, no início da noite, a Câmara Americana de Comércio para o Brasil – Amcham Brasil calcula que os 694 produtos excluídos da Ordem Executiva representam US$ 18,4 bilhões em exportações brasileiras no último período apurado (2024).

O valor corresponde a 43,4% do total de US$ 42,3 bilhões exportados pelo Brasil para os EUA, de acordo com a análise da entidade.

Somente o setor de aeronaves vendeu US$ 2 bilhões no ano passado, sendo metade somente em aeronaves leves, principal produto da Embraer. Apenas o setor de combustíveis exporta mais, com US$ 18,4 bilhões em vendas em 2024.

Desde o dia 2 de abril, os produtos da Embraer estão taxados em 10%, o que permanecerá em agosto.

Ações

Com a inclusão de aeronaves na lista de exceções, as ações da Embraer valorizaram 10,93% nesta quarta-feira (30).

Entenda o tarifaço

Na Ordem Executiva, que elevou a tarifa para os produtos brasileiros em 50%, Trump argumenta que o Brasil é uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional dos EUA, classificação semelhante à adotada contra países considerados hostis a Washington, como Cuba, Venezuela e Irã.

O documento afirma que o Brasil estaria perseguindo, intimidando e censurando “o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro e milhares de seus apoiadores que são graves violações dos direitos humanos que minaram o Estado de Direito no Brasil”.

Além do julgamento do ex-presidente Jair Bolsonaro, medidas do governo brasileiro em relação a plataformas digitais e decisões do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes foram citadas como justificativas para as tarifas aplicadas pelos Estados Unidos ao Brasil.

“A perseguição política, por meio de processos forjados, ameaça o desenvolvimento ordenado das instituições políticas, administrativas e econômicas do Brasil, inclusive minando a capacidade do Brasil de realizar uma eleição presidencial livre e justa em 2026. O tratamento dado pelo governo do Brasil ao ex-presidente Bolsonaro também contribui para o colapso deliberado do Estado de Direito no Brasil, para a intimidação politicamente motivada naquele país e para abusos de direitos humanos”, diz o texto.

No documento do governo norte-americano, o ministro Alexandre de Moraes é acusado de abusar de sua autoridade judicial “para atingir oponentes políticos, proteger aliados corruptos e suprimir dissidências, muitas vezes em coordenação com outras autoridades brasileiras”. Trump acusa o ministro de confiscar passaportes, prender pessoas sem julgamento e impor multas a empresas que não cumpriram “suas exigências ilegais de censura”.

Com informações da Agência Brasil

 

 

 

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