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Publicado às 13h44

A B3 não terá operação nos dias 24 e 25 de dezembro, véspera e feriado de Natal, e volta a funcionar normalmente na sexta-feira, 26. Também não haverá pregão nos dias 31 de dezembro e 1º de janeiro, com a bolsa retomando as operações normalmente na sexta-feira, dia 02 de janeiro.

Nos dias 26 de dezembro e 02 de janeiro haverá negociação nos mercados de renda variável, renda fixa privada, ETF de renda fixa e de derivativos listados. O mesmo ocorre para o mercado de empréstimo de ativos, compensação, liquidação de operações e movimentação de garantias na Câmara B3 e na Câmara de Câmbio, além da Central Depositária de Renda Variável B3, Balcão B3, negociação e liquidação de títulos públicos do Tesouro Direto, e Infraestrutura para Financiamento B3.

Os horários de negociação permanecem inalterados: 

Mercado de ações: funciona das 10h às 18h, com encerramento do mercado a termo às 18h25.

Mercado de balcão organizado: das 10h às 18h.

Mercado de Derivativos: das 09h às 18h30.

 

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A cesta de produtos para a ceia do Natal deste ano subiu 10,19%, de acordo com pesquisa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV/Ibre). O resultado supera a inflação média de 6,76%, acumulada nos últimos 12 meses medida em novembro , segundo o Índice de Preços ao Consumidor (IPC), da FGV. Entre os itens com maior aumento de preço, destaque para azeite (17,52%), vinho (16,95%) e frutas frescas (16,91%).

O economista André Braz, coordenador do IPC do FGV/Ibre, disse que como se espera uma inflação para o ano abaixo de 7%, a alta de 10,19% é real. “Quer dizer que esses produtos já vão pesar nos orçamentos comprometidos pela crise que a gente atravessa. O consumidor vai ter que usar, mais do que nunca, sua criatividade, para botar o mínimo na ceia”. Braz avaliou que ao fazer as compras para o Natal, o consumidor não terá nenhum alívio. Vai perceber o efeito dos aumentos recentes. “Ainda que a inflação esteja cedendo agora, com as taxas recuando, isso ainda é um desafio porque os alimentos acumulam uma gordura muito grande do tempo em que estavam subindo de preço e as famílias estão com a carteira vazia, porque tem muita gente desempregada”. Ele diz que há um efeito da recessão na ceia de Natal.

 

Presentes

A pesquisa da FGV mostra, em contrapartida, recuo nos preços dos presentes no período de 12 meses. A média dos preços ficou em 4,23%, índice que está abaixo da inflação. Isso se explica, segundo Braz, porque entre os presentes há muitos bens duráveis que são adquiridos financiados. “Ninguém está se comprometendo no longo prazo com essa taxa de juros alta, até porque está com medo de perder o emprego, quem ainda pode financiar, e não tem capacidade de pagar um produto influenciado por uma taxa de juros desse tamanho. Isso diminuiu muito o consumo de eletroeletrônicos”, explicou. Com isso, os preços não tiveram como avançar.

Apesar disso, o economista não aconselha os consumidores que não se prepararam para comprarem bens duráveis neste momento. “Está mais na época da gente economizar dinheiro”. A recomendação é que deem preferência a bens que não ocupam muito espaço no orçamento, como vestuário, por exemplo, incluindo roupas e calçados, cujos preços evoluíram 3,77% entre dezembro de 2015 e novembro deste ano. “Dá para a gente presentear com coisas que cabem mais no bolso e não precisam de financiamento de longo prazo”.

 

Moderação

O levantamento do Centro de Estudos do Clube de Diretores Lojistas do Rio de Janeiro (CDL Rio) revela pouco otimismo da parte do comércio do município para o Natal. Dos 750 lojistas da cidade do Rio de Janeiro consultados sobre a expectativa para o Natal, 60% estimam crescimento de apenas 1% nas vendas este ano. Apesar da crise financeira que o estado atravessa, o presidente do CDL Rio, Aldo Gonçalves, disse que os lojistas estão preparados para a demanda, fazendo promoções, fixando descontos e planos de pagamentos facilitados, além da promoção de liquidações, lançamento de novos produtos e diversificação de produtos.

Gonçalves atribuiu o otimismo moderado dos lojistas em relação ao Natal ao fraco desempenho das vendas nas datas comemorativas ocorridas durante o ano. Segundo ele, o desemprego, os juros altos e a inflação são fatores inibidores do consumo. “Quando a economia vai mal, afeta o clima de otimismo e inviabiliza as compras. É o ambiente econômico que dita o comportamento do consumidor. É a economia em desenvolvimento harmonioso que sustenta os ciclos de produção, emprego, consumo e progresso social. Não se conhece fórmula diferente”, disse Aldo. Os lojistas acreditam que os presentes mais vendidos no Natal serão brinquedos, roupas, calçados, lembrancinhas, bolsas, acessórios e bijuterias, com preço médio por presente de R$ 100.

 

Gasto médio

Sondagem nacional efetuada pela Federação do Comércio do Estado do Rio de Janeiro (Fecomércio/RJ) e Instituto Ipsos estima o gasto médio real, descontada a inflação, com presentes no Natal em R$ 235,25, injetando na economia do país recursos de R$ 14,8 bilhões. Segundo o levantamento, 41% dos brasileiros pretendem presentear alguém na data, com destaque para a Região Sul (46%), seguida da Região Norte (44%), Centro Oeste (41%), Sudeste (40%) e Nordeste (37%).

Por classes sociais, a pesquisa identificou que 53% das classes A e B vão comprar presentes no Natal, enquanto na classe C, o percentual cai para 40%. Nas classes D e E, 21% disseram que vão presentear alguém. A sondagem mostra, também, que as lembrancinhas (43%), tal como ocorreu no ano passado, continuam concentrando a preferência do consumidor. Seguem-se roupas e acessórios, com 40%, e brinquedos (22%).

 

Expectativas

A Sondagem de Expectativas do Consumidor, divulgada também hoje pela FGV, indica melhora na intenção de compras de Natal dos brasileiros, embora em patamar ainda fraco em termos históricos: 57,7% dos consumidores pretendem gastar menos do que no ano passado, contra 5,4% que tencionam gastar mais. Em 2015, os percentuais alcançaram 61,5% e 5,6%, respectivamente.

De acordo com a FGV, o preço médio real previsto para os presentes de Natal subiu 12%, passando de R$ 91,42 para R$ 102,35, de 2015 para 2016. Os itens mais procurados, segundo a FGV, são roupas e brinquedos, citados, respectivamente, por 43,9% e 20,9% dos consumidores.

 

Por Agência Brasil

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