Arquivos Moody's - Finance News https://financenews.com.br/tag/moodys/ Notícias de empresas com ações negociadas na Bolsa Thu, 28 May 2026 17:05:38 +0000 pt-BR hourly 1 https://financenews.com.br/wp-content/uploads/2025/05/5-150x150.png Arquivos Moody's - Finance News https://financenews.com.br/tag/moodys/ 32 32
Disrupção prolongada do Estreito de Ormuz representa o maior risco para empresas químicas e aéreas  https://financenews.com.br/2026/05/disrupcao-prolongada-do-estreito-de-ormuz-representa-o-maior-risco-para-empresas-quimicas-e-aereas/ https://financenews.com.br/2026/05/disrupcao-prolongada-do-estreito-de-ormuz-representa-o-maior-risco-para-empresas-quimicas-e-aereas/#respond Thu, 28 May 2026 17:05:38 +0000 https://financenews.com.br/?p=208267   Publicados às 14h04 Os setores corporativos não financeiros, regiões e empresas apresentam níveis desiguais […]

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Publicados às 14h04

Os setores corporativos não financeiros, regiões e empresas apresentam níveis desiguais de exposição ao conflito no Oriente Médio e ao fechamento prolongado do Estreito de Ormuz. 

Em relatório, a Moody’s avaliou essa exposição por meio de três canais de risco: mercados de energia e cadeias de abastecimento, condições macrofinanceiras e riscos geopolíticos e de segurança. 

Também avaliou os riscos de refinanciamento e liquidez de todas as empresas não financeiras globalmente, a fim de identificar aquelas mais vulneráveis caso haja uma disrupção significativa nos mercados financeiros.

As empresas químicas, companhias aéreas e de produtos de construção são muito sensíveis aos riscos decorrentes do conflito no Oriente Médio. Os setores com uso intensivo de energia, estruturas de custos rígidas e poder de precificação limitado apresentam elevada exposição aos efeitos de uma disrupção prolongada do transporte no Estreito de Ormuz.

Os setores com exposição moderada enfrentam um enfraquecimento da demanda e rentabilidade menor, explicam os analistas da agência. 

O aumento dos custos de energia, produção, transporte e outros insumos devem pressionar a rentabilidade, sobretudo nas empresas com menor poder de precificação. A piora da confiança do consumidor e os adiamentos das compras de clientes devem pressionar a receita dos setores cíclicos, avaliam. 

Vários setores com foco no consumidor estão moderadamente expostos, incluindo produtos de consumo, varejo e vestuário e hospedagem, além de setores voltados para produção, como o manufatureiro e o de papel, embalagens e produtos florestais. 

Determinados setores são particularmente sensíveis à elevação das taxas de juros, incluindo os fundos de investimento imobiliário (REITs, em inglês) e o setor imobiliário.

A qualidade de crédito mais fraca, risco de liquidez e necessidades de refinanciamento de curto prazo representam riscos para as empresas, a despeito do setor, comenta a equipe da Moody’s. Essas empresas enfrentam riscos mais elevados se um conflito prolongado provocar uma disrupção mais severa no mercado de crédito e um aumento significativo das taxas de juros do que as de nosso cenário central. 

Uma instabilidade prolongada nos mercados financeiros pressionaria de forma desproporcional as empresas mais frágeis — especialmente aquelas com elevado grau de alavancagem financeira, vencimentos concentrados no curto prazo e baixa liquidez.

Ainda segundo o relatório, cerca de 70% das empresas teriam exposição negativa a uma disrupção prolongada e um efeito mais severo nas condições de refinanciamento do que o de nosso cenário central. 

As empresas com os ratings mais baixos seriam particularmente vulneráveis, assim como outras com elevada exposição aos mercados de energia e riscos na cadeia de abastecimento. 

As empresas da Ásia-Pacífico (APAC, em inglês) apresentam uma exposição negativa ligeiramente inferior à de outras regiões, apesar da dependência regional do petróleo do Oriente Médio, uma vez que cerca de 80% delas possuem rating de grau de investimento, em comparação com aproximadamente 30% das empresas em outras regiões.

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Empresas de mercados emergentes: elevações de rating superam rebaixamentos em 2025, mas tendência se inverte em 2026 https://financenews.com.br/2026/05/empresas-de-mercados-emergentes-elevacoes-de-rating-superam-rebaixamentos-em-2025-mas-tendencia-se-inverte-em-2026/ https://financenews.com.br/2026/05/empresas-de-mercados-emergentes-elevacoes-de-rating-superam-rebaixamentos-em-2025-mas-tendencia-se-inverte-em-2026/#respond Sat, 09 May 2026 12:40:20 +0000 https://financenews.com.br/?p=207282   São Paulo, 9 de maio de 2026 – Os mercados emergentes são vulneráveis a saídas […]

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São Paulo, 9 de maio de 2026 – Os mercados emergentes são vulneráveis a saídas de capital, depreciação cambial e aperto das condições de financiamento quando ocorrem choques globais. No entanto, as empresas desses mercados emergentes que possuem estruturas de capital equilibradas e boa liquidez absorveram uma onda de choques nos últimos anos e preservaram a qualidade de seu perfil de crédito, diferenciando-se de pares sem esses colchões. De acordo com relatório da Moody’s, a divergência na qualidade de crédito das empresas tende a aumentar ainda mais neste ano, à medida que os efeitos secundários do conflito no Oriente Médio se propagam pela economia global.

As empresas de mercados emergentes enfrentam um ambiente de crédito mais desafiador em 2026. As empresas de mercados emergentes iniciaram 2026 em uma posição relativamente sólida , após dois anos de melhora da qualidade do perfil de crédito e condições macroeconômicas bastante favoráveis. Essa melhora persistiu apesar de bolsões de pressão setorial específica — particularmente em petroquímicos em todo o mundo e no setor imobiliário na Ásia — além de pressões de crédito em vários países.

As condições de crédito e ambientes operacionais mais favoráveis para certos setores favoreceram a desalavancagem e o refinanciamento, o que fez com que as elevações de rating superassem os rebaixamentos em 20 em 2024 e em 6 em 2025. Isso representou uma reversão em relação aos dois anos anteriores, nos quais os rebaixamentos ficaram acima das elevações.

No entanto, sinais de inflexão do ciclo de crédito já haviam surgido antes mesmo do início do conflito no Oriente Médio, no fim de fevereiro de 2026. Nos primeiros quatro meses deste ano, os rebaixamentos superaram as elevações de rating em oito e não tiveram relação com o conflito. Ao mesmo tempo, as perspectivas negativas excedem significativamente as positivas, sinalizando uma probabilidade maior de mais rebaixamentos do que elevações nos próximos 12 a 18 meses.

Decisões específicas da empresa são essenciais para os resultados de crédito. A política financeira, governança e gestão de liquidez foram os principais vetores das mudanças na qualidade do perfil de crédito suficientemente relevantes para provocar movimentações de ratings de empresas de mercados emergentes em 2025 e no início de 2026. Esses fatores, que são, em grande medida, controlados pelas administrações, respondem por cerca de metade das elevações de rating e por quase dois terços dos rebaixamentos nos mercados emergentes nesse período. As mudanças na qualidade do perfil de crédito soberano ou nas condições setoriais — fatores fora do controle das empresas — representam uma parcela menor.

A influência soberana continua a ser, em alguns casos, uma âncora vinculante para a qualidade do perfil de crédito. Das cerca de 400 empresas que avaliadas pela Moody’s em mercados emergentes, aproximadamente 10% têm rating acima dos ratings de seus soberanos. Soberanos e empresas de um determinado país estão expostos às condições macroeconômicas e de mercado financeiro semelhantes. O enfraquecimento da qualidade do perfil de crédito soberano pode, por diversos canais, gerar estresse financeiro entre os setores. A Moody’s atribui ratings acima dos respectivos soberanos apenas ocasionalmente, independentemente da força de crédito intrínseca das próprias empresas.

 

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Aperto monetário sustenta confiança no Brasil, mas elevados custos de juros e pressões fiscais limitam a absorção de choques globais https://financenews.com.br/2026/05/aperto-monetario-sustenta-confianca-no-brasil-mas-elevados-custos-de-juros-e-pressoes-fiscais-limitam-a-absorcao-de-choques-globais/ https://financenews.com.br/2026/05/aperto-monetario-sustenta-confianca-no-brasil-mas-elevados-custos-de-juros-e-pressoes-fiscais-limitam-a-absorcao-de-choques-globais/#respond Wed, 06 May 2026 15:06:39 +0000 https://financenews.com.br/?p=207105   Publicado às 12h05 São Paulo, 6 de maio de 2026 – Diversos soberanos de grandes […]

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Publicado às 12h05

São Paulo, 6 de maio de 2026 – Diversos soberanos de grandes mercados emergentes absorveram uma sequência de choques globais relevantes nos últimos cinco anos sem registrar aumentos expressivos dos prêmios de risco nem perda de acesso aos mercados, de acordo com relatório da Moody’s. Isso reflete melhorias duradouras nos arcabouços de políticas e no acúmulo de colchões, bem como condições externas particularmente favoráveis.

Os arcabouços de política monetária mais críveis, incluindo regimes de metas de inflação, ajudaram a ancorar as expectativas e a estabilizar os fluxos cambiais durante períodos de volatilidade global. No Brasil e no México, arcabouços bem estabelecidos permitiram que os bancos centrais reduzissem as taxas de juros de forma agressiva em 2020, sem provocar saídas de capital. Esses arcabouços também permitiram, posteriormente, um aperto monetário firme diante da aceleração da inflação, limitando os efeitos de segunda ordem e preservando a confiança externa. A adoção do regime de metas de inflação pela Índia em 2016 também reforçou a resiliência do país diante de choques inflacionários no período de 2020 a 2025.

O aumento da flexibilidade cambial também permitiu absorver choques por meio dos movimentos cambiais, em vez de recorrer à redução de reservas ou a um aperto abrupto da política monetária. África do Sul, Brasil e Indonésia permitiram que suas moedas se ajustassem tanto durante a pandemia de Covid-19 quanto no contexto das tensões tarifárias, o que contribuiu para preservar o espaço de política. Essa abordagem, no entanto, pode gerar volatilidade significativa no curto prazo — o rand sul-africano e o real brasileiro se depreciaram acentuadamente em 2020 —, embora contribua para a estabilidade no médio prazo.

Brasil, África do Sul e Malásia apresentam uma resiliência que depende mais de condições específicas. No Brasil, um aperto monetário decisivo restabeleceu o controle da inflação e sustentou a confiança, mas os elevados custos de juros e pressões fiscais ainda não resolvidas limitam o espaço disponível para absorver futuros choques globais sem o risco de nova volatilidade. As reações dos mercados podem se estabilizar, mas a durabilidade dessa estabilidade depende do avanço no controle dos déficits e dos custos do serviço da dívida.

 

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Estruturas financeiras estão evoluindo para apoiar a expansão de data centers na América Latina https://financenews.com.br/2026/04/estruturas-financeiras-estao-evoluindo-para-apoiar-a-expansao-de-data-centers-na-america-latina/ https://financenews.com.br/2026/04/estruturas-financeiras-estao-evoluindo-para-apoiar-a-expansao-de-data-centers-na-america-latina/#respond Thu, 16 Apr 2026 11:41:43 +0000 https://financenews.com.br/?p=206100   Publicado às 8h39 São Paulo, 15 de abril de 2026 – As estruturas financeiras […]

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Publicado às 8h39

São Paulo, 15 de abril de 2026 – As estruturas financeiras estão evoluindo para financiar a expansão da capacidade de data centers na América Latina, uma vez que a aceleração da demanda por serviços em nuvem e cargas de trabalho de inteligência artificial (IA) impulsionam o aumento da transformação digital. À medida que a região se prepara para uma fase de crescimento, o acesso ao financiamento e uma regulamentação favorável estão entre os principais obstáculos ao desenvolvimento, e não a demanda. O desenvolvimento de data centers exige muito capital e o acesso a várias fontes de financiamento desempenha um papel crucial no apoio à expansão da oferta. De acordo com relatório da Moody’s, as opções de financiamento mais limitadas da América Latina para operadoras de data centers têm desacelerado o crescimento, apesar da forte demanda.

É difícil obter financiamento bancário para um novo desenvolvedor de data center, especialmente no início da vida do desenvolvedor. A carga instalada de tecnologia da informação (TI) da América Latina atingiu cerca de 1.4 gigawatt (GW) no final de 2025. Cerca de 1 GW de capacidade adicional de data centers está em construção, principalmente no mercado de colocation. A maior parte dos desenvolvedores buscou patrocinadores fortes e reconhecidos internacionalmente, em vez de capital de risco, para garantir compromissos de locatários de hiperescala e apoiar o crescimento inicial.

Os operadores de data centers da América Latina usam mais dívida durante os estágios iniciais de desenvolvimento do projeto, afastando-se de estruturas de financiamento predominantemente baseadas em capital próprio. A mudança na forma de financiamento normalmente ocorre uma vez que os operadores garantem um contrato de arrendamento de longo prazo com um locatário de hiperescala, têm acesso a fontes de energia adequadas e tenham demonstrado sua capacidade operacional. Os contratos de longo prazo com locatários de hiperescala fornecem visibilidade da receita, permitindo maior alavancagem e reduzindo a incerteza em torno do fluxo de caixa e o risco de refinanciamento.

Os operadores de data centers buscam cada vez mais alternativas de financiamento para refinanciar dívidas de construção e apoiar um aumento da expansão. A América Latina ainda não viu operadores de data centers obterem estruturas de empréstimos com títulos lastreados em ativos (ABS, em inglês) e títulos comerciais lastreados em hipotecas (CMBS, em inglês). As estruturas semelhantes aos fundos de investimento imobiliário (REITs, em inglês) exigirão escala de carteira suficiente e familiaridade do investidor.

Os indicadores-chave de desempenho (KPIs, em inglês) de sustentabilidade e sociais se tornaram cada vez mais importantes para o financiamento de data centers na América Latina. Os operadores enfrentam um crescente escrutínio sobre o consumo de energia e água e a intensidade de carbono resultantes da rápida expansão de data centers. Os KPIs de sustentabilidade podem ampliar o universo de investidores de um projeto e oferecer suporte a preços mais competitivos, mas também introduzem riscos de desempenho.

Vários riscos afetam a qualidade do perfil de crédito de projetos de data centers na América Latina. As concentrações altas de um número limitado de hiperescaladores globais na região ampliam o risco de os contratos de arrendamento não serem renovados. Os arrendamentos denominados em moeda local e em dólares dos EUA criam risco cambial. A complexidade da construção e a dificuldade de organizar o fornecimento de energia e água podem aumentar as despesas de um projeto e sua necessidade de financiamento.

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Economias emergentes da América Latina ampliam emissão de títulos em moeda local para reduzir dependência externa https://financenews.com.br/2026/04/economias-emergentes-da-america-latina-ampliam-emissao-de-titulos-em-moeda-local-para-reduzir-dependencia-externa/ https://financenews.com.br/2026/04/economias-emergentes-da-america-latina-ampliam-emissao-de-titulos-em-moeda-local-para-reduzir-dependencia-externa/#respond Thu, 09 Apr 2026 15:35:33 +0000 https://financenews.com.br/?p=205723 Publicado às 12h34 São Paulo, 8 de abril de 2026 – As economias emergentes da […]

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Publicado às 12h34

São Paulo, 8 de abril de 2026 – As economias emergentes da América Latina estão expandindo o uso de títulos emitidos no mercado doméstico e em moeda local para reduzir a dependência de financiamento externo e fortalecer a resiliência a choques externos, de acordo com relatório da Moody’s. Uma base de investidores domésticos mais ampla e diversificada, mercados em moeda local mais profundos e credibilidade fiscal e monetária maior estão associados a rendimentos e liquidez mais estáveis durante períodos de estresse global, enquanto a disciplina fiscal e taxas de inflação baixas e estáveis ajudam a conter o custo da dívida doméstica. Por outro lado, países com bases de investidores pouco profundas, maior dependência da participação de não residentes e menor credibilidade de políticas tendem a estar mais expostos a choques financeiros globais.

A formação da capacidade de financiamento doméstico depende da poupança, eficácia das políticas e infraestrutura de mercado. A participação média da dívida pública emitida no mercado doméstico e em moeda local na América Latina aumentou cerca de cinco pontos porcentuais para aproximadamente 50% e 55%, respectivamente, desde 2016, contribuindo para um aumento da resiliência aos choques globais (por exemplo, no México e Uruguai. Os soberanos com pools de poupança domésticos maiores, desenvolvimento financeiro mais forte e arcabouços fiscais e monetários confiáveis registraram participações maiores de dívida doméstica (Chile, Costa Rica), enquanto outros permanecem limitados por mercados pouco profundos (Paraguai) e limitações de política (p. ex., Argentina).

A profundidade do mercado por si só não garante custos baixos no financiamento doméstico nas grandes economias. Avaliamos vários fatores que facilitam o desenvolvimento dos mercados de financiamento doméstico. Mesmo em países com mercados monetários locais expressivos e bases de investidores institucionais grandes, os custos do financiamento doméstico podem permanecer elevados (p. ex., Brasil, Colômbia) em virtude da credibilidade fiscal fraca e transmissão restrita da política monetária para os custos do financiamento local. Esses fatores ressaltam a importância da disciplina fiscal e eficácia da política para reduzir os prêmios de risco domésticos.

As restrições estruturais limitam a capacidade de financiamento doméstico em soberanos menores e com rating mais baixo. Algumas economias enfrentam pools de poupança mais estreitos, eficácia de política média mais fraca e dependência maior de financiamento externo, o que resulta em participações menores da dívida doméstica e vulnerabilidade maior a disrupções no financiamento global. A forte dependência de bancos no mercado doméstico pode estreitar o elo entre bancos e soberanos (como por exemplo na Guatemala) e potencialmente deslocar o crédito ao setor privado. Em contraste, esforços para melhorar a infraestrutura de mercado e ampliar a base de investidores (p. ex., na Jamaica e República Dominicana) ajudam a mitigar esses riscos.

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Conflito prolongado no Oriente Médio pode gerar impactos globais no crédito https://financenews.com.br/2026/03/conflito-prolongado-no-oriente-medio-pode-gerar-impactos-globais-no-credito/ https://financenews.com.br/2026/03/conflito-prolongado-no-oriente-medio-pode-gerar-impactos-globais-no-credito/#respond Tue, 31 Mar 2026 13:33:49 +0000 https://financenews.com.br/?p=205244   Publicado às 10h32 Os desdobramentos no Oriente Médio permanecem fluidos, e a duração e […]

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Publicado às 10h32

Os desdobramentos no Oriente Médio permanecem fluidos, e a duração e a gravidade do conflito são altamente incertas. Nesse contexto, um recente relatório da Moody’s avalia quais setores fora do Oriente Médio estariam mais expostos caso o conflito se estendesse por vários meses e interrompesse os fluxos comerciais de e para a região. Tal cenário manteria os preços da energia elevados, interromperia cadeias de suprimentos, apertaria as condições financeiras e desaceleraria o crescimento, com emissores de grau especulativo e necessidades de refinanciamento no curto prazo enfrentando os maiores riscos.

Os riscos de crédito corporativo concentram-se nos setores de aviação, materiais de construção e produtos químicos. Esses setores estão entre os mais intensivos em energia. Os lucros de companhias aéreas de baixo custo e de empresas que produzem itens discricionários provavelmente seriam prejudicados, dada a limitada capacidade de repasse de preços e a demanda enfraquecida. Em contraste, os setores de energia e defesa estão entre os poucos que se beneficiariam. A exposição aos efeitos desse choque em outros setores de consumo e cíclicos varia, mas é, de modo geral, mais moderada.

Fora do Oriente Médio, os soberanos da Ásia-Pacífico e, em menor grau, da Europa são os mais expostos a uma disrupção persistente. Soberanos de menor rating no Sul da Ásia são mais vulneráveis, dada a limitação de suas reservas cambiais e de seus amortecedores externos. Entre os países europeus, aqueles com finanças públicas mais frágeis e menor espaço de política econômica são os mais expostos. Em outras regiões, a diversificação das fontes de energia, os colchões fiscais ou receitas mais elevadas de hidrocarbonetos limitam uma deterioração mais ampla do crédito.

A pressão de crédito para a infraestrutura é desigual, mas, de forma geral, modesta. As concessionárias de serviços públicos estão mais expostas em mercados dependentes de GNL, como Japão e Coreia, embora balanços sólidos, instrumentos de hedge, mecanismos de repasse de custos ou diversificação de combustíveis sustentem a resiliência. Os aeroportos têm exposição direta limitada e podem realocar sua capacidade. Custos mais altos e volumes mais fracos podem pesar sobre os portos, mas as finanças permanecem robustas.

Fortes colchões de capital isolam as instituições financeiras de efeitos de segunda ordem. Embora maior volatilidade, crescimento mais fraco e riscos específicos de ativos possam prejudicar o desempenho, os sólidos níveis de capital compensam os riscos de crédito. Seguradoras especializadas e resseguradoras enfrentam maior risco de sinistros elevados, mas as perdas devem permanecer moderadas para seguradoras diversificadas, graças à subscrição prudente e ao resseguro. O crédito privado provavelmente continuará a oferecer suporte ao refinanciamento, embora os credores se tornem mais seletivos.

Um conflito prolongado aumentaria os riscos em finanças estruturadas, principalmente em ABS de consumidores de menor renda e em securitizações de leasing de aeronaves expostas a custos de combustível mais altos e a disrupções. Proteções estruturais e diversificação mitigam os riscos para detentores de notas sêniores.

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Banco Bmg (BMGB4): Moody’s reafirmou em B1 o rating de crédito https://financenews.com.br/2026/03/banco-bmg-bmgb4-moodys-reafirmou-em-b1-o-rating-de-credito/ https://financenews.com.br/2026/03/banco-bmg-bmgb4-moodys-reafirmou-em-b1-o-rating-de-credito/#respond Mon, 30 Mar 2026 23:50:41 +0000 https://financenews.com.br/?p=205200   Publicado às 20h49 A agência de classificação de risco Moody’s reafirmou em B1 o […]

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Publicado às 20h49

A agência de classificação de risco Moody’s reafirmou em B1 o rating de crédito em moeda estrangeira de longo prazo do Banco Bmg (BMGB4), bem como manteve a perspectiva “estável”. “Ao reafirmarmos a classificação de crédito de nível B1 do Bmg, reconhecemos a melhoria contínua da rentabilidade do Banco nos últimos três anos, juntamente com sua estratégia de diversificar gradualmente, para além de seus principais produtos de consignado, que representavam 72% do total da carteira de crédito em 2025”, afirmou a agência em relatório.

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Moody’s Local expande operações para o Chile, fortalecendo sua presença na América Latina https://financenews.com.br/2026/03/moodys-local-expande-operacoes-para-o-chile-fortalecendo-sua-presenca-na-america-latina/ https://financenews.com.br/2026/03/moodys-local-expande-operacoes-para-o-chile-fortalecendo-sua-presenca-na-america-latina/#respond Fri, 20 Mar 2026 11:52:04 +0000 https://financenews.com.br/?p=204640   Publicado às 8h47 A Moody’s Corporation anuncia o lançamento da Moody’s Local Chile, marcando […]

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Publicado às 8h47

A Moody’s Corporation anuncia o lançamento da Moody’s Local Chile, marcando uma expansão significativa em um dos mercados financeiros mais dinâmicos e sofisticados da América Latina. Com este lançamento, a Moody’s Local reforça seu papel como o maior grupo de agências de classificação doméstica da região, com operações em 14 países.

O estabelecimento da Moody’s Local Chile representa um marco importante na estratégia da empresa de aprofundar seu engajamento com os mercados de capitais domésticos. Ao levar a Moody’s Local ao Chile, a empresa aprimora sua capacidade de oferecer percepções de crédito independentes, transparentes e de alta qualidade, adaptadas às necessidades de emissores, investidores e instituições financeiras locais.

“Estamos muito satisfeitos em lançar oficialmente a Moody’s Local Chile”, afirmou Martin Fernandez-Romero, Managing Director do Moody’s Local Group. “Este passo reforça nosso compromisso de longo prazo com o desenvolvimento dos mercados financeiros domésticos em toda a América Latina. Nosso objetivo é claro: fornecer classificações e análises de crédito confiáveis e acessíveis que empoderem os tomadores de decisão e fortaleçam a arquitetura financeira da região.”

Paula García Uriburu, General Manager da Moody’s Local Chile, acrescentou: “A Moody’s Local traz uma visão regional mais ampla, padrões analíticos rigorosos e um forte compromisso com o mercado chileno. Estamos ansiosos para atender os participantes locais do mercado com ainda mais clareza e consistência.”

A Moody’s Local Chile oferecerá um conjunto abrangente de classificações de crédito domésticas e serviços analíticos, baseados em metodologias que refletem as características específicas do mercado chileno, ao mesmo tempo em que aproveita a expertise regional da Moody’s Local. O lançamento reforça a missão contínua da Moody’s de apoiar o crescimento, a integração e a resiliência dos mercados de capitais da América Latina.

Em junho de 2025, a Moody’s adquiriu integralmente a ICR Chile (ICR), uma das principais provedoras de classificações de crédito domésticas no país. Após concluir com sucesso o processo de integração, a ICR passa a ser oficialmente a Moody’s Local Chile.

A Moody’s Local é um grupo de agências de classificação doméstica que atua em 14 mercados financeiros da América Latina. A Moody’s Local fornece classificações de crédito domésticas, pesquisas e análises de risco para profissionais do mercado, com metodologias e analistas experientes que capturam os riscos e dinâmicas únicos de cada mercado.

 

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Bloqueio prolongado de Ormuz manterá as tarifas dos petroleiros altas e beneficiará operadores https://financenews.com.br/2026/03/bloqueio-prolongado-de-ormuz-mantera-as-tarifas-dos-petroleiros-altas-e-beneficiara-operadores/ https://financenews.com.br/2026/03/bloqueio-prolongado-de-ormuz-mantera-as-tarifas-dos-petroleiros-altas-e-beneficiara-operadores/#respond Thu, 05 Mar 2026 21:07:27 +0000 https://financenews.com.br/?p=203673   Publicado às 18h São Paulo, 5 de março de 2026 – O conflito no Oriente […]

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Publicado às 18h

São Paulo, 5 de março de 2026 – O conflito no Oriente Médio, que começou em 28 de fevereiro de 2026, resultou na paralisação do tráfego marítimo pelo Estreito de Ormuz, uma vez que os navios evitam essa importante via navegável pela qual cerca de 20% do suprimento global de petróleo é transportado anualmente. Consequentemente, as taxas médias à vista para superpetroleiros (VLCCs, em inglês) saltaram para máximas históricas, acima de USD350.000/dia, de cerca de USD200.000/dia em 27 de fevereiro. Essas taxas são teóricas, porque poucas reservas de petroleiros foram reportadas nos últimos dias.

O cenário de referência da Moody’s é que o conflito seja relativamente de curto prazo, provavelmente de algumas semanas, e que a navegação pelo Estreito de Ormuz seja retomada em grande escala. Nesse cenário, os estoques mantidos pelos principais importadores de petróleo e derivados mitigarão um curto período de baixa ou de nenhuma oferta nova. Isso provavelmente significaria que as taxas dos petroleiros voltariam à normalidade com relativa rapidez.

No entanto, se o conflito interromper o transporte marítimo por um longo período, a Moody’s espera que as taxas altas atuais de navios-tanque prevaleçam, impulsionando os ganhos das companhias marítimas com grandes operações de petroleiros. A Moody’s acredita que as taxas elevadas mais do que compensarão a redução da demanda resultante de qualquer desaceleração econômica causada pelo conflito. As companhias marítimas que se beneficiariam incluem a Mitsui O.S.K. Lines, Ltd., Nippon Yusen Kabushiki Kaisha e Stena AB. As empresas de fretamento como a Navios Maritime Partners L.P. também se beneficiariam do aumento das taxas de frete.

A Moody’s espera que todas as partes envolvidas priorizem uma rápida desescalada tendo em vista a importância central do Golfo Pérsico para a economia global e a viabilidade limitada de exportar petróleo por rotas alternativas às marítimas. No entanto, mesmo que isso aconteça, ainda existe um risco significativo de que uma situação semelhante à do Mar Vermelho — outra importante rota marítima —, se desenvolva no Estreito de Ormuz. O transporte marítimo pelo Mar Vermelho caiu mais da metade no final de 2023, após um ataque a navios comerciais no local. O tráfego ainda não se normalizou, destacando a cautela das companhias marítimas sobre o retorno total à rota, que desde então tem sido sujeita a ataques esporádicos. O mais recente ocorreu no final do ano passado, de acordo com a empresa de dados de transporte Clarksons. Uma ameaça ainda mais grave para o Estreito de Ormuz é a possibilidade de um ataque direto a um petroleiro resultar em um grande derramamento de óleo — com risco de envolver cerca de dois milhões de barris de petróleo bruto. Isso tornaria o estreito temporariamente inavegável ou levaria a uma redução acentuada e prolongada dos volumes de tráfego, dependendo da gravidade do vazamento.

Desde o início do conflito, muitas companhias marítimas instruíram seus navios dentro do Golfo Pérsico e com destino a ele, a se protegerem imediatamente. Em 2 de março, cerca de 3.200 embarcações estavam situadas dentro do Golfo, enquanto outras 500 esperavam do lado de fora, mostram os dados da Clarksons. Os navios de petróleo bruto são o segmento de transporte marítimo mais exposto. A Clarksons estima que 6% da capacidade global está ancorada dentro do Golfo e outros 2% fora. Até agora, nove navios-tanque foram atingidos por mísseis ou drones , dos quais um, o Stena Imperative, pertence ao conglomerado sueco Stena. Cerca de 35% das exportações globais de petróleo bruto, equivalentes a 20% da oferta global de petróleo, são enviados pelo estreito anualmente.

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Duração da instabilidade e disrupção energética determinarão os efeitos de crédito do conflito com Irã https://financenews.com.br/2026/03/duracao-da-instabilidade-e-disrupcao-energetica-determinarao-os-efeitos-de-credito-do-conflito-com-ira/ https://financenews.com.br/2026/03/duracao-da-instabilidade-e-disrupcao-energetica-determinarao-os-efeitos-de-credito-do-conflito-com-ira/#respond Wed, 04 Mar 2026 13:23:13 +0000 https://financenews.com.br/?p=203582     Publicado às 10h22 Os ataques conjuntos dos EUA e Israel e a subsequente […]

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Publicado às 10h22

Os ataques conjuntos dos EUA e Israel e a subsequente retaliação do Irã no fim de semana aumentaram drasticamente o risco geopolítico e elevaram os preços da energia, de acordo com relatório da Moody’s. O assassinato sem precedentes do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei, e os pedidos dos EUA por uma mudança de regime inserem uma incerteza maior sobre como o conflito pode evoluir e quanto tempo a instabilidade pode durar.

Embora a infraestrutura central de energia não tenha sido um alvo direto, o tráfego marítimo no Estreito de Ormuz quase parou à medida que as seguradoras retiram a cobertura de seguros e as operadoras evitam a área enquanto as hostilidades continuam. Vários portos em todo o Oriente Médio também suspenderam as operações depois que o Irã atacou a infraestrutura na região. Partes significativas do espaço aéreo na região estão fechadas ou severamente restringidas.

A perspectiva geral de crédito depende principalmente de se qualquer disrupção no Estreito de Ormuz será de curto prazo e se acordos alternativos podem preservar a disponibilidade de energia. No curto prazo, a existência de petróleo armazenado fora do Golfo, inclusive em navios-tanque offshore que navegaram antes dos ataques, fornece um colchão semelhante ao usado após o ataque de 2019 às instalações petrolíferas sauditas, o que ajudou a evitar perdas das exportações significativas na época. O aumento planejado da produção de 206.000 barris por dia da OPEP+ a partir de abril oferece um mitigador adicional, porém limitado.

O cenário de referência da Moody’s é que o conflito dure relativamente pouco, provavelmente algumas semanas, e que a navegação pelo Estreito de Ormuz seja retomada em grande escala. “É improvável que esse cenário resulte em um impacto significativo sobre o perfil de crédito dos emissores que avaliamos”, afirma a Moody’s.

No entanto, qualquer disrupção prolongada no Estreito de Ormuz levaria a um aumento sustentado dos preços do petróleo, aprofundaria a aversão ao risco global e provavelmente geraria um aumento da pressão de spread de crédito nos mercados high-yield. Esse cenário aumentaria os riscos de refinanciamento para emissores com vencimentos de curto prazo, particularmente em indústrias cíclicas e intensivas em energia que já enfrentam custos altos dos insumos. Isso também complicaria a trajetória das taxas de juros e a tomada de decisões dos bancos centrais.

Além do impacto direto nos fluxos de energia, uma transição política desordenada no Irã — seja por meio de colapso institucional, vácuo de poder ou guerra civil — aumentaria a incerteza sobre a trajetória de qualquer conflito regional e o manejo dos ativos militares e do estoque de urânio enriquecido do Irã. Essa dinâmica manterá a aversão ao risco em patamares altos, mesmo que a disrupção física nos fluxos de energia acabe sendo de curta duração.

 

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Demanda por energia deve crescer 2,8% na América Latina https://financenews.com.br/2026/03/demanda-por-energia-deve-crescer-28-na-america-latina/ https://financenews.com.br/2026/03/demanda-por-energia-deve-crescer-28-na-america-latina/#respond Tue, 03 Mar 2026 11:51:16 +0000 https://financenews.com.br/?p=203487   Publicado às 8h50 As condições de crédito para emissores de infraestrutura com rating na […]

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Publicado às 8h50

As condições de crédito para emissores de infraestrutura com rating na América Latina permanecerão amplamente estáveis até pelo menos o início de 2027, estimulando as atividades de refinanciamento e investimento com custos mais gerenciáveis, de acordo com o último relatório da Moody’s. Além disso, há focos de risco emergindo relacionados a alterações políticas, disrupção digital e mudanças climáticas.

O crescimento da demanda por eletricidade deverá ficar em torno de 2.8% pelo menos até o início de 2027, mas os riscos de alta vêm ganhando maior relevância. A demanda por eletricidade permanecerá moderada pelo menos até o início de 2027, com crescimento projetado em torno de 2.8% ao ano, equivalente a 1.2 vez as premissas da Moody’s de crescimento do PIB real para a região. No entanto, a probabilidade de taxas de crescimento mais rápidas dentro do cenário principal aumentou. Grandes projetos intensivos em energia deverão acelerar o crescimento da demanda, incluindo a expansão das operações de mineração no Chile e Peru, bem como a materialização de novos investimentos em data centers, especialmente no Chile, Brasil, México e Argentina. Consequentemente, o aumento anual da demanda por eletricidade nos próximos anos refletirá não apenas a contínua expansão dos data centers, mas também o crescimento do consumo industrial, eletrificação do transporte e uso maior de ar-condicionado.

A diminuição das taxas de juros melhorará o acesso do setor de infraestrutura latino-americano aos mercados de dívida e facilitará a cobertura de juros das empresas. A continuidade do suporte regulatório e a capacidade de pagamento de tarifas continuam a ser fundamentais para respaldar nossas expectativas de crescimento. À medida que a inflação arrefece, a intervenção política na definição de tarifas e nos mecanismos de indexação diminuirá nos serviços regulados. No entanto, a América Latina enfrenta um calendário eleitoral intenso em 2026, o que adiciona alguma incerteza. O novo governo do Chile provavelmente fará do crescimento econômico e do rápido desenvolvimento de grandes projetos de infraestrutura uma prioridade, e a atividade contínua de fusões e aquisições no Peru sugere que os investidores não percebem riscos políticos relevantes no país. As eleições presidenciais na Colômbia e no Brasil determinarão se esses países migrarão para governos mais favoráveis às empresas.

Os fundamentos de crédito permanecem sólidos para a infraestrutura de transporte da América Latina. Esperamos um crescimento de até 3% do tráfego das operadoras de rodovias pedagiadas da região em 2026, após aos fortes ganhos registrados em 2025. O tráfego nas rodovias ustrapassará os níveis observados antes da pandemia. Os aeroportos regionais deverão apresentar um crescimento estável de 4% do tráfego de passageiros em 2026, à medida que as condições macroeconômicas e a conectividade ganham força.

 

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IA deve impulsionar produtividade global em cerca de 1,5% ao ano, mas ganhos variam entre economias avançadas e emergentes https://financenews.com.br/2026/03/ia-deve-impulsionar-produtividade-global-em-cerca-de-15-ao-ano-mas-ganhos-variam-entre-economias-avancadas-e-emergentes/ https://financenews.com.br/2026/03/ia-deve-impulsionar-produtividade-global-em-cerca-de-15-ao-ano-mas-ganhos-variam-entre-economias-avancadas-e-emergentes/#respond Sun, 01 Mar 2026 22:47:18 +0000 https://financenews.com.br/?p=203410   Publicado às 19h46 Os avanços recentes em inteligência artificial (IA) estão prontos para remodelar […]

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Publicado às 19h46

Os avanços recentes em inteligência artificial (IA) estão prontos para remodelar os mercados de trabalho globais, de acordo com relatório da Moody’s. A automação e o aumento de capacidades, por meio das quais essa tecnologia substituirá ou complementará as ocupações atuais, prometem uma produtividade econômica maior, embora alguns trabalhadores deslocados percam empregos ou trabalhem de forma menos produtiva em funções subsequentes. O tamanho da expansão da produtividade variará amplamente entre e dentro das economias avançadas (EAs) e dos mercados emergentes (MEs), dependendo de fatores como composição setorial e ocupacional da força de trabalho, preparação tecnológica, demografia, níveis de desemprego existentes e custos trabalhistas. Em última análise, as implicações de crédito para os soberanos refletirão a compensação entre os custos sociais e fiscais da IA, e entre os ganhos de produtividade acumulados.

Os ganhos de produtividade ocorrerão por meio da automação, aumento de capacidades e reemprego da mão de obra. Os avanços na IA afetarão o mercado de trabalho de forma mais ampla e profunda do que os avanços tecnológicos anteriores, dada a aplicação a tarefas cognitivas não estruturadas. Como ponto de partida, a Moody’s estima os ganhos médios de produtividade com o uso da inteligência artificial generativa (GenAI, em inglês) em 1.5% ao ano em uma amostra de 106 soberanos classificados, em linha com outros estudos. Esses benefícios podem evoluir com o tempo, à medida que a parte da mão de obra afetada pelo aumento de capacidades e pela automação muda e à medida que a IA agêntica desempenha um papel maior.

A variação nos resultados entre EAs e MEs mascara as nuances subjacentes. Embora a composição setorial e ocupacional das economias desempenhe um papel importante na determinação dos impactos na produtividade, as economias avançadas provavelmente obterão ganhos mais amplos graças à exposição maior à IA e se beneficiarão particularmente por partirem de um crescimento da produtividade enfraquecido. Para economias em envelhecimento, uma força de trabalho cada vez menor pode justificar a automatização de uma parcela maior da mão de obra, mas a extensão dos ganhos dependerá de como os trabalhadores deslocados se adaptarão às novas funções e políticas socioeconômicas em vigor para apoiar essa transição. Os MEs geralmente estão menos expostos ao deslocamento do mercado de trabalho em razão de seus salários mais baixos e infraestrutura digital mais limitada. No entanto, alguns MEs estão bem posicionados para obter ganhos significativos de produtividade, enquanto outros podem se beneficiar de melhorias da infraestrutura digital e um ambiente de políticas públicas favorável.

As taxas de produtividade da mão de obra reempregada e a criação de novas tarefas alterarão o impacto econômico de um modo geral. É incerto se os trabalhadores deslocados pela IA poderão mudar para novos empregos com maior produtividade e melhores salários, como aconteceu com frequência em mudanças tecnológicas anteriores. As tarefas recém-criadas têm maior probabilidade de impulsionar os ganhos de produtividade, embora possam mudar o escopo do trabalho em uma economia.

 

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BDR: divendo da Moodys, Ebay e da Sherwin-Williams https://financenews.com.br/2026/02/bdr-divendo-da-moodys-ebay-e-da-sherwin-williams/ https://financenews.com.br/2026/02/bdr-divendo-da-moodys-ebay-e-da-sherwin-williams/#respond Thu, 19 Feb 2026 16:54:30 +0000 https://financenews.com.br/?p=202830   Publicado às 13h53 Dividendo da Moodys (MCOR34) O Banco B3, na qualidade de depositário […]

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Publicado às 13h53

Dividendo da Moodys (MCOR34)

O Banco B3, na qualidade de depositário e emissor do Programa de BDR Nível I Não Patrocinado da Moodys Corp (MCOR34), informou nesta quinta-feira, 19, que foi aprovado em 18/02/2026 o pagamento de dividendos no valor de USD 1,030000000, que considerando a taxa de conversão (USD / R$) de 5,2349, corresponde a um valor prévio de R$ 0,911801192 por BDR. O evento será pago no dia 19/03/2026, aos titulares de BDRs em 26/02/2026. O valor informado acima já está deduzido de 30% de IR, 0,38% de IOF e 3% referente a tarifa cobrada pelo Banco B3. 

Dividendo da Ebay (EBAY34)

O Banco B3, na qualidade de depositário e emissor do Programa de BDR Nível I Não Patrocinado da Ebay Inc., (EBAY34), informou nesta quinta-feira, 19, que foi aprovado em 18/02/2026 o pagamento de dividendos no valor de USD 0,310000000, que considerando a taxa de conversão (USD / R$) de 5,2349, corresponde a um valor prévio de R$ 0,548854327 por BDR. O evento será pago no dia 26/03/2026, aos titulares de BDRs em 04/03/2026. O valor informado acima já está deduzido de 30% de IR, 0,38% de IOF e 3% referente a tarifa cobrada pelo Banco B3. 

Dividendo da The Sherwin-Williams (S1HW34)

O Banco B3, na qualidade de depositário e emissor do Programa de BDR Nível I Não Patrocinado da The Sherwin-Williams (S1HW34), informou nesta quinta-feira, 19, que foi aprovado em 18/02/2026 o pagamento de dividendos no valor de USD 0,800000000, que considerando a taxa de conversão (USD / R$) de 5,2349, corresponde a um valor prévio de R$ 0,283279213 por BDR. O evento será pago no dia 19/03/2026, aos titulares de BDRs em 26/02/2026. O valor informado acima já está deduzido de 30% de IR, 0,38% de IOF e 3% referente a tarifa cobrada pelo Banco B3.

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Perspectiva do sistema bancário brasileiro é estável à medida que lucros e capital resilientes https://financenews.com.br/2026/02/perspectiva-do-sistema-bancario-brasileiro-e-estavel-a-medida-que-lucros-e-capital-resilientes/ https://financenews.com.br/2026/02/perspectiva-do-sistema-bancario-brasileiro-e-estavel-a-medida-que-lucros-e-capital-resilientes/#respond Mon, 09 Feb 2026 14:36:11 +0000 https://financenews.com.br/?p=202312 Publicado às 11h34 São Paulo, 9 de fevereiro de 2026 – A perspectiva da Moody’s […]

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Publicado às 11h34

São Paulo, 9 de fevereiro de 2026 – A perspectiva da Moody’s para o sistema bancário do Brasil nos próximos 12 a 18 meses permanece estável. O crescimento do produto interno bruto (PIB) do país se estabilizará em 2.0% em 2026 e 2027, uma queda em relação aos 2.1% em 2025. A inflação convergirá para o intervalo da meta do Banco Central do Brasil (BCB), permitindo uma redução gradual na taxa de juros, que será de dois dígitos até o final de 2026.

As incertezas econômicas persistirão ao longo de 2026, um ano de eleição presidencial, sobrecarregando o ambiente operacional dos bancos. A redução da confiança empresarial impactará o período coberto pela perspectiva, mantendo a originação de empréstimos ligeiramente abaixo dos níveis de 2025, e os volumes de empréstimos em atraso (NPLs, em inglês) permanecerão elevados. As robustas reservas para perdas com empréstimos mitigarão parcialmente o risco de crédito.

As margens relativamente estáveis, controles rigorosos sobre os custos operacionais e um declínio das provisões para perdas com empréstimos após despesas significativas registradas em 2025 manterão a rentabilidade em patamares estáveis. A capitalização não apresentará mudanças significativas em razão do crescimento moderado dos empréstimos. A captação e liquidez robustas no sistema bancário serão apoiadas por uma grande parcela de depósitos de varejo normalmente estáveis, bem como pela forte atividade no mercado de capitais local.

O ambiente operacional dos bancos será estável, com crescimento marginal, porém lento – As condições macroeconômicas permanecerão favoráveis às operações dos bancos em 2026, com uma inflação estimada de cerca de 4.3%, convergindo para o intervalo da meta do BCB. O consenso de mercado de que a inflação permanecerá fraca até o fim de 2026 permitirá uma redução gradual da taxa básica de juros — embora as taxas ainda devam permanecer no patamar de dois dígitos. O crescimento do PIB provavelmente se manterá em um nível baixo, em torno de 2.0% em 2026-2027, em linha com o crescimento potencial, mas moderado em comparação com outros mercados emergentes. O desemprego também permanece historicamente baixo, em 5.2% nos 12 meses até novembro de 2025. No entanto, a confiança das empresas e as decisões de investimento de longo prazo serão prejudicadas pelas incertezas em torno do próximo ciclo eleitoral e pela carga fiscal elevada.

Os empréstimos em atraso continuarão elevados em 2026, pressionando o crescimento do crédito. As novas originações de empréstimos desacelerarão em comparação com 2025, o que é consistente com taxas de juros altas e endividamento historicamente elevado das famílias e pequenas e médias empresas (PMEs). Os bancos continuarão focados na originação dos empréstimos garantidos a pessoas físicas e empresas amparadas por garantias governamentais para mitigar as perdas de crédito. A capacidade dos tomadores de pagar dívidas bancárias se beneficiará parcialmente de uma mudança recente que isenta indivíduos de baixa renda do pagamento de imposto de renda, com o objetivo de promover o consumo, enquanto os programas subsidiados pelo governo também beneficiam os níveis de renda. Os elevados índices de cobertura de reservas para perdas com empréstimos serão suficientes para absorver o risco de crédito. A forte inadimplência no setor agrícola e em empresas menores pressionará as métricas de risco de ativos em 2026, bem como o período mais longo que os bancos precisam observar antes de dar baixa em empréstimos sob as novas Normas Internacionais de Contabilidade (IFRS 9, em inglês).

A geração interna recorrente de capital continuará a reforçar os colchões regulatórios dos bancos. Os bancos reterão parte de seus ganhos para atender aos aumentos graduais dos ativos ponderados pelo risco operacional e aos efeitos de capital das provisões baseadas no IFRS, que estão sendo implementadas gradualmente até 2028. Ao mesmo tempo, é provável que os bancos devolvam o excesso de capital acima de suas metas internas aos acionistas, por causa do enfraquecimento da confiança das empresas e perspectivas de crescimento de dígito único dos empréstimos em 2026.

A rentabilidade provavelmente permanecerá estável, com controles rígidos de custos operacionais e provisões menores para perdas com empréstimos após despesas substanciais em 2025. Diante da probabilidade de uma queda das taxas de juros e os planos dos bancos para desacelerar o crescimento dos empréstimos, o foco mudará para o aumento da receita proveniente de tarifas, principalmente aproveitando a forte demanda de investidores locais do mercado de capitais. Embora as margens enfrentem tensões decorrentes de um corte das taxas de juros, elas ainda são elevadas quando comparadas às dos sistemas bancários globais. O declínio das taxas de juros será gradual e insuficiente para reduzir significativamente os custos de captação em meio à forte competição do segmento de depósitos de varejo. No entanto, se a política monetária expansionista se estender até 2027, provavelmente gerará um impacto positivo mais pronunciado sobre esses custos.

Condições estáveis de financiamento e liquidez, sob uma política monetária contracionista. A demanda dos investidores domésticos por dívidas bancárias permanecerá forte à medida que os mercados de capitais se aprofundarem e as taxas de juros permanecerem altas. Isso apoiará o aumento dos vencimentos de captação e a liquidez geral do sistema. A expansão dos pagamentos eletrônicos promoverá o crescimento de depósitos transacionais de baixo custo, que continuam a ser uma ferramenta fundamental para os bancos mitigarem as pressões sobre os custos de financiamento. As recomposições no Fundo Garantidor de Créditos (FGC) após os pagamentos significativos no início do ano não afetarão materialmente a liquidez de todo o sistema até 2026, enquanto os depósitos intermediados continuarão a ser uma importante fonte de financiamento para os bancos de médio porte. Os bancos acessarão seletivamente os mercados internacionais, também para manter a diversificação de sua estrutura de captação.

O suporte elevado para bancos sistemicamente importantes permanece inalterado. Em uma eventual crise, o suporte do governo se concentrará principalmente em grandes bancos com participação considerável em depósitos de varejo. No entanto, a fraca condição fiscal do governo limita sua capacidade de apoiar os bancos em caso de estresse.

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Seis riscos que podem ameaçar o crédito em 2026 https://financenews.com.br/2026/02/seis-riscos-que-podem-ameacar-o-credito-em-2026/ https://financenews.com.br/2026/02/seis-riscos-que-podem-ameacar-o-credito-em-2026/#respond Mon, 02 Feb 2026 01:31:07 +0000 https://financenews.com.br/?p=201887 Publicado às 22h29 Em relatório divulgado em fins de janeiro, a Moody’s examina seis cenários […]

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Publicado às 22h29

Em relatório divulgado em fins de janeiro, a Moody’s examina seis cenários que podem ter impacto significativo no panorama de crédito neste ano. Esses exemplos destacam apenas uma seleção de choques potenciais, já que vários riscos econômicos, tecnológicos e climáticos ainda podem surgir inesperadamente.

  1. Fraturas geopolíticas. À medida que a polarização política se torna uma característica duradoura do cenário geopolítico, há um risco crescente de um evento específico desencadear choques que rapidamente se espalhariam pelos mercados de crédito por meio de prêmios de risco mais elevados e estresse financeiro.
  2. Os temores da inflação ressurgem. Em um ano em que haverá uma transição de liderança no Federal Reserve (Fed) dos EUA, caso a tendência de queda da inflação seja interrompida ou revertida, existe o risco de as expectativas de inflação se tornarem desancoradas, impulsionando a volatilidade dos rendimentos e distorcendo os preços do crédito.
  3. Correção de preços das ações de inteligência artificial (IA). Uma correção tecnológica baseada em IA atingiria startups , semicondutores, ativos de data center e imóveis comerciais (CRE, em inglês) de hubs de tecnologia. Isso poderia também provocar um aperto das condições de financiamento e um enfraquecimento do crescimento econômico.
  4. Choque de produtividade da IA impulsiona perda de empregos. Os ganhos rápidos de eficiência impulsionados pela IA podem desencadear demissões em larga escala de funcionários administrativos, enfraquecendo a demanda e as receitas fiscais, ao mesmo tempo em que sobrecarregam as finanças públicas e aumentam a instabilidade social e política.
  5. O estresse no crédito privado gera contágio. Uma queda generalizada na qualidade dos ativos revela fraquezas estruturais no crédito privado, juntamente com recuperações menores. O contágio por meio de seguradoras, bancos e fundos híbridos pode aumentar os prêmios de risco de forma mais ampla, à medida que o apetite pelo risco dos investidores diminui.
  6. Pico dos rendimentos soberanos. As fragilidades fiscais e necessidades recordes de refinanciamento estão elevando os prêmios e acentuando as curvas nas principais economias avançadas (EAs). Uma pressão persistente sobre o rendimento restringiria as condições financeiras e impactaria o crescimento global.

Acesse a íntegra do relatório aqui.

 

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Acordo UE–Mercosul: Brasil tende a ser o maior beneficiário dentro do Mercosul dada a composição e escala de suas exportações https://financenews.com.br/2026/02/acordo-ue-mercosul-brasil-tende-a-ser-o-maior-beneficiario-dentro-do-mercosul-dada-a-composicao-e-escala-de-suas-exportacoes/ https://financenews.com.br/2026/02/acordo-ue-mercosul-brasil-tende-a-ser-o-maior-beneficiario-dentro-do-mercosul-dada-a-composicao-e-escala-de-suas-exportacoes/#respond Mon, 02 Feb 2026 01:27:54 +0000 https://financenews.com.br/?p=201885 Publicado às 22h25 Em 21 de janeiro, o Parlamento Europeu votou a favor de um […]

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Publicado às 22h25

Em 21 de janeiro, o Parlamento Europeu votou a favor de um pedido para que o Tribunal de Justiça da União Europeia (UE) avalie a legalidade do acordo UE-Mercado Comum do Sul (Mercosul), paralisando o processo de implementação. O tribunal também analisará se as disposições do acordo restringem a capacidade da UE de definir políticas ambientais e de proteção ao consumidor. O acordo, assinado em 17 de janeiro após mais de 20 anos de negociação, é fundamental do ponto de vista geopolítico em um contexto de escalada das tensões internacionais entre EUA, UE/América Latina. Ele estabelece uma importante área de livre comércio, removendo tarifas sobre mais de 90% dos bens e serviços comercializados, abrindo mercados para a diversificação das exportações de Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai, afirma a Moody’s.

Na avaliação da agência, o acordo é positivo para o perfil de crédito dos soberanos e setores-chave do Mercosul, uma vez que apoia o acesso aos mercados de exportação, o investimento e a diversificação comercial. No entanto, os benefícios de curto prazo são restringidos por um processo prolongado de implementação e pelos desafios de ratificação. O acordo também inclui requisitos de sustentabilidade, como o cumprimento das metas do Acordo de Paris.

Embora algumas autoridades da UE argumentem que uma brecha legal permite que o tratado seja aplicado provisoriamente durante a análise pelo tribunal, a oposição política na UE e no Mercosul provavelmente atrasará ou impactará a implementação. Se o Tribunal de Justiça da União Europeia decidir a favor do tratado, o acordo deve ser aprovado pelo Parlamento Europeu e depois ratificado pelos Estados-membros da UE. O acordo também deve ser ratificado pelos parlamentos dos membros fundadores do Mercosul — Brasil, Paraguai, Uruguai e Argentina.

A Comissão Europeia projeta que o acordo aumentará modestamente o produto interno bruto (PIB) do Mercosul em 0.25% e o da UE, em 0.05%, até 2040. No entanto, ele é positivo para o perfil de crédito dos governos e empresas voltadas para a exportação no longo prazo, para o Mercosul graças à melhora do acesso ao mercado, diversificação e crescimento do investimento estrangeiro direto (IED). A UE já é a maior provedora de IED na região do Mercosul, e o acordo permitirá que empresas europeias concorram por contratos públicos em condições de igualdade com as empresas do Mercosul.

Os exportadores da Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai se beneficiarão da expansão das exportações para a UE, seu segundo maior parceiro comercial depois da China. O Brasil e a Argentina serão os mais favorecidos entre os quatro países por meio do aumento das cotas para exportações agrícolas e de minerais. Ainda assim, a manutenção de cotas destinadas a proteger os agricultores europeus e a eliminação gradual e lenta de algumas tarifas (por mais de 15 anos para o Mercosul e mais de 10 anos para a UE) possibilitam apenas um crescimento limitado do produto interno bruto (PIB) no curto prazo.

O Brasil está apto a ser o maior beneficiário dentro do Mercosul dada a composição e escala de suas exportações. A UE representou cerca de 16% do comércio total do Mercosul em 2024 e, para o Brasil, os produtos agrícolas (ou seja, carne bovina, aves, açúcar) e produtos minerais dominam as exportações para o bloco europeu. No entanto, as principais exportações, como petróleo e produtos minerais, já estão sujeitas a tarifas baixas — a tarifa média de importação da UE para produtos minerais é de 0.5%. A expansão das cotas para carne bovina (99.000 toneladas) e aves (180.000 toneladas) aumentará a receita do agronegócio. As tarifas do Mercosul sobre alguns bens europeus são elevadas — chegando a até 35% para autopeças e 28% para laticínios —, de forma que sua eliminação gradual aumentará a competitividade e gerará economias.

Os efeitos potenciais para a qualidade do perfil de crédito soberano do Brasil são limitados no curto prazo em razão da contribuição modesta para o crescimento geral. No entanto, o acordo promove a diversificação das exportações para além da China e dos EUA, reduzindo a vulnerabilidade geopolítica. Também apoia a entrada de IED, particularmente no agronegócio e energia renovável, reforçando os fatores estruturais de crescimento do Brasil. A UE já é o maior fornecedor de IED para o Brasil.

Os benefícios para o perfil de crédito soberano da Argentina são mais limitados do que para o setor privado, dado que o país ainda está passando por um ajuste macroeconômico. O aumento dos vínculos comerciais e de investimento melhorará o desempenho das exportações e contribuirá para um aumento das entradas de divisas. No entanto, à medida que a economia continuar a se reequilibrar, a demanda de importação permanecerá forte, diminuindo os benefícios para as fracas finanças externas da Argentina, que restringiram o perfil de crédito do soberano.

No Uruguai, a UE representou 14% das exportações de bens em 2024, tornando-se o terceiro maior destino de exportação do país depois da China (24%) e do Brasil (18%), e à frente dos EUA (9%). De acordo com uma avaliação do Banco Mundial (BM) , os setores de agricultura e recursos naturais do Uruguai teriam os maiores ganhos com o acordo até 2040, seguidos por serviços, enquanto o setor de manufatura não alimentícia enfrentaria as maiores pressões competitivas dos produtores da UE. O Ministério das Finanças e Economia do Uruguai estimou que o acordo geraria benefícios líquidos de longo prazo, incluindo um aumento do PIB de pouco mais de 1.5 ponto percentual (p.p.) até 2040, em comparação com a estimativa do BM de 0.7 p.p.. As estimativas incluem uma alta de quase 4% das exportações de bens, de 0.5% no emprego e de cerca de 1% dos salários reais. O aumento das entradas de IED e uma integração mais profunda nas cadeias de valor globais também impulsionariam os ganhos de competitividade.

A economia do Paraguai é a menor entre os quatro países e está concentrada na agricultura. A carne bovina, soja e etanol são as principais exportações. Como a UE atualmente aplica tarifas significativas sobre esses produtos, sua remoção melhorará os termos de comércio do país e apoiará o crescimento das vendas externas. As cotas de etanol (450.000 toneladas) e as concessões de carne bovina beneficiarão o setor agroindustrial, um dos principais contribuintes para o PIB e o emprego. O aumento das exportações fortalecerá a liquidez externa do soberano.

 

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Mudanças na transição energética, condições climáticas extremas e avanço da IA impulsionam riscos de crédito em 2026 https://financenews.com.br/2026/01/mudancas-na-transicao-energetica-condicoes-climaticas-extremas-e-avanco-da-ia-impulsionam-riscos-de-credito-em-2026/ https://financenews.com.br/2026/01/mudancas-na-transicao-energetica-condicoes-climaticas-extremas-e-avanco-da-ia-impulsionam-riscos-de-credito-em-2026/#respond Sun, 18 Jan 2026 00:39:23 +0000 https://financenews.com.br/?p=201204 Publicado às 21h36 São Paulo, 14 de janeiro de 2026 – Em 2026, as considerações […]

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Publicado às 21h36

São Paulo, 14 de janeiro de 2026 – Em 2026, as considerações sobre segurança energética e capacidade de pagamento impulsionarão as estratégias de sustentabilidade, enquanto os custos dos riscos climáticos físicos e as preocupações com seguros se tornarão mais agudos. O impacto da inteligência artificial (IA) na demanda de energia, mercados de trabalho e governança de dados também será mais aparente diante dos riscos sociais crescentes. No último relatório divulgado, a Moody’s analisa as principais tendências das finanças sustentáveis que moldarão a força do crédito de 2026 em diante.

As preocupações com a segurança energética impulsionam a abordagem pragmática da transição. A competitividade de custos apoiará os investimentos em energia de baixo carbono, juntamente com o investimento incremental em combustíveis fósseis, em um contexto de demanda de energia cada vez maior. As tensões geopolíticas e a paralisação do multilateralismo também direcionarão o foco para a eficiência de recursos e resiliência da cadeia de abastecimento. As empresas enfrentarão uma continuidade da fragmentação e a volatilidade das políticas.
A adaptação e resiliência são cada vez mais fundamentais para a qualidade do perfil de crédito. À medida que os eventos climáticos extremos se tornam mais frequentes e severos, o investimento em adaptação e resiliência será fundamental para mitigar riscos e apoiar a força do perfil de crédito. O foco do setor público em gerenciar e conter riscos, incluindo o apoio à capacidade de fornecer seguros em mercados de alto risco, se intensificará. As empresas divulgarão cada vez mais estratégias de adaptação e investimentos às partes interessadas, incluindo reguladores e credores.

O foco no gerenciamento de recursos naturais aumenta à medida que os riscos crescem. As interligações entre a descarbonização, o clima físico e outros riscos ambientais direcionarão o foco das políticas e do mercado para a gestão de recursos naturais. Os riscos relacionados à disponibilidade de recursos e às disrupções na cadeia de abastecimento destacam questões como práticas de desmatamento na agricultura e consumo de água dos data centers .

As pressões orçamentárias e a disrupção climática e digital exacerbam as disparidades sociais. O aumento do custo dos serviços básicos, incluindo eletricidade, continuará a alimentar a insatisfação dos eleitores com os principais partidos políticos nas economias avançadas (EAs). Enquanto isso, os choques climáticos estão agravando as preocupações com a segurança alimentar nos mercados emergentes (MEs). Diante da rápida adoção da IA, a proteção de dados pessoais, soberania e governança de dados estão surgindo como principais tópicos políticos, enquanto a fragmentação da regulamentação aumenta os custos de compliance para as empresas.

A capacidade de financiamento e o gerenciamento de riscos moldarão as pressões de crédito. Os mercados e mecanismos de crédito privado em crescimento, como financiamento combinado e títulos azuis, apresentam oportunidades para mobilização de capital e podem reduzir as lacunas de investimento.

Fonte: Moody’s

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Data centers: aumento da capacidade continuará forte enquanto inquilinos priorizam velocidade de comercialização https://financenews.com.br/2026/01/data-centers-aumento-da-capacidade-continuara-forte-enquanto-inquilinos-priorizam-velocidade-de-comercializacao/ https://financenews.com.br/2026/01/data-centers-aumento-da-capacidade-continuara-forte-enquanto-inquilinos-priorizam-velocidade-de-comercializacao/#respond Tue, 13 Jan 2026 11:32:55 +0000 https://financenews.com.br/?p=200964 Publicado às 8h30 A demanda por capacidade de data centers para suportar a inteligência artificial (IA), computação […]

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Publicado às 8h30

A demanda por capacidade de data centers para suportar a inteligência artificial (IA), computação em nuvem e serviços de internet continuará a aumentar acentuadamente em 2026, de acordo com último relatório da Moody’s. A maior parte dessa nova capacidade é pré-alugada para grandes empresas de tecnologia, ou hiperescaladores, limitando o risco de um excedente de capacidade desocupada no mercado, ao mesmo tempo em que intensifica o risco de concentração de contrapartes.

A capacidade manterá crescimento de dois dígitos enquanto os inquilinos monetizam rapidamente as novas instalações. A corrida para construir uma nova capacidade de data centers permanece em seus estágios iniciais, em meio à perspectiva de que a capacidade global continuará a crescer nos próximos 12 a 18 meses. A Agência Internacional de Energia (AIE) projeta que a capacidade global dos data centers medida pelo consumo de eletricidade atingirá cerca de 600 terawatts -hora (TWh) em 2026, um aumento de 14% em relação aos 525 TWh estimados em 2025, o que representa uma alta de 20% em relação ao consumo real de 2024 de 436 TWh.

O risco regulatório e as limitações de energia continuam a restringir o desenvolvimento. A oposição local aos novos data centers aumentou em alguns mercados por causa do aumento das preocupações da população sobre o consumo de energia e água. Por outro lado, é provável que regiões com leis favoráveis continuem a observar novos desenvolvimentos, enquanto algumas estão fazendo mudanças em seus arcabouços regulatórios para incentivar o desenvolvimento de novos data centers para IA.

Os inquilinos assumem mais riscos para acelerar os prazos de conclusão em meio ao aumento dos riscos de construção. Alguns inquilinos estão dispostos a compartilhar certos riscos de entrega de construção que não costumavam assumir para acelerar a conclusão, como a isenção da disponibilidade de energia e serviços públicos essenciais como requisitos de conclusão. A demanda global elevada por mão de obra qualificada, commodities e equipamentos essenciais aumenta o custo da construção de novos data centers e os custos operacionais das instalações existentes.

Os mercados de capitais se adaptam para financiar o rápido crescimento dos data centers de hiperescala; contrapartes com histórico de crédito positivo ainda são fundamentais. À medida que o número e o tamanho dos data centers se expandem, a quantidade e a diversidade do capital necessário para desenvolvimento aumentaram. Os bancos continuarão a desempenhar um papel importante, junto com investidores institucionais que emprestam cada vez mais durante a etapa de construção. Os arrendamentos de longo prazo para novos data centers de hiperescala continuarão a receber suporte de crédito de grandes empresas de tecnologia, apesar da capacidade ser usada principalmente por uma start-up de IA, como a OpenAI ou a Anthropic.

Os custos elevados da unidade de processamento gráfico (GPU, em inglês) fazem com que os desenvolvedores busquem opções alternativas de financiamento. É provável que usuários e proprietários de GPUs busquem mais fontes alternativas de financiamento. O acesso a novas fontes de capital é fundamental por causa do alto custo dos equipamentos de computação.

 

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Ação dos EUA na Venezuela tem impacto limitado no crédito, mas eleva tensão geopolítica https://financenews.com.br/2026/01/acao-dos-eua-na-venezuela-tem-impacto-limitado-no-credito-mas-eleva-tensao-geopolitica/ https://financenews.com.br/2026/01/acao-dos-eua-na-venezuela-tem-impacto-limitado-no-credito-mas-eleva-tensao-geopolitica/#respond Thu, 08 Jan 2026 15:53:16 +0000 https://financenews.com.br/?p=200737 Publicado às 12h50 São Paulo, 8 de janeiro de 2026 – Embora o impacto imediato […]

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Publicado às 12h50

São Paulo, 8 de janeiro de 2026 – Embora o impacto imediato no perfil de crédito macroeconômico, corporativo e bancário da operação dos EUA na Venezuela seja limitado, os possíveis efeitos de longo prazo incluiriam planos para aumentar a produção de petróleo da Venezuela e potenciais efeitos em cascata na migração, comércio e investimento regionais. De forma mais imediata, o aumento do risco geopolítico continuará a representar uma característica estrutural do ambiente de crédito, reforçando a incerteza em toda a América Latina, de acordo com o último relatório da Moody’s.

O governo da Venezuela, comandado pela presidente Delcy Rodríguez, provavelmente manterá a política após a captura realizada pelos EUA do líder de longa data Nicolás Maduro. No entanto, a governança e a estabilidade do país são precárias, e uma possível ruptura dentro das diferentes facções do poder poderia resultar em uma turbulência econômica e política, com efeitos em cascata em toda a região, incluindo aumento da imigração e disrupções no turismo nos países vizinhos. O governo venezuelano continuou a acumular atrasos nos pagamentos desde o default declarado em 2017.

A ação unilateral dos EUA na Venezuela marca uma mudança decisiva em direção a uma abordagem mais intervencionista e menos restrita dos assuntos globais. Também ressalta um foco renovado em reafirmar a influência dos EUA no hemisfério ocidental, incluindo esforços para combater a influência da China na América Latina. A perspectiva de futuras ações dos EUA sobre o tráfico de drogas e os desdobramentos na Venezuela moldarão a dinâmica da política interna, particularmente em razão das eleições de 2026 no Peru, Colômbia e Brasil

A captura de Maduro não afeta os preços do petróleo no curto prazo nem a qualidade do perfil de crédito das empresas de petróleo e gás para as quais a Moody’s atribui rating. A Venezuela possui algumas das maiores reservas subdesenvolvidas de petróleo pesado do mundo, mas sua produção é limitada e adições significativas de oferta exigiriam anos de investimento e reconstrução operacional. Qualquer petróleo venezuelano adicional que chegar aos EUA impactará os preços do petróleo pesado, beneficiando moderadamente as refinarias da Costa do Golfo dos EUA, que estão particularmente equipadas para lidar com petróleo pesado no curto prazo, ao mesmo tempo em que sobrecarrega os produtores canadenses. A atratividade da Venezuela para grandes investimentos dependeria de uma melhora sustentada e plurianual da situação de segurança do país e da confiança no cumprimento dos contratos.

Poucos bancos estrangeiros ou empresas não petrolíferas com rating têm exposição à Venezuela. Os bancos chineses e colombianos têm exposição pequena a empréstimos à Venezuela. A Moody’s não espera implicações de crédito materiais para o setor de infraestrutura da Colômbia decorrentes dos recentes eventos no país vizinho.

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Preços globais do petróleo permanecem praticamente inalterados com operação dos EUA na Venezuela https://financenews.com.br/2026/01/precos-globais-do-petroleo-permanecem-praticamente-inalterados-com-operacao-dos-eua-na-venezuela/ https://financenews.com.br/2026/01/precos-globais-do-petroleo-permanecem-praticamente-inalterados-com-operacao-dos-eua-na-venezuela/#respond Wed, 07 Jan 2026 21:58:24 +0000 https://financenews.com.br/?p=200698 Publicado às 18h55 A captura do líder de longa data da Venezuela, Nicolás Maduro, terá […]

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Publicado às 18h55

A captura do líder de longa data da Venezuela, Nicolás Maduro, terá apenas um efeito limitado nos preços globais de petróleo em 2026 porque não mudará materialmente a oferta da commodity, de acordo com o último relatório da Moody’s. No longo prazo, esse evento pode facilitar a reentrada de empresas petrolíferas norte-americanas e internacionais na Venezuela, que possui algumas das maiores reservas de petróleo pesado subdesenvolvidas do mundo. No entanto, a magnitude do investimento e o prazo necessários para aumentar significativamente a produção do país tornarão improvável até mesmo um impacto de médio prazo nos preços globais do petróleo.

A administração Trump supervisionou, em 3 de janeiro de 2026, uma operação que resultou na captura de Maduro. O impacto imediato desse desdobramento geopolítico nos mercados globais de petróleo permanece pequeno. A Venezuela exportou cerca de 950.000 barris por dia (bpd) em novembro de 2025, o que representa menos de 1% da oferta global. Os volumes de exportação caíram para cerca de 500.000 bpd em dezembro, após bloqueios parciais de embarques e apreensões de navios-tanque nos EUA. Mesmo que a produção retornasse rapidamente à capacidade nacional estimada de 1.1 milhão de bpd, isso só aumentaria o superávit predominante no mercado global de petróleo até 2027.

No curto prazo, qualquer petróleo venezuelano adicional que chegar aos EUA expandirá os diferenciais nos preços de petróleo pesado, beneficiando moderadamente as refinarias da Costa do Golfo dos EUA que estão particularmente equipadas para lidar com petróleo pesado, incluindo Valero Energy, Marathon Petroleum e CITGO Petroleum. No entanto, diferenciais mais amplos para o petróleo pesado pressionariam moderadamente os produtores canadenses, como a Canadian Natural Resources.

Se levar a uma eventual abertura da indústria petrolífera da Venezuela, o evento beneficiará mais facilmente os produtores dos EUA com envolvimento atual ou passado no país, como Chevron, ConocoPhillips e ExxonMobil. As empresas europeias que mantiveram ativos na Venezuela, como Eni e Repsol, também estariam bem-posicionadas para capitalizar a melhora do acesso aos recursos, junto com provedores globais de serviços para campos petrolíferos, como SLB e Halliburton.

No entanto, a atratividade da Venezuela para grandes investimentos dependeria de mudanças significativas em sua governança e de uma melhora sustentada na situação de segurança do país e na confiança na inviolabilidade dos contratos. Serão necessários grandes investimentos apenas para manter a capacidade de produção atual do país, com investimentos enormes e muitos anos para elevar a produção de petróleo aos patamares anteriores. Portanto, qualquer benefício para as empresas de petróleo e gás provavelmente ocorrerá no longo prazo e dependerá do tamanho e do momento desses investimentos. Um aumento material da produção venezuelana provavelmente limitaria futuras altas dos preços do petróleo ou até pressionaria os preços, dependendo de como as fontes globais de oferta se ajustarem no longo prazo.

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