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Liquidação do Banco Master: como receber o ressarcimento do FGC? Charles Mendlowicz explica  https://financenews.com.br/2025/11/liquidacao-do-banco-master-como-receber-o-ressarcimento-do-fgc-charles-mendlowicz-explica/ https://financenews.com.br/2025/11/liquidacao-do-banco-master-como-receber-o-ressarcimento-do-fgc-charles-mendlowicz-explica/#respond Wed, 19 Nov 2025 19:14:03 +0000 https://financenews.com.br/?p=197997         Publicado às 16h Para Charles Mendlowicz, conhecido como o Economista Sincero, […]

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Charles Mendlowicz, conhecido como o Economista Sincero

 

 

 

 

Publicado às 16h

Para Charles Mendlowicz, conhecido como o Economista Sincero, a liquidação extrajudicial do Banco Master pelo Banco Central, assim como a investigação da Polícia Federal que levou à prisão de seu dono, Daniel Vorcaro, é saudável para o sistema financeiro brasileiro. Segundo Charles, que é sócio da consultoria de wealth management Ticker Wealth, a investigação e eventual liquidação de instituições que fazem algo errado ou correm risco são necessárias para apartá-las do sistema.

“O sistema financeiro precisa desse tipo de operação. Quando uma instituição atua em desacordo com as regras vigentes ou corre risco, ela precisa ser liquidada, investigada e apartada do sistema. Este tipo de fato é extremamente saudável. É melhor para o mercado financeiro que um banco com problemas seja liquidado do que ter instituições fantasmas em operação”, avalia Mendlowicz, fundador do canal Economista Sincero.

Risco para investidores e o caso Rioprevidência

Embora o sistema financeiro se beneficie com a operação, Mendlowicz ressalta que haverá perdas significativas para alguns credores. Um dos casos de maior destaque é o do Rioprevidência, fundo de pensão dos servidores do Rio de Janeiro. O Economista Sincero explica que o fundo concentrou R$ 1 bilhão em Letras do Banco Master sem cobertura do Fundo Garantidor de Crédito (FGC).

“Como é que a previdência de funcionários, que é algo extremamente importante, é alocada em um banco apontado em diversas matérias como uma instituição de credibilidade duvidosa?”, questiona Charles Mendlowicz.

Para os credores sem garantia do FGC, o dinheiro só poderá ser reavido após a liquidação, entrando em uma fila de credores e dependendo da prioridade e do patrimônio que sobrar do banco, em um processo que pode ser longo.

Economista orienta investidores com CDBs do Banco Master

Para os investidores que aplicaram em Certificados de Depósito Bancário (CDBs) e outros produtos cobertos pelo FGC, o procedimento de ressarcimento é mais simples, mas exige ação do credor. O limite máximo de cobertura é de R$ 250 mil por CPF/CNPJ e por instituição financeira.

Charles Mendlowicz alerta que a cobertura se refere ao valor total, incluindo o capital investido mais os juros acumulados. “Você tem que investir menos de R$ 250 mil, e contar que você vai ganhar o juro. Tem que se preparar para casos como esse, do Banco Master, com inteligência”, pontua o economista.

Passo a passo para o ressarcimento junto ao FGC (pessoa física)

  1. Liquidação e lista de credores: após o decreto de liquidação pelo Banco Central, o Banco Master deve enviar a lista dos credores com direito a cobertura ao FGC. Este processo deve demorar cerca de 30 dias.
  1. Solicitação via app: depois que o FGC recebe e processa a lista (cerca de 48 horas após o recebimento), a solicitação de ressarcimento é liberada no aplicativo do FGC.
  1. Cadastro e recebimento: o credor (pessoa física) deve baixar o aplicativo do FGC, fazer o cadastro, validar a biometria, enviar os documentos e cadastrar a conta bancária de sua preferência para receber o dinheiro. O dinheiro deve cair em alguns dias após a solicitação.

 

 

 

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Crise dos COEs: ‘poucos investidores sabiam o que estavam fazendo’, avalia Charles Mendlowicz https://financenews.com.br/2025/10/crise-dos-coes-poucos-investidores-sabiam-o-que-estavam-fazendo-avalia-charles-mendlowicz/ https://financenews.com.br/2025/10/crise-dos-coes-poucos-investidores-sabiam-o-que-estavam-fazendo-avalia-charles-mendlowicz/#respond Thu, 09 Oct 2025 02:23:02 +0000 https://financenews.com.br/?p=195563           Publicado às 0h01 – atualizado às 13h30 A crise envolvendo […]

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Charles Mendlowicz, o Economista Sincero

 

 

 

 

 

Publicado às 0h01 – atualizado às 13h30

A crise envolvendo os Certificados de Operações Estruturadas (COEs) lastreados em títulos da Ambipar (AMBP3) e da Braskem (BRKM5) levou a prejuízos que chegaram a 93% do valor investido para alguns investidores. O caso gerou um debate sobre o risco embutido em produtos complexos, que neste caso eram baseados em crédito.

Charles Mendlowicz,  sócio da Ticker Wealth, e conhecido como “Economista Sincero”, analisou o ocorrido e destacou a complexidade inerente aos produtos estruturados, alertando que “poucos investidores sabiam o que estavam fazendo”. A origem do problema, segundo o economista, foi a queda brusca no valor das empresas.

“No caso da Ambipar, por exemplo, com a dívida da empresa se tornando muito grande e a confusão corporativa, os títulos foram a um valor muito baixo, foi antecipado esse COE, essas dívidas, e o investidor ficou com menos de 7% do valor”, explicou Mendlowicz.

A Ambipar enfrenta uma perspectiva incerta sobre honrar seus créditos. Segundo informações da Bloomberg nesta semana, a Ambipar está trabalhando com consultores para preparar um pedido de recuperação judicial para a próxima semana. Já a Braskem contratou assessores financeiros para auxiliá-la na elaboração de um diagnóstico financeiro.

Risco desnecessário em cenário de juros altos

O economista questiona a busca por risco em um contexto de alta taxa de juros no Brasil, que oferece retornos elevados em investimentos mais simples e seguros: “Num cenário do Brasil com juros a 15% (Selic), você tem o Tesouro pagando IPCA+ 8. Existe a necessidade de procurar complexidade para ganhar um percentual pequeno a mais ou até uma rentabilidade menor do que ele já tem garantida no Tesouro?”.

Mendlowicz usou uma analogia para ilustrar a falta de sentido na decisão do investidor. “É como se eu estivesse te dando um prato de comida e você tivesse saindo para caçar com risco de morte. Não faz sentido você procurar esse risco”, disse o Economista Sincero.

Apelo à cautela e transparência

Mendlowicz afirmou que o investidor precisa entender onde está alocando seu dinheiro, especialmente em operações complexas onde não há o respaldo do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). “O sujeito, às vezes, demora 5 dias para tomar uma decisão de qual é a melhor geladeira, qual é a melhor TV, mas na hora de colocar R$ 300, R$ 400, R$ 500 mil no investimento, toma a decisão em 5 minutos porque não quer ler o aviso em letras miúdas”.

O economista afirma que, para que o mercado brasileiro de investimentos cresça e seja mais seguro, precisa de transparência e cuidado. E para quem investe deixa uma dica importante: “Não invista naquilo que você não entende e não invista se você não sabe o risco final. Está em dúvida? Não faça, mesmo que seja uma oportunidade única. Tem oportunidade única todo dia”.

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