
Publicado às 20h21
A agência de classificação de risco S&P reafirmou os ratings de emissor e de emissão ‘brAAA’ na Escala Nacional Brasil da Eneva (ENEV3). Além disso, reafirmou os ratings de recuperação ‘br3’ atribuídos às suas debêntures.
A perspectiva “estável” reflete a expectativa de um enfraquecimento pontual nos indicadores de crédito em 2026 e 2027. Nesse período, a agência projeta dívida líquida sobre Ebitda em torno de 5,0x e geração interna de caixa (FFO — funds from operations) sobre dívida de aproximadamente 12%, em função dos investimentos no Complexo Azulão e dos compromissos iniciais decorrentes do Leilão de Reserva de Capacidade (LRCAP 2026).
A partir de 2027 a S&P projeta uma trajetória de desalavancagem, impulsionada pelo início operacional do Complexo Azulão e pelo ramp-up de receita dos novos ativos.
A agência destaca que a companhia inicia um novo ciclo de investimentos (capex) após a contratação de 5,06 GW no Leilão de Reserva de Capacidade, que elevará seu portfólio para mais de 10 GW de capacidade instalada.
O plano de capex— estimado em R$ 19 bilhões entre 2026 e 2028 para os projetos do LRCAP e o Complexo Azulão — deve pressionar a alavancagem da companhia, com dívida líquida sobre EBITDA em torno de 5,0x entre 2026 e 2027 e fluxo de caixa operacional livre (FOCF — free operating cash flow) negativo nos próximos anos.
Por outro lado, a entrada em operação do Complexo Azulão, em um primeiro momento, e o ramp-up dos novos ativos devem impulsionar a geração de caixa e a previsibilidade de receitas a partir de 2027 e 2028, sustentando o processo de desalavancagem, ainda que mais lento, explica a S&P em relatório.