
Publicado às 11h13
A Moody’s Local Brasil divulgou relatório sobre os potenciais impactos em diferentes setores e empresas, sob a ótica de crédito, decorrentes da eventual aprovação da Proposta de Emenda à Constituição nº 221/2019. O texto da PEC está no Senado Federal, onde passará pelas comissões temáticas antes de eventual votação em plenário. Até o momento, não há cronograma definido para as próximas etapas de tramitação.
Caso aprovada, a PEC tende a gerar impactos heterogêneos entre empresas e setores. Considerando que a maior parte da força de trabalho do país opera sob jornadas de 44 horas semanais, a redução implica, no curto prazo, a necessidade de ajustes operacionais para manter o nível de atividade, com reflexos sobre a estrutura de custos.
Por exemplo, em algumas empresas, a elevação dos custos laborais pode pressionar margens e geração de caixa e, nos setores com maior poder de precificação, resultar em repasses aos preços finais, com potencial efeito inflacionário. Em outras palavras, a relevância desses impactos sobre margens, geração de caixa e métricas de crédito não é uniforme e depende dos fatores estruturais e operacionais que determinam a capacidade de cada setor e empresa de absorver esse choque.
Os setores mais expostos à eventual aprovação da PEC são Serviços, Comércio e Indústria de Transformação. Além de demandarem elevada intensidade de mão de obra e, em muitos casos, operação contínua ou jornadas prolongadas, esses setores concentram parcela relevante dos trabalhadores formais atualmente sujeitos à jornada de 44 horas semanais.
Ainda segundo o relatório, Construção Civil e Agropecuária também apresentam elevada incidência de jornadas entre 41 e 44 horas semanais, mas tendem a ser menos afetados diretamente pela eventual medida devido à menor participação de vínculos formais e aos níveis mais elevados de informalidade, o que reduz o alcance efetivo das mudanças propostas.
Acesse aqui [1] o relatório completo.
Obs.: As pesquisas e análises elaboradas pela Moody’s Local, agência de classificação de risco doméstica presente na América Latina, não refletem as opiniões da Moody’s Ratings, agência global de classificação de risco. Ambas são entidades e unidades distintas da Moody’s Corporation. Para evitar confusões, ao citar opiniões da Moody’s Local, utilize sempre o nome completo da empresa: “Moody’s Local”.