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Onde aplicar o dinheiro de uma rescisão do contrato de trabalho?

 

Após ser demitido ou pedir demissão, muita gente se pergunta qual é a melhor forma de gerenciar o valor recebido da rescisão do contrato de trabalho. 

Especialistas são unânimes em afirmar que o valor, se bem investido, poderá garantir maior tranquilidade no período de transição entre empregos ou alavancar a construção do patrimônio.  A principal recomendação é ter controle sobre a quantia e não gastar tudo de uma só vez. 

Fazer investimentos de baixo risco e com liquidez

Segundo consultores financeiros, o melhor é reservar uma parcela para aquelas situações de emergência. Uma outra parte deve ser aplicada em investimentos considerados de baixo risco. Outra dica é que esses investimentos tenham liquidez, ou seja, se você precisar do dinheiro a qualquer momento poderá sacar. Um exemplo são os CDBs de liquidez diária.

É importante lembrar que a rescisão serve para garantir a estabilidade financeira em um momento em que o trabalhador deixará de receber o salário mensal. Portanto, planejamento é fundamental, mesmo que a pessoa tenha recebido uma quantia que considere alta. 

Caso o dinheiro seja destinado para o sonho de empreender, é recomendável fazer cursos, mesmo que gratuitos, sobre todos os detalhes envolvidos em um negócio, seus riscos, aspectos contábeis e operacionais. Uma parcela do valor pode ser sim uma oportunidade de alavancar esse objetivo, mas precisa ser bem gerenciado para não gerar frustrações no futuro.

Reserva de emergência

Gera muitas dúvidas a quantia que deve ser destinada para a reserva de emergência. Quem entende do assunto explica que é necessário calcular o custo de vida mensal com precisão e guardar o dinheiro equivalente a esses gastos por um período que varia de seis a 18 meses.

Outra dica é que a pessoa avalie como está a oferta de emprego no setor em que irá procurar uma oportunidade e assim estime quanto tempo é necessário até a recolocação. Lembre-se que podem ocorrer imprevistos, como um tratamento de saúde de urgência, o que requer uma boa retaguarda financeira. 

Calculando a rescisão

Antes de começar a gerenciar o dinheiro da rescisão, é preciso saber o quanto vai receber. 

É comum que trabalhadores cheguem ao fim do contrato sem entender o que cada parcela da rescisão representa ou como aquele número final foi calculado.

Para quem deseja conferir os valores devidos ao fim do contrato de trabalho, uma calculadora de rescisão [1] ajuda a estimar as verbas rescisórias conforme a CLT.

A rescisão trabalhista é o encerramento formal do vínculo de trabalho entre empregado e empregador. 

Quando se trata de uma relação firmada segundo a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT), o empregado costuma ter direito às verbas rescisórias que são calculadas considerando o tempo de trabalho e o tipo de desligamento, que pode ser demissão por justa causa; demissão sem justa causa; pedido de demissão; rescisão indireta; ou demissão consensual.

Os valores considerados na rescisão contemplam o saldo do salário, referente aos dias trabalhados no mês da demissão; férias vencidas e/ou proporcionais, referente a períodos de férias que ainda não tenham sido tiradas; adicional de 1/3 sobre as férias; 13º proporcional; multa de 40% do FGTS (calculada sobre o saldo do Fundo de Garantia acumulado pelo empregado na empresa que está realizando a demissão), entre outros fatores.