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Notícia da Vale, Mitre, Alupar, JHSF, Orizon, JCP do Santander Brasil e outros destaques

Publicado às 10h

Notícias corporativas

Korn Ferry e ISS divergem sobre sucessão no conselho da Vale, diz jornal

A disputa pela presidência do conselho de administração da Vale (VALE3) tem um novo capítulo. Segundo o blog de Lauro Jardim, no O Globo, o indicado pela Previ para presidir o conselho de administração da Vale, Manoel Lino de Oliveira, o Ollie, foi avaliado pela Korn Ferry, uma consultoria independente contratada pela própria mineradora, como o melhor entre os 13 membros do colegiado. A informação foi revelada neste domingo, 12.

Ainda de acordo com o blog, a ISS, empresa internacional de aconselhamento de acionistas em assembleias e que tem contrato com a Vale, se posicionou a favor da eleição de Marcelo Gasparino, atual vice, para a presidência do colegiado. E abstenção para Ollie, por ausência de argumentos sólidos para a troca de liderança do conselho.

No próximo dia 22 de julho será realizada a assembleia de acionistas para escolher o novo presidente do conselho da mineradora.

Daniel André Stieler renunciou aos cargos de membro e de presidente do conselho de administração da companhia no começo do mês.

Em 11 de junho a acionista Previ pediu a convocação de assembleia geral extraordinária de acionistas da Vale para deliberar sobre a destituição de Stieler do cargo de membro do conselho de administração e a indicação de José Mauricio Pereira Coelho como membro titular do colegiado, para completar o mandato em curso. Na mesma data, a Previ também declarou apoio à indicação de Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira (Ollie) para o cargo de presidente do conselho de administração da Vale.

Mitre (MTRE3) divulga a prévia operacional do segundo trimestre de 2026 [1]

A Mitre (MTRE3) anunciou a prévia operacional do segundo trimestre de 2026 (2T26).

A Mitre fechou o segundo trimestre de 2026 com R$ 243,5 milhões em vendas brutas, no acumulado do ano, R$ 608,7 milhões, encerrando o período com queda de 23,8% e 7,7%, respectivamente. Após a dedução dos distratos, a companhia auferiu em vendas líquidas no trimestre R$ 198,3 milhões e R$ 527 milhões nos seis primeiros meses do ano, redução de 31,9% e 14,4% respectivamente.

“Os dados do período refletem um trimestre mais desafiador, marcado pelo aumento do tempo médio de assinatura por parte dos clientes, bem como de um semestre impactado pelo elevado número de feriados, que afetaram o ritmo de vendas”, explicou a companhia.

Alupar obtém licença de instalação do Ibama para empreendimento [2]

A Alupar (ALUP11) divulgou que sua controlada TECP – Transmissora de Energia Central Paulistana obteve a licença de instalação (LI) referente à linha de transmissão de 500 kV Silvânia – Nova Ponte 3 – Ribeirão Preto, Circuitos 1 e 2 (C1 e C2), em circuito duplo (CD), e subestações associadas, expedida pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).

Essa licença passa a contemplar, além da ampliação das subestações, a instalação da linha de transmissão associada ao empreendimento.

Com a emissão dessa licença, a Alupar concluiu a etapa de licenciamento necessária para o início das obras do projeto, ficando autorizada a iniciar a implantação da linha de transmissão e a ampliação das subestações associadas ao empreendimento, observadas as condicionantes ambientais estabelecidas pelo Ibama.

“A obtenção da LI representa uma etapa essencial para o avanço das obras de implantação dos ativos de transmissão da companhia, reafirmando a estratégia da Alupar de expansão de seu portfólio com disciplina ambiental e financeira”, afirmou a companhia em um comunicado ao mercado.

JHSF conclui aquisição do Enjoy Punta del Este [3]

A JHSF Participações (JHSF3) informou que a JHSF Península, empresa que integra o grupo econômico que controla a companhia, concluiu a compra de ações representativas da totalidade do capital social da Baluma, sociedade domiciliada no Uruguai, proprietária do complexo Enjoy Punta del Este.

O projeto, localizado em frente à Playa Mansa, uma das regiões mais sofisticadas da cidade, seguirá em operação e passará por uma ampliação relevante, com o objetivo de se tornar um complexo multiuso de alta renda, agregando um shopping que contará inicialmente com 50 lojas e restaurantes, predominantemente internacionais, um hotel Fasano, um cassino e unidades residenciais.

A administração do hotel será feita pela JHSF, através do Grupo Fasano, como já ocorre atualmente nas operações internacionais.

“A JHSF, controladora do Grupo Fasano, reforça sua presença no Uruguai, onde está há mais de 15 anos, por meio da operação do Hotel Fasano Punta del Este, e adiciona a operação de mais um destino de excelência e de renome internacional, a exemplo do que já ocorre em Nova York, Miami, Londres, Cascais, Sardenha e Milão, sinalizando o compromisso do seu plano estratégico de expansão internacional e da ampliação de seus negócios de renda recorrente”, afirmou a companhia em um comunicado.

Orizon (ORVR3) propõe o desdobramento de ações [4]

A Orizon (ORVR3) informou que em reunião do conselho de administração foi aprovada a submissão à deliberação dos acionistas, em uma assembleia geral extraordinária a ser realizada no dia 10 de agosto de 2026, o desdobramento de ações.

Foi proposto pela administração da companhia o desdobramento da totalidade de ações ordinárias, passando cada uma ação ordinária a representar quatro ações ordinárias, sem alteração do valor do capital social.

Caso aprovado o desdobramento, as ações de emissão da Orizon passarão a ser negociadas ex-desdobramento a partir de 11 de agosto de 2026, considerando a posição acionária com data-base de 10 de agosto de 2026. As ações resultantes do desdobramento serão creditadas aos acionistas no dia 13 de agosto de 2026.

A administração da companhia também propôs a destituição da atual composição do conselho de administração e a fixação de 11 membros para compor o colegiado.

Caso seja aprovado pelos acionistas na assembleia a destituição da composição atual do conselho de administração e a fixação do número de membros em 11, a administração da companhia propôs a eleição de uma nova chapa com os seguintes membros: Ismar Machado Assaly, Milton Pilão Junior, Dalton Assumção Canelhas Filho, Eduardo Sirotsky Melzer, André de Oliveira Câncio, Amilcar Bastos Falcão, Leonardo Coelho Pereira, Frederico Bopp Dieterich, Jerson Kelman (conselheiro independente), Luis Henrique Cals de Beauclair Guimarães (conselheiro independente) e Karla Bertocco Trindade (conselheira independente).

Banco Santander Brasil (SANB11) anuncia o pagamento de R$ 2 bilhões em JCP [5]

O conselho de administração do Banco Santander Brasil (SANB11), em reunião realizada na sexta-feira, 10, aprovou a proposta da diretoria executiva de distribuir juros sobre o capital próprio (JCP). O valor bruto soma R$ 2 bilhões, que, após deduzido o valor relativo ao Imposto de Renda Retido na Fonte (IRRF), resulta no valor líquido de R$ 1,650 bilhão. O valor líquido por unit é R$ 0,44112250378. O valor líquido por ação PN é R$ 0,23106416865. O valor líquido por ação ON é R$ 0,21005833513.

Esses juros sobre o capital próprio serão pagos a acionistas que se encontrarem inscritos nos registros da companhia no final do dia 21 de julho de 2026 (inclusive). Dessa forma, a partir de 22 de julho (inclusive), as ações da companhia serão negociadas “ex-JCP. O pagamento será a partir do dia 6 de agosto de 2026.

Para os American Depositary Receipts (ADRs) negociados na Bolsa de Valores de Nova York – NYSE o pagamento se dará através do The Bank of New York Mellon, banco depositário dos ADRs, conforme regras aplicáveis ao mercado local.

Agenda de proventos desta semana:

Terça, 14

Moura Dubeux (MDNE3) paga 3ª e  4ª parcelas do dividendo declarado em dezembro/25 [6]

Lojas Renner (LREN3) paga JCP [7]

CSU Digital (CSUD3) inicia pagamento de JCP [8]

Data de corte para JCP do Banco Pine (PINE4) [9]

Quarta, 15

Iguatemi (IGTI11) tem data com para 3° parcela de dividendo [10]

Taurus Armas (TASA3, TASA4) paga dividendo [11]

Data de corte para 1° parcela do dividendo da Mitre (MTRE3) [12]

Estudo de ações da Bolsa

Economia e investimentos:

Tensões globais e o seu bolso: os impactos do conflito entre EUA e Irã nos investimentos [14]

O cenário geopolítico global sofreu uma nova reviravolta com o fim do frágil cessar-fogo entre os Estados Unidos e o Irã.

A Guarda Revolucionária do Irã anunciou na noite de sábado, 11, que fechou o Estreito de Ormuz por tempo indeterminado, após disparar um tiro de advertência contra uma embarcação. Segundo a Marinha da Guarda, a embarcação tentou transitar por uma rota não autorizada. Já o Comando Central das Forças Armadas dos Estados Unidos negou neste domingo que o Estreito de Ormuz esteja fechado para navegação. Além disso, afirmou que o Irã não está no controle da rota. 

Para o economista Charles Mendlowicz, sócio da consultoria de wealth management Ticker Wealth e fundador do canal Economista Sincero, o mercado financeiro ainda não absorveu totalmente a magnitude do conflito. “A guerra voltou. Na verdade, ela nunca acabou. Esse cessar-fogo foi para ‘inglês ver’”, afirma. Segundo ele, o movimento serviu apenas para que as forças se reorganizassem nos bastidores.

Abaixo, confira os principais impactos mapeados pelo economista para o investidor proteger e rentabilizar o patrimônio neste novo contexto macroeconômico global.

O fantasma da inflação e a pressão nos juros

O reflexo imediato da retomada das hostilidades foi a disparada de 5% no preço do petróleo. Mendlowicz sinaliza que o avanço da commodity gera um efeito em cascata inevitável na inflação global, frustrando as expectativas de alívio econômico. “Com o retorno da guerra, horizonte incerto e o petróleo voltando para o patamar dos US$ 80, esquece: a inflação seguirá elevada no mundo”, projeta.

Com os preços pressionados, os bancos centrais devem estender o ciclo de juros altos. No front doméstico, o economista vislumbra um cenário complexo. “Imagine se a Selic no Brasil continuar acima de 14% por muitos meses, e acredito que deva continuar. Será um recorde de recuperações judiciais, as empresas não estão aguentando”, alerta, citando a inadimplência familiar e a crise no agronegócio.

Nos Estados Unidos, o juro alto já se reflete no acúmulo de estoques imobiliários. Além disso, a conjuntura econômica deve chacoalhar a política americana nas eleições legislativas, reduzindo a popularidade de Donald Trump e fortalecendo democratas.

Renda variável estacionada e o refúgio nos Títulos Públicos

Diante de um cenário de juros e inflação nas alturas, Mendlowicz avalia que a bolsa de valores brasileira e os fundos imobiliários devem continuar enfrentando um mercado de baixa no curto prazo. “Como é que o Ibovespa vai ganhar fôlego se você olha para o Tesouro IPCA e tem IPCA+ 8%? Como vai subir se você consegue investir em um título público acima de 14%, que é o menor risco do país, e ir para a praia?”, questiona. Um rali na bolsa, segundo ele, dependeria exclusivamente de uma reviravolta política local.

Nesse ambiente, o Tesouro Direto desponta como uma forte oportunidade de rendimento, embora o endividamento público crescente acenda um sinal de alerta para o longo prazo. “O perigo é que o Brasil está se endividando de uma forma irresponsável, mas não deixa de ser uma oportunidade. Ano que vem o governo será pressionado pelo mercado para fazer um ajuste fiscal”, pondera.

Criptoativos em queda e o esgotamento da euforia com IA

A aversão ao risco também atingiu os criptoativos. O Bitcoin, que vinha ensaiando uma trajetória de recuperação, sofreu realização de lucros com o recrudescimento da guerra. “Quanto maior o juro, menor o apetite por risco. Quando a guerra voltou, muitos decidiram ir para os títulos públicos contando que juro terá que subir”, explica o economista.

Por fim, Mendlowicz adverte sobre a necessidade de cautela com as big techs ligadas à inteligência artificial (IA). O economista aponta que o mercado começou a questionar o retorno financeiro real diante de investimentos bilionários. “Por enquanto essa bolha está inflando, mas eu acho que estamos próximos de alguma ruptura. A eficiência da IA está sendo questionada”, avalia. Ele sugere que os investidores aproveitem os lucros recentes na bolsa americana para reduzir a exposição ao setor antes de uma eventual correção. “A música está tocando, está todo mundo animado, mas uma hora vai parar”, conclui.

Importante:

O Finance News não faz recomendação de compra ou venda de ativos. O texto acima tem por objetivo informar. Procure profissionais especializados e certificados para tomar qualquer decisão sobre investimentos. Quem fiscaliza, normatiza e disciplina o mercado de valores mobiliários é a Comissão de Valores Mobiliários [15].