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Ibovespa futuro, dólar, ADRs da Petrobras em alta em NY e outros destaques corporativos

Publicado às 9h21 – atualizado às 10h

Ibovespa futuro

Às 10h desta quarta-feira, 22, o Ibovespa futuro (INDQ26 contrato com vencimento para 19 de agosto de 2026) tinha alta de 0,58% aos 175.695 pontos. Embora considerado um indicador de como poderá se comportar o mercado, esse índice nem sempre antecipa as informações que vão condicionar o pregão a partir das 10h.

Dólar

Às 9h59 o dólar comercial subia 0,12% cotado a R$ 5,080 na venda.

Minério, petróleo, ouro e bitcoin (9h10)

Petróleo Brent: +3,83% (US$ 94,5). O Brent é referência para a Petrobras.

Bitcoin futuro: -0,93% (US$ 65.927)

Ouro (contrato para fev/26 – onça-troy): +1,35% (US$ 4.131)

Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em queda de 1% a 739,5 iuanes (US$ 109,3). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas.

Futuros de ações em Nova York

Às 9h15 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em queda de 0,20% e o S&P 500 futuro tinha desvalorização de 0,40%. Nasdaq futuro caía 0,97%.

ADRs da Petrobras em alta em NY

Os ADRs (recibos de ações negociados nos Estados Unido) da Petrobras tinham alta de 1,08% às 9h14 desta quarta-feira no ‘pré-market’ (negociação antes do pregão regular) em Nova York.

Notícias corporativas

WEG (WEGE3) reporta lucro líquido de R$ 1,558 bilhão no segundo trimestre de 2026

A WEG (WEGE3) divulgou nesta quarta-feira, 22, que teve lucro líquido de R$ 1,558 bilhão no segundo trimestre de 2026 (2T26), redução de 2,1% em relação ao mesmo trimestre de 2025 (2T25) e aumento de 7% em relação ao primeiro trimestre (1T26). A margem líquida atingiu 15,4%, 0,2 ponto percentual inferior ao 2T25 e estável em relação ao trimestre ao 1T26.

O Ebitda atingiu R$ 2,212 bilhões, 2,1% inferior ao 2T25 e 5,2% superior ao 1T26, enquanto a margem Ebitda foi de 21,8%, 0,3 ponto percentual menor do que no 2T25 e 0,4 ponto percentual menor do que o trimestre anterior.

A receita operacional líquida somou R$ 10,1 bilhões no 2T26, 0,6% menor em relação ao 2T25, com redução de 4,9% no mercado interno e crescimento de 2,3% no mercado externo. Ajustada pelos efeitos da consolidação dos negócios adquiridos da Heresite, Tupinambá Energia e Sanelec, a receita consolidada seria 0,8% inferior ao 2T25.

Vale escolhe nesta quarta, 22, o novo presidente do conselho de administração  [1]

Nesta quarta-feira, 22, analistas e investidores aguardam com expectativa uma importante decisão na Vale.

A assembleia geral extraordinária da mineradora vai escolher o novo presidente do conselho de administração (chairman) da companhia.

Essa assembleia foi convocada a pedido da Previ, um dos acionistas de referência da Vale, titular de 7,01% do capital social. A Previ já declarou apoio à indicação de Manuel Lino Silva de Sousa Oliveira (Ollie) para o cargo de presidente do conselho de administração.

O mapa sintético de votação divulgado pela companhia na terça-feira mostrava Ollie, à frente de Marcelo Gasparino na disputa pela presidência do conselho. Para a vaga de conselheiro, Ieda Gomes aparece em vantagem sobre José Maurício Pereira Coelho, este referendado pela Previ.

Vale produz 84,3 milhões de toneladas de minério de ferro no 2T26, maior volume para um 2T desde 2018 [2]

A Vale (VALE3) divulgou na véspera que sua produção de minério de ferro foi de 84,3 milhões de toneladas (Mt) no segundo trimestre de 2026 (2T26), crescimento de 0,8% em relação ao mesmo trimestre de 2025 e alta de 20,9% na comparação com o trimestre anterior (1T26).

“No minério de ferro, a melhora do desempenho em diversas operações contribuiu para o melhor resultado de produção para um segundo trimestre desde 2018”, afirmou a Vale no relatório de produção e vendas.

No sistema Norte a produção diminuiu 1,7 milhões de toneladas na base anual, totalizando 39,6 milhões de toneladas no trimestre. A queda foi principalmente resultado da menor, mas esperada, disponibilidade de run-of-mine em Serra Norte. Segundo a Vale, esse efeito foi parcialmente compensado pela forte performance do S11D, que alcançou um novo recorde de produção para um segundo trimestre de 23,4 milhões de toneladas (+2,5 Mt ano/ano).

Os projetos Serra Sul +20 e Britador de Compactos continuam avançando e têm início de operação previsto para o 2S26, ampliando a flexibilidade operacional e contribuindo para o desempenho da produção a partir de 2027, afirmou a mineradora.

No sistema Sudeste a produção aumentou 3,3 milhões de toneladas ano/ano, totalizando 24,3 milhões de toneladas no trimestre. O crescimento ocorreu principalmente por maiores volumes de Capanema, à medida que o ramp-up avançou, aumento da produtividade em Alegria, em função da ampliação da capacidade de britagem do site, e retomada das operações em Água Limpa, que reiniciou sua produção em junho de 2025.

No Sistema Sul a produção diminuiu 1 milhão de toneladas ano/ano, totalizando 12,1 milhões de toneladas no trimestre, principalmente em função da paralisação total das operações de Fábrica e Viga desde janeiro de 2026. Esse efeito foi parcialmente compensado pelo maior desempenho do Complexo Vargem Grande, impulsionado pelo avanço do ramp-up da planta VGR1.

As vendas de minério de ferro totalizaram 79,7 milhões de toneladas, 2,4 milhões de toneladas maiores ano/ano, refletindo principalmente a venda de estoques formados nos períodos anteriores e o aumento da produção.

Analistas repercutem o relatório de produção e vendas da Vale [3]

Para o analista Luca Vello, da Genial Investimentos, o resultado operacional do segundo trimestre de 2026 (2T26) da Vale veio “em linha”. Em pelotas, a produção foi considerada fraca e vendas fortes.

Segundo Luca, travados volume e preço, a estimativa de receita líquida para o 2T26 converge para US$ 10,3 bilhões e o Ebitda Proforma para US$ 3,83 bilhões. A Genial reiterou a classificação de “manter”, com viés construtivo (de compra) e preço-alvo de R$ 86 (12 meses).

Já a XP comenta em relatório que a Vale reportou mais uma performance operacional “sólida no 2T26”, com resultados ligeiramente acima de suas estimativas e implicando um potencial de 5% de upside para a projeção de Ebitda ajustado do 2T26 (US$3,9 bilhões).

A equipe da XP destaca os volumes de vendas de minério de ferro, pelotas e níquel acima do esperado, combinados com preços realizados mais elevados de cobre e níquel. O time de analistas reiterou a recomendação “neutra” para a Vale diante do valuation e das pressões de custos.

Unifique (FIQE3) anuncia pagamento de juros sobre o capital [4]

A Unifique Telecomunicações (FIQE3) informou que seu conselho de administração aprovou o pagamento de juros sobre o capital próprio (JCP), apurado com base no patrimônio líquido da companhia relativo aos exercícios de 2021 e 2022, no valor bruto total de R$ 30 milhões, correspondentes a R$ 0,077032959 por ação. Terão direito aos JCP acionistas detentores de ações da Unifique em 24 de julho (próxima sexta-feira). Dessa forma, as ações de emissão da companhia serão negociadas ex-juros na B3 a partir de 27 de julho de 2026, inclusive. O pagamento do JCP será efetuado em uma única parcela a ser paga em 5 de agosto de 2026.

O montante total bruto do JCP está sujeito à tributação pelo Imposto de Renda Retido na Fonte à alíquota de 17,5%.

Para colocar na agenda: IRB divulgará resultados do 2T26 em 13 de agosto [5]

O IRB (IRBR3) confirmou que divulgará os resultados do segundo trimestre (2T26) no dia 13 de agosto, quinta-feira, após o fechamento do mercado. A teleconferência será em 14 de agosto, sexta-feira, às 11h.

O IRB estará em período de silêncio de 29 de julho de 2026 até o dia 13 de agosto de 2026, inclusive. Durante este período, a companhia estará impedida de comentar informações referentes aos resultados, buscando a equidade na divulgação de informações, e suas pessoas vinculadas proibidas de negociar valores mobiliários da companhia.

Neoenergia (NEOE3): lucro no 2T26 soma R$ 900 milhões, queda na base anual [6]

A Neoenergia (NEOE3) registrou lucro líquido atribuível aos controladores de R$ 900 milhões no segundo trimestre de 2026. Essa quantia corresponde à queda de 45% em relação ao mesmo trimestre do ano passado. Segundo a companhia, o resultado foi impactado por “efeito não recorrente de indébitos tributários” no segundo trimestre de 2025 (2T25).

O Ebitda somou R$ 3,55 bilhões, crescimento de 11% na base anual de comparação.

A receita líquida da companhia atingiu R$ 12,5 bilhões no 2T26, queda de 2,3% em relação ao 2T25.

Economia

Entre o tarifaço americano e a geopolítica da IA, risco fiscal infla juros no Brasil [7]

Em um ambiente internacional marcado pela reconfiguração das cadeias globais de suprimento e por crescentes tensões comerciais, a percepção de risco sobre a economia brasileira voltou a se deteriorar. A combinação entre a expansão da presença chinesa em setores estratégicos e medidas protecionistas promovidas pelos Estados Unidos contrasta com as fragilidades fiscais internas, elevando o prêmio cobrado pelos investidores na renda fixa doméstica.

O diagnóstico foi detalhado pelo economista Charles Mendlowicz, sócio da consultoria de wealth management Ticker Wealth e fundador do canal Economista Sincero. Segundo o economista, o mercado acompanha uma disputa assimétrica entre as duas maiores potências do planeta. De um lado, a China impõe domínio global sobre a cadeia de veículos elétricos, baterias e inteligência artificial (IA) ao oferecer tecnologias avançadas por um custo inferior ao das alternativas ocidentais. Do outro, os Estados Unidos reagem com barreiras tarifárias, destacando-se a tarifa adicional de 25% aplicada a produtos brasileiros.

Para Mendlowicz, o protecionismo norte-americano adiciona incerteza às exportações e pressiona os preços globais de insumos. “O mundo está tenso e o grande confronto é focado entre Estados Unidos e China. O Brasil está em um ‘barquinho’ frágil no meio desse oceano complicado”, pontuou.

O sócio da Ticker Wealth explica que medidas protecionistas e barreiras alfandegárias adotadas por grandes potências adicionam volatilidade ao comércio internacional. “No caso do Brasil, acentua desafios competitivos para o setor produtivo nacional, ao mesmo tempo em que serve de retórica política em momentos pré-eleitorais. Alegações sobre práticas comerciais desleais, divergências em acordos de biocombustíveis e exigências ambientais continuam a pautar as negociações, impactando diretamente o fluxo de investimentos e as projeções econômicas para os próximos anos”, alerta Mendlowicz.

Fragilidade fiscal amplia juros reais

A falta de previsibilidade nas contas públicas continua sendo o principal obstáculo para a queda das taxas de juros no país. Com o endividamento em trajetória de alta e dúvidas sobre o cumprimento das metas orçamentárias, o mercado financeiro passa a exigir um prêmio de risco cada vez maior para financiar o governo.

“A taxa Selic na casa dos 14% e os títulos do Tesouro IPCA+ oferecendo taxas acima de 8% ao ano não são um acaso, mas sim o reflexo direto da cobrança do mercado diante da falta de um ajuste firme e transparente nas contas públicas”, avalia Mendlowicz.

Charles destaca que o impacto desse cenário vai além da inflação imediata. “A falta de uma âncora fiscal crível e transparente obriga a autoridade monetária a manter a taxa básica em níveis restritivos por mais tempo. Sem um corte efetivo de gastos e um controle rigoroso da dívida pública, o país fica refém de juros reais elevados, o que encarece o crédito e trava o investimento produtivo”, afirma Charles.

Segundo o Economista Sincero, a tentativa de estimular a economia sem a devida responsabilidade fiscal gera um efeito oposto ao desejado. “Não se trata apenas de cumprir metas no papel, mas de transmitir confiança aos agentes econômicos. Enquanto o risco fiscal persistir como a principal variável de incerteza, a taxa de juros real continuará pressionada, penalizando o crescimento sustentável de longo prazo”, conclui.

Pagam provento nesta quarta:

TIM (TIMS3)  [8]

A TIM paga nesta quarta, 22, R$ 400 milhões a título de juros sobre o capital próprio (JCP) no valor bruto por ação de R$ 0,16. A data de corte foi em 22 de junho.

Banco Pine (PINE4) [9]

O Banco Pine paga nesta quarta-feira, 22, JCP no valor de R$ 0,27 por cada ação ordinária e cada ação preferencial. A data de corte foi em 14 de julho de 2026. Desde 15 de julho as ações de emissão da companhia são negociadas “ex” direitos a juros sobre capital próprio.

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