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Ibovespa futuro abre em alta, dólar, prévia da inflação e notícias de empresas

Publicado às 9h36 – atualizado às 9h59

Ibovespa futuro

O Ibovespa futuro (INDQ26 contrato com vencimento para 19 de agosto de 2026) abriu em alta nesta terça-feira, 28. Às 9h59 subia 1,38% aos 179.175 pontos. Embora considerado um indicador de como poderá se comportar o mercado, esse índice nem sempre antecipa as informações que vão condicionar o pregão a partir das 10h.

Dólar

Às 9h57 o dólar comercial subia 0,15% cotado a R$ 5,120 na venda.

Prévia da inflação oficial abaixo do esperado

O IBGE divulgou nesta terça-feira que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15) subiu 0,06% em julho de 2026, ante alta de 0,41% em junho. Esse indicador é considerado uma prévia da inflação oficial. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,51% e, em 12 meses, de 4,52%, abaixo dos 4,80% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Projeções da agência Reuters apontavam para altas de 0,20% no mês e de 4,67% em 12 meses.

Minério, petróleo, ouro e bitcoin (9h31)

Petróleo Brent: -1,77% (US$ 86,8). O Brent é referência para a Petrobras.

Bitcoin futuro: -2,47% (US$ 63.540)

Ouro (contrato para fev/26 – onça-troy): -1,21% (US$ 4.027)

Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em queda de 0,20% a 741 iuanes (US$ 109,52). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas.

Futuros de ações em Nova York

Às 9h30 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em alta de 0,83% e o S&P 500 futuro tinha valorização de 0,05%. Nasdaq futuro caía 0,75%.

Notícias corporativas

Para colocar na agenda: BB confirma divulgação do resultado do 2T26 em 12 de agosto [1]

O Banco do Brasil (BBAS3) informou nesta terça-feira, 28, que divulgará seu resultado referente ao 2º trimestre de 2026 (2T26) no dia 12/08/2026, quarta-feira, após o fechamento do mercado. Dessa forma, entre 28/07/2026 e 12/08/2026, o BB estará em período de silêncio (quiet period). A iniciativa busca atender às melhores práticas de Governança Corporativa garantindo a equidade no tratamento das informações.

No dia 13/08/2026, quinta-feira, às 9h, horário de Brasília, será realizada a live do resultado do 2T26. O evento será transmitido ao vivo em português, com tradução simultânea para o inglês e libras, e poderá ser acessado por link disponibilizado na página de Relações com Investidores: www.bb.com.br/ri [2].

Vale lembrar que, de acordo com o calendário de pagamento de provento divulgado em janeiro deste ano,  [3]o Banco do Brasil deve divulgar também em 12 de agosto provento complementar relativo ao segundo trimestre, e no dia 19 de agosto, provento antecipado relativo ao terceiro trimestre (3T26).

Telefônica Brasil tem lucro de R$ 1,572 bilhão no 2T26, crescimento de 17% na base anual [4]

A Telefônica Brasil (VIVT3) divulgou que teve no segundo trimestre de 2026 (2T26) lucro líquido R$ 1,572 bilhão, crescimento de 17% na comparação com o mesmo trimestre de 2025 (2T25).

Segundo a companhia, a alta foi sustentada pelo sólido desempenho do Ebitda e do Ebit, demonstrando a capacidade de converter o crescimento das receitas em expansão dos resultados.

O Ebitda registrou crescimento de 10,9% na base anual de comparação, o melhor desempenho desde o terceiro trimestre de 2023 (3T23), totalizando R$ 6,580 bilhões, com margem de 41,8%, expansão de +1,3 p.p. ano/ano.

No 2T26 a Receita Líquida atingiu R$ 15,757 bilhões, crescimento de 7,6% em relação ao 2T25, impulsionada pelo forte desempenho das receitas de Pós-Pago (+7,9% ano/ano), FTTH (+10,7% ano/ano), além da contínua expansão das receitas de Dados Corporativos, TIC e Serviços Digitais (+7,8% ano/ano).

TIM reporta lucro líquido normalizado de R$ 1,036 bi no 2T26, alta anual de 6,2%  [5]

A TIM (TIMS3) divulgou que teve no segundo trimestre de 2026 (2T26) lucro líquido normalizado de R$ 1,036 bilhão, alta de 6,2% na comparação com o mesmo trimestre de 2025 (2T25).

No 2T26 o Ebitda normalizado somou R$ 3,586 bilhões, alta de 7% na comparação anual.

A receita líquida da companhia subiu 5,5% em relação ao 2T25, para R$ 6,965 bilhões.

A TIM também informou aos seus acionistas e ao mercado em geral que, em reunião realizada nesta data, seu conselho de administração aprovou a realização de aportes de capital em suas subsidiárias integrais I-Systems Soluções de Infraestrutura (I-Systems) e V8 Consulting (V8 Tech), de até R$ 600 milhões e até R$ 70 milhões, respectivamente, mediante a integralização de capital. Os aportes serão realizados com recursos provenientes do caixa da companhia e têm por objetivo, prioritariamente, viabilizar o pagamento antecipado de obrigações financeiras das respectivas subsidiárias, contribuindo com a otimização da estrutura de capital e de custos financeiros do grupo TIM no Brasil.

Simpar (SIMH3) divulga a prévia do segundo trimestre (2T26) [6]

A Simpar (SIMH3) divulgou a prévia dos resultados do segundo trimestre (2T26). A Receita Líquida somou R$ 11,2 bilhões, alta de 8,8% em relação na comparação com o mesmo trimestre de 2025 (2T25).

No 2T26 a Receita Líquida de Serviços atingiu R$ 9,39 bilhões, crescimento de 13,2% na base anual de comparação.

O indicador Ebitda UDM/Capex Líquido alcançou 1,9x no 2T26 UDM, melhora de 0,5x na comparação com o mesmo período de 2025 e igual ao registrado ao final de 2025.

A Simpar deve divulgar o resultado do segundo trimestre em 14 de agosto.

S&P altera para ‘negativa’ perspectiva do rating da Natura em meio a entraves operacionais  [7]

A S&P National Ratings alterou na segunda-feira, 27, a perspectiva do rating da Natura (NATU3) de “estável” para “negativa”. A perspectiva negativa reflete o risco de rebaixamento caso as condições operacionais sigam se deteriorando, o que resultaria em consumo de caixa e margens Ebitda deprimidas. Também reflete a contínua dificuldade de integração das marcas Natura e Avon.

Além disso, reafirmou os ratings de emissor e de emissão ‘brAAA’ da Natura na Escala Nacional Brasil e o rating de recuperação ‘br3’ (60%) de sua dívida.

A agência de classificação de risco estima que o desempenho da Natura em 2026 será afetado por custos de transformação e integração de marcas, além de pressionado por entraves operacionais e queda ou aumento lento da renda em seus principais mercados.

Em relatório, destaca aina que há riscos de execução na integração das marcas que poderiam prejudicar significativamente a rentabilidade e a geração de caixa, resultando em dívida líquida sobre Ebitda acima de 2,0x e fluxo operacional de caixa livre (FOCF — free operating cash flow) sobre dívida líquida abaixo de 5%.

Tupy (TUPY3) anuncia contratação de financiamento junto ao BNDES no âmbito do Programa Brasil Soberano  [8]

A Tupy (TUPY3) celebrou operações de financiamento junto ao Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), considerado parte relacionada nos termos da regulamentação aplicável, no âmbito do Programa Brasil Soberano, no montante total de R$ 600 milhões, observadas as garantias e demais disposições previstas nos instrumentos contratuais.

O financiamento está estruturado em duas modalidades de crédito, Giro Livre e Giro Exportação, cada uma no valor de R$ 300 milhões.

As operações possuem o prazo total de 60 meses, incluindo período de carência de 12 meses para amortização do principal, e taxa de juros fixas de 11,90% a.a e 10,41% ao ano, respectivamente.

“Em conjunto, as duas modalidades proporcionam condições adequadas para a otimização da estrutura financeira da companhia e o suporte à sua estratégia de crescimento sustentável”, afirmou a Tupy.

Brisanet elege novo membro do conselho de administração [9]

A Brisanet (BRST3) informou que o seu conselho de administração elegeu, por unanimidade, Antônio Carlos Valente da Silva como membro efetivo do conselho de administração.

Antonio Carlos é presidente do conselho de administração da Padtec Holding, do conselho consultivo do CPqD e chairman da Fundação NTT Data Brasil, além de conselheiro da Cinnecta e Magnamed.

Foi presidente e chairman da Telefônica Brasil (VIVT3) e atuou no conselho de administração de companhias como Perdigão, Paranapanema e AENZA Peru.

Na esfera pública e setorial, foi vice-presidente e diretor da Anatel, assessor especial do ministério das comunicações e presidente da Febratel e Telebrasil.

B3 ajusta paridade e mais de 100 BDRs passam a ter preço unitário mais acessível, entre R$ 50 e R$ 100 [10]

A B3, a bolsa do Brasil, deu início aos ajustes de paridade em mais de 100 BDRs de empresas internacionais, com o objetivo de ampliar o acesso de investidores pessoa física a ativos globais negociados no mercado brasileiro. Com a mudança, a expectativa é que o preço unitário desses recibos fique mais acessível, aproximando parte desses ativos da faixa entre R$ 50 e R$ 100 por unidade.

Ao todo, 101 BDRs passarão pelo ajuste de paridade. A implementação será realizada em quatro etapas: a Tranche 1, com vigência em 27 de julho; a Tranche 2, em 10 de agosto; a Tranche 3 em 17 de agosto; e a Tranche 4 em 24 de agosto.

A lista contempla empresas de diferentes setores da economia global, como tecnologia, indústria, saúde, comunicação, serviços financeiros, energia, utilidades, alimentos e consumo. Entre elas estão SAP SE (SAPP34), referência global em software corporativo; GE Aerospace (GEOO34), ligada ao setor aeroespacial; KLA Corp (K1LA34), do segmento de semicondutores; Trane Technologies (I1RP34), McKesson (M1CK34), Analog Devices (A1DI34), T-Mobile US (T1MU34), Philip Morris International (PHMO34), Parker-Hannifin (P1HC34) e The Progressive Corp (P1GR34).

BDRs, sigla para Brazilian Depositary Receipts, são certificados negociados no Brasil que representam ativos emitidos no exterior, como ações de companhias estrangeiras. Na prática, eles permitem que o investidor acesse empresas globais diretamente pela B3, em reais, por meio da corretora ou do home broker, sem a necessidade de abrir conta fora do país.

A paridade é a relação entre o BDR negociado no Brasil e o ativo original no exterior. Em termos simples, ela indica quantos BDRs correspondem a uma ação da companhia estrangeira. Quando essa relação é ajustada para uma quantidade maior de BDRs por ação, o valor econômico total da posição permanece equivalente, mas cada recibo passa a representar uma fração menor do ativo original. Com isso, o preço unitário do BDR tende a ficar mais baixo, tornando a entrada mais acessível para o investidor de varejo.

Nas datas previstas para cada tranche, a mudança será operacionalizada por meio de um evento de desdobramento para os investidores que já possuem esses BDRs em carteira. Isso significa que a posição será ajustada para refletir a nova paridade, mantendo a equivalência econômica da aplicação.

“Nosso objetivo é tornar o acesso a empresas globais cada vez mais simples e compatível com a realidade do investidor brasileiro. Ao ajustar a paridade de BDRs com preços unitários mais elevados, ampliamos a possibilidade de diversificação internacional dentro do ambiente regulado, transparente e em reais da B3”, afirma Ricardo Campanhã, gerente do Banco B3.

Na prática, a forma de negociação não muda. O investidor continua podendo comprar e vender BDRs pela corretora, da mesma maneira que negocia ações, ETFs ou fundos imobiliários. Basta buscar o ativo pelo ticker ou nome de pregão na plataforma, avaliar se o produto é adequado ao seu perfil e enviar a ordem de compra ou venda.

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