
Publicado às 8h44
A Genial Investimentos divulgou um relatório avaliando o impacto nas produtoras de proteína animal da decisão da União Europeia (UE) de retirar o Brasil da lista de países habilitados a exportar produtos de origem animal. O bloco alega que o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem a algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais. A decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE na última sexta-feira, 5.
Para o analista Luca Vello, o impacto agregado é administrável e desigual entre os nomes. A avaliação é que o ponto sensível é de mix e margem, não de volume, já que a União Europeia é destino premium, de modo que a perda de rentabilidade por tonelada supera a perda de tonelada. O que realmente conta é a parcela de origem Brasil, já que o veto vale só para o Brasil. Tudo que sai de Argentina, Uruguai e Paraguai segue habilitado e absorve parte do volume realocado.
Com relação à Minerva (BEEF3), a exposição diretamente vetada, de origem Brasil para a UE, fica em 3,4% da receita bruta dos últimos 12 meses, e a maior parte é realocável para as plantas fora do Brasil.
Para a JBS (JBSS32), o analista observa que é “mais ruído do que tese”. A plataforma global e a produção dentro da União Europeia (Moy Park, Vivera) diluem a dependência de origem Brasil. O fluxo Brasil para a UE vale 1% da receita consolidada, disperso e parcialmente atendido por produção local.
Para a MBRF (MBRF3) o risco está dividido entre boi e frango. Beef América do Norte é origem Estados Unidos, ou seja, imune a medida. A exposição Brasil para a UE soma 2,5% da receita consolidada: 1% vem do boi (realocável via Mercosul) e 1,5% do frango da BRF, que fica preso no Brasil por falta de planta de aves habilitada fora do país.
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