
Publicado às 13h38
Em relatório o time de analistas do BTG comenta que a SLC Agrícola (SLCE3) reforçou durante o Investor Day sua estratégia resiliente a ciclos do agronegócio, destacando que o ambiente segue desafiador, com custos de insumos mais elevados, margens pressionadas e incertezas para a safra 2026/27, mas também cria oportunidades para empresas com balanço robusto.
O banco salienta que a companhia vê fundamentos construtivos para soja e algodão no longo prazo, diante de uma oferta global mais restrita e da manutenção do crescimento da demanda, embora os fertilizantes continuem pressionando a rentabilidade no curto prazo.
A administração destacou que o setor pode estar migrando de uma crise de balanço patrimonial para uma crise de rentabilidade, cenário no qual a SLC pretende continuar expandindo e capturando oportunidades, ressalta a equipe de analistas.
Entre os destaques operacionais estão os avanços em irrigação, que aumentam a produtividade e reduzem riscos climáticos, e o forte crescimento da SLC Sementes, que vem ganhando participação de mercado em soja e algodão.
Ainda de acordo com o relatório, a reforma tributária foi apontada como positiva para o setor, apesar da maior necessidade de capital de giro, enquanto o portfólio de terras foi reavaliado em R$ 13,5 bilhões, com valorização de 1% ano/ano.
As estimativas foram revisadas para refletir custos mais elevados e margens menores nos próximos anos, mantendo um cenário de curto e médio prazo pressionado. O time do BTG observa que, ainda assim, a combinação de escala, produtividade acima da média, qualidade dos ativos e potencial de valorização das commodities sustenta a recomendação de “compra” para a SLC, com preço-alvo de R$ 20 por ação.
SLC avalia se vai exercer preferência na compra de terras da Radar
A SLC Agrícola divulgou nesta quinta-feira, 18, que recebeu a notificação acerca da operação de alienação de propriedades integrantes do portfólio do Grupo Radar, na qual a SLC Agrícola possui um contrato de arrendamento vigente que corresponde a aproximadamente 17,6 mil hectares para exploração agrícola.
A SLC explicou que está avaliando as condições comerciais da oferta e se manifestará oportunamente, dentro do prazo aplicável, acerca do eventual exercício de seu direito de preferência, nos termos dos instrumentos contratuais vigentes.
Na quarta-feira, 17, a Cosan informou que o Grupo Radar celebrou por meio de algumas de suas subsidiárias, detentoras de propriedades agrícolas que contam com investimentos por parte da Cosan, compromisso para alienação de parte das propriedades do seu portfólio.
Os imóveis correspondem a 12% do portfólio total de propriedades agrícolas detido pela Radar, estão localizados no estado do Mato Grosso, compreendem uma área total de 41.214 hectares e são destinados ao cultivo de soja, milho e algodão.
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Importante:
O Finance News não faz recomendação de compra ou venda de ativos. O texto acima tem por objetivo informar. O preço-alvo é uma projeção baseada em uma metodologia e varia dependendo da instituição financeira. Procure profissionais especializados e certificados para tomar qualquer decisão sobre investimentos. Para mais detalhes acesse o site da Comissão de Valores Mobiliários [2].