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Safra: decisão da Aneel sustenta visão positiva para Copel no segundo semestre

Publicado às 13h46

A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) aprovou no último dia 24 de junho os resultados finais da revisão tarifária da Copel Distribuição, controlada pela Copel (CPLE3). A agência definiu um reajuste tarifário médio de 20,51%, com efeito imediato.

O Banco Safra ressalta que a decisão traz maior visibilidade para as receitas da companhia nos próximos ciclos regulatórios.

Na avaliação do Safra, a conclusão da revisão tarifária confirma um desfecho favorável para a Copel. As mudanças em relação à proposta inicial foram limitadas e reforçam a visão positiva para o desempenho da companhia no segundo semestre de 2026.

Além do efeito tarifário, o banco destaca outras frentes de crescimento, como o leilão de capacidade de reserva e o portfólio de ativos de transmissão. Foi mantida a recomendação de “compra” para as ações da Copel.

Para o time de analistas da instituição financeira, o principal destaque da revisão ficou no reconhecimento de investimentos. A Aneel fixou a base de ativos regulatórios líquida em R$ 19,9 bilhões, valor cerca de 11% acima das estimativas do Safra e levemente superior ao montante indicado na proposta preliminar.

A avaliação é que esse resultado reflete maior reconhecimento de investimentos realizados pela distribuidora, o que amplia a remuneração regulatória e contribui para a geração de caixa futura.

Os custos operacionais regulatórios somaram R$ 2,2 bilhões, também acima das projeções iniciais. Como consequência, o resultado operacional regulatório alcançou R$ 3,9 bilhões, superando as estimativas anteriores e abrindo espaço para revisões positivas nas projeções financeiras.

Por outro lado, outras receitas regulatórias totalizaram R$ 475 milhões, acima das estimativas do Safra e representa um efeito negativo marginal, embora tenha permanecido em linha com a proposta inicial da Aneel.

A inadimplência foi fixada em 0,66% da receita, nível considerado apertado, mas estável em relação ao cenário preliminar.

No consolidado, a chamada Parcela B, que concentra custos e remuneração da distribuidora, atingiu R$ 5,7 bilhões, praticamente em linha com o esperado.

Já o fator de eficiência regulatória foi definido em 0,95%, acima das estimativas e da proposta inicial. Esse ponto contribuiu para um resultado final considerado sólido e consistente, salienta a equipe do banco.

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Importante:

O Finance News não faz recomendação de compra ou venda de ativos. O texto acima tem por objetivo informar. O preço-alvo é uma projeção baseada em uma metodologia e varia dependendo da instituição financeira. Procure profissionais especializados e certificados para tomar qualquer decisão sobre investimentos. Quem fiscaliza, normatiza e disciplina o mercado de valores mobiliários é a Comissão de Valores Mobiliários [2].