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Notícia da Iguatemi, Biomm, Blau, 3 companhias anunciaram provento e outros destaques

 

Publicado às 21h26

Notícias corporativas

Iguatemi (IGTI11) anuncia novo programa de recompra de ações [1]

O conselho de administração da Iguatemi (IGTI11) aprovou um novo programa de recompra de ações. A informação foi divulgada na noite desta terça-feira, 9. A companhia e/ou suas sociedades controladas poderão adquirir até R$ 60.267.824,90 em Units IGTI11, ações ordinárias e/ou ações preferenciais, valor que corresponde, com base na última cotação de fechamento, a aproximadamente 2.451.905 Units IGTI11 (compostas por 2.451.905 ações ordinárias e 4.903.810 ações preferenciais).

O programa vai até 9 de dezembro de 2027.

Segundo a Iguatemi, a recompra tem por objetivo a manutenção das ações em tesouraria para posterior cancelamento e/ou alienação, bem como fazer frente a planos de remuneração baseados em ações da companhia.

Romi (ROMI3) anuncia o pagamento de juros sobre o capital [2]

O conselho de administração da Romi (ROMI3) aprovou nesta terça-feira, 9 de junho, a distribuição de juros sobre o capital próprio (JCP). Esse provento será imputado aos dividendos obrigatórios do exercício de 2026. O valor bruto é R$ 5.590.244.82, o que corresponde à R$ 0,06 por ação. O valor líquido é de R$ 0,051. A data de corte (data com) será em 15/06/2026. A partir de 16/06/2026, as ações da companhia serão negociadas “ex-juros”. O pagamento será até 31/12/2027.

Banrisul anuncia o pagamento de juros sobre o capital [3]

O Banrisul (BRSR6) anunciou após o fechamento do mercado nesta terça-feira, 9, que sua diretoria deliberou o pagamento de juros sobre o capital próprio referente ao 2º trimestre de 2026. Será distribuído o valor total de R$ 90 milhões, sendo que o valor bruto unitário por tipo e classe de ação será de R$ 0,22006263 por ação ON, R$ 0,22006263 por ação PNA e R$ 0,22006263 por ação PNB havendo incidência de Imposto de Renda conforme legislação vigente. O pagamento ocorrerá no dia 26 de junho de 2026 a acionistas que estiverem inscritos nos registros da Sociedade na data de 12 de junho de 2026 (data da declaração), passando as ações a serem negociadas “ex-direito” aos juros intermediários a partir de 15 de junho de 2026.

Totvs anuncia o pagamento de juros sobre capital próprio  [4]

O conselho de administração da Totvs (TOTS3), em reunião realizada nesta terça-feira, 9, aprovou o pagamento de juros sobre capital próprio (JCP), correspondente a R$ 0,18 (dezoito centavos) por ação. O montante total é de R$ 104,3 milhões. Terão direito aos JCP todos os acionistas titulares de ações na data base de 15 de junho de 2026. As negociações de ações, a partir do dia 16 de junho de 2026, inclusive, serão realizadas ex-JCP. O pagamento aos acionistas beneficiários será no dia 10 de julho de 2026, sem incidência de correção monetária.

Biomm (BIOM3) anuncia projeção de Ebitda em 2026 [5]

A Biomm (BIOM3) divulgou nesta terça-feira, 9, o guidance de Ebitda para o exercício social encerrado em 31 de dezembro de 2026. O Ebitda 2026 (guidance) é de R$ 90 milhões a R$100 milhões.

Segundo a companhia, a projeção foi elaborada considerando pleno ramp-up da planta de Nova Lima, em Minas Gerais; execução dos contratos de PDP vigentes, quais sejam da Glargina (Glargilin®) junto à Biomanguinhos/Fiocuz e da insulina humana junto à Funed; expansão do Glargilin® no mercado privado; taxa de câmbio média para o ano de 2026 considera as projeções da companhia e ausência de eventos extraordinários ou alterações materiais adversas de caráter regulatório ou macroeconômico.

Em 28 de maio o conselho de administração da Biomm aprovou a “adoção voluntária da prática de divulgação de projeções financeiras gerenciais ao mercado (guidance), como instrumento de aprimoramento da comunicação com investidores e de fortalecimento das práticas de governança da companhia”.

Vittia (VITT3) anuncia recompra de ações  [6]

O conselho de administração da Vittia (VITT3), em reunião realizada nesta terça-feira, 9, aprovou o cancelamento de 4.455.436 ações ordinárias mantidas em tesouraria, adquiridas no âmbito do 5º programa de recompra de ações.

A Vittia informou ainda a criação do 6º programa de recompra de ações ordinárias. A quantidade de ações a ser adquirida estará limitada a 4.500.000 de ações ordinárias representativas de 2,8% do total de ações emitidas pela companhia e de 9,4% do total de ações em circulação no mercado. O programa encerra em 8 junho de 2027.

Fitch afirma ratings ‘AA+(bra)’ da Blau (BLAU3) [7]

A agência de classificação de risco Fitch afirmou nesta terça-feira, 9, o Rating Nacional de Longo Prazo ‘AA+(bra)’ da Blau Farmacêutica (BLAU3) e de sua sexta emissão de debêntures quirografárias, com vencimento em 2028. A perspectiva do rating corporativo é “estável”.

Segundo a agência, o rating da Blau se apoia nos sólidos fundamentos de demanda da indústria farmacêutica e em sua atuação em nichos de produtos de alta complexidade e uso recorrente, o que atenua os riscos de competição, apesar da menor escala frente aos pares.

Ainda de acordo com a Fitch, a companhia também apresenta margens operacionais acima da média da indústria e boa conversão de Ebitda em fluxo de caixa operacional.

A perspectiva estável incorpora a expectativa de manutenção da estrutura de capital conservadora, apesar do forte plano de investimentos nos próximos anos, e de acesso recorrente a fontes de financiamento para suportar o crescimento das operações, destaca a agência em relatório.

Pagam provento nesta quarta, 10:

Metalúrgica Gerdau (GOAU4)  [8]

A Metalúrgica Gerdau paga dividendo no valor de R$ 0,08 por ação nesta quarta-feira, 10. A data de corte foi em 13 de maio de 2026. Desde 14 de maio as negociações dessas ações em Bolsa são realizadas ex-direito.

Grendene (GRND3)  [9]

A Grendene paga nesta quarta-feira, 10, dividendo no valor de R$ 0,22 aprovado em 02/12/2025. Também paga dividendo no valor de R$ 0,02 aprovado em 7 de maio de 2026. A companhia paga ainda o valor bruto de R$ 0,03 na forma de JCP aprovado em 7 de maio de 2026.

Alupar (ALUP11)  [10]

A Alupar paga nesta quarta-feira, 10, o dividendo aprovado na assembleia geral ordinária e extraordinária realizada em 16 de abril de 2026. O montante é de R$ 9,88 milhões e corresponde a R$ 0,01 por ação ordinária (ALUP3); R$ 0,01 por ação preferencial (ALUP4); e a R$ 0,03 por unit (ALUP11). Terão direito ao recebimento desses dividendos acionistas que se encontravam inscritos como tal nos registros da companhia ao final do dia 16 de abril de 2026. Desde 17 de abril as ações passaram a ser negociadas ex-dividendos.

Economia e investimento:

IPCA+ 8%: oportunidade rara ou prenúncio de uma crise fiscal? [11]

A recente escalada nas taxas dos títulos públicos brasileiros colocou investidores em compasso de espera. Com o Tesouro Direto voltando a pagar taxas de juro real próximas e até superiores a 8% ao ano (IPCA+ 8%), o cenário macroeconômico do país passou a ser debatido entre o entusiasmo de quem busca rentabilidade e o temor de quem enxerga a deterioração fiscal.

Para Charles Mendlowicz, sócio da consultoria de wealth management Ticker Wealth e fundador do canal Economista Sincero, o movimento atual é um termômetro do risco Brasil que, na visão de Mendlowicz, já se encontra na faixa vermelha. “A taxa atual traduz a percepção do mercado de que a condução fiscal do país perdeu a previsibilidade. O IPCA+ 8% mede a temperatura e a confiança dos investidores. Quando a desconfiança é grande, o juro fica elevado”, explica o economista.

A raiz do problema, segundo Charles, está na continuidade de uma política focada no aumento do gasto corrente em detrimento de investimentos estruturais. O economista relembra que as promessas em torno do novo arcabouço fiscal, que substituiu o teto de gastos sob a premissa de equilibrar as contas, não se sustentaram na prática: “Prometeram que não iam gastar mais do que a arrecadação, que daqui a pouco ia ter até superávit fiscal. No final, era tudo ‘balela’”.

O sócio da Ticker Wealth avalia que com o avanço do endividamento, o custo para rolar a dívida pública tornou-se uma bola de neve. “O governo gastou R$ 1 trilhão com juros da dívida em 2025 e o endividamento não para de subir. Esse dinheiro poderia estar sendo usado em escolas, universidades, hospitais, portos, aeroportos e rodovias”, afirma o Economista Sincero.

Além disso, Mendlowicz pontua que a estratégia de elevar impostos (com 27 aumentos nos últimos anos) já atingiu o limite da Curva de Laffer, resultando em ineficiência e fuga de capital estrangeiro. “Não adianta você aumentar a arrecadação. De nada adianta ‘jogar água’ no balde se o balde está totalmente furado”, compara o economista.

Queda do Ibovespa reflete migração global de investidores

Diante desse cenário turbulento, o Ibovespa engatou uma sequência inédita de oito semanas consecutivas de queda, refletindo a migração global de investidores para ativos mais seguros no exterior. No entanto, para o investidor de renda fixa de longo prazo, travar taxas elevadas em títulos soberanos surge como uma alternativa atrativa, desde que haja forte gerenciamento de risco.

“Para o longo prazo, pode ser uma oportunidade rara, mas taxas muito altas costumam refletir incerteza. Por isso é importante equilibrar entusiasmo e cautela”, observa Mendlowicz, alertando para os perigos do resgate antecipado via marcação a mercado: “No fim, IPCA + 8% é oportunidade e alerta ao mesmo tempo. Portanto, cuidado. Você pode se machucar”.

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