
Publicado às 7h50 – atualizado às 8h54
Bolsas, petróleo e bitcoin (7h49)
Os índices futuros de ações nos Estados Unidos têm alta nesta quinta-feira após o resultado trimestral da Micron Technology (MUTC34) superar as altas expectativas de Wall Street e reafirmar a tese otimista para o setor de inteligência artificial. O preço do barril de petróleo cai e retorna aos níveis pré-conflito no Oriente Médio.
Alemanha (DAX): +0,82%
Londres (FTSE 100): +0,30%
Japão (Nikkei 225): +4,69% (pregão encerrado)
China (Xangai Comp.): +0,23% (pregão encerrado)
Hong Kong (Hang Seng): -1,43% (pregão encerrado)
Petróleo Brent: -0,79% (US$ 73,1). O Brent é referência para a Petrobras.
Bitcoin futuro: +2,68% (US$ 61.702)
Ouro (contrato para fev/26 – onça-troy): -0,16% (US$ 4.002)
Minério de ferro em Dalian (7h44 – hora de Brasília)
Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em queda de 1,08% aos 735 iuanes (US$ 108,2). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas.
Futuros de ações em Nova York
Às 7h49 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em alta de 0,24% e o S&P 500 futuro tinha valorização de 0,76%. Nasdaq futuro subia 2,19%.
Notícias corporativas
Braskem: certas controladas pedem medida cautelar protetiva contra a cobrança de credores [1]
A Braskem (BRKM5) divulgou nesta quinta-feira, 25, que certas controladas iniciaram processo de mediação perante a Câmara Wind de Mediação e protocolaram pedido de Tutela de Urgência Cautelar perante a 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais da Comarca da Capital do Estado de São Paulo (PTU), conforme aprovado pelo conselho de administração.
As medidas envolvem apenas os credores financeiros da Braskem e foram ajuizadas com o objetivo de preservar um ambiente estável para a continuidade das negociações em andamento exclusivamente com os referidos credores em busca de uma solução consensual, estruturante e ordenada para sua estrutura de capital, alinhada com a posição de liquidez da Braskem, e as condições da indústria petroquímica global, afirmou a companhia em um fato relevante enviado ao mercado.
O conselho aprovou também, caso seja necessário e em momento oportuno, a adoção e/ou validação de eventuais medidas protetivas no exterior.
A Braskem esclareceu e reforçou que a Mediação e o PTU possuem “escopo limitado, estritamente financeiro, e não abrange quaisquer obrigações da companhia com seus fornecedores, clientes e demais stakeholders, as quais permanecem vigentes e seguem sendo cumpridas normalmente, nos termos dos respectivos contratos”.
Bradesco BBI faz nova oferta para aquisição da participação da Mover na Motiva (MOTV3)
A Motiva (MOTV3) recebeu, em 24 de junho, após o fechamento do mercado, carta enviada pelas acionistas Sucea Participações e Sincro Participações (em conjunto Grupo Mover).
Na carta o Grupo Mover comunicou o recebimento de nova oferta vinculante apresentada pelo Banco Bradesco BBI para aquisição da totalidade das ações ordinárias de emissão da companhia de sua titularidade, representativas de 14,86% do capital social da Motiva, em substituição à oferta anteriormente recebida, cujo prazo de validade foi encerrado.
A Motiva informa que os termos e condições da nova oferta serão submetidos pelo Grupo Mover aos demais acionistas signatários do acordo de acionistas da Motiva, para fins de eventual exercício do direito de preferência, nos termos previstos no referido acordo.
Polícia Federal deflagra operação contra suposta fraude contábil de R$ 54 bi na Americanas [2]
A Polícia Federal deflagrou, nesta quinta-feira, 25, em conjunto com o Ministério Público Federal, a segunda fase da Operação Disclosure, que busca aprofundar as investigações sobre supostas fraudes contábeis relativas ao escândalo da Americanas (AMER3), estimadas em, aproximadamente, R$ 54 bilhões.
Na ação, policiais federais cumprem nove mandados de busca e apreensão, incluindo buscas pessoais, nas cidades do Rio de Janeiro e de São Paulo.
Segundo o blog do jornalista Lauro Jardim, no O Globo, a operação tem como alvo controlador e ex-conselheiros da Americanas, e executivos de bancos.
A 10ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro também determinou o sequestro de bens e valores em nome dos investigados até o limite de R$ 54 bilhões.
Segundo as investigações, os suspeitos teriam conhecimento de supostas fraudes contábeis praticadas ao longo de anos, relacionadas a operações de risco sacado e a contratos de verba de propaganda cooperada (VPC) supostamente contabilizados sem lastro econômico.
As apurações apontam indícios, em tese, dos crimes de manipulação de mercado e de associação criminosa, informa a Polícia Federal em seu site.
Superintendência-Geral do Cade recomenda condenação da B3 por supostas práticas anticoncorrenciais [3]
A Superintendência-Geral do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (SG/Cade) emitiu na quarta-feira, 24, Nota Técnica (NT) recomendando ao Tribunal Administrativo de Defesa Econômica do Cade a condenação da B3 (B3SA3) por supostas práticas anticoncorrenciais em processo relacionado aos mercados de registro e depósito de ativos financeiros e valores mobiliários e ao mercado de registro de seguros e operações supervisionadas pela Superintendência de Seguros Privados (Susep).
A manifestação da SG/Cade não possui efeitos imediatos e será submetida ao Tribunal do Cade, órgão responsável pelo julgamento e pela decisão final da matéria.
A NT recomenda a aplicação de multa de cerca de R$ 100 milhões e algumas medidas restritivas, como vedação de práticas de bundling exclusionário, vedação de cláusulas de exclusividade e mecanismos de retaliação, atuação de forma colaborativa, não discriminatória e tempestiva nas negociações e implementações de interoperabilidade envolvendo sistemas de registro e depósito, além de manter política comercial formalizada contendo critérios objetivos para concessão de descontos, incentivos e condições comerciais diferenciadas.
Em um comunicado divulgado na noite de quarta-feira a B3 ressaltou que ao longo de todo o processo, apresentou informações, estudos, documentos e esclarecimentos técnicos que demonstram a “conformidade de sua atuação com a legislação concorrencial e com os marcos regulatórios aplicáveis aos mercados em que opera, sempre observando requisitos relacionados à segurança, integridade e estabilidade da infraestrutura do mercado financeiro e de capitais”.
A companhia entende que a NT não reflete adequadamente o conjunto de evidências e argumentos técnicos apresentados.
“De fato, a B3 demonstrou que divulga, nos termos da regulamentação aplicável, suas políticas tarifárias, as quais foram estruturadas seguindo racionalidade econômica e levam em consideração eficiências operacionais e repasse das economias de escala”, afirmou a B3, destacando que demonstrou, ainda, que já participa de diversas interoperabilidades entre registradoras e depositárias centrais, sempre atuando de forma colaborativa e para o melhor desenvolvimento do mercado.
“As discussões são pautadas por requisitos legítimos de segurança, gestão de riscos e integridade operacional. Trata-se do funcionamento de infraestruturas críticas de mercado, matéria que exige elevado rigor técnico e observância regulatória, para garantir a proteção dos participantes e estabilidade dos mercados”, afirmou a companhia.
A B3 ressaltou ainda que permanece confiante de que a análise integral dos fatos, evidências e elementos técnicos produzidos ao longo do processo permitirá o adequado entendimento de sua atuação, e observará os ritos e prazos aplicáveis no âmbito do Tribunal do Cade.
BTG Pactual diz estar ‘acompanhando as recentes notícias envolvendo o Digimais’ [4]
O BTG Pactual (BPAC11) prestou esclarecimentos na quarta-feira, 24, após a notícia veiculada pelo O Estado de São Paulo sob o título: “BTG deve desistir da compra do Digimais após operação da PF”.
No dia 8 de abril de 2026 o BTG Pactual divulgou comunicado ao mercado informando a celebração de documentos que estabeleceram um valor de referência e determinadas condições para a aquisição, pelo BTG Pactual, da totalidade das ações do Banco Digimais em um processo competitivo que seria oportunamente aprovado e acompanhado pelo Fundo Garantidor de Crédito, e que deveria considerar, ainda, regras de suporte financeiro ao Digimais.
O comunicado ao mercado explicitava ainda que a conclusão da transação dependia, dentre outras condições, do lançamento do processo competitivo, e que, uma vez ocorrido esse processo, da declaração da proposta do BTG Pactual como vencedora.
Nenhuma destas condições foi verificada até o presente momento, afirmou o BTG.
“O BTG Pactual está acompanhando as recentes notícias envolvendo o Digimais, e, quando do eventual lançamento de processo competitivo aprovado e acompanhado pelo FGC para alienação da totalidade das ações do Digimais, avaliará, diante das informações disponíveis, a oportunidade de participar no referido processo competitivo”, ressaltou o BTG.
Vale esclarece sobre notícias na imprensa [5]
A Vale (VALE3) emitiu um comunicado na noite de quarta-feira, 24, após notícias divulgadas na imprensa brasileira. No comunicado a mineradora reiterou “seu compromisso com a transparência e a conformidade legal”. Também afirmou que as decisões são tomadas de forma “técnica, independente e pautadas no melhor interesse da Vale, em cumprimento às políticas e regras de governança”.
A mineradora prestou esclarecimentos sobre avaliações de investimento na Bahia Mineração e também sobre a otimização dos contratos de concessão ferroviária.
Avaliações de investimento na Bahia Mineração
A companhia destacou que avalia oportunidades de investimento no curso regular de suas atividades, em especial aquelas sobre ativos com potencial contribuição às prioridades estratégicas. Também ressaltou que decisões quanto à alocação de capital seguem “rigoroso processo de avaliação, incluindo aspectos técnicos, econômicos e financeiros, e são tomadas em conformidade com as políticas e regras de governança”. Nesse sentido, a companhia avaliou a oportunidade e não aprovou qualquer investimento relacionado à empresa Bahia Mineração – Bamin.
Otimização dos Contratos de Concessão Ferroviária
A Vale também reiterou que as negociações relativas à otimização dos Contratos de Concessão da Estrada de Ferro Carajás (EFC) e da Estrada de Ferro Vitória a Minas (EFVM), continuam, junto ao Ministério dos Transportes (MT), a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) e a Infra (INFRA), no âmbito de suas respectivas competências legais.
“A Vale reafirma seu compromisso com as diretrizes e bases gerais para a otimização dos contratos de concessão ferroviária, estabelecidas no acordo celebrado em 30 de dezembro de 2024, notadamente quanto a base de ativos e as obras de infraestrutura”, ressaltou.
A mineradora salientou ainda que encontra-se adimplente e continuará cumprindo integralmente todas as obrigações previstas nos Contratos de Concessão.
“Espera-se que a conclusão da otimização dos Contratos de Concessão, quando aprovada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), conferirá maior previsibilidade, segurança jurídica e definitividade às obrigações e aos investimentos associados às duas concessões ferroviárias da Vale, assegurando o adequado equilíbrio entre seus direitos e responsabilidades e contribuindo para a eficiência operacional de longo prazo da companhia, com a perenidade do sistema logístico integrado”, completou.
Programa Mini-Minas
A Vale também esclareceu que adota, há alguns anos, o conceito de parcerias de negócio no Brasil com empresas mineradoras de menor porte, também referenciadas como “mini-minas”. Por meio dessas parcerias, que visam principalmente a aquisição de produtos destinados à venda final ou à concentração/blendagem para composição de mix de produtos, a Vale informou que traz maior flexibilidade para seu portfólio e maior eficiência em custos, com melhor utilização de sua capacidade logística.
A companhia reforçou que as decisões com relação a tais parcerias são tomadas de forma técnica e pautadas no melhor interesse da Vale, após avaliação por comitê multidisciplinar constituído pela gestão.
“As decisões são tomadas conforme os ritos de governança aplicáveis e toda relação comercial com parceiros e fornecedores é estabelecida em linha com o Código de Conduta da Vale, demais políticas da Companhia e em linha com as melhores práticas de governança no mercado global”.
Banco ABC Brasil (ABCB4) anuncia pagamento de JCP no valor de R$ 1,16 por ação [6]
O conselho de administração do Banco ABC Brasil (ABCB4) aprovou a distribuição de R$ 300.993.353,55 na forma de juros sobre o capital próprio (JCP). Essa quantia representa um valor bruto de R$ 1,1680 por cada ação ordinária e cada ação preferencial. Esse JCP é relativo ao primeiro e segundo trimestres de 2026. A posição acionária a ser considerada para o pagamento do JCP será a dos acionistas inscritos nos registros de acionistas da companhia na data de 29 de junho de 2026. O pagamento do JCP deliberado nesta reunião ocorrerá no dia 12 de agosto de 2026.
O conselho de administração também aprovou o aumento de capital social da companhia mediante subscrição particular, no montante de até R$169.119.516,00 mediante emissão de até 8.663.730 novas ações nominativas, sendo 4.407.200 ações ordinárias e 4.256.530 ações preferenciais. O preço de emissão por ação (ordinária e preferencial) é de R$ 19,520403851.
BB Seguridade anuncia R$ 3,85 bi em dividendos intercalares [7]
A BB Seguridade (BBSE3) divulgou após o fechamento do mercado, que seu conselho de administração aprovou a distribuição do montante de R$ 3,850 bilhões a título de dividendos intercalares referentes ao resultado do primeiro semestre de 2026. O valor dos dividendos por ação, bem como as datas de pagamento e de início de negociação das ações ex-dividendos, será oportunamente divulgado após a publicação dos resultados do segundo trimestre de 2026, prevista para o dia 3 de agosto de 2026, afirmou a seguradora em um fato relevante enviado ao mercado.
Klabin poderá recomprar até 31,2 milhões de ações [8]
O conselho de administração da Klabin (KLBN11) aprovou na quarta-feira, 24, um programa de recompra de ações. O anúncio foi feito após o fechamento do mercado.
A companhia poderá adquirir até 31.250.000 Units, as quais representam 31.250.000 ações ordinárias e 125.000.000 ações preferenciais. O total de ações abrangido no programa representa, aproximadamente, 3% do total de ações ordinárias e 3,3% do total de ações preferenciais em circulação na presente data.
As ações adquiridas no âmbito do programa de recompra serão posteriormente canceladas, sem possibilidade de retorno ao free float.
A Klabin destacou que o programa poderá gerar aos acionistas retorno eventualmente maior em dividendos e/ou juros sobre capital próprio, uma vez que as ações adquiridas pela companhia não fazem jus ao recebimento de proventos, de modo que dividendos e/ou juros sobre o capital próprio serão pagos para quantidade menor de ações; e aumento do percentual de participação dos acionistas na companhia após o cancelamento das ações mantidas em tesouraria.
O programa de recompra encerrará em 24 de dezembro de 2027.
Agenda de provento desta quinta, 25:
Comgás (CGAS3; CGAS5) [9]
A Comgás paga nesta quinta, 25, JCP e dividendo. O valor do dividendo é de R$ 2,28 por ação ON e de R$ 2,51 por ação PN. O valor dos JCP é de R$ 1,69 por ação ON e de R$ 1,86 por ação PN. A data de corte foi em 25 de junho.
Rede D’or (RDOR3) [10]
A data de corte para ter direito aos JCP da Rede D’or anunciados em 22 de junho, é nesta quinta, 25. A partir de sexta-feira, 26, as ações serão negociadas ex-JCP. O valor é de R$ 0,18 por ação ordinária. O pagamento será efetuado em 8 de julho de 2026.
Blau Farmacêutica (BLAU3) [11]
A data de corte para ter direito aos JCP da Blau, anunciados em 23 de junho, é nesta quinta, 25. A partir de sexta-feira, 26, as ações serão negociadas ex-JCP. O pagamento será realizado em 7 de julho de 2026 no valor de R$ 0,07 por ação.
Schulz (SHUL4) [12]
A data de corte para ter direito aos JCP da Schulz, anunciados em 22 de junho, é nesta quinta, 25. A partir de sexta-feira, 26, as ações serão negociadas ex-JCP. O pagamento dos JCP ocorrerá em 28 de outubro de 2026 e será feito pelo valor líquido de R$ 0,06 por ação por ação preferencial e R$ 0,05.