
Publicado às 10h30
Notícias corporativas
Braskem se manifesta sobre matéria de jornal de que ‘deve dar calote em juros de bonds’ [1]
A Braskem (BRKM5) se manifestou sobre as informações veiculadas no jornal Valor Econômico sob o título: “Braskem deve dar calote em juros de bonds”.
Na matéria consta a informação que, avaliando entrar em processo de recuperação extrajudicial, a Braskem não deve quitar a dívida de US$ 150 milhões referente ao pagamento de juros de títulos emitidos no exterior que vence em julho e nem os vencimentos de agosto. Diante dos vencimentos relevantes que a empresa terá a partir de julho, com o pagamento de juros dos bonds de 2028, 2030, 2031, 2041 e 2050 já no mês que vem, a companhia tenta uma negociação para obter o apoio de um terço dos credores para conseguir protocolar o processo extrajudicial antes disso, reporta o Valor. Se não tiver esse apoio, uma recuperação judicial não está descartada, disseram as fontes do jornal.
A Braskem esclareceu que em 26 de setembro de 2025 contratou assessores financeiros e jurídicos especializados para auxiliar na elaboração de um diagnóstico abrangente de alternativas econômico financeiras para otimização da sua estrutura de capital.
Segundo a companhia, as análises decorrentes do referido diagnóstico ainda estão em curso, sendo que a companhia e seus assessores vêm avançando de forma estruturada nas tratativas junto aos assessores dos credores.
“No curso dos referidos trabalhos, a companhia e seus assessores consideram diferentes alternativas, incluindo eventuais medidas de reprogramação de suas obrigações financeiras e proteção contra credores”, afirmou a Braskem, destacando que até 5 de junho não havia qualquer decisão formal acerca da alternativa (ou conjunto de alternativas) a ser(em) implementadas.
Morgan Stanley redução participação na Totvs [2]
O Morgan Stanley reduziu participação na Totvs (TOTS3) conforme informado pela companhia brasileira na noite de sexta-feira, 5. O Morgan Stanley, de forma agregada e por meio de suas subsidiárias, atingiu posição / exposição equivalente a 2.6% do número total de ações ordinárias da Totvs. O Morgan Stanley informou que a alienação da participação acionária não visa alterar o controle acionário ou a estrutura administrativa da companhia.
Raízen (RAIZ4) protocola plano de recuperação extrajudicial junto à 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de SP [3]
A Raízen (RAIZ4) protocolou seu Plano de Recuperação Extrajudicial junto à 3ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo. A informação consta em fato relevante arquivado no site da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) na madrugada de sábado, 6.
No documento a Raízen informa que o Plano conta com a adesão relevante de todos os grupos de credores (detentores de títulos internacionais, títulos locais e bancos) totalizando um apoio de 75,45% dos créditos financeiros e quirografários abrangidos pela Recuperação Extrajudicial e pelo Plano, cujo valor total é de R$ 64,7 bilhões, excluídos os créditos intercompany.
Ainda segundo a companhia, o Plano estabelece os meios e opções de pagamento dos Créditos Reestruturados, a serem escolhidas pelo respectivo credor, incluindo a substituição dos Créditos Reestruturados por novos instrumentos de dívida e a conversão de parcela dos referidos créditos em participação acionária na companhia.
Dentre as principais medidas contempladas no Plano, destacam-se:
(i) o aumento de capital no montante de R$ 3,5 bilhões pela Shell, a ser integralizado em dinheiro na data de fechamento e, caso venha a aderir, de R$ 500 milhões pela Aguassanta Participações, da família de Rubens Ometto Silveira Mello, acionista controlador da Cosan, ambos recebendo ações ordinárias;
(ii) a conversão de 45% dos Créditos Reestruturados em participação acionária, por meio de Units que serão compostas por uma ação ordinária e uma ação preferencial de emissão da Raízen, ao preço de emissão de R$ 0,50 por Unit, o que implica um valor de referência de R$ 0,25 por ação; (iii) a substituição, refinanciamento ou aditamento dos 55% remanescentes dos Créditos Reestruturados por novos títulos de dívida (Novas Notas RSA e Novas Notas RESA); e
(iv) a implementação de medidas estruturais adicionais, incluindo segregação de ativos, avanço na agenda de desinvestimentos e reorganizações societárias.
O Plano contempla, ainda, uma opção de pagamento com deságio significativo sobre o valor dos Créditos Reestruturados, bem como uma opção com mecanismo de pagamento antecipado em dinheiro e com desconto para credores com créditos de menor valor, sujeito ao limite global agregado previsto no Plano, de aproximadamente R$ 150 milhões.
“O Plano representa uma solução abrangente para a reestruturação do endividamento financeiro do Grupo Raízen, tendo como objetivo equacionar as necessidades de liquidez de curto e médio prazo e estabelecer uma estrutura de capital sustentável no longo prazo”, afirma a companhia no fato relevante, destacando que, com a sua implementação, espera reduzir significativamente sua alavancagem, preservar a continuidade operacional e assegurar tratamento equitativo aos credores.
A Raízen ressalta também que o Plano deverá gerar liquidez relevante e reduzir os desembolsos nos próximos anos, aliviando o fluxo de caixa e posicionando a companhia para retomada de sua trajetória de geração de valor.
O Plano seguirá para oportuna homologação pelo Juízo da Recuperação Extrajudicial, observado o período de 30 dias para eventuais objeções dos credores, de forma a vincular a companhia, seus credores (apoiadores, ausentes ou dissidentes) e respectivos Créditos Reestruturados aos termos, condições e opções de pagamento estabelecidos pelo Plano.
A Raízen reafirmou que a Recuperação Extrajudicial possui escopo limitado, estritamente financeiro, e não abrange as obrigações do Grupo Raízen com seus clientes, fornecedores, revendedores e outros parceiros de negócios, as quais permanecem vigentes e continuarão sendo cumpridas normalmente, nos termos dos respectivos contratos.
Banco Inter obtém licença para lançar sua filial nos EUA [4]
A Inter & Co (B3: INBR32; Nasdaq: INTR) divulgou que o Banco Inter recebeu a licença do Florida Office of Financial Regulation (OFR) para lançar e operar sua filial na Flórida, Estados Unidos (US Branch).
Em janeiro de 2026 a companhia informou que o Banco Inter havia recebido as aprovações do Federal Reserve e do Florida Office of Financial Regulation (OFR) para estabelecer a US Branch. Com a obtenção da licença emitida pelo OFR, o Banco Inter está autorizado a iniciar as operações da filial.
A US Branch vai emitir diretamente seus próprios cartões de débito e crédito e oferecer produtos bancários e de crédito regulamentados sem depender de bancos parceiros terceirizados.
“A companhia pretende migrar seus atuais 5,5 milhões de clientes de conta global para esta nova estrutura, um movimento estratégico projetado para otimizar o mix de captação (funding), reduzir custos operacionais e apoiar sua próxima fase de crescimento internacional”, afirmou a Inter & Co em um comunicado.
Azevedo & Travassos (AZEV4) vende participação de 10% na Rota Verde Goiás [5]
A Azevedo & Travassos (AZEV4) informou que, por meio da Azevedo & Travassos Investimentos (AT Investimentos), negociou a alienação de 10% das ações da sua subsidiária Rota Verde Goiás (RVG) com a Jive Investimentos pelo valor de R$ 34 milhões de reais.
“A operação reforça a estratégia de atuação da AT Investimentos como plataforma de investimentos em infraestrutura, baseada na originação, desenvolvimento e desinvestimento disciplinado de ativos”, afirmou a companhia em um fato relevante.
Os recursos provenientes da operação serão direcionados conforme as diretrizes de alocação de capital da companhia, incluindo o suporte a novos investimentos e o cumprimento de compromissos estratégicos já assumidos.
A companhia ressaltou que a AT Investimentos permanece ativa na gestão de seu portfólio, avaliando continuamente oportunidades de investimento e desinvestimento, em linha com sua estratégia de otimização de capital e geração de valor no longo prazo.
União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro [6]
A União Europeia (EU) oficializou sua decisão de proibir a importação de carnes, tripas, peixe e mel produzidos no Brasil. O veto deve entrar em vigor a partir do próximo dia 3 de setembro.

Anunciada há quase um mês, poucos dias após a entrada em vigor provisória do acordo comercial entre Mercosul e União Europeia, a decisão de excluir o Brasil da lista de países autorizados a exportar esses produtos para os países do bloco europeu foi confirmada em um documento oficial publicado no Diário Oficial da UE nesta sexta-feira (5).
Segundo a Comissão Europeia, o Brasil não conseguiu comprovar que seus produtores atendem às algumas das exigências sanitárias europeias, especialmente que não utilizam, ao longo de toda a cadeia produtiva, medicamentos antimicrobianos para tratar e prevenir infecções em animais.
Em abril deste ano, o governo brasileiro proibiu parte dos antimicrobianos comprovadamente usados para estimular o crescimento e aumentar a produtividade animal, mas a União Europeia avaliou que ainda faltam garantias adicionais.
As regras sobre o uso de antimicrobianos fazem parte da política europeia de segurança alimentar e saúde pública conhecida como One Health, criada para combater o uso excessivo de antibióticos no mundo. Entre os produtos restritos pelos europeus estão substâncias como virginiamicina, avoparcina, tilosina, espiramicina, avilamicina e bacitracina.
A União Europeia é um dos principais mercados para as proteínas animais brasileiras. No caso da carne bovina, o bloco europeu aparece entre os maiores destinos das exportações brasileiras em valor.
A cautela europeia não significa necessariamente que a carne brasileira esteja contaminada por medicamentos. O principal ponto da decisão europeia é regulatório e envolve rastreabilidade sanitária, certificação e comprovação documental sobre o uso dos medicamentos.
Para voltar à lista dos países autorizados a vender os produtos vetados, o Brasil precisará comprovar que cumpre integralmente as regras europeias durante todo o ciclo de vida dos animais exportados. Para isso, o país pode ampliar ainda mais as restrições legais aos medicamentos ou criar mecanismos mais rígidos de rastreabilidade para provar que os produtos exportados não utilizam as substâncias proibidas na Europa.
A segunda alternativa é considerada mais complexa porque exige monitoramento detalhado da cadeia produtiva, certificações sanitárias adicionais e custos maiores para produtores e frigoríficos.
Consultada pela reportagem da Agência Brasil, a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) manteve o posicionamento divulgado no mês passado, quando a Comissão Europeia anunciou a decisão de proibir a compra dos produtos brasileiros.
Segundo a entidade, o Brasil conta com um “dos sistemas de inspeção e defesa agropecuária mais robustos do mundo” e a carne bovina brasileira atende aos requisitos sanitários e regulatórios de mais de 170 países, incluindo os principais mercados internacionais, cumprindo “rígidos controles oficiais, sistemas de rastreabilidade e protocolos reconhecidos globalmente”.
Ainda de acordo com a associação, o setor privado vem trabalhando em parceria com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) na elaboração de protocolos voltados ao atendimento das novas exigências europeias, além de manter diálogo técnico e colaboração com as autoridades competentes sobre o tema.
A Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) informou que está acompanhando a formalização da decisão da União Europeia e confiante de que as autoridades brasileiras vão demonstrar, tecnicamente, que o país possui um dos mais robustos sistemas de controle sanitário mundial, capaz de garantir “elevados padrões de qualidade, rastreabilidade, biosseguridade e segurança dos alimentos”.
Em nota, a ABPA enfatizou que o veto à importação dos produtos brasileiros “não decorre de qualquer questionamento sanitário, não conformidade ou problema identificado em relação ao uso de antimicrobianos na produção animal brasileira”, mas sim ao reconhecimento europeu dos “mecanismos oficiais de fiscalização e controle adotados pelo Brasil”.
A entidade também reconheceu a legitimidade das iniciativas voltadas à proteção da saúde pública, da sanidade animal e da segurança dos alimentos, mas com ressalvas. Para a associação, é necessário que as normas sanitárias nacionais estejam “fundamentadas em critérios científicos, avaliações de risco reconhecidas internacionalmente, transparência regulatória e observância aos princípios estabelecidos pela Organização Mundial de Saúde Animal, pelo Codex Alimentarius e pelos acordos multilaterais de comércio”.
Estudo de ações da Bolsa
Assista ao estudo do Ibovespa, Vale3, Petr4, Bbas3, Suzb3, Klbn11, Csna3 e de outros ativos. Acesse o vídeo aqui. [7]
Companhias que pagam provento ou têm data de corte na semana
Confira as companhias que pagam provento (dividendo ou JCP) e as que têm ‘data com’ nesta semana. A ‘data com’ ou ‘data de corte’ indica qual é o último dia em que o investidor deve possuir uma ação para receber o provento anunciado.
Terça, 9
Camil (CAML3) paga parcela de dividendo anunciado em dez/25 [9]
JHSF (JHSF3) paga dividendo mensal [10]
Quarta, 10
Grendene (GRND3) paga dividendo [11]
Metalúrgica paga dividendo [8]
Grendene (GRND3) paga dividendo [12]
Alupar (ALUP11) paga dividendo aprovado em abril [13]
Quinta, 11
Banco do Brasil (BBAS3) paga JCP aprovado em maio [14]
Banco do Brasil paga R$ 340,7 milhões em juros sobre o capital [15]
Data de corte para dividendo de R$ 250 milhões da Log [16]
Sexta, 12
Ferbasa (FESA4) paga 2° parte de JCP anunciado em 29 de outubro/25 [17]
Ecorodovias (ECOR3) paga dividendos anunciado em maio [18]
Mitre (MTRE3) paga 2° parcela de dividendo [19]
Even (EVEN3) paga dividendo [20]