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A decisão de Trump sobre aço, alumínio e cobre: o real impacto nas siderúrgicas e mineradoras brasileiras

 

Publicado às 13h57

As ações das siderúrgicas têm queda nesta quarta-feira, 3, devolvendo parte dos ganhos na terça, 2, quando a Usiminas (USIM5) subiu 8,6%, a CSN (CSNA3) teve alta de 8,9% e a Gerdau (GGBR4) valorização de 6,5%.  

Para a Genial Investimentos o mercado precificou “alívio e desescalada”, não uma queda real da tarifa que pesa sobre o aço brasileiro. 

O presidente norte-americano Donald Trump assinou em 1° de junho uma proclamação que ajusta a Seção 232 sobre aço, alumínio e cobre. A medida reduz a tarifa de alguns derivados (equipamento agrícola e de climatização caem de 25% para 15%), cria uma alíquota de 10% para bens de capital com pelo menos 85% de aço ou alumínio fundido nos Estados Unidos e acrescenta dois nichos à faixa de 25% (racks de aço e chapas litográficas de alumínio). A base de 50% sobre aço e alumínio primários não mudou. 

Para o analista Luca Vello a notícia que fez as ações das siderúrgicas e mineradoras (Vale e CSN Mineração) subir com força na terça-feira, embora o mercado a veja como positiva, é na prática “bastante simbólica”. 

Na avaliação da casa, o corte atinge equipamentos acabados que nenhuma das cinco companhias exporta. 

Ainda segundo a Genial, o risco real continua no desvio de importados. Com os Estados Unidos fechados a 50%, o aço asiático busca mercados abertos. A penetração de importados no Brasil já alcançou 27% no primeiro trimestre (1T26), pressionando preço e volume da Usiminas e CSN.

No entanto, Luca ressalta que a Vale e a CSN Mineração têm lastro melhor, já que na Seção 301 anunciada no mesmo dia (leia aqui [1]), minérios metálicos ficaram isentos.

Para o analista, o que vai definir o resultado das siderúrgicas nos próximos trimestres é a intensidade do desvio de importados sobre os planos e a resposta da defesa comercial, não a Seção 232. 

A avaliação é que a Gerdau segue do lado favorável (a Gerdau produz longos dentro dos EUA e ganha com a proteção); a Usiminas é a mais sensível ao desvio de importados, por ser produtora de planos voltada ao mercado interno; e a CSN combina exposição moderada com sensibilidade financeira.

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Importante:

O Finance News não faz recomendação de compra ou venda de ativos. O texto acima tem por objetivo informar. O preço-alvo é uma projeção baseada em uma metodologia e varia dependendo da instituição financeira. Procure profissionais especializados e certificados para tomar qualquer decisão sobre investimentos. Para mais detalhes acesse o site da Comissão de Valores Mobiliários [3].