
Publicado às 14h
O time de analistas da Genial Investimentos destaca em relatório que ao longo dos últimos trimestres, a tese de fechamento do desconto da Itaúsa (ITSA4) em relação a sua soma das partes vem se materializando. O desconto, que já superou 25%, caiu para aproximadamente 18,2% atualmente. A casa ainda enxerga espaço para compressão adicional, embora entenda que a parcela mais óbvia desse movimento já tenha ocorrido.
A Itaúsa é uma sociedade de participações (holding) que tem sob gestão um portfólio de empresas que atuam em diferentes segmentos. As principais investidas da Itaúsa são: Itaú Unibanco, Dexco, Alpargatas, Motiva, Aegea, Copa Energia e NTS (Nova Transportadora do Sudeste).
O cálculo do desconto é um dos indicadores mais utilizados para avaliação de investimentos na Itaúsa, e diz respeito à diferença entre o seu valor de mercado e a somatória do valor de mercado das participações detidas nas empresas investidas – “soma das partes”.
Parte do desconto é justificável por fatores tangíveis e intangíveis, como, por exemplo, despesas de manutenção da holding, impostos incidentes sobre uma fração dos proventos recebidos das investidas (ineficiência fiscal), despesas financeiras, percepção de risco, dentre outros fatores.
Para a Genial Investimentos a discussão agora passa a ser: qual seria um nível “justo” de desconto para a holding? A casa observa que, por um lado, a presença de ativos não listados no portfólio naturalmente justifica algum nível de desconto adicional frente a holdings puramente líquidas. Por outro, entende que o patamar atual ainda não reflete integralmente a listagem de ativos destravando valor; a melhora operacional das investidas; a redução gradual da alavancagem da holding; e o fim da ineficiência fiscal, catalisador estrutural que se aproxima.
Para a equipe de analistas, o principal deles continua sendo o fim da ineficiência fiscal associada à incidência de PIS/Cofins sobre JCP da holding, aprovado dentro da Reforma Tributária por meio da Lei Complementar 204/23, sancionada em janeiro de 2025 e com vigência prevista para 2027.
Na prática, a mudança elimina um importante custo estrutural da holding, melhorando sua eficiência tributária e reduzindo parte relevante do desconto historicamente aplicado pelo mercado, comenta o time da Genial destacando que, em sua avaliação, apenas essa ineficiência fiscal poderia justificar algo entre 7%–9% do market cap da companhia.
Ainda segundo a casa, à medida que o mercado passa a incorporar gradualmente essa nova dinâmica, o desconto tende a convergir para níveis estruturalmente mais baixos e mais próximos de um patamar “justo” para a holding.
Já o banco Safra ressalta que um ponto importante para a tese é a redução do desconto de holding da Itaúsa em relação ao Itaú Unibanco. Na avaliação do banco, esse diferencial caiu cerca de 8 pontos percentuais no acumulado do ano.
Para o Safra, esse movimento reduz parte da assimetria que historicamente sustentava a atratividade da holding. Ainda assim, o banco vê a reforma tributária como um catalisador relevante para 2027.
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Importante:
O Finance News não faz recomendação de compra ou venda de ativos. O texto acima tem por objetivo informar. O preço-alvo é uma projeção baseada em uma metodologia e varia dependendo da instituição financeira. Procure profissionais especializados e certificados para tomar qualquer decisão sobre investimentos. Para mais detalhes acesse o site da Comissão de Valores Mobiliários [2].