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3ª edição da Brazil Climate Investment Week 2026 marca nova fase dos investimentos em clima e natureza

 

Sob o mote “Dos compromissos à implementação”, evento reúne cerca de 350 investidores locais e internacionais, executivos C-level, empreendedores de soluções climáticas e baseadas na natureza e representantes do setor público com foco em acelerar alocação de capital e o avanço dos negócios

 

Na semana do dia 18 de maio acontece a terceira edição da Brazil Climate Investment Week (BCIW), no TRIO SP Hall, em São Paulo. O evento vai reunir cerca de 350 investidores locais e internacionais, executivos C-level, empreendedores de soluções climáticas e baseadas na natureza e representantes do setor público com foco em acelerar a alocação de capital e o avanço dos negócios.

As atividades começam em 19 de maio, com painéis, mesas redondas, pitches e foco na implementação, incluindo dois anúncios de novas iniciativas. No dia 20, a agenda avança com o Matchmaking for Deployment, promovido pela Capital for Climate, conectando investidores e desenvolvedores para aprofundar oportunidades de investimento. Entre 21 e 24 de maio, investidores selecionados seguem para visitas de campo a projetos de Soluções Baseadas na Natureza (NbS) em diferentes biomas brasileiros, aproximando capital das iniciativas e de seus operadores.

Criado a partir da convergência entre a Converge Capital Conference, fundada por Marina Cançado em 2019, e o Brazil NbS Investment Summit, criado pela Capital for Climate (C4C) em 2023, o encontro se consolidou nos últimos anos como um dos principais fóruns de conexão entre investidores locais e internacionais e as oportunidades de negócio em clima e natureza, tendo reunido mais de 2400 pessoas ao longo das edições anteriores. Nesta edição, conta também com a co-organização do Instituto Clima e Sociedade e do Nature Investment Lab, em um momento em que o mercado brasileiro já reúne instrumentos, bases institucionais e apetite de capital para avançar.

Abrindo a programação, no dia 19 de maio, o evento concentra os principais debates e interações entre investidores e desenvolvedores de projetos, com foco em destravar oportunidades e acelerar a alocação de capital em escala. Sob o mote “Dos compromissos à implementação”, o dia traduz a virada do mercado rumo à execução, transformando intenções em investimentos concretos.

Pela manhã, a plenária da Converge Capital Conference, com curadoria de Marina Cançado, traz um chamado para que o setor privado não perca o momentum de maior evidência do Brasil no cenário internacional, e, se foque na resolução dos desafios que são naturais das transições dos diversos setores da economia para modelos escaláveis e competitivos, de baixo carbono e positivos para a natureza, conectados com as cadeias globais do futuro.

Alguns dos palestrantes confirmados no período da manhã são: David Blood (sócio fundador e sócio sênior da Generation Investment Management), Márcio Correia (sócio e diretor de investimentos da Régia Capital), Luciana Antonini Ribeiro (cofundadora e CEO da Flying Rivers Capital), Alessandra Fajardo (Diretora Executiva Técnica do CEBDS), Luiz Pires (gerente de inovação e sustentabilidade da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais – ANBIMA), Gustavo Verdelli (sócio da Lightrock), Renata Piazzon (diretora executiva do Instituto Arapyaú), Christiano Clemente (diretor de investimentos do Santander Private Banking), Régine Clément (diretora-presidente da CREO, organização global que reúne family offices, fundações familiares e empresas controladas por famílias voltadas a investimentos em soluções para clima e natureza), Daniel Brandão (sócio e diretor de investimentos em soluções baseadas na natureza da Vox Capital), entre outros.

“As convergências entre clima, geopolítica, economia e tecnologia estão redesenhando a ordem global. Nesse novo contexto, ativos naturais — como minerais críticos, água, terras produtivas, florestas e oceanos — reassumem centralidade como fontes de poder e vantagem estratégica, à medida que países buscam reduzir vulnerabilidades em um cenário cada vez mais instável e complexo. As decisões que o Brasil tomar nos próximos meses e anos serão determinantes para as próximas décadas. O país reúne condições únicas para liderar um modelo de desenvolvimento que concilie crescimento econômico e uso sustentável dos recursos naturais, posicionando-se como um parceiro confiável e provedor de soluções para os desafios globais. Ainda assim, há um caminho relevante a percorrer para que o país não apenas participe, mas ocupe um papel de protagonismo nesse novo tabuleiro. O que falta não é potencial, mas direção estratégica e capacidade de execução coordenada. Não podemos desperdiçar o momentum construído nos últimos anos, nem a janela de oportunidade aberta pela reconfiguração geopolítica. Este evento busca contribuir para esse avanço”, afirma Marina Cançado, fundadora da Converge Capital.

Outro destaque desta frente será o lançamento da iniciativa “Transitions”, liderada por Marina Cançado em sociedade com Daniela Rogatis, CEO do Legado. A iniciativa reunirá tomadores de decisão para aprofundar a compreensão dos desafios e das oportunidades de transição em setores críticos da economia brasileira, com o objetivo de estruturar e articular rotas viáveis e coordenadas de transição. O anúncio será acompanhado do lançamento de um white paper, que apresenta os fundamentos, a abordagem e as ambições da iniciativa.

À tarde, o Brazil NbS Investment Summit vai detalhar os mecanismos para transformar promessas de capital em aportes efetivos. O Summit abordará temas que vão do papel catalítico das políticas públicas e de mecanismos de mitigação de risco para destravar investimentos em Soluções Baseadas na Natureza a histórias de sucesso de projetos de reflorestamento, venda de créditos de carbono, entre outras.

Entre os palestrantes confirmados estão: Tony Lent (cofundador da Capital for Climate), Maria Eugênia Buosi (Diretora da Climate Ventures), Damien Ricordeau (vice-presidente do conselho e cofundador da Hummingbirds), Caio Franco (diretor de políticas públicas e comunicação da Mombak), Rodrigo Lauria (diretor de mudança climática e descarbonização da Vale), Leonardo Fleck (líder sênior de sustentabilidade do Santander Brasil), Marcus Cardoso (chefe do Departamento de Meio Ambiente do BNDES), Carolina Carregaro (diretora de assuntos públicos da Nestlé), Alan Batista (diretor financeiro da Symbiosis), Mário Lewandowski (diretor de desenvolvimento de negócios da AGBI), Marcelo Pereti (diretor financeiro da Belterra) e Luciana Costa (diretora de infraestrutura, transição energética e clima do BNDES).

A moderação dos painéis contará com nomes como Anna Lúcia Horta (diretora executiva da Capital for Climate no Brasil), Pedro Venzon (líder no Brasil da Associação Internacional de Comércio de Emissões – IETA), Patrícia Ellen (cofundadora e sócia gestora da AYA Earth Partners e da Systemiq Latam) e Pedro Ferreira (sócio e responsável pela área de clima da FIM/Derraik).

Em paralelo, ao longo de todo o dia, o Instituto Clima e Sociedade realiza o evento “Nexo Oceano-Clima: oportunidades de investimentos e ações”, que posiciona o oceano como uma nova fronteira de implementação climática. Em um momento em que o Brasil se prepara para sediar a Conferência da Década do Oceano da ONU, em 2027, o encontro de alto-nível irá reunir especialistas de diferentes áreas com objetivo de direcionar uma agenda que mobilize investimento, iniciativas de mitigação e construção de resiliência na interação clima-oceano.

A programação prevê o debate de temas como sistemas alimentares costeiros, finanças azuis, resiliência de cidades e comunidades costeiras, sistemas alimentares costeiros, descarbonização do transporte marítimo, energia oceânica e governança do nexo oceano-clima. Estão confirmados especialistas, formuladores de políticas públicas,

representantes do setor financeiro e lideranças empresariais. Entre os nomes previstos estão Peter Thomson, enviado especial do secretário-geral das Nações Unidas para o Oceano, e a velejadora e escritora Tamara Klink e a comandante e empreendedora Heloísa Schurmann.

Entre as mesas redondas do período da tarde, o Nature Investment Lab (NIL) promove a sessão Connecting Pipeline to NbS Finance, que reúne financiadores e especialistas para destrinchar os critérios reais que determinam quais projetos acessam diferentes fontes e tipos de capital. Com representantes do BID Invest, BNDES, Banco do Brasil e Conexsus, moderados por Daniel Contrucci, o debate parte de uma constatação direta: projetos de natureza existem, capital também — o gargalo está na conexão.

Outra mesa, promovida pela Vale, discutirá caminhos para acelerar investimentos em biocombustíveis e soluções industriais de baixo carbono, além dos desafios ligados à competitividade, financiamento e previsibilidade regulatória.

O evento conta com patrocínio de: Vale, BNDES, Governo do Brasil, Nestlé, Santander, Anbima, Instituto Arapyaú, FM/Derraik, Lightrock, Soros Economic Development Fund, Régia Capital e Vox Capital.

O Brasil na nova etapa dos investimentos climáticos

Mecanismos como o EcoInvest, a atuação do BNDES e o crescente interesse de fundos internacionais são exemplos de que a mobilização de capital para soluções de clima e natureza ganhou tração. Dados da Capital for Climate indicam que o país anunciou mais de US$ 3,9 bilhões em soluções baseadas na natureza desde 2022, com um pipeline estimado em US$ 10,4 bilhões até 2027.

Em um cenário global de maior volatilidade, esse ambiente institucional coloca o país em posição privilegiada para avançar da intenção à entrega. “O Brasil já construiu as bases para liderar a nova economia climática. Em um cenário global de maior incerteza e reconfiguração dos fluxos de capital, temos uma janela estratégica para transformar essa vantagem em execução: tirar projetos do papel, estruturar operações e criar escala para que o capital chegue onde o impacto precisa acontecer”, complementa Anna Lucia Horta, Diretora Executiva da C4C no Brasil.

“Entramos em uma nova fase. Já avançamos na mobilização; o desafio agora é estruturar oportunidades de investimento que garantam que o capital chegue à ponta e se traduza em transformação real. Não se trata apenas de disponibilidade financeira, mas de inteligência na implementação”, afirma Marina Cançado, fundadora da Converge Capital.

Sobre a Brazil Climate Investment Week

 

A Brazil Climate Investment Week é uma plataforma que conecta investidores, empresas e lideranças para acelerar investimentos em natureza e soluções climáticas no Brasil. A iniciativa integra eventos e experiências voltados à geração de oportunidades concretas de investimento, contribuindo para posicionar o país como um hub global na agenda de transição para uma economia de baixo carbono.

Sobre os organizadores

Capital for Climate é uma public benefit corporation com atuação global, dedicada a direcionar e acelerar capital para soluções climáticas de alto impacto, com foco especial em soluções baseadas na natureza (NbS). Funciona como um hub de inteligência estratégica, conectando investidores a projetos, com o propósito de escalar e acelerar o fluxo de capital rumo a uma economia net zero, positiva para a natureza e socialmente justa.

Converge Capital, fundada por Marina Cançado, é uma empresa de consultoria focada em acelerar negócios e investimentos com foco em soluções para o clima e natureza. Atua com bancos, gestoras, family offices e start-ups desenvolvendo estratégias de posicionamento, produto, captação de recursos, construção de portfólios, originação de oportunidades, educação, entre outros.

Instituto Clima e Sociedade (iCS) é uma plataforma filantrópica brasileira, fundada em 2015, dedicada exclusivamente à agenda climática. Atua com base em inteligência estratégica e visão sistêmica dos desafios do clima, conectando conhecimento, territórios e diferentes atores para ampliar o impacto de soluções. No Brasil, contribui para o fortalecimento do ecossistema climático, com atuação na formulação de políticas públicas, definição de prioridades e orientação de investimentos. No plano internacional, apoia o posicionamento do país como um polo de soluções climáticas escaláveis, conectando a agenda nacional aos principais debates globais.

Nature Investment Lab (NIL) é um laboratório colaborativo voltado à atração e à escala de investimentos em Soluções Baseadas na Natureza (NbS). A iniciativa reúne setor privado, instituições financeiras, governo e sociedade civil para impulsionar investimentos e ações de impacto em áreas como agricultura regenerativa, restauração florestal e bioeconomia. O NIL foi fundado por Banco do Brasil, BNDES, GFANZ, Instituto Clima e Sociedade (iCS) e Instituto Itaúsa, tendo a Climate Ventures como secretaria executiva.