
Publicado 12h
O mercado repercute nesta quarta-feira, 29, o resultado trimestral da Vale (VALE3). Para a XP a mineradora reportou resultados do primeiro trimestre (1T26) marginalmente abaixo do esperado. Em relatório o time de analistas comenta que, apesar das implicações positivas na receita, vê o desempenho de custos impactado por alguns vetores negativos, que foram os principais responsáveis pelo Ebitda abaixo da estimativa da casa e do consenso.
Mas a equipe de analistas destaca que os preços de minério de ferro/cobre/níquel seguem em patamares mais elevados; a estratégia de volumes de minério de ferro continua sustentando prêmios resilientes, e as operações de metais básicos seguem melhorando.
A Genial Investimentos destaca que o Ebitda Proforma atingiu US$ 3,9 bilhões, vindo abaixo da projeção de seus analistas e do consenso, à medida que os custos mais elevados do que o modelado em finos de minério de ferro (principalmente despesas de distribuição e compras de terceiros) somados à já esperada queda sazonal nos embarques mais do que neutralizaram uma sólida contribuição da VBM.
O lucro líquido também veio abaixo da projeção da Genial, explicado por um resultado financeiro mais fraco do que o esperado.
Para o BTG Pactual, a Vale reportou resultados mais fracos no 1T26, com Ebitda 2% abaixo das estimativas, ainda impactado por fatores sazonais como chuvas, menores volumes e menor diluição de custos fixos.
O time de analistas ressalta que a geração de fluxo de caixa foi de US$ 813 milhões, equivalente a um yield anualizado inferior a 5%, pressionada pelo consumo de capital de giro de US$ 863 milhões. A dívida líquida expandida subiu para US$ 17,8 bilhões, principalmente em função de pagamentos de dividendos e juros sobre o capital próprio.
No segmento de Minério de Ferro, o Ebitda ficou em US$ 2,9 bilhões, com vendas de finos e pelotas totalizando 67,1 milhões de toneladas, enquanto pelotas surpreenderam positivamente em volume e preço, avalia o banco.
Em metais básicos, o Ebitda ficou em US$ 1,2 bilhão, impactado por ajustes provisórios de preços, embora cobre e níquel tenham mostrado forte evolução operacional, comenta a equipe em relatório, destacando que a companhia segue apresentando boa execução operacional, sustentada por preços resilientes de minério de ferro e crescimento da divisão de metais básicos.
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Importante:
O Finance News não faz recomendação de compra ou venda de ativos. O texto acima tem por objetivo informar. O preço-alvo é uma projeção baseada em uma metodologia e varia dependendo da instituição financeira. Procure profissionais especializados e certificados para tomar qualquer decisão sobre investimentos. Para mais detalhes acesse o site da Comissão de Valores Mobiliários [2].