
sede da Petrobras no Rio de Janeiro
Publicado às 19h39
A Petrobras (PETR3, PETR4) informou nesta segunda-feira, 13, que seu conselho de administração aprovou a retomada das obras da Unidade de Fertilizantes Nitrogenados (UFN-III), localizada em Três Lagoas, no Mato Grosso do Sul.
“A decisão fundamenta-se em uma rigorosa reavaliação do projeto, alinhada às diretrizes do Plano de Negócios 2026-2030”, afirmou a petroleira estatal em um comunicado divulgado na noite desta segunda-feira, 13.
Ainda segundo a companhia, a “atratividade econômica do ativo foi confirmada, atestando sua viabilidade (Valor Presente Líquido – VPL positivo) em todos os cenários previstos pela sistemática de aprovação de investimentos da companhia”.
O investimento estimado para a conclusão da UFN-III é de cerca de US$ 1 bilhão, com o início das operações comerciais previsto para o ano de 2029.
“Todo processo de aprovação final de investimentos foi submetido às análises requeridas, respeitando rigorosamente as práticas de governança corporativa e os normativos internos vigentes”, explicou a petroleira.
Com a deliberação final pelas autoridades competentes da Petrobras, a companhia dará andamento à fase final de contratação e posterior assinatura dos contratos, com previsão de retomadas das obras no primeiro semestre de 2026.
A unidade encontrava-se hibernada desde 2015 e, em 2023, a Petrobras decidiu retornar ao segmento de fertilizantes, conforme Plano de Negócios vigente à época.
Segundo a Petrobras, o retorno dos investimentos nesse segmento se deu a partir de estudos de viabilidade técnica e econômica, com o objetivo de ampliar o mercado de gás da companhia e contribuir para a redução da dependência da importação de fertilizantes no Brasil.
A capacidade nominal da UFN-III está projetada em cerca de 3.600 toneladas por dia de ureia e 2.200 toneladas por dia de amônia, das quais 180 toneladas são excedentes e disponíveis para a comercialização.
A unidade encontra-se em localização estratégica, adjacente aos maiores mercados consumidores desses produtos, destinando sua produção majoritariamente aos estados de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Goiás, Paraná e São Paulo. Esse posicionamento garante maior confiabilidade frente à crescente demanda por ureia fertilizante no país. O projeto incorpora modernos equipamentos e tecnologias de última geração, resultando em altos índices de eficiência industrial.
A amônia atua como matéria-prima fundamental para os setores de fertilizantes e petroquímico. Por sua vez, a ureia destaca-se como o fertilizante nitrogenado mais demandado no Brasil, com consumo nacional na ordem de 8 milhões de toneladas por ano. O agronegócio absorve esse volume em culturas como milho, cana-de-açúcar, café, trigo e algodão, além de sua aplicação na pecuária como suplemento alimentar para ruminantes.