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Oncoclínicas (ONCO3) confirma que recebeu oferta não vinculante de financiamento da Mak e da Lumina

 

Publicado às 7h32

A Oncoclínicas (ONCO3) confirmou na noite de terça-feira, 7, que recebeu no dia 24 de março de 2026 uma oferta não vinculante de financiamento da Mak Capital Fund LP e da Lumina Capital Management no valor de R$ 100 milhões a R$ 150 milhões. 

A oferta Mak/Lumina, conforme proposta, se operacionalizaria por meio da constituição pela companhia de um fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC) e da cessão de R$ 200 milhões de recebíveis ao FIDC, explicou a companhia. 

Ainda segundo a Oncoclínicas, a oferta Mak/Lumina traz exigências de cessão de recebíveis e “garantias inviáveis”, tal qual a alienação fiduciária de ações de um hospital que não pertence mais à companhia. 

“Neste momento, a administração da companhia está avaliando alternativas de estruturação de uma operação viável, que permita dar prosseguimento à negociação com a Mak e a Lumina”, afirmou a Oncoclínicas. 

Com relação à alegada oferta de cerca de R$ 1 bilhão da Starboard, que envolveria aumento de capital e conversão de dívida, a companhia informa que não há nenhuma oferta (vinculante ou não vinculante efetivamente) recebida da Starboard, bem como também não há qualquer documento celebrado sobre o tema ou qualquer aprovação societária a ela relacionada. 

A Oncoclínicas afirmou também que sua administração avalia todas as propostas de potenciais operações financeiras que possam endereçar a sua situação econômico-financeira. Mas reiterou que não há qualquer oferta vinculante ou qualquer documento celebrado com terceiros, senão o Termo de Compromisso não vinculante celebrado com a Porto e o Fleury, conforme divulgado em março. Essa transação objeto permanece sendo negociada pela administração.

A companhia ressaltou que todas as eventuais tratativas com terceiros, incluindo Mak, Lumina e Starboard, devem ser realizadas com a observância dos limites da exclusividade concedida à Porto e ao Fleury, no âmbito do Term Sheet, até o dia 12 de abril de 2026. 

Nesta quarta-feira a companhia se manifestou sobre a matéria divulgada no Valor Econômico. O jornal afirmou que a Oncoclínicas deve pedir cautelar contra credores após divulgar balanço.  

A administração da companhia confirmou que está, de fato, avaliando a potencial interposição de medida cautelar perante a Justiça visando à proteção em relação à cobrança de credores, tendo em vista a possibilidade de a companhia vir a descumprir os índices financeiros (Dívida Líquida/Ebitda) referente ao exercício social de 2025, previstos nas escrituras de emissão de debêntures e outros instrumentos de dívida. 

“Ressalta-se, entretanto, que não foi tomada uma decisão final sobre a efetiva interposição do Pedido Cautelar na Justiça e nem quando seria eventualmente realizada”, afirmou a Oncoclínicas, destacando que estão sendo avaliadas diversas iniciativas e alternativas para endereçar a situação econômico-financeira da empresa, incluindo potenciais operações com terceiros.

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