
Publicado às 20h25
Eventos no radar do mercado nesta semana:
Tensão no Oriente Médio
A semana começa com as tensões renovadas no Oriente Médio. Após as negociações no Paquistão entre Estados Unidos e Irã terminarem sem acordo no sábado, o presidente norte-americano, Donald Trump, anunciou neste domingo, 12, que a Marinha dos Estados Unidos iniciará um bloqueio total ao Estreito de Ormuz. Já a Guarda Revolucionária do Irã disse que qualquer tentativa de aproximação ao Estreito por parte de embarcações militares será considerada uma violação do cessar-fogo e será tratada de forma severa. Analistas mantêm atenção máxima aos desdobramentos desses eventos, que impactam o preço do petróleo e pressionam juros e a inflação pelo mundo. Às 20h20 deste domingo o barril do Brent subia 8% cotado a 103,2 dólares.
A guerra no Oriente Médio deve dominar as discussões no encontro do FMI e do Banco Mundial em Washington, nesta semana. As reuniões ocorrerão de 13 a 18 de abril e terão a participação dos chefes das finanças de todo o mundo.
Brasil: prévia do PIB, pesquisa eleitoral e vendas no varejo
O mercado repercute a mais nova pesquisa do Datafolha, que mostrou que o presidente Lula (PT) perdeu parte de sua vantagem em um segundo turno da eleição neste ano. Segundo o levantamento, Flávio Bolsonaro (PL) ultrapassou Lula numericamente pela primeira vez ao atingir 46% contra 45% do petista.
Também estará no radar do mercado, a divulgação do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br). Será na quinta, 16, às 9h. Esse índice é considerado uma prévia do PIB.
Ainda no Brasil, também é destaque na quarta-feira as vendas no varejo de fevereiro. Os dados serão publicados às 9h.
PIB da China:
Às 23h de quarta-feira a China divulga o Produto Interno Bruto (PIB) do primeiro trimestre, além de produção industrial, vendas no varejo e taxa de desemprego de março. Esses dados são importantes para analistas avaliarem o quanto está aquecida a economia do gigante asiático.
Corporativo
Segundo o Valor Econômico, o governo de Minas Gerais planeja lançar a privatização da a Copasa nesta semana, em uma tentativa de viabilizar o cronograma para fazer a precificação das ações no fim deste mês, no máximo início de maio.
Já a Romi (ROMI3) abre a temporada de divulgação de resultados do primeiro trimestre (1T26) na terça-feira, 14, após o fechamento do mercado. A teleconferência de resultados será dia 15, às 11h.
Notícias corporativas
Eztec (EZTC3) vendas no 1T26 sobem 84,8% no ano [1]
A Eztec (EZTC3) divulgou que, no primeiro trimestre de 2026 (1T26), atingiu o maior volume de lançamentos trimestrais de sua história.
O total de lançamentos em Valor Geral de Vendas (VGV) somou R$ 924,7 milhões, alta de 50,1% em relação ao primeiro trimestre de 2025 (1T25).
As vendas líquidas somaram R$ 696,8 milhões no 1T26, crescimento de 84,8% na base anual de comparação.
Também nesta sexta-feira, 10, a Eztec anunciou o lançamento do empreendimento Casa Nacional, a 400 metros do Shopping Morumbi em São Paulo. O Valor Geral de Vendas (%Eztec) é R$ 396,7 milhões. São 188 unidades.
Fitch afirma ratings da Engie Brasil (EGIE3) [2]
A agência de classificação de risco Fitch afirmou os IDRs (Issuer Default Ratings – Ratings de Inadimplência do Emissor) de longo prazo da Engie Brasil (EGIE3) em moedas estrangeira e local ‘BB+’ e ‘BBB-’, respectivamente.
A agência também afirmou o rating nacional de longo prazo ‘AAA(bra)’ da empresa e de suas emissões de debêntures seniores sem garantias.
A perspectiva dos ratings corporativos é “estável”.
Segundo a agência, os ratings da Engie Brasil refletem seu histórico de robusta geração de fluxo de caixa operacional, sólido perfil financeiro, alavancagem adequada e forte flexibilidade financeira.
A empresa é a segunda maior geradora de energia elétrica do Brasil, com uma base de ativos ampla e diversificada e elevada eficiência operacional, comentam seus analistas.
A Fitch acredita que a Engie Brasil tem boa capacidade para administrar seu elevado plano de investimentos, apesar das altas taxas de juros, das condições hidrológicas abaixo das expectativas e dos cortes de geração de energia (curtailment) registrados no segmento de geração.
O IDR em Moeda Estrangeira é limitado pelo Teto-país do Brasil, ‘BB+’.
Santander Brasil (SANB11) anuncia pagamento de R$ 2 bilhões em juros sobre o capital [3]
O conselho de administração do Banco Santander Brasil (SANB11), em reunião realizada na sexta-feira, 10, aprovou a distribuição de juros sobre o capital próprio. O valor bruto é de R$ 2 bilhões. Após deduzido o valor relativo ao Imposto de Renda Retido na Fonte, resulta no valor líquido de R$ 1,650 bilhão. O valor líquido por unit SANB11 é R$ 0,44112818987. O valor por ação PN é R$ 0,23106714708; e por ação ON é R$ 0,21006104279.
Terão direito as pessoas inscritas nos registros da companhia no final do dia 20 de abril de 2026 (inclusive). Dessa forma, a partir de 22 de abril (inclusive), as ações serão negociadas “ex-JCP”. O pagamento será a partir do dia 07 de maio de 2026.
Elektro Redes (EKTR4): assembleia aprova dividendos adicionais [4]
A assembleia geral ordinária e extraordinária da Elektro Redes (EKTR4) realizada na sexta-feira, 10 de abril, aprovou a declaração de dividendos adicionais propostos, no valor de R$ 195.575.673,05. Esse valor corresponde a R$ 0,9589529761 por ação ordinária e R$ 1,0548482737 por ação preferencial. O pagamento dos dividendos será feito até 31 de dezembro de 2026, sem atualização monetária, com base na posição acionária de 10 de abril de 2026. A partir de 13 de abril de 2026, as ações serão negociadas ex-proventos.
Estudo de ações da Bolsa
Assista ao estudo do Ibovespa, Petr4, Vale3, B3sa3, Natu3, Hapv3, Itsa4, Itub4, Bbas3, Sanb11, Bbdc4 e de Brsr6. Acesse aqui [5] o vídeo.
Economia
Dólar: fim da hegemonia ou oportunidade? [6]
O reinado do dólar, estabelecido no pós-Segunda Guerra Mundial com o Acordo de Bretton Woods, enfrenta um de seus períodos mais desafiadores.
O dólar à vista fechou em queda de 1,03% a R$ 5,010 na sexta-feira, 10. Esse é o menor valor de fechamento desde 9 de abril de 2024. Na semana, o dólar acumulou queda de 2,9%. No ano acumula perda de 8,7%.
Para o economista Charles Mendlowicz, sócio da Ticker Wealth e fundador do canal Economista Sincero, o fenômeno não é apenas uma oscilação momentânea, mas o reflexo de um sistema que sofre com uma “ferrugem” e um “desgaste” acumulado, especialmente após o fim da conversibilidade em ouro em 1971.
A origem da dominância do dólar
Mendlowicz explica que a dominância do dólar foi construída sobre a destruição das economias europeias e asiáticas no pós-guerra, enquanto os Estados Unidos mantinham sua infraestrutura intacta e grandes reservas de ouro. “O dólar virou rei porque o mundo saiu destruído da Segunda Guerra, mas os Estados Unidos, não”, conta o economista.
Entretanto, a mudança de postura americana (de exportadora de bens para exportadora de dólares) comprometeu a moralidade econômica do sistema, conforme explica Mendlowicz: “Os americanos passaram a produzir dinheiro e não bens. Enquanto a conversibilidade em ouro existia, estava tudo bem, era uma engrenagem relativamente positiva para todo mundo. Até que ligaram a impressora”.
Nações buscam alternativas
O movimento atual de desdolarização é impulsionado pelo uso da moeda como arma geopolítica, através de sanções e o congelamento de reservas internacionais. Isso tem levado nações, especialmente os países do BRICS, a buscarem alternativas.
De acordo com dados do Banco Central, divulgados em outubro de 2025, o Brasil reduziu suas reservas em dólar em cerca de 12%, elevando a exposição ao ouro e ao yuan chinês. A China, por sua vez, completou em abril 17 meses consecutivos comprando ouro, conforme informações do Banco Central do país.
“Eu acho que os países estão abrindo um pouco a mente. Não quer dizer que o dólar vá acabar do dia para a noite. O movimento é lento e gradual”, analisa o Economista Sincero. Para ele, embora o dólar perca força relativa, sua hegemonia total é improvável de cair nas próximas duas décadas devido à falta de uma alternativa única e transparente.
Ouro e Bitcoin como os novos portos seguros
Na visão de Mendlowicz, a substituição parcial do dólar não virá de outra moeda estatal, como o yuan, mas sim de ativos escassos: “Eu acho que as pessoas já escolheram o ouro e os investidores, o Bitcoin, para essa tarefa de substituir um pouco em parte o dólar”.
- Ouro: de acordo com um relatório do BTG Pactual, o ouro valorizou mais de 60% em dólares em 2025. Metal se beneficia da instabilidade geopolítica e do cessar-fogo entre EUA e Irã.
- Bitcoin: começa a ganhar representatividade no bolso de fundos de investimento e pode se tornar um “porto seguro no futuro”, segundo Mendlowicz.
Impacto no Brasil: juros e oportunidade
O economista explica que, no curto prazo, a fraqueza do dólar beneficia o cenário interno. “Um dólar mais fraco no Brasil ajuda a segurar a inflação. No entanto, há um risco nessa política. Manter os juros nas alturas para manter o dólar baixo pode pegar bem para o governo, mas as empresas e as famílias estão sendo prejudicadas”, observa Mendlowicz.
Apesar da queda recente, que pode levar o dólar a patamares abaixo de R$ 5,00 caso o fluxo estrangeiro e o diferencial de juros se mantenham, o sócio da Ticker Wealth enxerga o momento atual como uma janela para diversificação. “Dólar no médio a longo prazo, pelo menos nas últimas décadas, nunca foi um mau negócio”, conclui.
Pagam provento ou têm ‘data com’ nesta semana:
Segunda, 13
B3 (B3SA3) [7]
A B3 paga nesta segunda-feira, 13, a segunda parcela dos juros sobre capital próprio extraordinários aprovados em dezembro de 2025. O valor é de R$ 0,07 por ação. Os papéis são negociados ex-provento desde 2 de janeiro de 2026.
A B3 também paga nesta segunda-feira, 13, os juros sobre o capital [8] aprovados em 26 de março de 2026. O valor líquido é de R$ 0,06 por ação, já deduzido o Imposto de Renda na Fonte de 17,5%. As ações da companhia serão negociadas na condição “ex” juros sobre capital próprio desde 1º de abril de 2026.
Banestes (BEES4) [9]
O Banestes paga nesta segunda-feira, 13, juros sobre o capital (JCP) anunciados em 23 de março no valor líquido de R$ 0,06 por ação. Tem direito acionistas posicionados na base acionária ao final do pregão de 26.03.2025. partir de 27.03.2026, as ações passaram a ser negociadas “ex-direitos”.
Terça, 14
Iguatemi (IGTI11) [10]
A ‘data com’ para ter direito a 2° parcela do dividendo da Iguatemi anunciado em 22 de dezembro/25, é na terça-feira, 14. O pagamento dessa parcela será em 29 de abril e o valor é de R$ 0,16 por unit, R$ 0,02 por ação ON e R$ 0,07% por ação PN.
Telefônica Brasil (VIVT3) [11]
A Telefônica Brasil paga na terça, 14, os JCPs declarados em 2025 [11]. Serão pagos os proventos declarados no segundo, terceiro e quarto trimestres do exercício social de 2025 em reuniões do conselho de administração realizadas em 1° de abril de 2025, 12 de maio de 2025, 12 de junho de 2025, 14 de julho de 2025, 14 de agosto de 2025, 11 de setembro de 2025, 14 de outubro de 2025, 13 de novembro de 2025 e 16 de dezembro de 2025. O valor total soma R$ 0,79 por ação.
Lojas Renner (LREN3) [12]
A Lojas Renner paga na terça-feira, 14, juros sobre o capital próprio no valor bruto de R$ 217,4 milhões. Essa quantia corresponde a R$ 0,22 por ação. Tem direito acionistas da companhia detentores de ações em 24 de março.
Banese (BGIP3, BGIP4) [13]
A data com para ter direito aos JCP do Banese anunciados em 9 de abril, é na terça-feira, 14. A partir de 15 de abril as ações passam a ser negociadas “ex” a esses juros sobre o capital próprio. Com retenção de 17,5% de imposto de renda, o valor líquido é de R$ 0,72 por ação ordinária e R$ 0,80 por ação preferencial. O pagamento é dia 28 de abril de 2026.
Quarta, 15
CSU Digital (CSUD3) [14]
A CSU Digital inicia na quarta-feira, 15, o pagamento de juros sobre o capital anunciados em 30 de março no montante bruto de R$ 7,1 milhões relativos ao 1º trimestre de 2026 (1T26). O valor bruto por ação é R$ 0,17. As ações são negociadas ex-JCP desde 6 de abril.
Sexta, 17
Isa Energia (ISAE4) [15]
A ‘data com’ para ter direito a terceira parcela do dividendo da Isa Energia anunciado em 24 de fevereiro, é na sexta-feira, 17. A partir de 20 de abril as ações serão negociadas ex-dividendo. O valor líquido da parcela é R$ 0,12 e será pago em 29 de abril.
IRB (IRBR3) [16]
O IRB paga na sexta-feira, 17, o dividendo que a assembleia geral ordinária e extraordinária aprovou em 31 de março. O valor por ação é R$ 0,59. Desde 7 de abril as ações de emissão da companhia são negociadas ex-dividendos na B3.
Canal no Whatsapp de notícias de empresas: entre aqui [17]
Importante:
O Finance News não faz recomendação de compra ou venda de ativos. Os textos acimas têm por objetivo informar. Procure profissionais especializados e certificados para tomar qualquer decisão sobre investimentos.