
Publicado às 12h50
Às 12h40 as ações da Brava Energia (BRAV3) tinham alta de 1,41% a R$ 20,86 devido à alta do preço do barril de petróleo. Na véspera a petroleira divulgou dados operacionais de março. A produção total caiu em relação a fevereiro.
O time de analistas do Safra destaca que o principal fator por trás do recuo foi o desempenho de Atlanta, cuja produção caiu 24% na comparação mensal. A redução refletiu uma intervenção em uma bomba no campo. Ao mesmo tempo, Papa Terra também pressionou o resultado, com queda de 6% no período.
Por outro lado, Parque das Conchas ajudou a limitar perdas maiores. A produção no ativo avançou 26% em março, com a normalização das operações após uma parada programada.
Em Potiguar, a Brava disse que segue retomando de forma gradual as operações nas instalações que haviam sido interrompidas após uma auditoria da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis, a ANP.
Com isso, o avanço da retomada em Potiguar pode funcionar como um vetor adicional de recuperação, sobretudo se a normalização ocorrer dentro do esperado pela companhia, avalia a equipe do Safra.
Segundo o banco, apesar da queda na produção em março, outros indicadores trouxeram sinais mais construtivos para a leitura dos resultados. As retiradas de óleo subiram 8% na comparação trimestral.
Além disso, os preços mais altos do Brent também reforçam a expectativa de recuperação sequencial. Em conjunto, esses fatores tendem a sustentar uma melhora no desempenho financeiro, mesmo após um mês operacionalmente mais fraco, comenta a equipe do Safra.
Dessa forma, março foi marcado por pressão na produção, mas não altera a percepção de recuperação gradual dos resultados, observa o time de analistas.
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