
Publicado às 7h58
Bolsas, petróleo e bitcoin (7h55)
A decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de adiar por duas semanas o ultimato contra o Irã, e a confirmação por parte do governo em Teerã de permitir a reabertura do Estreito de Ormuz por um período inicial de duas semanas, trazem alívio aos mercados. A redução da aversão ao risco levou as Bolsas na Ásia a fechar com forte alta. Na Europa, os principais índices operam com ganhos e os futuros de ações em Nova York saltam nesta quarta-feira.
O EWZ, principal ETF brasileiro negociado no mercado americano, subia 3,74% às 7h55.
Alemanha (DAX): +4,99%
Londres (FTSE 100): +2,87%
Japão (Nikkei 225): +5,42% (pregão encerrado)
China (Xangai Comp.): +2,69% (pregão encerrado)
Hong Kong (Hang Seng): +3,09% (pregão encerrado)
Petróleo Brent: -14,18% (US$ 93,7). O Brent é referência para a Petrobras.
Bitcoin futuro: +3,21% (US$ 71.757)
Ouro (contrato para fev/26 – onça-troy): +2,92% (US$ 4.821)
Minério de ferro em Dalian (7h54 – hora de Brasília)
Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em queda de 1,35% a 766,5 iuanes (US$ 118,7). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas.
Futuros de ações em Nova York
Às 7h54 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em alta de 2,54% e o S&P 500 futuro com valorização de 2,68%. Nasdaq futuro subia 3,50%.
Notícias corporativas
ADRs da Petrobras em queda em Nova York [1]
Os ADRs (American Depositary Receipts – recibos de ações negociados nos Estados Unidos) da Petrobras tinham forte queda nesta quarta-feira, nas negociaçções pré-abertura em Nova York. Às 7h51 caíam 9,22%.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou na noite de terça-feira, 7, que adiou por duas semanas o ultimato contra o Irã e afirmou ter condicionado a medida à abertura completa do Estreito de Ormuz. O Irã confirmou o acordo que permitirá a reabertura do canal por um período inicial de duas semanas.
Com isso o preço do barril de petróleo Brent, referência para a Petrobras, tinha baixa de 14% nesta manhã.
ADRs da Vale em alta em NY
Já os ADRs da mineradora Vale tinham forte alta nas negociações na pré-abertura do mercado em Nova York. Às 7h38 saltavam 4,14%.
Prévia da Tenda (TEND3) no 1° trimestre de 2026 [2]
A construtora Tenda (TEND3), uma das principais construtoras e incorporadoras com foco em habitação popular no Brasil, divulgou nesta terça-feira, 7, a prévia dos resultados operacionais do primeiro trimestre de 2026 (1T26).
As vendas líquidas da Tenda encerraram o 1T26 em R$ 1,428 bilhão (recorde histórico excluindo o Pode Entrar), aumento de 44,5% em relação ao mesmo período de 2025 (1T25), e de 29,3% na comparação com o quarto trimestre de 2025 (4T25).
A companhia lançou 13 empreendimentos no primeiro trimestre, totalizando um valor geral de vendas (VGV) de R$1,4 bilhão, crescimento de 72,2% em relação ao primeiro trimestre de 2025.
As vendas brutas atingiram R$ 1,58 bilhão no primeiro trimestre, aumento de 44,3% na base anual de comparação.
Moura Dubeux (MDNE3) passa a deter totalidade do capital da Única [3]
A Moura Dubeux (MDNE3) informou na noite de terça-feira, 7, que passará a deter 100% da Ún1ca, marca voltada ao público de baixa renda e ao programa Minha Casa, Minha Vida.
“Tendo em vista a intenção da companhia em atender de forma transparente e proativa sugestões de acionistas minoritários e participantes do mercado e em preservar os altos padrões de governança corporativa com os quais se compromete, a companhia, no âmbito de seu conselho de administração e de sua diretoria, decidiu pela descontinuação da proposta inicial, passando a companhia a deter a totalidade do capital social da Ún1ca”, afirmou em um comunicado a Moura Dubeux.
A Moura Dubeux reportou apenas 35% de participação no resultado da joint venture com a Direcional (DIRR3), embora tenha 70% da Ún1ca, que participa da parceria; os outros 30% estavam nas mãos de administradores e acionistas controladores.
“A participação de 35% nos projetos do Minha Casa Minha Vida foi uma surpresa negativa, considerando a estrutura de JV com a Direcional e a participação de 70% na Ún1ca”, comentou o time de analistas do BTG em relatório sobre a prévia operacional do primeiro trimestre de 2026.
A Moura Dubeux iniciou sua atuação no segmento de habitação de baixa renda, especialmente na Faixa III do Programa Minha Casa, Minha Vida, por meio da Ún1ca.
Natura esclarece sobre participação acionária [4]
O Lotus Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, veículo gerido por entidades vinculadas à Advent International, informou à Natura (NATU3) que não é titular ou tomador de ações nem de títulos ou derivativos lastreados em ações de emissão da Natura.
O investidor segue com o compromisso de aquisição de ações de emissão da companhia, nos termos do compromisso vinculante, ressaltou a Natura em um comunicado.
Em 30 de março a Natura (NATU3) divulgou que seus acionistas e o Lotus Fundo de Investimento em Participações Multiestratégia, fundo detido por veículos geridos pela Advent, celebraram compromisso vinculante para a aquisição de participação equivalente a no mínimo 8% e, no máximo, 10% do capital social da companhia. A operação deverá ocorrer no prazo de até seis meses.
A companhia reiterou que qualquer alteração futura que resulte em participação acionária relevante por parte do investidor, ou de qualquer outro acionista, será prontamente comunicada ao mercado.
Braskem: mudança do foro jurídico será submetida à aprovação dos acionistas na assembleia [5]
A Braskem (BRKM5) se manifestou sobre a informação divulgada pelo blog de Lauro Jardim, no jornal O Globo, de que vai mudar o foro jurídico de Salvador para São Paulo.
A Braskem destacou em um comunicado que a proposta de mudança do foro jurídico da companhia será submetida à aprovação dos acionistas na assembleia geral extraordinária a ser realizada no dia 27 de abril de 2026.
A petroquímica também explicou que seguem em curso os trabalhos relativos ao diagnóstico abrangente de alternativas econômico-financeiras visando à otimização da sua estrutura de capital.
“No curso destes trabalhos, a companhia e seus assessores avaliam diferentes alternativas para endereçamento do tema, incluindo eventuais medidas de proteção contra credores. Não obstante, esclarecemos que, nesta data, não há qualquer decisão acerca de qual alternativa (ou conjunto de alternativas) a ser implementada”, afirmou a Braskem.
Azevedo & Travassos (AZEV4) e Construtora Bahiana fecham contrato com a Sabesp [6]
A Azevedo & Travassos (AZEV4) e a Construtora Bahiana fecharam um contrato com a Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo – Sabesp (SBSP3), no âmbito do projeto de universalização dos serviços de abastecimento de água e esgotamento sanitário.
O contrato será executado por consórcio liderado pela Azevedo & Travassos Infraestrutura, com participação de 60%, em parceria com a CBS – Construtora Bahiana de Saneamento (40%).
O escopo contempla a elaboração de projetos, execução de obras civis, fornecimento e montagem de equipamentos e materiais, obtenção de licenças ambientais, outorgas e autorizações, regularização imobiliária e demais serviços necessários à implantação das estruturas voltadas à universalização dos serviços de saneamento.
Os serviços abrangerão 26 municípios do Oeste Paulista, vinculados às unidades operacionais de Presidente Prudente e Presidente Epitácio. O contrato possui valor total de R$ 595,79 milhões, com prazo estimado de execução de 900 dias.
“A companhia ressalta que este contrato reforça sua atuação no segmento de infraestrutura e saneamento, contribuindo para a expansão de seu backlog e para a diversificação de receitas, alinhado à sua estratégia de crescimento sustentável”, afirmou a Azevedo & Travassos.
Oncoclínicas (ONCO3) confirma que recebeu oferta não vinculante de financiamento da Mak e da Lumina [7]
A Oncoclínicas (ONCO3) confirmou na noite de terça-feira, 7, que recebeu no dia 24 de março de 2026 uma oferta não vinculante de financiamento da Mak Capital Fund LP e da Lumina Capital Management no valor de R$ 100 milhões a R$ 150 milhões.
A oferta Mak/Lumina, conforme proposta, se operacionalizaria por meio da constituição pela companhia de um fundo de investimento em direitos creditórios (FIDC) e da cessão de R$ 200 milhões de recebíveis ao FIDC, explicou a companhia.
Ainda segundo a Oncoclínicas, a oferta Mak/Lumina traz exigências de cessão de recebíveis e “garantias inviáveis”, tal qual a alienação fiduciária de ações de um hospital que não pertence mais à companhia.
“Neste momento, a administração da companhia está avaliando alternativas de estruturação de uma operação viável, que permita dar prosseguimento à negociação com a Mak e a Lumina”, afirmou a Oncoclínicas.
Com relação à alegada oferta de cerca de R$ 1 bilhão da Starboard, que envolveria aumento de capital e conversão de dívida, a companhia informa que não há nenhuma oferta (vinculante ou não vinculante efetivamente) recebida da Starboard, bem como também não há qualquer documento celebrado sobre o tema ou qualquer aprovação societária a ela relacionada.
A Oncoclínicas afirmou também que sua administração avalia todas as propostas de potenciais operações financeiras que possam endereçar a sua situação econômico-financeira. Mas reiterou que não há qualquer oferta vinculante ou qualquer documento celebrado com terceiros, senão o Termo de Compromisso não vinculante celebrado com a Porto e o Fleury, conforme divulgado em março. Essa transação objeto permanece sendo negociada pela administração.
A companhia ressaltou que todas as eventuais tratativas com terceiros, incluindo Mak, Lumina e Starboard, devem ser realizadas com a observância dos limites da exclusividade concedida à Porto e ao Fleury, no âmbito do Term Sheet, até o dia 12 de abril de 2026.