
Publicado às 21h14
A Vale (VALE3) se manifestou na noite desta quarta-feira, 4, sobre a ação ajuizada pelo Ministério Público Federal (MPF). O MPF pede ao Poder Judiciário a suspensão da operação de um trecho de 16 km da segunda linha férrea da Estrada de Ferro Carajás (EFC), em Bom Jesus do Tocantins, no estado do Pará.
A Vale informou que já se manifestou nos autos e que apresentará “oportunamente a sua defesa”. A mineradora destacou que “o tema em questão, por ora, não representa impacto operacional relevante”.
Segundo as investigações do MPF, a Vale estaria operando a via duplicada sem a respectiva Licença de Operação (LO) expedida pelo Ibama e sem ter realizado a Consulta Prévia, Livre e Informada (CPLI), direito garantido aos povos indígenas afetados. Além da paralisação, o MPF requer a condenação da mineradora ao pagamento de indenização por danos morais coletivos.
Notícia sobre IPO da Vale Base Metals
A Vale também se manifestou na noite desta quarta-feira sobre uma matéria da Bloomberg de que a Vale Base Metals busca estar pronta para um possível IPO até meados deste ano. Shaun Usmar, CEO da Vale Base Metals, disse à BNN Bloomberg Television que “a ideia é preparar a empresa para um IPO para os nossos acionistas, o que pretendemos fazer por volta de meados deste ano”.
A Vale esclareceu que vem implementando um conjunto de iniciativas operacionais e estratégicas voltadas à revisão dos ativos da sua subsidiária Vale Base Metals (VBM), com o objetivo de fortalecer a competitividade do portfólio global de mineração da VBM e de posicionar as operações da VBM para criação de valor no longo prazo.
Entre estas iniciativas, conforme o comunicado ao mercado divulgado em 19 de fevereiro de 2026, a VBM assinou um acordo com Exiro Minerals Corporation, Orion Resources Partners, e Canada Growth Fund para a criação de um novo consórcio para o cinturão de níquel de Thompson, em Manitoba. Em dezembro de 2025, a Vale também informou a assinatura de acordo entre a VBM e a Glencore Canada para avaliar conjuntamente um potencial projeto de desenvolvimento de cobre em uma área já explorada, em suas propriedades adjacentes na Bacia de Sudbury.
“A captura do valor destas e de outras iniciativas relativas ao portfólio de ativos da VBM e dos projetos operacionais em curso permitiriam à VBM estar melhor preparada para uma potencial oportunidade de transação no mercado de capitais envolvendo a sua estrutura de capital”, explicou a mineradora brasileira.
“Nesse contexto, o diretor presidente da VBM expressou a pretensão de alcançar os resultados das referidas iniciativas antes do esperado, quando então os acionistas de VBM poderão tomar uma decisão a respeito de qualquer potencial transação”, esclareceu a Vale, ressaltando que, nesta data, não estão em curso quaisquer estudos e tampouco há qualquer decisão da administração da Vale ou da VBM envolvendo uma potencial oferta.