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SLC (SLCE3): a avaliação dos resultados da companhia

 

Publicado às 14h

A SLC (SLCE3) teve um ano de atividade intensa, com assinatura de novos contratos de arrendamento, compra e venda de terras, encerramento de parcerias antigas e formação de novas, o que garantiu contratos capazes de expandir a área plantada em cerca de 100 mil hectares e abrir caminho para crescimento de 14% na próxima safra, comenta o BTG em relatório. Em 2025, a companhia investiu R$ 1,7 bilhão em capex, sendo 68% direcionados à expansão, o que levou a uma queima de caixa de R$ 930 milhões, destaca o time de analistas do banco. 

A revisão do guidance concentrou-se na área plantada, com manutenção de produtividade e custos unitários, mas com mudanças relevantes no mix, incluindo redução de 1,5% na área de soja e de 13% na área esperada de algodão de segunda safra, em razão das chuvas de janeiro.

Os custos por hectare devem subir 9,2% na safra 2025/26, movimento associado principalmente ao maior uso de fertilizantes em áreas recentemente adicionadas, enquanto a companhia ainda não comprou nitrogênio ou potássio para a safra 2026/27. 

O time de analistas ressalta que a receita atingiu R$ 2,4 bilhões, alta de 12% ano/ano, com maior produtividade da soja compensando preços mais baixos de soja e algodão, enquanto o Ebitda totalizou R$ 633 milhões, alta de 4% ano/ano, com margem de 29,5%. 

No ano, o Ebitda somou R$ 2,7 bilhões, 13% acima da estimativa, com margem de 31,2%, e a alavancagem encerrou o período em 2,0x Dívida Líquida/Ebitda. 

Na avaliação do BTG a SLC segue combinando crescimento de dois dígitos, alocação contracíclica de capital e atuação em uma das indústrias mais competitivas do Brasil, embora o valuation não pareça especialmente atrativo sem um movimento mais relevante dos preços das commodities. Foi mantida a recomendação de “compra” com preço-alvo de R$ 24.

A equipe de analistas da XP comenta em relatório que a SLC reportou resultados mistos no 4T25, destacando que o fluxo de caixa livre foi positivo em cerca de 733 milhões. 

A equipe destacou que continua preocupada com a perspectiva de custos agrícolas no Brasil para a safra 26/27, especialmente considerando que os custos de fertilizantes permanecem estruturalmente elevados nos últimos dois anos, enquanto a guerra no Oriente Médio reforça ainda mais essa dinâmica desafiadora.

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Importante:

O Finance News não faz recomendação de compra ou venda de ativos. O texto acima tem por objetivo informar. O preço-alvo é uma projeção baseada em uma metodologia e varia dependendo da instituição financeira. Procure profissionais especializados e certificados para tomar qualquer decisão sobre investimentos. Para mais detalhes acesse o site da Comissão de Valores Mobiliários [2].