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Inflação oficial acima do esperado em fevereiro

 

Publicado às 10h21

O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de fevereiro foi de 0,70%, 0,37 ponto percentual (p.p.) acima da taxa de 0,33% registrada em janeiro. No ano, o IPCA acumula alta de 1,03% e, nos últimos doze meses, o índice ficou em 3,81%. Analistas ouvidos pela Reuters projetavam alta de 0,65% na comparação mensal e de 3,77% em 12 meses.

A maior variação e impacto foram registrados no grupo Educação (5,21% e 0,31 p.p.), seguido por Transportes, com a segunda maior variação e impacto (0,74% e 0,15 p.p.). Juntos os dois grupos representam, aproximadamente, 66% do resultado do mês. Os demais grupos oscilaram entre 0,13% de Artigos de residência e 0,59% de Saúde e cuidados pessoais.

O grupo Educação apresentou a maior variação (5,21%) e o maior impacto (0,31 p.p.) no resultado de fevereiro, respondendo por cerca de 44% do índice. A maior contribuição veio dos cursos regulares (6,20%), por conta dos reajustes habitualmente praticados no início do ano letivo. As maiores variações foram nos subitens ensino médio (8,19%), ensino fundamental (8,11%) e pré-escola (7,48%).

O grupo Transportes (0,74%) foi o responsável pelo segundo maior impacto no índice de fevereiro (0,15 p.p.), com a alta de 11,40% na passagem aérea. Também apontaram altas o seguro voluntário de veículos (5,62%), o conserto de automóvel (1,22%) e o ônibus urbano (1,14%).

Cabe ressaltar a variação de -0,47% nos combustíveis com quedas na gasolina (-0,61%) e no gás veicular (-3,10%), e altas no etanol (0,55%) e no óleo diesel (0,23%).

Em Saúde e cuidados pessoais (0,59%), sobressaem os artigos de higiene pessoal (0,92%) e o plano de saúde (0,49%).

O grupo Habitação apresentou variação de 0,30% em fevereiro, após a queda de 0,11% registrada em janeiro. A alta foi impulsionada pelo subitem taxa de água e esgoto (0,84%) em razão da apropriação dos seguintes reajustes: 6,21% e 4,69% em Porto Alegre (0,99%) vigentes desde 23 de fevereiro e 1º de janeiro, respectivamente; 6,56% em Belo Horizonte (7,07%) a partir de 22 de janeiro; 4,57% em Campo Grande (0,57%) a partir de 3 de janeiro e 6,48% em São Paulo (0,40%) desde 1º de janeiro.

A energia elétrica residencial variou 0,33% em fevereiro, com a permanência da bandeira tarifária verde. Já o subitem gás encanado apresentou recuo de 1,60% dada a incorporação das reduções de 0,08% (desde 1º de janeiro) e de 4,44% (desde 1º de fevereiro) nas tarifas no Rio de Janeiro (-3,64%) e, também, a redução de 4,01% em Curitiba (-3,77%) a partir de 1º de fevereiro.

O grupo Alimentação e bebidas saiu de 0,23% em janeiro para 0,26% em fevereiro. A alimentação no domicílio registrou variação de 0,23%, ante o 0,10% do mês anterior, com influência das altas do açaí (25,29%), do feijão-carioca (11,73%), do ovo de galinha (4,55%) e das carnes (0,58%). No lado das quedas, os destaques são as frutas (-2,78%), o óleo de soja (-2,62%), o arroz (-2,36%) e o café moído (-1,20%).

A alimentação fora do domicílio (0,34%) desacelerou em relação ao mês anterior (0,55%). A refeição saiu de 0,66% em janeiro para 0,49% em fevereiro e o lanche passou de 0,27% para 0,15% no mesmo período.

No que concerne aos índices regionais, a maior variação ocorreu em Fortaleza (0,98%), influenciada pela alta dos cursos regulares (6,83%) e da gasolina (2,95%). A menor variação ocorreu em Rio Branco (0,07%), por conta do recuo da energia elétrica residencial (-1,27%) e do automóvel novo (-0,85%).