
Publicado às 9h26 – atualizado às 10h03
Ibovespa futuro
O Ibovespa futuro (INDJ26 contrato com vencimento para 15 de abril/26) abriu entre perdas e ganhos nesta terça-feira, 10. Às 10h03 subia 0,56% aos 184.835 pontos. Embora considerado um indicador de como poderá se comportar o mercado, esse índice nem sempre antecipa as informações que vão condicionar o pregão a partir das 10h.
Dólar
Às 10h02 o dólar comercial tinha alta de 0,09% cotado a R$ 5,169.
Petróleo e minéro (9h20)
Petróleo Brent: -5,60% (US$ 93,4). O Brent é referência para a Petrobras.
Bitcoin futuro: +2,24% (US$ 70.725)
Ouro (contrato para fev/26 – onça-troy): +1,58% (US$ 5.184)
Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em alta de 0,26% a 784 iuanes (US$ 113,44). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas.
Futuros de ações em Nova York
Os futuros em NY viraram para queda. Às 9h24 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em baixa de 0,34% e o S&P 500 futuro com desvalorização de 0,32%. Nasdaq futuro caía 0,25%.
Notícias corporativas
GPA (PCAR3) celebra acordo com principais credores para plano de recuperação extrajudicial [1]
O GPA (PCAR3) informou nesta terça-feira, 10, que, com autorização unânime de seu conselho de administração, celebrou um acordo com seus principais credores para apresentação de um plano de recuperação extrajudicial.
Segundo a companhia, o plano abrange determinadas obrigações de pagamento sem garantia que não constituem obrigações correntes ou operacionais do GPA, no montante total de aproximadamente R$ 4,5 bilhões, ficando expressamente excluídas obrigações correntes junto a fornecedores, parceiros e clientes, bem como obrigações trabalhistas, que não serão afetadas.
O plano foi celebrado entre a companhia e seus principais credores, titulares de 46% do total de créditos sujeitos ao plano, equivalente a R$ 2,1 bilhões, percentual superior ao quórum mínimo legal de 1/3 dos créditos afetados.
Ainda de acordo com o GPA, o plano tem efeitos imediatos, prevê a suspensão das obrigações da companhia junto aos credores afetados e “cria um ambiente seguro e estável para a continuidade das negociações por 90 dias”.
“Nesse período, a companhia confia que conseguirá o apoio da maioria dos créditos sujeitos ao processo e espera chegar a uma solução estruturada que resolva simultaneamente a liquidez de curto prazo e a sustentabilidade financeira de longo prazo”, afirmou o GPA em um fato relevante enviado ao mercado na manhã desta terça-feira, destacando que o plano representa um “passo importante para o objetivo da administração de fortalecer o balanço, melhorar o perfil do endividamento e posicionar a companhia para o futuro, ao mesmo tempo que preserva o relacionamento com fornecedores e protege sua operação”.
A companhia esclareceu que o processo foi estruturado de modo a preservar a operação de suas lojas, que deverão seguir funcionando normalmente.
“Suas operações são saudáveis, e a companhia está em dia com suas obrigações junto a fornecedores, clientes e parceiros, os quais estão excluídos e não serão afetados pelo processo de recuperação extrajudicial”, afirmou o GPA no documento.
Cosan reporta prejuízo de R$ 5,8 bilhões no 4T25 [2]
A Cosan (CSAN3) teve no quarto trimestre de 2025 (4T25) prejuízo de R$ 5,8 bilhões, representando uma queda de 38% em relação ao prejuízo do mesmo trimestre de 2024 (4T24).
“O desempenho foi impactado, principalmente, por efeitos pontuais e sem efeito caixa do impairment (perda por redução ao valor recuperável) de determinados ativos da Raízen, reconhecidos em função da aplicação de procedimentos contábeis decorrentes da incerteza significativa quanto à sua continuidade operacional (going concern), decorrente do desequilíbrio de sua estrutura de capital”, afirmou a Cosan no release de resultados.
No acumulado do ano, a Cosan registrou um prejuízo de R$ 9,7 bilhões, majoritariamente explicado pelo prejuízo reportado na Raízen. Na comparação anual, a alta de 3% no prejuízo reflete, principalmente, o reconhecimento do impairment das ações da Vale, ocorrido em 2024.
A dívida líquida expandida do Corporativo somou R$ 9,8 bilhões ao final do trimestre, uma redução de 46% na comparação com o 3T25. A queda deveu-se, principalmente, à entrada dos recursos em novembro, resultado das ofertas públicas de ações e consequente injeção de capital, da venda de ações da Rumo com celebração de total return swap e do impacto positivo da variação cambial nos bonds. Em contrapartida, passamos a incluir a estrutura de ações preferenciais da Cosan Dez na dívida líquida, uma vez que o instrumento renegociado possui cláusula de opção de venda (put option).
PetroReconcavo (RECV3) tem leve alta na produção em fevereiro [3]
A PetroReconcavo (RECV3) informou seus dados de produção e entrega referentes ao mês de fevereiro de 2026. A produção média do mês de fevereiro foi de 24,4 mil boe/dia, aumento de 1,1% em relação ao mês anterior. O incremento de produção tem como principal causa a entrada de poços em produção após execução de projetos de workover nos ativos.
No Ativo Potiguar, a produção foi de 12,2 mil boe/dia, aumento de 0,8% em relação ao mês anterior, sendo a produção de petróleo de 7,5 mil bbl/dia e a de gás de 4,7 mil boe/dia. No Ativo Bahia, a produção foi de 12,1 mil boe/dia, aumento de 1,3% em relação ao mês anterior, sendo a produção de petróleo de 6,3 mil bbl/dia e a de gás de 5,9 mil boe/dia.
Grendene (GRND3) celebra carta de intenções com a Pajar para possível venda da GGB nos EUA [4]
A Grendene (GRND3) celebrou nesta data carta de intenções (Letter of Intent) não vinculante com a Pajar Distribution Ltéé para a possível venda de 100% do capital social da Grendene Global Brands USA (GGB), com sede nos Estados Unidos.
A GGB é subsidiária integral da Grendene.
“Essa transação está alinhada à estratégia da companhia de fortalecer sua presença no mercado norte-americano por meio de parceiros locais, buscando maior eficiência operacional, incremento de rentabilidade, redução da exposição a operações internacionais e otimização de sua estrutura societária e de capital”, afirmou a Grendene em um comunicado.
A celebração do Share Purchase Agreement (contrato de compra e venda de ações) pelas partes e o consequente fechamento da transação, estão sujeitas ao cumprimento de condições precedentes usuais para negócios dessa natureza, incluindo, mas não se limitando à conclusão de due diligence confirmatória pela compradora.
Grupo SBF (SBFG3) reporta lucro líquido ajustado de R$ 162,4 milhões no 4T25 [5]
O Grupo SBF (SBFG3) teve no quarto trimestre de 2025 (4T25) lucro líquido ajustado de R$ 162,4 milhões, queda de 4,7% em relação ao mesmo trimestre de 2024 (4T24). A companhia é dona da Centauro e da Fisia.
No acumulado de 2025 o lucro líquido ajustado somou R$ 427,6 milhões, leve alta de 2,4% em relação a 2024.
O Ebitda ajustado foi de R$ 224,6 milhões no 4T25, queda de 4,9% na base anual de comparação.
A receita líquida consolidada atingiu R$ 2,42 bilhões no 4T25, alta de 11,8% na comparação com o 4T24.
Direcional (DIRR3) reporta lucro líquido ajustado de R$ 211,4 milhões no 4T25, alta de 27,7% [6]
A Direcional (DIRR3) teve no quarto trimestre de 2025 (4T25) lucro líquido ajustado de R$ 211,4 milhões, crescimento de 27,7% na comparação com o mesmo trimestre de 2024 (4T24).
O Ebitda ajustado foi recorde e somou R$ 346 milhões, expansão de 39% em relação ao 4T24.
A receita líquida da Direcional cresceu 33% no 4T25, para R$ 1,2 bilhão.
Tegma (TGMA3) reporta lucro de R$ 52,2 milhões no 4T25, queda 38,7% na base anual [7]
A Tegma (TGMA3) teve no quarto trimestre de 2025 (4T25) lucro líquido de R$ 52,2 milhões, 38,7% inferior ao do mesmo trimestre de 2024 (4T24), representando uma redução de 5,1 p.p. na margem líquida, atingindo 8,6%. Esse resultado é atribuído à queda do resultado operacional e da redução da equivalência patrimonial no período.
O Ebitda do 4T25 foi de R$ 81,4 milhões, queda de 35,4% em relação ao 4T24, em função da queda de indicadores operacionais e maior recolhimento de impostos.
A receita líquida do 4T25 foi de R$ 610 milhões, 2% inferior na comparação anual, reflexo da redução da quantidade de veículos transportados, explicada perda de participação de mercado de clientes relevantes. Na logística integrada, houve a perda de um contrato relevante finalizado no 2T25.
Track&Field (TFCO4) reporta lucro líquido ajustado de R$ 56,5 milhões no 4T25 [8]
A Track&Field (TFCO4) teve no quarto trimestre de 2025 (4T25) lucro líquido ajustado consolidado de R$ 56,5 milhões, crescimento de 40,5% em relação ao mesmo trimestre de 2024 (4T24), com margem líquida de 17,5% (+2,8 p.p. vs 4T24). Em 2025, o lucro líquido foi de R$ 171,5 milhões, com avanço de 36,5%. Sem ajustes, o lucro líquido no 4T25 somou R$ 43,6 milhões, alta de 7,5% em relação ao 4T24.
O Ebitda ajustado consolidado somou R$ 78,3 milhões no 4T25, crescimento de 34,3% na base anual de comparação, com margem Ebitda de 24,2% (+2,9 p.p. no ano).
A receita líquida consolidada atingiu R$ 323,1 milhões no 4T25, crescimento de 18,2% vs. 4T24 (R$ 273,3 milhões), com destaque para crescimento de 20,7% nas vendas da rede própria e 28,2% na receita de royalties, canais com melhores margens, compensando o menor volume de sell in no período decorrente das antecipações de compras realizadas no 3T25. No ano, a companhia alcançou pela primeira vez R$ 1 bilhão em receita.