
Publicado às 10h30
A Cosan (CSAN3) esclareceu em um fato relevante que a recuperação extrajudicial apresentada pela Raízen possui escopo restrito às obrigações financeiras específicas do Grupo Raízen, não envolvendo, afetando ou gerando qualquer repercussão sobre as obrigações, operações, estrutura de capital ou posição financeira da Cosan e de suas controladas (Grupo Cosan). “As atividades, compromissos e relações comerciais do Grupo Cosan permanecem inalterados e seguirão sendo conduzidos regularmente, não havendo qualquer impacto direto decorrente do referido pedido”, afirmou a companhia.
A Raízen informou nesta quarta-feira, 11, que protocolou seu pedido de recuperação extrajudicial, distribuída na comarca da capital de São Paulo.
A recuperação extrajudicial foi consensualmente estruturada entre o Grupo Raízen e seus principais credores financeiros quirografários, signatários do Plano de Recuperação Extrajudicial, com objetivo de assegurar um ambiente jurídico estável, protegido e adequado para a negociação e implementação da reestruturação das dívidas financeiras quirografárias do Grupo Raízen no montante aproximado de R$ 65,1 bilhões, bem como outros créditos intercompany (créditos sujeitos), explicou a companhia em um fato relevante enviado ao mercado.
A Raízen destacou que conta com a adesão expressa ao plano dos credores signatários titulares de mais de 47% das dívidas financeiras quirografárias, percentual suficiente para o ajuizamento da recuperação extrajudicial e que demonstra apoio relevante aos esforços para viabilizar a reestruturação das obrigações financeiras do Grupo Raízen.
Nos termos da legislação aplicável, o Grupo Raízen dispõe do prazo de 90 dias, a contar do processamento da recuperação extrajudicial, para obter o percentual mínimo necessário à homologação do seu plano de recuperação extrajudicial, assegurando, assim, a vinculação de 100% dos créditos sujeitos aos novos termos e condições de pagamento a serem definidos no plano.
O plano poderá envolver a capitalização do Grupo Raízen pelos seus acionistas; a conversão de parte dos créditos sujeitos em participação acionária na companhia; a substituição de parte dos créditos sujeitos por novas dívidas; reorganizações societárias, destinadas à segregação de parcela dos negócios atualmente conduzidos pelo Grupo Raízen; e venda de ativos do Grupo Raízen.
A companhia esclareceu que a recuperação extrajudicial possui escopo limitado, estritamente financeiro, e não abrangerá as dívidas e obrigações do Grupo Raízen com seus clientes, fornecedores, revendedores e outros parceiros de negócios, essenciais para a sua operação e continuidade de suas atividades, as quais permanecem vigentes e continuarão sendo cumpridas normalmente nos termos dos respectivos contratos.
“As operações do Grupo Raízen seguem sendo conduzidas normalmente, no atendimento a clientes, na relação com fornecedores e na execução de seus planos de negócios”, afirmou a companhia.