
Gráfico diário do Ibov às 13h44
Publicado às 13h52
Ibovespa
O bloqueio e riscos de ataques a petroleiros no Estreito de Ormuz elevou a tensão geopolítica global, que se reflete nas Bolsas como aumento da aversão ao risco. A alta do preço do barril eleva os temores de aumento da inflação. No Brasil, a situação é agravada pelo IPCA (índice oficial de inflação) de fevereiro, que veio acima do esperado por analistas.
Às 13h51 o Ibovespa tinha queda de 2,22% aos 179.881 pontos. No mesmo horário o dólar comercial subia 0,89% cotado a R$ 5,205 na venda.
Lula zera imposto e subsidia diesel para conter alta do petróleo
O presidente Lula assinou um decreto presidencial nesta quinta-feira zerando as alíquotas do PIS e do Confins sobre a importação e comercialização do diesel. Além disso, assinou medida provisória (MP) com subvenção ao diesel para produtores e importadores.
Também foi anunciado aumento do imposto de exportação sobre o petróleo. O governo elevará o imposto de exportação sobre petróleo em 12% a partir desta quinta-feira, informou o ministro da Fazenda, Fernando Haddad.
MRV (MRVE3), Cyrela (CYRE3), Direcional (DIRR3), Cury (CURY3)
Tensão geopolítica e inflação oficial no Brasil acima do esperado levam os juros futuros a subir por toda a curva e impactam de forma negativa principalmente ações de empresas sensíveis aos juros altos como as do setor de construção. Os papéis da MRV, Cyrela, Direcional, e Cury operavam em queda de mais de 2% às 13h49.
Moura Dubeux (MDNE3)
Às 13h49 as ações da Moura Dubeux caíam 6,72%, também impactadas pelos juros. Com relação ao balanço da companhia divulgado na véspera, o BTG Pactual avalia que a empresa reportou mais um conjunto forte de resultados no 4T25, com margens sólidas que levaram o lucro por ação a superar as estimativas. O ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) anualizado foi de 29% no trimestre, refletindo a solidez operacional apresentada no período.
Yduqs (YDUQ3)
Às 13h49 as ações da companhia caíam 12,3%. A Yduqs apresentou resultados fracos no 4T25, com geração de fluxo de caixa livre pressionada por itens não recorrentes e menor desempenho operacional, destaca o BTG em relatório.
Cogna (COGN3)
Às 13h48 as ações da educacional caíam 6,29%. Com relação à Cogna, o BTG destaca que a companhia divulgou resultados do 4T25 praticamente em linha com as estimativas, com geração de fluxo de caixa livre ainda como destaque positivo, embora os números tenham sido afetados pelo adiamento das vendas do PNLD (Programa Nacional do Livro Didático). O time de analistas comenta que o desempenho do próximo ciclo de captação permanece como o principal ponto de atenção, enquanto a desalavancagem em curso e a geração sustentável de fluxo de caixa continuam preservadas.
Petrobras (PETR4)
O preço do barril de petróleo Brent subia 7,7% a 99 dólares nesta tarde. Com isso, às 13h47 às ações PN da Petrobras tinham alta de 0,47% a R$ 45,01.
Vale (VALE3)
Às 13h46 as ações da Vale tinham queda de 1,34% a R$ 78,78. Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em alta de 1,34% a 795,5 iuanes (US$ 115,86).
Brava (BRAV3)
Às 13h46 as ações da Brava caíam 3,77%. O time de analistas da XP comenta em relatório que a Brava divulgou um 4T25 operacionalmente fraco devido à menor produção. Seus analistas esperam que os resultados se recuperem à medida que a produção volte a níveis mais normalizados e os preços do Brent apresentem uma tendência de alta, embora os hedges existentes possam limitar o potencial de alta.
CSN Mineração (CMIN3)
Às 13h45 as ações caíam 1,35%. Para a Genial Investimentos, a mineradora reportou resultados operacionais sólidos, com receita líquida de R$ 4,9 bilhões, acima da sua estimativa. Os embarques tiveram alta de 11,7% ano/ano, marcando o melhor desempenho de 4T25 da história da companhia, destacam seu analistas, que mantiveram a recomendação de “manter” com preço-alvo de R$ 6. Para a XP, a CSN Mineração apresentou resultados sólidos no quarto trimestre de 2025. Mas seus analistas mantêm uma visão cautelosa para os preços de minério de ferro no médio prazo, com o setor imobiliário chinês em condições pouco inspiradoras, sugerindo upside limitado. Foi reiterada a recomendação “neutra” para a ação CMIN3.
SLC (SLCE3)
Às 13h44 as ações da SLC subiam 3,03%. O conselho de administração da companhia recomendou à apreciação da assembleia geral ordinária a distribuição de dividendos no montante correspondente a 76% do lucro líquido da controladora.
Na avaliação do BTG a SLC segue combinando crescimento de dois dígitos, alocação contracíclica de capital e atuação em uma das indústrias mais competitivas do Brasil, embora o valuation não pareça especialmente atrativo sem um movimento mais relevante dos preços das commodities. Foi mantida a recomendação de “compra” com preço-alvo de R$ 24.
A equipe de analistas da XP comenta em relatório que a SLC reportou resultados mistos no 4T25, destacando que o fluxo de caixa livre foi positivo em cerca de 733 milhões. A equipe continua preocupada com a perspectiva de custos agrícolas no Brasil para a safra 26/27, especialmente considerando que os custos de fertilizantes permanecem estruturalmente elevados nos últimos dois anos, enquanto a guerra no Oriente Médio reforça ainda mais essa dinâmica desafiadora.
CSN (CSNA3)
Às 13h45 as ações da CSN caíam 9,96%. A siderúrgica reportou prejuízo de R$ 721 milhões no 4T25 [1].
Neoenergia (NEOE3)
A Neoenergia divulgou nesta quinta-feira, 12, que será realizado em 9 de abril o leilão da oferta pública para a aquisição de até a totalidade das ações da companhia (OPA). Essa oferta resultará no cancelamento de registro da Neoenergia na categoria A e conversão para categoria B e saída do Novo Mercado da B3.
Isa Energia (ISAE4) [2]
A ‘data com’ para ter direito ao primeiro pagamento do dividendo da Isa Energia anunciado em 24 de fevereiro, é na quinta, 12. A partir de sexta-feira, 13, as ações serão negociadas ex-provento. O valor é de R$ 0,14 por ação. O pagamento será em 29 de abril.
Mitre (MTRE3) [3]
A ‘data com’ para ter direito ao dividendo da Mitre anunciado em 6 de março, é na quinta, 12. A partir de sexta-feira, 13, as ações serão negociadas ex-provento. O pagamento será efetuado em 1 (uma) parcela em 26 de março. O valor é de R$ 0,02 por ação.
Importante:
O Finance News não faz recomendação de compra ou venda de ativos. O texto acima tem por objetivo informar. O preço-alvo é uma projeção baseada em uma metodologia e varia dependendo da instituição financeira. Procure profissionais especializados e certificados para tomar qualquer decisão sobre investimentos. Para mais detalhes acesse o site da Comissão de Valores Mobiliários [4].