
Publicado às 12h58
Em relatório, o time de analistas da XP comenta que o GPA (PCAR3) reportou resultados tímidos no quarto trimestre (4T25), com receita pressionada por demanda fraca e inflação de alimentos contida, mas com expansão de margem bruta e Ebitda por eficiências operacionais.
Para a equipe, a dinâmica de geração de caixa segue preocupante, com o fluxo de caixa livre de 2025 consumido por elevados resultados financeiros.
A XP destaca que o mercado deve focar na inclusão do chamado “risco de continuidade operacional” nas notas explicativas. O GPA reportou capital de giro líquido negativo de R$ 1,2 bilhão, decorrente principalmente de R$ 1,7 bilhão em dívidas a pagar em 2026, enquanto continua gerando prejuízo líquido. Com isso, a nota traz incerteza quanto à continuidade operacional da companhia, explica a XP, salientando que, para lidar com a situação, o GPA trabalha na gestão de passivos e monetização de créditos tributários.
Na nota explicativa de número 1.6, a empresa afirma que apesar da melhora nos principais indicadores operacionais, bem como geração positiva recorrente de caixa operacional, continua apurando prejuízo no período. “Estas condições indicam a existência de incerteza relevante que pode levantar dúvida significativa sobre a continuidade operacional da companhia”, explica a companhia.
Na teleconferência para analistas realizada nesta quarta-feira, 25, o CEO do GPA, Alexandre Santoro, atribuiu o problema a “decisões passadas desconectadas da realidade operacional da empresa”. Segundo o executivo, o GPA vai buscar aumentar receita com corte de gastos e renegociação de dívidas.
Às 12h56 as ações da companhia tinham queda de 8,63% cotadas a R$ 2,86.