
Publicado às 9h22 – atualizado às 9h39 com notícia da Braskem
Ibovespa futuro
Às 9h39 desta quinta-feira, 12, o Ibovespa futuro (INDG26 contrato com vencimento para 18 de fevereiro/26) caía 0,37% aos 189.140 pontos. Embora considerado um indicador de como poderá se comportar o mercado, esse índice nem sempre antecipa as informações que vão condicionar o pregão a partir das 10h.
Dólar
Às 9h38 o dólar comercial tinha queda de 0,10% cotado a R$ 5,182 na venda.
Petróleo e minério
Às 9h15 o preço do barril de petróleo Brent caía 0,20% (US$ 69,2). O Brent é referência para a Petrobras.
Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em queda de 0,20% a 762 iuanes (US$ 110,2). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas.
Futuros de ações em Nova York
Às 9h19 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em alta de 0,29% e o S&P 500 futuro com valorização de 0,29%. Nasdaq futuro subia 0,25%.
Notícias corporativas
Conselho aprova o não exercício, pela Petrobras, dos direitos de preferência e tag along previstos no acordo de acionistas da Braskem
A Petrobras (PETR3, PETR4) divulgou nesta quinta-feira, 12, que seu conselho de administração, tendo em vista uma potencial operação envolvendo a transferência de ações da Braskem detidas pela NSP Investimentos, uma subsidiária da Novonor, para o Shine I Fundo de Investimento em Direitos Creditórios de Responsabilidade Limitada (FIDC), aprovou o não exercício, pela Petrobras, dos direitos de preferência e tag along previstos no acordo de acionistas vigente da Braskem, considerando o estágio das respectivas negociações em curso.
A petroleira estatal autorizou que a diretoria executiva, dentro das premissas apresentadas, adote as medidas necessárias à implementação dessa decisão.
Petrobras atualiza valor por ação da 1° parcela do provento anunciado em novembro [1]
A Petrobras (PETR3, PETR4) informou nesta quinta-feira, 12, que atualizou o valor por ação da primeira parcela do provento aprovado em 6 de novembro de 2025 pelo conselho de administração [2] e que será pago no próximo dia 20 de fevereiro.
O valor atualizado é de R$ 0,48052467 por ação. Essa primeira parcela será paga integralmente sob a forma de juros sobre capital próprio (JCP), cujos valores brutos por ação serão corrigidos pela taxa Selic de 31/12/2025 até 20/02/2026. Para ter direito ao pagamento desse provento tinha que ter ações da petroleira em 22/12/2025. As ações da Petrobras são negociadas ex-direitos na B3 desde 23 de dezembro de 2025.
Vale lembrar que a segunda parcela, no valor de R$ 0,47160377 por ação ordinária e preferencial em circulação, será paga em 20 de março de 2026, sendo R$ 0,17518233 sob a forma de JCP e R$ 0,29642144 sob a forma de dividendos.
Banco do Brasil reporta lucro de R$ 5,74 bilhões no 4T25 [3]
O mercado repercute nesta quinta-feira, 12, os números do balanço do Banco do Brasil. Na avaliação da XP, o Banco do Brasil apresentou um lucro líquido de R$ 5,7 bilhões no 4T25, acima do consenso e da sua estimativa, marcando uma recuperação sequencial em relação ao 3T25. Mas observa que a surpresa positiva foi amplamente impulsionada por um efeito tributário positivo de R$ 1,8 bilhão no trimestre, enquanto os custos de crédito permanecem elevados em R$ 18 bilhões, o índice de cobertura continua em queda e as tendências de qualidade de ativos no agronegócio continuam pressionando.
Já na avaliação de analistas da Genial Investimentos, apesar do lucro ter vindo substancialmente acima das expectativas, a qualidade do resultado permanece fragilizada. O time destaca que o indicador de rentabilidade ROE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido) avançou para 12,1% no trimestre (vs. 8,2% no 3T25), porém ainda bem abaixo do recente histórico de um ROE de 20% e aquém do custo de capital do banco, pressionado pela deterioração carteira de crédito, principalmente do segmento rural e mudanças contábeis para provisionamento esperado.
O Banco do Brasil (BBAS3) teve no quarto trimestre de 2025 (4T25) lucro líquido ajustado de R$ 5,74 bilhões, queda de 40,1% em relação ao mesmo trimestre de 2024 (4T24). Em relação ao terceiro trimestre de 2025 (3T25) houve alta de 51,7%. No acumulado de 2025, o lucro chegou a R$ 20,7 bilhões.
Com relação à inadimplência, no 4T25, o índice de atrasos acima de 90 dias avançou 2,1 pontos percentuais na comparação com o mesmo período de 2024 e 0,66 p.p. frente ao trimestre anterior, para 5,17%.
A inadimplência da carteira agro atingiu 6,09%, aumento de 125 bps no trimestre. A inadimplência da carteira de pessoas físicas encerrou o período em 6,56%, elevação de 55 bps. O indicador de atraso para a carteira de pessoas jurídicas foi de 3,75%, impactada por um caso específico na carteira de TVM. Desconsiderando esse efeito pontual, o indicador teria sido de 2,86%
As Receitas de Prestação de Serviços totalizaram R$ 34,8 bilhões em 2025. O desempenho foi sustentado principalmente pela performance positiva das linhas de administração de fundos, taxas de administração, consórcios e rendas de mercado de capitais. No 4T25, as receitas somaram R$ 8,8 bilhões, apresentando retração de 0,3% em relação ao 3T25, impactada pelas linhas de administração de fundos, seguros e pela menor quantidade de dias úteis no período.
No 4T25, a Margem Financeira Bruta (MFB) totalizou R$ 27,8 bilhões, com crescimento trimestral de 5,4% e redução de 0,8% na comparação entre os exercícios (2025/2024). Na comparação trimestral, destaque para a redução das despesas de captação comercial (-4,7%), influenciadas pelo mix das captações e pelo efeito calendário. Em relação às receitas financeiras, estáveis na comparação trimestral, destaque para o desempenho das receitas de operações de crédito com pessoas físicas (+5,5%), em linha com a estratégia de diversificação do mix e com o ganho de representatividade do “Crédito ao Trabalhador”.
Banco do Brasil (BBAS3) anuncia pagamento de juros sobre o capital [4]
O Banco do Brasil (BBAS3) aprovou a distribuição de R$ 1.234.746.707,80 a título de remuneração aos acionistas sob a forma de juros sobre capital próprio (JCP), relativo ao quarto trimestre de 2025. O valor por ação é R$ 0,21630429188. O valor por ação atualizado até está quarta-feira, 11, é R$ 0,21978938776. Os valores pagos serão atualizados, pela taxa Selic, da data do balanço (31/12/2025) até a data do pagamento (05/03/2026) e terão como base a posição acionária de 23/02/2026. As ações serão negociadas a “ex” a partir de 24/02/2026.
Ambev reporta lucro líquido de R$ 4,52 bi no 4T25; companhia define data de pagamento de JCP [5]
A Ambev (ABEV3) divulgou nesta quinta-feira, 12, que teve no quarto trimestre de 2025 (4T25) lucro líquido de R$ 4,52 bilhões, queda de 9,9% em relação ao mesmo trimestre de 2024 (4T24). O lucro líquido ajustado foi de R$ 4,61 bilhões, redução de 8% na mesma base de comparação.
O Ebitda ajustado foi de R$ 8,85 bilhões, queda de 8% sobre um ano antes. A margem passou de 35,6% para 35,7%. A receita líquida teve queda de 8,2% na base anual para R$ 24,8 bilhões.
A Ambev estima que o custo dos produtos vendidos (CPV) por hectolitro, excluindo depreciação e amortização, para seu negócio de cerveja no Brasil deve apresentar crescimento entre 4,5% e 7,5% no ano de 2026, principalmente devido aos custos relacionados às commodities, sobretudo o alumínio, e pelo mix de portfólio.
O conselho de administração da Ambev aprovou o pagamento da 1ª parcela dos juros sobre capital próprio (JCP) anunciados em 9 de dezembro de 2025. O pagamento será efetuado em 6 de abril de 2026 no valor bruto de R$ 0,075 por ação, correspondente ao valor líquido de R$ 0,063 por ação, já deduzido o imposto de renda na forma da legislação aplicável e permanecendo inalteradas as datas-base consideradas quando da deliberação da distribuição, quais sejam 18 de dezembro de 2025 no que se refere à B3, e 22 de dezembro de 2025 no que se refere à New York Stock Exchange (NYSE). As ações e os ADRs passaram a ser negociados ex-JCP a partir de 19 de dezembro de 2025 (inclusive). A data do pagamento do valor remanescente será deliberada em nova reunião do conselho de administração e oportunamente divulgada ao mercado, observado o prazo de 31 de dezembro de 2026.
Log (LOGG3) anuncia a venda de ativos por R$ 1 bi [6]
A Log (LOGG3) celebrou um acordo vinculante para a estruturação de um veículo de investimentos a ser constituído, no valor estimado de R$ 1.046.669.000,00 em regime de garantia firme. A transação tem como finalidade adquirir, direta ou indiretamente, um portfólio de 12 ativos operacionais da companhia, que abrange uma Área Bruta Locável (ABL) total de 340.216 m² (100% Log). O preço da transação é próximo ao valor patrimonial líquido dos ativos (NAV), e representa uma margem bruta de 33%. Quando concluída, esta será a maior operação de venda já realizada pela Log, afirmou a companhia em um comunicado.
No âmbito da transação, a Log manterá a gestão comercial dos ativos, a administração imobiliária e dos condomínios, o que propicia novas receitas de serviços e a retenção da inteligência comercial e da carteira de clientes.
“A conclusão da transação, além de trazer maior eficiência para a estrutura de capital da companhia, antecipará recursos necessários à execução do plano de investimentos previsto para 2026, com a finalidade de destravar o potencial de geração de valor associado aos novos projetos em desenvolvimento”, destacou a Log em um fato relevante.
Banrisul (BRSR6) reporta lucro de R$ 656,9 milhões no 4T25, alta de 131% [7]
O Banrisul (BRSR6) teve no quarto trimestre de 2025 (4T25) lucro líquido de R$ 656,9 milhões. Esse valor corresponde à alta de 131% em relação ao quarto trimestre de 2024 (4T24). No acumulado de 2025, o lucro líquido do banco estatal gaúcho atingiu R$ 1,6 bilhão, alta de 75,2% frente ao resultado registrado em 2024. Segundo o banco, é o maior resultado de sua história.
O Retorno sobre o Patrimônio Líquido (ROAE) ajustado anualizado subiu para 14,9% ao final do 4T25, ante 11% no mesmo intervalo de 2024.
A margem financeira cresceu 8,6% na base anual, totalizando R$ 6,4 bilhões.
A carteira de crédito do Banrisul atingiu R$ 65 bilhões no 4T25, expansão de 4,8%.
Riachuelo (RIAA3) reporta lucro R$ 322 milhões no 4T25 [8]
A Riachuelo (RIAA3) teve no quarto trimestre de 2025 (4T25) lucro líquido consolidado de R$ 321,9 milhões, alta de 28,8% na comparação com o mesmo trimestre de 2024 (4T24).
O Ebitda consolidado somou R$ 659,8 milhões, crescimento de 16,7% na base anual.
A receita líquida totalizou R$ 3,2 bilhões, expansão de 5,9% na comparação com o 4T24.
Assaí (ASAI3) reporta lucro de R$ 78 milhões no quarto trimestre de 2025 [9]
O Assaí (ASAI3) teve lucro líquido de R$ 78 milhões no quarto trimestre de 2025, queda de 83,5% em relação ao mesmo trimestre de 2024 (4T24).
Segundo a varejista, o lucro líquido trimestral foi afetado negativamente em R$ 521 milhões referente à provisão de impairment da FIC e positivamente em R$ 75 milhões por créditos extemporâneos relativos à pagamentos de IRPJ/CSLL a maior. Adicionalmente aos impactos acima mencionados para o trimestre, o lucro líquido do ano ainda contou com impacto de R$ 121 milhões de créditos de subvenção registrados na linha de Imposto de Renda e Contribuição Social. Para fins de comparabilidade, o lucro líquido ajustado pelo impacto negativo da provisão de impairment da FIC (R$ 344 milhıes lÌquidos de IRPJ/CSLL) e pelo efeito positivo dos créditos tributários acima mencionados, totalizou R$ 347 milhões no 4T25 e R$ 847 milhıes em 2025, explicou a companhia.
O Ebitda ajustado (pré-IFRS16) foi de R$ 1,3 bilhão, avanço anual de 1,2%. A receita líquida atingiu R$ 20,7 bilhões no quarto trimestre de 2025, leve expansão de 3,1% ante um ano antes.
Totvs poderá recomprar até 20 milhões de ações [10]
A Totvs (TOTS3) anunciou também que seu conselho de administração aprovou um programa de recompra de ações até o limite de 20 milhões de ações.
“O objetivo do programa de recompra 2026 é maximizar a geração de valor para o acionista e promover a alocação eficiente de capital, podendo as ações recompradas serem mantidas em tesouraria, canceladas ou alienadas”, destacou a companhia.
O programa será encerrado até 12 de fevereiro de 2027. A Totvs tem 533.997.411 ações em circulação.
Totvs reporta lucro de R$ 273 milhões no 4T25, alta anual [11]
A Totvs (TOTS3) teve no quarto trimestre de 2025 (4T25) lucro líquido consolidado de R$ 273,5 milhões, crescimento de 44,3% na comparação com o mesmo trimestre de 2024 (4T24). Já o lucro líquido ajustado somou R$ 257,9 milhões, alta de 14,3% em relação ao 4T25.
O Ebitda ajustado foi de R$ 408,7 milhões, alta de 24,3% na base anual de comparação.
A receita líquida consolidada atingiu R$ 1,506 bilhão, expansão anual de 16,3%.
Totvs anuncia o lançamento do Lynn, primeiro foundation de AI B2B do mercado brasileiro [12]
A Totvs anunciou o lançamento oficial do Lynn, o primeiro foundation de AI (Artificial Intelligence) B2B do mercado brasileiro.
O Lynn é um foundation de AI de propósito específico, baseado no conceito de Artificial Narrow Intelligence (ANI). Sendo especializado, o Lynn tem domínio do contexto, o que traz para o cliente mais acuracidade, desempenho, governança e segurança de dados, aliados a um custo menor, afirmou a companhia em um fato relevante enviado ao mercado.
No documento, a Totvs disse que acredita que a ANI é o caminho para a adoção de AI pelas empresas, em particular no SMB (PME – Pequenas e Médias Empresas).
“A especialização também permite à Totvs alavancar seus ativos estruturais mais valiosos: a base diversificada de mais de 70 mil clientes, profunda expertise funcional em softwares de gestão, o controle do System of Record (por onde transita parcela significativa do PIB brasileiro) e uma plataforma de distribuição singular”, afirmou a companhia.
Para acelerar essa adoção e a evolução do foundation Lynn, entre outros ativos de AI, a Totvs estima intensificar os investimentos, especialmente em capex, em cerca de R$ 75 milhões por ano, nos próximos quatro anos, em um Capex total de desenvolvimento de software de cerca de R$ 600 milhões nesse período.
Este aporte reforçará a visão de longo prazo da companhia, consolidando a Inteligência Artificial como um dos pilares de sua estratégia de crescimento, destacou a empresa.
A principal monetização deste investimento vem do modelo TaaS (Task as a Service), que demanda a implementação de quatro atividades complementares: 1) Universalização do T-Cloud: essencial para garantir o controle do ambiente, governança e segurança de dados; 2) Preparação da Base de Clientes: suporte ativo aos clientes na organização, higienização e atualização de suas bases de dados e versões de sistemas; 3) Controle Integral de Aplicações: estabelecimento de controle total sobre as aplicações e APIs, assegurando visibilidade, mensuração, desempenho e precisão; e 4) Evolução Operacional (Backoffice): aprimoramento do backoffice da Totvs para habilitar e operacionalizar novos modelos de negócios e cobrança.
“A universalização do T-Cloud e a criação do TaaS expandem de forma significativa o Addressable Market da Companhia, elevando a nossa relevância junto aos clientes e reforçando nosso papel de Trusted Advisors”, salientou a companhia no fato relevante.
Eneva (ENEV3) recebe R$ 293 milhões como resultado de acordo consensual relacionado a contingências [13]
A Eneva (ENEV3) recebeu R$ 293 milhões como resultado de instrumento de transação terminativa celebrado em 11 de fevereiro de 2026 com fornecedores de serviços de construção e montagem de usinas termelétricas, extinguindo duas arbitragens sobre contingências relacionadas a contratos anteriormente celebrados.
A Eneva também esclareceu que os valores pleiteados contra a companhia pelas requerentes, relacionados às disputas arbitrais, não compunham o saldo de provisão para contingências em seu último Balanço Patrimonial divulgado, uma vez que não atendiam aos critérios contábeis para tal, nem constavam das notas explicativas de “Provisões, Ativos e Passivos Contingentes”, não sendo classificadas com prognóstico de perda possível pela administração da Companhia, seus advogados e assessores jurídicos.
Paga provento nesta quinta, 12:
Alupar (ALUP11) [14]
A Alupar Investimento paga nesta quinta-feira, 12, os dividendos aprovados em 18 de dezembro de 2025. O montante total é de R$ 108.776.866,11. Esse valor corresponde a R$ 0,11 por ação ordinária (ALUP3); R$ 0,11 por ação preferencial (ALUP4); e R$ 0,33 por Unit (ALUP11), composta por 1 ação ordinária e 2 ações preferenciais. Tem direito ao recebimento desses dividendos os acionistas constantes nos registros da companhia ao final do dia 26 de dezembro de 2025.