
Publicado às 9h36 – atualizado às 9h57
Ibovespa futuro
O Ibovespa futuro (INDG26 contrato com vencimento para 18 de fevereiro/26) operava entre perdas e ganhos nesta sexta-feira, 6. Às 9h56 subia 0,02% aos 183.025 pontos. Embora considerado um indicador de como poderá se comportar o mercado, esse índice nem sempre antecipa as informações que vão condicionar o pregão a partir das 10h.
Dólar
Às 9h30 o dólar comercial tinha queda de 0,3% a R$ 5,23.
Petróleo e minério
Às 9h20 o preço do barril de petróleo Brent caía 0,07% (US$ 67,5). O Brent é referência para a Petrobras.
Nas negociações diurnas, o contrato futuro do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em queda de 1,23% a 760,5 iuanes (US$ 109,61). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas.
Futuros de ações em Nova York
Às 9h30 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em alta de 0,50% e o S&P 500 futuro com valorização de 0,53%. Nasdaq futuro subia 0,61%.
Notícias corporativas
Petrobras recebe R$ 1,65 bi do earnout de Sépia e Atapu
A Petrobras (PETR3, PETR4) divulgou nesta sexta-feira, 6, que recebeu o montante de R$ 1,65 bilhão dos parceiros dos blocos de Sépia e Atapu -TotalEnergies EP Brasil Ltda (28%), Petronas Petróleo Brasil Ltda (21%) e QatarEnergy Brasil Ltda (21%), em Sépia; e Shell Brasil Petróleo Ltda (25%) e TotalEnergies EP Brasil Ltda (22,5%), em Atapu.
Este pagamento se refere ao complemento da compensação firme (earnout) do exercício de 2025. Nos termos da portaria nº 08 de 19/04/2021 do Ministério de Minas e Energia (MME) e do edital da 2ª rodada de licitações do Excedente da Cessão Onerosa no regime de Partilha de Produção, realizada em 17/12/2021, foram estabelecidos valores de earnouts para os blocos de Sépia e Atapu, que serão devidos entre 2022 e 2032, e exigíveis a partir do último dia útil do mês de janeiro do ano subsequente ao que o preço do petróleo tipo Brent atingir média anual superior a US$ 40/bbl, limitado a US$ 70/bbl.
Petrobras adquire participação em bloco exploratório na República da Namíbia [1]
A Petrobras (PETR3, PETR4) adquiriu 42,5% de participação no Bloco 2613, localizado no offshore da República da Namíbia, na África. A informação foi divulgada nesta sexta-feira, 6. A operação foi realizada em parceria com a TotalEnergies, que também adquiriu 42,5% e atuará como operadora do bloco.
As empresas cedentes são a Eight Offshore Investment Holdings e a Maravilla Oil & Gas. Após a conclusão da transação, a Eight seguirá detendo 5% do bloco, enquanto a Maravilla encerrará sua participação no ativo. Com isso, o consórcio do Bloco 2613 passa a ser composto por Petrobras (42,5%), TotalEnergies (42,5%), Eight (5%) e a Namcor Exploration and Production (PTY) Ltd – empresa estatal detida pelo Governo da Namíbia (10%).
O Bloco está localizado na Bacia de Lüderitz e cobre uma área de cerca de 11 mil km² na costa da Namíbia.
“A aquisição marca o retorno da Petrobras à Namíbia e está alinhada à estratégia de longo prazo da companhia, voltada à diversificação de portfólio e à recomposição das reservas de petróleo e gás por meio da exploração de novas fronteiras e do fortalecimento de parcerias estratégicas”, afirmou a petroleira estatal em um comunicado.
A transação observou todos os trâmites de governança corporativa da companhia e está em conformidade com o Plano de Negócios 2026-2030, salientou a companhia.
Banco ABC (ABCB4) tem lucro de R$ 275,5 milhões no 4T25, alta de 13,4% [2]
O Banco ABC (ABCB4) divulgou nesta sexta-feira, 6, que no quarto trimestre de 2025 (4T25) teve lucro líquido de R$ 275,5 milhões, crescimento de 7,3% em relação ao terceiro trimestre (3T25) e de 13,4% em relação ao mesmo período do ano anterior (4T24).
No 4T25 o ROAE (Retorno sobre o Patrimônio Líquido Médio) foi de 16,3% alta em relação aos 15,2% do 4T24.
O lucro líquido atingiu R$ 1 bilhão em 2025, um crescimento de 3,2% em relação a 2024, enquanto o Retorno sobre Patrimônio Anualizado (ROAE) no período foi de 15,2%. “Esse resultado é reflexo de um balanceamento entre uma carteira a preços mais adequados, manutenção da qualidade de crédito e disciplina no controle das despesas”, afirmou o banco.
A Margem Financeira atingiu R$ 2,5 bilhões em 2025, o maior patamar histórico para essa linha, apresentando um crescimento de 6,8% em relação ao ano anterior.
A NIM (Margem de Juros Líquida) no 4T25 foi de 4,7% a.a., um crescimento de 33 pontos base em relação ao trimestre anterior e de 56 pontos base em relação ao mesmo período de 2024. Já no ano de 2025, a NIM foi de 4,3% a.a., no mesmo patamar apresentado em relação a 2024.
Vale (VALE3) informa sobre novos pedidos de bloqueio de recursos por autoridades [3]
A Vale (VALE3) informou na noite de quinta-feira, 5, que identificou três novas medidas judiciais relacionadas aos extravasamentos registrados nas unidades operacionais de Fábrica e Viga, em Ouro Preto e Congonhas, no estado de Minas Gerais.
As ações buscam a adoção de medidas liminares distintas, incluindo bloqueios patrimoniais, e foram propostas pelas seguintes autoridades: Ministério Público Federal, desta vez, referente ao extravasamento na unidade de Viga, com pedido de bloqueio patrimonial de R$ 200 milhões; Estado de Minas Gerais, em relação aos extravasamentos na unidade Viga, com o requerimento de bloqueio patrimonial de R$ 1 bilhão; e Ministério Público do Estado de Minas Gerais e o Estado de Minas Gerais, em relação aos extravasamentos na unidade de Fábrica, com o requerimento de bloqueio patrimonial de R$ 846 milhões.
“A companhia esclarece que os extravasamentos ocorridos nas unidades de Fábrica e Viga em janeiro de 2026 não têm qualquer relação com as barragens da Vale na região, as quais permanecem com condições de segurança inalteradas e sob monitoramento contínuo, 24 horas por dia, 7 dias por semana”, afirmou a mineradora em um fato relevante. A Vale destacou ainda que segue cooperando com as autoridades e apresentará suas manifestações dentro dos prazos legais.
“As causas dos eventos continuam sendo apuradas de forma técnica e estruturada, com transparência”, ressaltou a Vale.
A companhia informou também que já iniciou os trabalhos para a remoção de sedimentos e que está trabalhando no desenvolvimento do Plano de Recuperação de Áreas Degradadas, conforme compromissos com autoridades.
No dia 1° de fevereiro a Vale emitiu um comunicado onde afirmava que tomou conhecimento sobre a existência de uma Tutela Cautelar Antecedente interposta pelo Ministério Público Federal referente ao extravasamento ocorrido na mina de Fábrica, em Ouro Preto/MG, envolvendo o escoamento de água e sedimentos para áreas a jusante. O MPF pleiteia a adoção de medidas liminares, incluindo um bloqueio patrimonial no valor de R$ 1 bilhão.
Bradesco reporta lucro de R$ 6,5 bilhões no 4T25, alta anual de 20% [4]
Para o time de analistas da XP, o Bradesco (BBDC4) entregou um sólido quarto trimestre (4T25), amplamente em linha com as expectativas do mercado e com suas estimativas. O lucro líquido e um ROAE em torno de 15% confirmam a recuperação gradual da rentabilidade, sem grandes surpresas, destaca o time de analistas. A Receita Líquida de Juros (NII) permaneceu como o principal suporte, impulsionado por margens resilientes com clientes, crescimento da carteira e uma melhora na dinâmica de funding, enquanto o NII de Mercado seguiu modesto, avalia a equipe de analistas.
O Bradesco teve no quarto trimestre de 2025 (4T25) lucro líquido recorrente de R$ 6,51 bilhões, alta de 20,6% em relação ao mesmo trimestre de 2024 (4T24). No acumulado de 2025, o lucro foi de R$ 24,6 bilhões, crescimento de 26,1% em relação a 2024.
No 4T25 o retorno sobre o patrimônio líquido médio (ROAE) foi de 15,2%, alta de 0,5 ponto percentual na comparação com o terceiro trimestre (3T25) e uma variação de 2,5 p.p em relação ao 4T24.
As receitas totais atingiram R$ 36,1 bilhões no trimestre, crescendo 2,9% t/t e 9,8% a/a, impulsionadas pelo desempenho da margem financeira e receitas com serviços. A margem financeira chegou a R$ 19,2 bilhões no trimestre, crescendo 2,9% t/t e 13,2% a/a.
Em dezembro de 2025, o índice de inadimplência (atrasos acima de 90 dias) permaneceu estável. Os ativos problemáticos da carteira reestruturada diminuíram R$ 2,4 bilhões contra o trimestre anterior e R$ 10,5 bilhões na comparação anual e os ativos curados desse portfólio aumentaram 10,7% t/t e 58,2% a/a. Com isso, observamos redução da participação das operações em estágio 3 em todos os trimestres de 2025 e de 40 bps no último trimestre.
Multiplan (MULT3): lucro líquido de R$ 421,5 milhões no 4T25, queda de 17,7% [5]
A Multiplan (MULT3) teve no quarto trimestre de 2025 (4T25) lucro líquido de R$ 421,6 milhões, queda de 17,7% em relação ao registrado no mesmo período de 2024. O Ebitda no 4T25 chegou a R$ 707 milhões, crescimento de 6,1% na base anual de comparação. A Receita Líquida no quarto trimestre ficou em R$ 901,8 milhões, leve baixa de 3,7% na comparação anual.
BrasilAgro (AGRO3) reporta lucro de R$ 2,5 milhões no segundo trimestre do ano-safra 25/26 [6]
A BrasilAgro (B3: AGRO3; NYSE: LND) divulgou na véspera seus resultados do segundo trimestre do ano-safra 2025/2026 (2T26).
O lucro líquido foi de R$ 2,5 milhões no 2T26, revertendo o prejuízo de R$ 19,6 milhões do 2T25. Considerando o acumulado dos seis primeiros meses da safra, a companhia reportou prejuízo de R$ 61,7 milhões,
O Ebitda ajustado total somou R$ 6,99 milhões no 2T26, queda anual de 77%.
“Esse desempenho reflete, principalmente, a menor contribuição da cana-de-açúcar ao longo do semestre, parcialmente compensada pela evolução consistente das demais culturas e por decisões estratégicas de comercialização adotadas ao longo do ciclo”, afirmou a companhia.
A receita líquida somou R$ 191 milhões, alta de 25% na base anual.
A companhia tem estimativa de produção total na safra 25/26 21% maior que realizado em safra anterior, para 442.587 toneladas. “Com a revisão do mix de culturas e ajustes das áreas, a expectativa para a safra 2025/26 permanece positiva, apesar da irregularidade das chuvas no início do ciclo, que se estabilizaram ao longo do período e têm contribuído para bons níveis de produção”, afirmou a BrasilAgro em um fato relevante divulgado nesta quinta-feira.
Grendene (GRND3) antecipa pagamento de dividendo aprovado em dezembro/25 [7]
O conselho de administração da Grendene (GRND3), em reunião realizada nesta quinta-feira, 5, aprovou a antecipação e atualização do cronograma de pagamento dos dividendos extraordinários conforme deliberado e aprovado pelos acionistas na assembleia geral extraordinária realizada em 24 de dezembro de 2025, sendo que já foi pago aos acionistas em 14 de janeiro de 2026 o valor de R$ 400 milhões.
As novas datas de pagamento e do valor remanescente (R$ 579,9 milhões) passam a ser os seguintes: o valor de R$ 300 milhões, correspondente a R$ 0,33 será pago em 25 de fevereiro de 2026; e o valor de R$ 279,9 milhões, correspondente a R$ 0,31 será pago em 20 de maio de 2026.
As ações GRDN3 passaram a ser negociadas ex-dividendo desde 29 de dezembro de 2025.
A administração da Grendene confirma que a alteração do cronograma não modifica o montante total dos dividendos extraordinários, limitando-se a antecipar as parcelas e pagamentos, devidamente fundamentado, pela administração da companhia, na disponibilidade de caixa suficiente, sem comprometimento da liquidez e segurança financeira; compromisso com a remuneração aos acionistas, proporcionando retorno mais imediato e reforçando a confiança do mercado; e ausência de impacto nos compromissos operacionais e estratégicos, após análise financeira, que confirmou que a antecipação não compromete projetos, fluxo de caixa futuro ou capacidade de investimento.
BR Partners (BRBI11) reporta lucro de R$ 44,5 milhões no 4T25, alta de 5,7 no ano [8]
O BR Partners (BRBI11) teve lucro líquido de R$ 44,5 milhões no quarto trimestre de 2025 (4T25), alta de 5,7% na comparação com o mesmo trimestre de 2024 (4T24). No acumulado de 2025 o lucro líquido somou R$ 175,1 milhões, queda de 9,6% em relação a 2024.
O ROAE (Retorno sobre Patrimônio Líquido Médio) no 4T25 foi de 22,4%, alta de 2,0 p.p. em relação ao 4T24.
Amazon reporta lucro acima do esperado mas ações caem com previsão de gastos [9]
A Amazon (B3: AMZO34; Nasdaq: AMZN) reportou lucro líquido de US$ 21,1 bilhões no quarto trimestre de 2025, alta de 5,9%. O lucro líquido ajustado por ação foi de US$ 1,98. As projeções eram de US$ 1,97.
As receitas da gigante americana atingiram US$ 213,4 bilhões no trimestre, expansão de 14% em base anual, acima do esperado por analistas.
A companhia estima investir cerca de US$ 200 bilhões em despesas de capital em 2026, quantia que assustou os investidores. Às 7h49, nas negociações pré-abertura em Nova York, os papéis da Amazon tinham forte queda de 7,83%.
Movida assina financiamento com International Finance Corporation [10]
A Movida (MOVI3) informou que nos primeiros dois meses do ano negociou captações no montante total de R$ 3,5 bilhões no mercado local e internacional, concluindo a necessidade de captação de dívidas frente aos vencimentos de 2026.
A companhia destacou a participação da International Finance Corporation (IFC), membro do Grupo Banco Mundial, como financiadora em uma das operações realizadas no período.
A IFC é reconhecida globalmente pela aplicação de rigorosos padrões de avaliação de desempenho socioambiental e de governança em todos os seus investimentos. O pacote de financiamento concedido pela IFC visa apoiar a renovação da frota com veículos de baixa emissão de carbono, colaborando para a transição climática no Brasil.
Além disso, impulsiona o desenvolvimento do setor de mobilidade e da cadeia de suprimentos, ao ampliar o acesso a financiamento de longo prazo associado a padrões internacionais de sustentabilidade.
A captação de US$ 235 milhões conta com recursos próprios da IFC e também de bancos internacionais que iniciam seu relacionamento com a Movida por meio dessa operação.
Suzano (SUZB3) concluiu contratação de uma nova linha de crédito [11]
A Suzano (B3: SUZB3 | NYSE: SUZ) concluiu a contratação de uma nova linha de crédito rotativo (stand-by revolving credit facility) através de sua subsidiária Suzano International Finance B.V., substituindo a linha de crédito rotativo vigente desde fevereiro de 2022 e aumentando o total disponível em linhas de crédito rotativo de US$ 1,275 bilhão para US$ 1,775 bilhão.
A contratação da nova linha tem por objetivo ampliar a já robusta posição de liquidez, proporcionando maior flexibilidade do caixa ao longo dos próximos anos, afirmou a Suzano.
O valor contratado de US$ 1,775 bilhão tem prazo de disponibilidade até fevereiro de 2031. O custo de manutenção (commitment fee), caso a linha não seja desembolsada, será de 0,27% a.a., e caso a linha seja desembolsada, será de SOFR+ 0,90% a.a.