
Publicado às 19h36
O lucro líquido recorrente ajustado da B3 (B3SA3) totalizou R$ 1,46 bilhão no quarto trimestre (4T25), alta de 21,9% em relação ao mesmo trimestre de 2024 (4T24). Esse lucro é ajustado pelo benefício fiscal do ágio, que desconsidera, entre outros efeitos, o impacto contábil da atualização do imposto diferido e o JCP extraordinário.
Já o lucro líquido (atribuído aos acionistas) foi de R$ 907,8 milhões no 4T25, queda de 23% na comparação com o 4T25.
O Ebtida recorrente foi de R$ 1,82 bilhão, alta anual de 14,5%.
A receita da B3 totalizou R$ 2,65 bilhões no 4T25, alta de 10,5% em relação ao 4T24, e de 6,7% contra o 3T25, com crescimento em todos os segmentos.
O grupo de receitas pró-cíclicas, composto por Derivativos e Renda Variável, cresceu 2% em relação ao 4T24, enquanto o grupo de receitas recorrentes, formado pelas demais linhas excluindo reversão de provisões, apresentou alta de 23,2%.
Esse comportamento reforça a importante característica do modelo de negócios da B3, com receitas que asseguram previsibilidade em cenários contracíclicos e negócios que potencializam o crescimento em ciclos favoráveis.
Em Derivativos, o volume médio diário negociado (ADV) totalizou 10,7 milhões de contratos, queda de 6,8% em relação ao mesmo trimestre do ano passado, refletindo os menores volumes de derivativos de criptoativos e câmbio, e alta de 15, 2% em relação ao 3T25, com crescimento em todos os contratos. Vale destacar a evolução dos Futuros de Ethereum e Solana, que foram lançados em jun/25 e apresentaram um ADV médio de 157,9 mil contratos no 4T25, 183,0% acima do 3T25. O contínuo lançamento de produtos, visando diversificar o portfólio existente e ampliar a liquidez no mercado , permanece sendo uma estratégia relevante para esse segmento . Em Derivativos de Balcão, houve queda de 4,7% no volume de emissões, e alta de 6,3% no estoque.
Em Renda Variável, o volume financeiro médio diário negociado (ADTV) no mercado à vista totalizou R$26,2 bilhões, altas de 2,3% comparado ao 4T24 e 20,4% em relação ao 3T25. Foi observado um crescimento consistente ao longo do trimestre, com o ADTV de dez/25 totalizando R$ 29,1 bilhões, 31,8% acima de set/25.
Os crescimentos em ETFs (+14,3%), BDRs (30,9%) e Fundos Listados (4,6%) sustentaram o crescimento contra o 4T24, reforçando a importância da diversificação da prateleira de produtos, que trazem mais alternativas de alocação para o investidor e maior resiliência aos volumes negociados. No segmento de Renda Fixa e Crédito, as emissões de instrumentos de renda fixa cresceram 16,8%, enquanto o estoque apresentou alta de 17,9% (vs. 4T24), ainda refletindo um cenário de juros elevados.
Veja mais detalhes do resultado na tabela abaixo:
