
Foto: Defesa Civil de Congonhas (MG)
Publicado às 23h – atualizado em 1° de fevereiro com posição da Vale
O Ministério Público Federal (MPF) apresentou uma ação judicial contra a mineradora Vale (VALE3) pedindo o bloqueio de R$ 1 bilhão em contas bancárias da empresa, além da suspensão do direito de venda ou transferência da Mina de Fábrica, situada entre Ouro Preto e Congonhas (MG). A informação foi divulgada na sexta-feira, 30.
Em um comunicado o MPF explica que a medida decorre do extravasamento de aproximadamente 262 mil metros cúbicos de água e sedimentos, ocorrido em 25 de janeiro de 2026. Segundo o MPF, o evento causou “danos ambientais significativos em córregos que alimentam o Rio Maranhão e o Rio Paraopeba”.
A ação visa garantir recursos para a reparação integral dos danos e interromper operações que funcionavam em desacordo com a licença ambiental.
De acordo com as investigações do MPF, o vazamento ocorreu em uma estrutura chamada Cava Área 18.
“Embora a Vale tivesse autorização para depositar rejeitos no local temporariamente, a licença ambiental proibia expressamente a construção de qualquer estrutura de contenção (como uma barragem) dentro da cava”, afirma o comunicado.
Ainda segundo o MPF, vistorias técnicas revelaram que a empresa utilizava uma estrada de acesso interno como se fosse um barramento para segurar o volume de água e rejeitos. “Como essa via não foi projetada para suportar tal pressão, ela colapsou após o acúmulo de chuvas, liberando uma onda de lama e água sobre o meio ambiente e atingindo até escritórios de um empreendimento minerário vizinho”, destaca o comunicado.
A Vale divulgou um comunicado ao mercado na noite de domingo, 1° de fevereiro, em que afirma que “já se manifestou nos autos e apresentará oportunamente a sua defesa, dentro do prazo legal”.