
Publicado às 10h45
A prisão do líder venezuelano, Nicolás Maduro, elevou o grau de incerteza no mercado de petróleo e pode pressionar o preço do barril nas próximas sessões. Analistas avaliam que o risco geopolítico tende a pesar mais nas cotações no curto prazo. Na noite deste domingo os contratos futuros da commodity começam a ser negociados e será possível verificar o impacto.
Vale lembrar que o preço do contrato do Brent, referência para a Petrobras, para março/26 fechou na última sexta-feira, 2, cotado a 60,75 dólares.
O presidente norte-americano, Donald Trump, deixou claro em uma entrevista no sábado, que o setor petrolífero venezuelano passará a ser controlado por empresas dos Estados Unidos.
Trump afirmou os Estados Unidos irão levar para a Venezuela suas “grandes empresas petrolíferas” para investir “bilhões de dólares, consertar a infraestrutura gravemente danificada, a infraestrutura de petróleo, e começar a gerar dinheiro para o país”.
Se isso de fato ocorrer, analistas apontam que haverá mais petróleo no mercado, o que tende, no longo prazo, a reduzir os preços. Mas destacam que o preço do petróleo também sofre influência de vários outros fatores, não apenas o da lei da oferta e da procura.
O país caribenho tem as maiores reservas comprovadas de petróleo do mundo, com 303,2 bilhões de barris. A Arábia Saudita tem 267,2 bilhões e o Irã, 208,6 bilhões. Mas a produção é baixa, de cerca de 1 milhão de barris por dia. A Venezuela é membro da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep).