
Publicado às 14h16
O BTG Pactual (BPAC11) espera que 2026 comece de forma semelhante aos últimos meses de 2025, com as ações brasileiras apresentando bom desempenho, apoiadas por ciclos de flexibilização monetária no Brasil e nos Estados Unidos, ainda que com menor impulso vindo do mercado americano no primeiro semestre. As informações constam em um relatório divulgado neste mês de dezembro.
A avaliação é que a eleição para a Presidência da República pode aumentar a volatilidade ao longo de 2026, mas não nos primeiros meses, dado o recesso do Congresso e a consequente redução do fluxo de notícias políticas, deixando a queda dos juros como principal catalisador de mercado no curto prazo. As primeiras reuniões do Comitê de Política Monetária ocorrem já nos dias 27 e 28 de janeiro.
No relatório, a equipe de analistas comenta que um dos cenários eleitorais de curto prazo mais temidos já ocorreu com o apoio do ex-presidente Jair Bolsonaro ao filho, Flávio, e eventuais mudanças nesse quadro podem gerar reações positivas ou negativas conforme as pesquisas.
A avaliação é que até o fim de março ou início de abril, deve haver maior clareza sobre os principais adversários do presidente Lula, o que pode levar investidores a ajustar risco conforme o desempenho eleitoral projetado.
A estratégia defendida é manter o portfólio posicionado para se beneficiar da queda dos juros, especialmente no curto prazo, afirma o time do BTG.
A equipe destaca que o portfólio inicia o ano com elevada exposição a serviços básicos, além de ações de duration longa, infraestrutura, incorporadoras, setor financeiro e varejo selecionado, todos vistos como beneficiários de juros mais baixos.
Ainda de acordo com o relatório do BTG, a exposição à exportadoras e commodities permanece reduzida, com preferência por poucos nomes específicos como Embraer.
O desempenho forte das ações brasileiras em 2025 é atribuído a fatores globais como queda de juros de longo prazo, dólar mais fraco e diversificação internacional, apesar de um cenário fiscal doméstico ainda frágil.
Para 2026, o time do banco projeta que o crescimento econômico deve desacelerar moderadamente, com estímulos fiscais e creditícios compensando parcialmente a política monetária ainda restritiva.
A expectativa é que o Banco Central inicie cortes da Selic no início de 2026, com redução acumulada de 300 pontos-base ao longo do ano. O cenário global tende a ser menos favorável, com Estados Unidos resilientes, China com estímulos graduais e Fed (Banco Central norte-americano) mantendo juros no primeiro semestre.
“Ainda assim, projeta-se crescimento robusto de lucros em 2026, impulsionado pela queda dos juros, com setores domésticos e alavancados se beneficiando mais, enquanto o valuation do mercado segue atrativo e sensível a possíveis reduções do prêmio de risco”, destaca o relatório do banco.
Importante:
O Finance News não faz recomendação de compra ou venda de ativos. O texto acima tem por objetivo informar. Procure profissionais especializados e certificados para tomar qualquer decisão sobre investimentos. Para mais detalhes acesse o site da Comissão de Valores Mobiliários [1].
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