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Petrobras: Plano de Negócios 2026-2030 prevê investimentos de US$ 109 bilhões

 

Publicado às 22h13

O conselho de administração da Petrobras (PETR3, PETR4) aprovou, em reunião realizada nesta quinta-feira, 27, o Plano de Negócios 2026-2030 (PN 2026-30). 

No horizonte do PN 2026-30, a Petrobras prevê investimentos totais (Capex) de US$ 109 bilhões, sendo US$ 91 bilhões em projetos da Carteira em Implantação e US$ 18 bilhões na Carteira em Avaliação, composta por oportunidades com menor grau de maturidade. 

Esse valor corresponde uma redução em relação ao programa de US$ 111 bilhões para os anos de 2025 a 2029.

“Diante do cenário de preços mais baixos de petróleo, o PN 2026-30 reforça o compromisso de crescimento com geração de valor e com a sustentabilidade financeira da companhia, por meio da disciplina de capital, eficiência operacional, otimização de gastos operacionais e limites orçamentários para investimentos, além da adoção de critérios mais restritivos na governança de aprovação de projetos”, afirmou a petroleira estatal. 

Para garantir resiliência financeira e flexibilidade para responder às condições de mercado, o Plano introduz um novo mecanismo para a Carteira em Implantação, com duas classificações:

-Carteira em Implantação Base: US$ 81 bilhões, que engloba os projetos cujo orçamento foi aprovado no Plano, mesmo que ainda não sancionados. 

-“Carteira em Implantação Alvo”: US$ 91 bilhões, que, além dos projetos da Carteira em Implantação Base (US$ 81 bilhões), engloba projetos (US$ 10 bilhões) cuja confirmação do orçamento está condicionada à análise de financiabilidade. Avaliações trimestrais, à luz das projeções de fluxo de caixa e estrutura de capital, determinarão o avanço desses projetos, bem como eventual priorização.

Além da maior eficiência na alocação do Capex, estão previstas medidas para otimizar custos, com economia estimada de US$ 12 bilhões nos gastos operacionais gerenciáveis entre 2025 e 20302 , o que representa uma redução média anual de 8,5% em relação ao Plano anterior. Entre as iniciativas estão a redução de gastos em plataformas sem produção, otimização da logística aérea e marítima, otimização das intervenções em poços e inspeções submarinas, aproveitamento de frete de retorno, postergação de serviços não prioritários de rotina e conservação. 

O foco em óleo e gás continua como principal prioridade da Petrobras, sendo a estratégia de dupla resiliência – baixo custo e baixa emissão – fundamental para conciliar a liderança na transição energética justa com a segurança energética e o desenvolvimento sustentável do país. O crescimento sustentável da companhia se reflete na sua ambição de manter a relevância na oferta de energia brasileira, preservando a representatividade atual da Petrobras de 31% da oferta primária de energia do Brasil até 2050, com maior participação de fontes renováveis. 

Exploração e Produção (E&P) 

O PN 2026-30 destina investimentos de US$ 69,2 bilhões em projetos da Carteira em Implantação Alvo do E&P, no quinquênio. Desta carteira, 62% correspondem ao Pré-Sal, 24% em campos do Pós-Sal, 10% estão alocados em Exploração e cerca de 4% relacionados a Terra, Águas Rasas, ativos no Exterior, tecnologias ou projetos de descarbonização. A companhia eleva o patamar da curva de produção de óleo e gás no curto e médio prazo em relação ao Plano anterior, por meio de uma melhor gestão dos reservatórios, novos poços complementares e entrada de novos sistemas de produção, além de uma disponibilidade crescente de gás natural frente à oferta atual. Os projetos continuam se destacando pela dupla resiliência (econômica e ambiental) e pelo alto valor econômico, compondo um portfólio viável a cenários de baixos preços de petróleo no longo prazo, com Brent de equilíbrio prospectivo da carteira, em média, de US$ 25 por barril e intensidade de carbono de até 15 kgCO2e por barril de óleo equivalente no quinquênio.

A companhia ainda prevê uma média do Custo Total do Petróleo Produzido (CTPP) – que inclui custo de extração (abaixo de US$ 6/barril), participações governamentais e depreciação e depleção – de US$ 30,4/boe no quinquênio 2026 a 2030, considerando participações governamentais de acordo com o Brent médio estimado como premissa do planejamento, o que representa uma redução de cerca de US$ 6/barril em relação à estimativa de CTPP do Plano anterior. Serão implantados 8 (oito) novos sistemas de produção até 2030, sendo que 7 (sete) já estão contratados. Além disso, há outros 10 (dez) projetos a partir de 2030. A Petrobras atua como operadora de todos esses campos, com exceção do Raia, operado pela Equinor. No Campo de Búzios, no pré-sal, destaca-se a previsão de concluir a implantação de 11 FPSOs até 2027, com entrada em operação das plataformas já contratadas P-78, P-79, P-80, P-82 e P-83, além de estar em licitação uma 12ª unidade de produção, a P-91.

Refino, Transporte e Comercialização + Petroquímica e Fertilizantes (RTC) 

O PN 2026-30 destina US$ 15,8 bilhões em investimentos na carteira em Implantação Alvo para o segmento de Refino, Transporte, Comercialização, Petroquímica e Fertilizantes (RTC). 

Leia a íntegra do Plano clicando aqui [1].

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