
Publicado às 14h
Em um extenso relatório, a Genial Investimentos avalia que a recente tendência baixista do preço do petróleo atinge todas as empresas produtoras. Com o mercado menos favorável em termos de preço do barril do brent, seus analistas acreditam que os investidores devem observar a execução do plano de negócios de cada uma das petroleiras com foco principalmente em projetos/volume; eficiência/redução de custos e investimentos/aquisições.
Petrobras (PETR3, PETR4)
Com relação à Petrobras, a avaliação é que o próximo Planejamento Estratégico, que deverá ser conhecido na próxima quinta-feira, 27, deve ser acompanhado de perto no que diz respeito à produção, investimentos e, principalmente, alocação de capital. Nesse último ponto é onde a equipe da Genial explica que reside o maior risco para a tese da companhia e que, na leitura de seus analistas, explica boa parte do desconto estrutural da petroleira estatal em relação a outros pares globais à despeito dos fundamentos superiores. Com relação ao terceiro trimestre, o time da Genial afirma que ficou com uma visão “construtiva” do case da Petrobras. Do ponto de vista operacional, a avaliação é que a performance do 3T25 foi muito positiva: produção recorde, custos sobre controle e boa geração de caixa mesmo com investimentos acima do últimos trimestres.
Prio (PRIO3)
Com relação a Prio, o time da Genial destaca que os vetores que importam para a tese são o ramp-up orgânico, entrada de Wahoo em 2026, captura de sinergias em Peregrino e disciplina na alocação de capital. A equipe escreve que eles seguem intactos, destacando que mantém uma visão construtiva para a expansão de volumes, redução estrutural de custos e aceleração da geração de caixa a partir de 2026.
Brava (BRAV3)
Sobre a Brava, a avaliação é que, apesar da boa entrega operacional no trimestre (recorde de produção, menor lifting cost, capex modesto), o trimestre não “empolgou” tendo em vista a geração de caixa ainda modesta mesmo com a performance apresentada. Em relação à produção, a equipe da Genial salienta que os grandes gatilhos seguem sendo o resultado das perfurações dos campos off-shore em meio a uma tendência de estabilidade/declínio nos campos on-shore e a um patamar mais modesto de investimentos ao longo de 2026, com foco na geração de caixa/desalavancagem. “Por enquanto, não vemos gatilhos claros para a tese da empresa”, afirmam seus analistas.
PetroReconcavo (RECV3)
No relatório, o time destaca que ficou com “sentimento negativo” em relação à tese da PetroReconcavo, observando que, essencialmente, a mensagem na teleconferência de resultados do terceiro trimestre da empresa, foi de um cenário desafiador no que diz respeito aos esforços para revitalização dos ativos da empresa. Em relação a produção, a avaliação é que a petroleira não apenas apresentou resultados decepcionantes das suas últimas perfurações, como forneceu, segundo as informações divulgadas na teleconferência, perspectivas pouco interessantes em relação a uma eventual recuperação no curto prazo. Sobre dividendos, a gestão da companhia enfatizou a preferência por uma política flexível, sem “fórmula rígida”, ajustando o payout de acordo com o estágio do ciclo de investimento e com o nível de conforto em relação à alavancagem. A PetroReconcavo também mencionou que acompanha atentamente a discussão sobre eventual tributação adicional de dividendos no Brasil e que pode avaliar a antecipação de pagamentos extraordinários caso haja janela regulatória favorável.
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Importante:
O Finance News não faz recomendação de compra ou venda de ativos. O texto acima tem por objetivo informar. O preço-alvo é uma projeção baseada em uma metodologia e varia dependendo da instituição financeira. Procure profissionais especializados e certificados para tomar qualquer decisão sobre investimentos. Para mais detalhes acesse o site da Comissão de Valores Mobiliários [2].