
Publicado às 9h25 – atualizado às 9h47
Ibovespa futuro
O Ibovespa futuro (INDZ25 contrato com vencimento para 17 de dezembro) abriu em baixa nesta quinta-feira, 16. Às 9h47 caía 0,61% aos 144.775 pontos. Embora considerado um indicador de como poderá se comportar o mercado, esse índice nem sempre antecipa as informações que vão condicionar o pregão a partir das 10h.
Dólar
Às 9h46 o dólar comercial tinha queda de 0,27% cotado a R$ 5,448 na venda.
Petróleo e minério
Às 9h10 o preço do barril de petróleo Brent subia 0,55% (US$ 62,2). O Brent é referência para a Petrobras. Nas negociações diurnas, o contrato futuro para janeiro de 2026 do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em queda de 0,90% a 773,5 iuanes (US$ 108,5). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas.
Prévia do PIB tem alta em agosto, mas abaixo do esperado
O Banco Central do Brasil divulgou nesta quinta-feira seu Índice de Atividade Econômica IBC-Br. O indicador teve alta de 0,4% em agosto na comparação com o mês anterior, segundo dados dessazonalizados. A projeção de analistas em pesquisa da Reuters era de alta de 0,6%. O IBC-Br é considerado uma prévia do PIB.
Notícias corporativas desta manhã:
WEG (WEGE3) anuncia aquisição do controle da Tupi Mob
A WEG (B3: WEGE3) anunciou nesta quinta-feira, 16, a celebração de acordos vinculantes para investimento e aquisição de aproximadamente 54% do capital social da Tupinambá Energia (Tupi Mob), empresa com destacada atuação no mercado de softwares e serviços completos para gestão de redes de recarga de veículos elétricos. O valor total do investimento é de R$ 38 milhões, estando sujeito a ajustes de preços comuns a este tipo de operação. A conclusão da transação está sujeita ao cumprimento de determinadas condições precedentes, dentre as quais as aprovações regulatórias necessárias relativas à transação.
Fundada em 2019, em São Paulo, a Tupi Mob é proprietária do Aplicativo Tupi, uma plataforma digital robusta que conecta usuários de veículos elétricos a redes de recarga. Com mais de 370 mil usuários cadastrados e mais de 1,3 milhão de recargas realizadas, já forneceu 26 GWh de energia. A Tupi Mob ocupa uma posição estratégica no ecossistema de mobilidade elétrica, integrando fornecedores de energia, fabricantes de estações de recarga, operadores de redes, montadoras e usuários finais. Sua atuação é reconhecida por oferecer soluções completas e personalizadas para grandes marcas do setor automotivo e operadores de pontos de recarga. Atuando como provedora de serviços de mobilidade elétrica (eMSP), a Tupi Mob oferece o Aplicativo Tupi para usuários e a plataforma Tupi Conecta, que permite a gestão de redes de recarga por grandes marcas do setor automotivo e operadores de pontos de recarga. A operação conta com 36 colaboradores, movimentou aproximadamente R$ 40 milhões em recargas nos últimos 12 meses e registrou receita líquida de R$ 8,6 milhões em 2024.
“A Tupi Mob fortalece a estratégia da WEG de liderar a transformação do setor de mobilidade elétrica. A aquisição também abre caminho para a expansão gradual do modelo em mercados internacionais, consolidando um ecossistema inovador e eficiente para recarga de veículos elétricos”, afirmou a WEG em um comunicado ao mercado.
Grupo Multi (MLAS3) tem decisão desfavorável no Carf
O Conselho Administrativo de Recursos Fiscais (Carf) julgou processos administrativos fiscais movidos contra o Grupo Multi (MLAS3). O julgamento foi encerrado com empate, no qual foram proferidos três votos favoráveis e três votos desfavoráveis. O desempate foi dado pelo presidente da turma com voto de qualidade desfavorável à companhia. Em um fato relevante enviado ao mercado nesta quinta-feira, 16, o Grupo Multi afirmou que “continuará a tomar todas as medidas necessárias à defesa de seus direitos, o que fará mediante avaliação do inteiro teor da decisão em conjunto com seus advogados, tão logo divulgada”.
Ainda de acordo com a companhia, não há, neste momento, alteração no prognóstico de perda para essas contingências, no valor atualizado de R$ 1.116.087.170,31, que seguem classificadas como de perda “possível”.
Notícias da noite de quarta, 15:
JP Morgan passa a deter 5,03% do total das ações da MBRF (MBRF3) [1]
O JP Morgan Chase & Co passou a deter o percentual de 5,03% do total das ações de emissão da MBRF (MBRF3), representado por 72.373.205 ações ordinárias.
A informação consta em um comunicado da MBRF divulgado nesta quarta-feira, 15.
“O aumento da participação teve motivação exclusiva de investimento e de proteção de riscos financeiros assumidos em operações celebradas com clientes e não visa, portanto, alterar a composição do controle ou da estrutura administrativa da companhia”, afirmou o JP Morgan.
Duas companhias têm ‘data com’ nesta quinta, 16. Confira: [2]
A ‘data com’ (data de corte) para ter direito aos juros sobre o capital do Banco Pine (PINE4), anunciados em 13 de outubro, é nesta quinta, 16. A partir de 17 de outubro as ações serão negociadas “ex-direitos aos JCP. O valor bruto por ação é de R$ 0,25. O pagamento ocorrerá no dia 27 de novembro de 2025.
A ‘data com’ para ter direito ao dividendo da Comgás (CGAS5; CGAS3), anunciado também em 13 de outubro, [3]é nesta quinta-feira, 16. As ações da companhia serão negociadas “ex’ dividendos a partir de 17 de outubro, inclusive. O valor total é de R$ 700 milhões. A quantia de R$ 537.010.765,49 será paga às ações ordinárias, no valor de R$ 5,17 por ação. O montante de R$ 162.989.234,51 será pago às ações preferenciais, no valor de R$ 5,68 por ação. O pagamento aos acionistas ocorrerá em 31 de outubro de 2025.
Petrobras: a expectativa do Citi para o 3T25 da petroleira [4]
O time de analistas do Citi avalia que a Petrobras (PETR3, PETR4) deve divulgar um resultado operacional robusto no terceiro trimestre de 2025 (3T25). Para o banco, deve impulsionar o resultado da estatal um aumento na produção de petróleo e maior atividade de refino.
A Petrobras divulga relatório de produção em 24/10 e resultado do 3T25 em 6/11 [5].
A produção deve alcançar 2,4 milhões de barris por dia, alta de 5% na comparação com o segundo trimestre de 2025 (2T25).
No entanto, a equipe do Citi manteve a cautela com a alavancagem da estatal em um contexto de menor preço do petróleo, com o pagamento de dividendos ordinários acima da geração de fluxo de caixa livre, e chances de aumento da presença da companhia no mercado de distribuição e participação do leilão do pré-sal em novembro.
Ações do BB (BBAS3) fecharam em queda na quarta, 15. Entenda: [6]
Ao contrário das ações de outros bancões, os papéis do Banco do Brasil (BBAS3) fecharam em queda de 1,84% na quarta-feira, 15, cotados a R$ 20,32. Segundo analistas de mercado, pesou contra a possibilidade de o banco estatal ser chamado, junto a outras instituições financeiras como a Caixa, a dar suporte aos Correios.
O presidente dos Correios, Emmanoel Rondon, divulgou que a estatal negocia um empréstimo de R$ 20 bilhões com um consórcio de bancos, com garantia do Tesouro Nacional, para reforçar o caixa da empresa este ano e em 2026. O consórcio de bancos deve incluir o Banco do Brasil. A operação de crédito faz parte do plano de reestruturação apresentado pelos Correios, que enfrenta uma grave crise.
As units do Santander Brasil (SANB11) encerraram a sessão desta quarta-feira com ganhos de 1,75%; os papéis PN do Bradesco (BBDC4) subiram 1,17%. Já as ações do Itaú encerraram estáveis.
TIM (TIMS3) antecipa pagamento da 3° parcela do dividendo complementar [7]
A TIM (B3: TIMS3; NYSE: TIMB) informou nesta quarta-feira, 15, que antecipará para o dia 21 de outubro de 2025 o pagamento da terceira parcela dos dividendos complementares anunciados em 27 de março de 2025. O valor soma R$ 684 milhões de reais. O pagamento estava inicialmente previsto para ser realizado até dia 23 de outubro. O dia 3 de abril de 2025 é a data para identificação dos acionistas com direito a receber os valores. As ações adquiridas após essa são negociadas ex-direito a esses dividendos. O valor por ação é R$ 0,282667489. A 1ª e 2ª parcelas dos dividendos complementares já foram pagas em 22/04/2025 e 23/07/2025, respectivamente.
Eve, da Embraer, e InvestSP promovem encontro estratégico para acelerar regulamentação e infraestrutura para voos eVTOL [8]
A Eve Air Mobility (NYSE: EVEX, EVEXW; B3: EVEB31) em parceria com a InvestSP, promoveu em São Paulo um encontro estratégico que reuniu autoridades, representantes de órgãos reguladores, ambientais e de segurança, além de operadores, para discutir e alinhar os próximos passos para a implementação do eVTOL no Brasil.
A Eve é uma empresa controlada pela Embraer (EMBR3) que desenvolve veículos elétricos de pouso e decolagem vertical.
A iniciativa abordou temas essenciais para viabilizar o início das operações comerciais da aeronave elétrica de pouso e decolagem vertical em 2027, incluindo regulamentação, desenvolvimento de infraestrutura como vertiportos e pontos de recarga, e a formação de profissionais na indústria de Mobilidade Aérea Urbana.
O eVTOL da Eve será produzido em Taubaté, interior de São Paulo, em uma planta com capacidade para fabricar até 480 unidades por ano. A empresa já acumula cerca de 2,8 mil pedidos globais, incluindo pedidos firmes e cartas de intenção de compra, com valor de aproximadamente US$ 14 bilhões. O modelo comporta cinco ocupantes (um piloto e quatro passageiros) e possui autonomia de até 100 quilômetros, buscando atender demandas da indústria de Mobilidade Aérea Urbana e contemplando missões intraurbanas e regionais de curta distância.
A Eve projeta uma redução significativa nos tempos de deslocamento em rotas urbanas estratégicas, como a ligação entre a zona sul de São Paulo e o Aeroporto Internacional de Guarulhos, passando de até 150 minutos por via terrestre para cerca de 15 minutos com o eVTOL.
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