
Publicado às 9h21 – atualizado às 10h16
Ibovespa futuro
O Ibovespa futuro (INDZ25 contrato com vencimento para 17 de dezembro) abriu em leve queda nesta sexta-feira, 24, mas virou para alta. Às 10h16 subia 0,67% aos 149.800 pontos. Embora considerado um indicador de como poderá se comportar o mercado, esse índice nem sempre antecipa as informações que vão condicionar o pregão a partir das 10h.
Dólar
Às 10h14 o dólar comercial tinha queda de 0,36% cotado a R$ 5,367.
Prévia da inflação oficial
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi de 0,18% em outubro e ficou 0,30 ponto percentual (p.p.) abaixo do resultado de setembro (0,48%). Pesquisa da agência Reuters com economistas projetava alta de 0,25 por cento para o período. No ano, o IPCA-15 acumula alta de 3,94% e, nos últimos 12 meses, de 4,94%, abaixo dos 5,32% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2024, a taxa foi de 0,54%.
Petróleo e minério
Às 9h10 o preço do barril de petróleo Brent subia 0,64% (US$ 66,4). O Brent é referência para a Petrobras.
Nas negociações diurnas, o contrato futuro para janeiro de 2026 do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em queda de 0,58% a 771 iuanes (US$ 108,19). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas.
Notícias corporativas
Braskem (BRKM5) aprova projeto para o aumento da capacidade na central petroquímica do RJ
O conselho de administração da Braskem (BRKM5) aprovou a realização do investimento para aumento da capacidade base etano de sua central petroquímica do Rio de Janeiro em 220 mil toneladas de eteno por ano e de volumes equivalentes de polietileno. O valor total estimado do investimento é de aproximadamente R$ 4,2 bilhões, podendo variar em até 30% dado o atual estágio de maturidade do projeto.
A implementação, com estimativa de conclusão para o final de 2028, está condicionada à obtenção de financiamento, adicionalmente aos recursos já aprovados no âmbito do benefício do REIQ Investimentos para 2025 e 2026.
O conselho de administração também aprovou a contratação de volume adicional de etano necessário ao suprimento de matéria prima do Projeto, mediante celebração de contrato de fornecimento de longo prazo com a Petrobras, sujeita à conclusão da negociação dos seus termos. O Projeto, inserido no contexto do Plano de Transformação da companhia aprovado pelo conselho de administração no início do ano, busca um aumento da competitividade da Braskem por meio da utilização de gás em sua matriz de matéria-prima para produção de polietileno.
Usiminas (USIM5) reporta prejuízo de R$ 3,5 bi no 3T25; Ebitda tem leve alta [1]
A Usiminas (USIM5) divulgou nesta sexta-feira, 24, que teve prejuízo líquido de R$ 3,5 bilhões no terceiro trimestre de 2025 (3T25). Dessa forma a companhia reverte o lucro de R$ 185 milhões obtido no mesmo período do ano passado (3T24).
“A administração efetuou análise de recuperabilidade de seus ativos conforme previsto nas normas contábeis, com premissas baseadas no ambiente macroeconômico e na situação de mercado, resultando em perda por impairment de ativos no valor de R$2,2 bilhões, além de R$1,4 bilhão pela avaliação de recuperabilidade de impostos diferidos. Esses lançamentos não têm efeito no caixa”, explicou a Usiminas no release de resultados. Sem o efeito mencionado, o lucro líquido teria sido R$108 milhões.
O Ebitda ajustado atingiu R$ 434 milhões no período, um avanço de 2% na base anual de comparação e de 6% na base trimestral. A margem Ebitda ajustada atingiu 7%, um avanço de 0,3 ponto percentual ante o terceiro trimestre de 2024.
“A Usiminas apresentou evolução positiva no Ebitda e na geração de caixa no 3T25, apesar da pressão cada vez maior das importações em condição de competição desleal, principalmente de origem chinesa”, afirmou a companhia.
“Os menores custos e redução de despesas na unidade de Siderurgia, junto com os maiores volumes e preços de vendas na unidade de Mineração, foram os principais fatores que levaram à melhora dos resultados”, explicou a siderúrgica, destacando que as ações tomadas para o controle do capital de giro resultaram em uma forte geração de caixa e redução da alavancagem.
A receita líquida caiu 3% na comparação com o 3T24, para R$ 6,6 bilhões no 3T35.
Fitch eleva ratings de crédito da Vale (VALE3) [2]
A agência de classificação de risco Fitch Ratings, uma das mais importantes do mundo, elevou nesta quinta-feira, 23, o Rating da Vale (VALE3) de “BBB” para “BBB+”, com perspectiva “estável”, quanto à inadimplência do emissor (IDR) de longo prazo em moeda estrangeira e moeda local.
A agência também elevou de “BBB” para “BBB+” os ratings da dívida sênior sem garantia da Vale e da Vale Overseas Limited, e reafirmou em “AAA(bra)” o rating de Longo Prazo em Escala Nacional e as debêntures locais da Vale.
“A elevação dos ratings da Vale reflete melhorias do mix de produtos, com maior diversificação e valor agregado, maior flexibilidade operacional e escala, bem como mitigação de riscos ambientais que reduziram incertezas envolvendo litígios”, afirmou a agência, destacando que, como resultado, o perfil de crédito da Vale se fortaleceu dentro da categoria de rating e em comparação com seus pares.
Ainda de acordo com a Fitch, os ratings refletem a posição de destaque da companhia no negócio de minério de ferro, sua posição de baixo custo, reservas de minerais de alto teor com longa vida útil, a conservadora estrutura de capital e sua elevada flexibilidade financeira.
A Fitch acredita que a baixa alavancagem e a sólida geração de fluxo de caixa livre (FCF) da Vale serão mantidas ao longo dos diferentes ciclos de preços do minério de ferro e que a empresa administrará de forma conservadora as oportunidades de crescimento e de competitividade e o retorno aos acionistas.
Azul (AZUL4) estima uma alavancagem líquida de 2,5x na saída do processo de recuperação judicial [3]
A Azul (AZUL4) anunciou na noite desta quinta-feira, 23, a divulgação de um Plano de Negócios atualizado, como parte de seu processo de Chapter 11 (recuperação judicial) nos Estados Unidos, concebido para transformar o futuro financeiro da companhia e “posicionar o negócio para o sucesso de longo prazo”.
O Plano de Negócios descreve o plano de malha e capacidade da Azul, juntamente com estimativas atualizadas para iniciativas de redução de custos alcançadas durante o processo do Chapter 11.
O Plano destaca que a aérea espera emergir como uma companhia significativamente mais saudável, com menos dívidas gerais, menores passivos de arrendamento, menores pagamentos de arrendamento de aeronaves e alavancagem consideravelmente menor.
A companhia estima uma alavancagem líquida de 2,5x na saída do processo. A Azul também informa que algumas negociações ainda estão em andamento com determinados fabricantes de aeronaves e motores (OEMs) e arrendadores de frota.
“Embora ainda não concluídas, a companhia está confiante no sucesso dessas negociações nas próximas semanas”, afirmou a Azul.
No Plano de Negócios, a aérea também divulgou informações financeiras consolidadas preliminares e não auditadas referentes ao 3T25, com o intuito de manter o mercado informado sobre a evolução de seu desempenho financeiro e operacional ao longo do processo de reestruturação.
A Receita Operacional Líquida somou R$ 5,73 bilhões. O Ebitda ajustado foi de R$ 1,98 bilhão. Segundo a Azul, as despesas operacionais ficaram R$ 79,3 milhões abaixo do planejado, mesmo com o aumento de 2,7% no preço do combustível (R$17,3 milhões) e maiores despesas de contingência com clientes (R$41,5 milhões)
A Azul ressaltou que tais informações são preliminares e não foram auditadas por auditores independentes; foram elaboradas exclusivamente para atender aos requisitos do Chapter 11, seguindo práticas e critérios estabelecidos pelas normas dos Estados Unidos aplicáveis a esse processo; e não devem ser comparadas diretamente às demonstrações financeiras regulares anteriormente divulgadas pela Azul. Veja mais detalhes na tabela abaixo:
Expectativa para a divulgação do relatório de produção da Petrobras nesta sexta-feira [4]
A Petrobras (PETR3, PETR4) divulgará nesta sexta-feira, 24, relatório de produção e vendas referente ao terceiro trimestre (3T25). Será após o fechamento do mercado.
O aumento da produção deve sustentar resultados mais fortes da estatal no terceiro trimestre de 2025, apesar de um lucro líquido menor, avalia a equipe da XP.
Vale lembrar que os resultados financeiros do 3T25 da estatal serão divulgados no dia 6 de novembro de 2025, também após o fechamento dos mercados. No dia 7 de novembro de 2025, será realizado um webcast para apresentar os resultados da companhia referentes ao terceiro trimestre. O evento será apresentado em português e contará com tradução simultânea para o inglês. O webcast será às 11:30min (hora de Brasília).
Já a equipe do BTG Pactual mantém uma visão construtiva para a Petrobras antes da divulgação do Plano de Negócios 2026–2030, que, segundo o banco, pode revisar para baixo o capex e o opex, enquanto o guidance de produção tende a subir. O Plano está previsto para ser divulgado no fim de novembro.
O plano atual (2025–2029) ainda considera o preço do barril do Brent, referência para a Petrobras, a US$ 83, frente à média anual de US$ 70, sugerindo espaço para ajustes conservadores. O time do BTG escreve em relatório que, mesmo com preços menores de petróleo, a companhia deve gerar forte fluxo de caixa e dividendos em 2026.
A avaliação é que, embora o espaço para ajustes de capex diminua, os projetos não aprovados seguem como instrumento essencial para preservar a posição de dívida neutra e otimizar retornos aos acionistas. A equipe de analistas calcula que para manter a atratividade em termos ajustados ao risco, a Petrobras precisa sustentar um retorno para o acionista cerca de 5 p.p. acima de concorrentes globais, caso contrário, o apelo relativo da ação tende a enfraquecer.
SLC (SLCE3): o que esperar do 3T25 da companhia? [5]
O time de analistas da XP projeta que a SLC (SLCE3) vai entregar um trimestre forte, principalmente impulsionado por comparativos fáceis na base anual em soja e milho. A companhia vai divulgar os resultados do terceiro trimestre de 2025 em 6 de novembro, após o fechamento do mercado.
Pelo lado negativo, o time de analistas projeta queda nas margens do algodão devido ao mix entre safra antiga e nova. A equipe estima receita líquida de R$ 1,9 bilhão, alta de 25% na base anual de comparação, enquanto projeta Ebitda ajustado e lucro líquido caixa em R$ 625 milhões (+130% no ano) e R$ 68 milhões, respectivamente. Com relação à geração de fluxo de caixa livre, a projeção é próxima ao equilíbrio, já que a SLC pagará outra parcela da aquisição de terras da Sierentz. Em resumo, o time da XP não espera que o trimestre seja um catalisador para a ação da companhia. No ano de 2025 as ações da SLC acumulam queda de 8% até o fechamento do mercado nesta quinta-feira, 23. Nos últimos 6 meses a queda acumulada é de 21%.
TPI (TPIS3) reporta prejuízo no 3T25 [6]
A TPI – Triunfo Participações e Investimentos (TPIS3) divulgou nesta quinta-feira, 23, o resultado do terceiro trimestre de 2025 (3T25).
A companhia reportou prejuízo de R$ 16,2 milhões. Dessa forma reverte o lucro líquido de R$ 14,7 milhões registrado um ano antes.
No terceiro trimestre de 2025, o Ebitda ajustado foi de R$ 138,4 milhões, alta anual de 16,8%. O Ebitda ajustado exclui margem de construção, receitas(despesas) não recorrentes, provisão para manutenção, Remuneração do Ativo Financeiro, margem de construção e rateio de despesas da controladora. A receita líquida ajustada, que não considera a receita de construção, teve um aumento de 3,4% no terceiro trimestre de 2025 em relação ao mesmo período do ano anterior, para R$ 282,1 milhões.
Após OPA para fechar capital da Wilson Sons, SAS passa a deter 97,65% da companhia [7]
Foi realizado nesta quinta-feira, 23, o leilão da oferta pública de aquisição de ações unificada da Wilson Sons (PORT3). A oferta foi lançada pela SAS Shipping Agencies Services Sàrl e tem como objetivos de adquirir as ações ordinárias da companhia detidas pelos acionistas minoritários, cancelar o registro da Wilson Sons como emissora de valores mobiliários perante a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e promover a saída da companhia do segmento do Novo Mercado da B3.
A SAS adquiriu 130.960.732 ações ordinárias de emissão da companhia, equivalentes a aproximadamente 29,57% de seu capital social. Dessa forma, a SAS passará a deter 432.542.080 ações ordinárias de emissão da Wilson Sons, representando aproximadamente 97,65% do capital social.
“Considerando que os acionistas titulares de ações correspondentes a mais de dois terços das ações habilitadas no Leilão, venderam suas ações à Ofertante ou manifestaram concordância expressa com o cancelamento do registro, e consequentemente com a saída da Companhia do Novo Mercado, a Wilson Sons deixará de integrar o referido segmento da B3 e dará prosseguimento aos trâmites necessários para o cancelamento de seu registro de companhia aberta categoria “A” perante a CVM, nos termos da regulamentação aplicável”, afirma o fato relevante enviado ao mercado nesta quinta-feira.
Plataforma da B3 que consolida investimentos de diferentes corretoras passa a incluir ativos de renda fixa [8]
A Área do Investidor da B3 (B3SA3) passa a disponibilizar a visualização de todos os extratos e posições de aplicações financeiras em renda fixa. Até então, só era possível acessar os investimentos em renda variável. A B3 explicou que aplicações de investimento automático e contas remuneradas, conhecidas como “cofrinhos” ou “caixinhas”, não são disponibilizadas na Área do Investidor.
A plataforma consolida todas as posições que o investidor detém em investimentos negociados ou registrados na Bolsa, mesmo que estejam em corretoras diferentes, o que facilita a visão geral das finanças. O acesso é gratuito para todas as pessoas que investem.
No site, o investidor pode fazer o cálculo do fator do CDI (Certificado de Depósito Interfinanceiro) entre duas datas usando a calculadora de renda fixa da B3. A ferramenta cobre 90% das debêntures e 100% dos títulos públicos, além dos principais CRAs e CRIs negociados no mercado secundário, com atualização constante realizada por um time de especialistas.
Por meio da Área do Investidor, também é possível gerar relatórios que oferecem um panorama completo da carteira, com diversos filtros que facilitam a gestão de investimentos e que podem ser exportados em PDF ou como arquivo Excel.
Em agosto, a B3 anunciou a disponibilização de uma funcionalidade que utiliza IA generativa e machine learning para analisar o valor intrínseco e a saúde financeira de todas as empresas listadas na Bolsa.