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Eletrobras (ELET3): qual o impacto da venda da fatia na Eletronuclear?

 

 

 

 

Publicado às 13h50

Para a equipe da Genial Investimentos, a venda da participação minoritária da Eletrobras (ELET3) na Eletronuclear, anunciada na quarta-feira, 15, marca um movimento estratégico de desalavancagem de riscos e foco em ativos de maior retorno e previsibilidade. A avaliação é que, embora a transação implique o reconhecimento contábil de uma perda relevante (R$7 bilhões), a companhia se beneficia da liberação de garantias expressivas, constituição de crédito fiscal, liberação da integralização de recursos da empresa no projeto e da transferência integral de obrigações futuras associadas ao projeto de Angra III – um empreendimento historicamente problemático, de maturação longa e questionável viabilidade econômica.

Ainda de acordo com a Genial, o movimento reforça a tese de “de-risking” da Eletrobras, permitindo que a empresa direcione capital e esforços para ativos mais rentáveis e alinhados à sua estratégia de eficiência e geração de valor no novo ciclo pós-privatização.

A Eletrobras efetivou em 14 de outubro de 2025 a assinatura de contrato com a J&F, holding da família Batista, para venda de sua participação integral na coligada Eletronuclear. O preço foi de R$ 535 milhões pela participação societária. A compradora assumirá as garantias prestadas pela Eletrobras em favor da Eletronuclear, adotando as providências necessárias junto aos respectivos credores e parceiros da mesma. Ainda segundo a Eletrobras, a compradora assumirá a responsabilidade pela integralização das debêntures acordadas no Termo de Conciliação firmado com a União, no valor de R$ 2,4 bilhões. 

“As condições acima permitirão a plena liberação da Eletrobras das responsabilidades remanescentes com sua coligada, melhorando o perfil de risco e permitindo liberar capital alocável da companhia”, afirmou a Eletrobras em um fato relevante. 

Considerando o valor de investimento registrado na coligada de R$ 7,8 bilhões no segundo trimestre de 2025 (2T25), o processo de venda resultou numa provisão de aproximadamente R$ 7 bilhões, contabilizada no terceiro trimestre (3T25). 

“A transação representa um marco importante para a Eletrobras e reforça o compromisso assumido com os seus acionistas e o mercado, de otimização de seu portfólio e alocação de capital, com foco na geração de valor e simplificação de sua estrutura conforme previsto em seu Plano Estratégico”, ressaltou a Eletrobras. 

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Importante:

O Finance News não faz recomendação de compra ou venda de ativos. O texto acima tem por objetivo informar. O preço-alvo é uma projeção baseada em uma metodologia e varia dependendo da instituição financeira. Procure profissionais especializados e certificados para tomar qualquer decisão sobre investimentos. Para mais detalhes acesse o site da Comissão de Valores Mobiliários [2].