
Publicado às 14h20
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Após o Vale Tour e diante da resiliência do minério de ferro em torno de US$ 105/t, o time de analistas do BTG Pactual reforçou que a Vale (VALE3) está entregando uma estratégia comercial mais eficiente, com ganhos de mix que devem elevar prêmios e reduzir descontos de sílica, refletindo em maior Ebitda por tonelada.
Em relatório, o time do banco destacou que a gestão da mineradora reiterou disciplina de capex, reduzindo o orçamento de 2025 para US$ 5,4 bilhões a R$ 5,7 bilhões (ante US$ 5,9 bilhões anteriormente). Isso abre espaço para maior geração de caixa e potencial de dividendos extraordinários, estimados entre US$ 500 milhões e US$ 1 bilhão até o fim do ano, avalia a equipe de analistas.
Com relação ao minério de ferro, o banco revisou as premissas de preço para US$ 100/t em 2025 e US$ 92,5/t em 2026, incorporando suporte de curva de custo mais robusta, exportações fortes de aço da China e restrições de oferta de players secundários.
Mas, apesar da melhora estrutural e da estabilização de passivos institucionais, a equipe do BTG segue com recomendação “neutra”. Seus analistas projetam yield de geração de caixa livre inferior a 10% em 2026, considerado razoável, mas não suficiente para justificar uma expansão de múltiplo, especialmente diante da dependência estrutural do mercado chinês, explicam no relatório.
Importante:
O Finance News não faz recomendação de compra ou venda de ativos. O texto acima tem por objetivo informar. O preço-alvo é uma projeção baseada em uma metodologia e varia dependendo da instituição financeira. Procure profissionais especializados e certificados para tomar qualquer decisão sobre investimentos. Para mais detalhes acesse o site da Comissão de Valores Mobiliários [4].