
Publicado às 9h22 – atualizado às 9h52
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Ibovespa futuro
O Ibovespa futuro (INDV25 contrato com vencimento para 15 de outubro) abriu em queda nesta quinta-feira, 25. Às 9h52 caía 1,02% aos 147.270 pontos. Embora considerado um indicador de como poderá se comportar o mercado, esse índice nem sempre antecipa as informações que vão condicionar o pregão a partir das 10h. O mercado repercute a prévia inflação oficial no Brasil e dados da economia dos Estados Unidos.
A leitura final do Produto Interno Bruto dos EUA no segundo trimestre (2T25) subiu 3,8%, ante contração de 0,5% no primeiro trimestre (1T25). Os preços do indicador PCE (índice de preços de gastos com consumo pessoal) no 2T25, na leitura final, subiram 2,1%, ante 3,7% do 1T25. Na última prévia do trimestre, a leitura foi de alta de 2%.
Dólar
O dólar virou para alta. Às 9h50 o dólar comercial subia 0,09% cotado a R$ 5,333 na venda.
Prévia da inflação oficial
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15) foi de 0,48% em setembro e ficou 0,62 ponto percentual (p.p.) acima do resultado de agosto (-0,14%). O dado foi divulgado nesta manhã pelo IBGE. A média dos analistas ouvidos pela Reuters projetava alta de 0,51% no mês. O IPCA-15 é considerado a prévia da inflação oficial.
Petróleo e minério
Às 9h15 o preço do barril de petróleo Brent tinha baixa de 0,55% (US$ 68,9). O Brent é referência para a Petrobras. Nas negociações diurnas, o contrato futuro para janeiro de 2026 do minério de ferro negociado na bolsa de Dalian, na China, fechou em alta de 0,25% a 805,5 iuanes (US$ 112,9). A cotação pode impactar os papéis da brasileira Vale (VALE3) e CSN Mineração (CMIN3). Lembramos que o preço do contrato ainda tem oscilação nas próximas horas.
Futuros de ações em Nova York
Às 9h41 em Wall Street, o Dow Jones futuro operava em queda de 0,20% e o S&P 500 futuro com desvalorização de 0,43%. Nasdaq futuro caía 0,64%.
Notícias corporativas
Ambipar (AMBP3) entra com pedido de cautelar contra credores
A Ambipar (AMBP3) anunciou nesta quinta-feira, 25, que ajuizou ação de Tutela Cautelar em Caráter Antecedente, cujos pedidos liminares foram concedidos em sua integralidade nesta data.
A companhia explicou que a Tutela Cautelar foi ajuizada em decorrência de operação recente com derivativos, envolvendo os Green Bonds emitidos pelo Grupo Ambipar, que geraram consequências financeiras negativas, em razão de variação na cotação e negociação de seus valores mobiliários.
“O objetivo da medida cautelar é propiciar a continuidade das atividades empresariais do Grupo Ambipar e viabilizar a proteção a seus ativos, enquanto se busca junto aos credores uma alternativa viável para o adequado equacionamento de seus compromissos financeiros”, afirmou a companhia em um fato relevante, destacando que a medida concedida tem por objeto, entre outras providências, determinar liminarmente a suspensão dos efeitos de toda e qualquer cláusula contratual que imponha o vencimento antecipado das dívidas do Grupo Ambipar e partes relacionadas, bem como da exigibilidade de todas as obrigações relativas aos respectivos instrumentos contratuais.
O Grupo Ambipar ressaltou que continua empenhado em manter conversas “positivas com seus credores visando ao atingimento de um acordo que seja benéfico a todos os seus investidores”.
A Ambipar afirmou ainda que mantém suas operações normalmente.
Ibama aprova Avaliação Pré-Operacional (APO) realizada pela Petrobras no Amapá [4]
A Petrobras (PETR3, PETR4) recebeu na quarta-feira, 24, aprovação do Ibama para a Avaliação Pré-Operacional (APO), o simulado de resposta a emergência realizado pela companhia em agosto deste ano, como etapa final do processo de licenciamento ambiental do bloco FZA-M-59, localizado em águas profundas do Amapá.
O parecer com a aprovação da APO foi protocolado pelo órgão nesta quarta-feira, 24. No documento, o Ibama afirma que “levando em consideração as observações registradas pela equipe de avaliadores, a robustez da estrutura apresentada, bem como o caráter inédito da atividade executada — marcada por desafios logísticos relevantes, pela dimensão da estrutura acionada e pela amplitude das vertentes de análise — considera-se a Avaliação Pré-Operacional do Bloco FZA-59 aprovada”.
Na decisão, o Ibama também solicita que sejam incorporados ajustes ao plano de proteção à fauna apresentado pela companhia, “de modo a contribuir para o processo de melhoria contínua da estrutura de resposta, garantindo sua adequação e alinhamento aos requisitos da região”. A Petrobras irá revisar o plano conforme as observações apontadas no parecer e reapresentará o documento ao Ibama até esta sexta-feira, 26 de setembro.
O despacho publicado pelo Ibama recomenda a concessão da licença de operação “após a constatação, pela equipe técnica, da incorporação nos planos das melhorias e correções solicitadas no parecer”.
Com a aprovação da APO e o cumprimento dos demais requisitos do processo de licenciamento, a Petrobras espera receber em breve a licença ambiental para perfuração de um poço exploratório no bloco FZA-M-59, por meio do qual a companhia irá buscar informações geológicas e investigar a existência de petróleo.
Assaí (ASAI3) pede bloqueio de ações do GPA (PCAR3) em disputa com Casino [5]
A companhia Assaí (ASAI3) ajuizou na quarta-feira, 24, medida cautelar com pedido liminar, em caráter antecedente à instauração de procedimento arbitral, em face de Casino Guichard Perrachon e da Companhia Brasileira de Distribuição – GPA (PCAR3). Na medida cautelar o Assaí requer a indisponibilidade das ações de emissão do GPA detidas, direta ou indiretamente, pelo Casino ou, alternativamente, que eventual alienação dessas ações fique condicionada ao depósito judicial do valor correspondente à eventual alienação ou à prestação de garantia idônea em favor do Assaí. Também requer que o GPA apresente garantias suficientes para manter o Assaí “indene” quanto a contingências tributárias do GPA anteriores à cisão concluída em 31 de dezembro de 2020.
O Assaí explicou que o ajuizamento considera, entre outros elementos, medidas adotadas pela Receita Federal do Brasil e pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, buscando atribuir responsabilização solidária ao Assaí por contingências do GPA ainda em discussão, incluindo Procedimento Administrativo de Reconhecimento de Responsabilidade (PARR), no valor aproximado de R$ 36 milhões.
“Conforme divulgado pelo Assaí em fato relevante de 29 de setembro de 2024, os instrumentos da cisão concluída em 31 de dezembro de 2020 preveem que não há solidariedade entre as companhias quanto a passivos gerados até a data da cisão, nos termos do art. 233, parágrafo único, da Lei das Sociedades por Ações, sendo cada parte individualmente responsável por seus passivos”, ressalta a companhia em um fato relevante.
O Assaí disse que continuará adotando as medidas cabíveis perante as autoridades competentes, nas esferas administrativa e judicial, para contestar a tentativa de sua responsabilização por passivos de GPA. “Nesta data, não há efeitos operacionais ou financeiros materiais decorrentes dos assuntos aqui descritos”, destaca a companhia no fato relevante.
Já o GPA informou que até o presente momento não foi formalmente citada no referido processo, razão pela qual não dispõe de informações a respeito da medida cautelar que teria sido ajuizada pelo Assaí.
“De toda forma, a companhia esclarece que vem cumprindo integralmente com todas as suas obrigações previstas no Contrato de Separação e Outras Avenças celebrado entre GPA e Assaí em 14 de dezembro de 2020, conforme aditado, e que tomará todas as providências necessárias para a defesa de seus interesses”, afirmou o GPA em um fato relevante enviado ao mercado no fim da noite de quarta-feira.
Cyrela (CYRE3) paga em 2 de outubro dividendo declarado em 25 de abril [6]
A Cyrela (CYRE3) vai pagar no próximo dia 2 de outubro o dividendo declarado na assembleia geral ordinária e extraordinária ocorrida em 25 de abril de 2025. O valor soma R$ 391.636.580,27 e corresponde a R$ 1,06913700513 por ação ordinária. Terão direito a esse dividendos as pessoas inscritas como acionistas da companhia na data-base de 25 de abril de 2025, respeitadas as negociações realizadas até essa data, inclusive. As ações da Cyrela são negociadas “ex-dividendos” desde 28 de abril de 2025, inclusive.
Irani (RANI3) anuncia novo programa de recompra de ações [7]
O conselho de administração da Irani (RANI3) aprovou um novo programa de recompra de ações. A companhia poderá adquirir até 9.771.034 ações ordinárias, representativas de 10% do total de ações ordinárias em circulação.
“O programa de recompra de ações 2025 tem como objetivo maximizar a geração de valor para os acionistas, tendo em vista que acreditamos que a cotação atual das ações não reflete o seu valor justo”, afirmou a Irani em um fato relevante.
A companhia destacou ainda que esta é mais uma ferramenta de alocação de capital, que também maximiza a geração de valor por meio da combinação dos investimentos em expansão e da distribuição de dividendos.
O prazo máximo para liquidação das operações realizadas sob o programa de recompra é de 18 meses, com término em 25 de março de 2027.
O conselho de administração também aprovou o cancelamento da totalidade de 9.328.700 de ações ordinárias mantidas em tesouraria, sem redução do valor de seu capital social.
Helbor (HBOR3) anuncia a venda de dois terrenos em SP [8]
A Helbor Empreendimentos (HBOR3) aprovou as propostas recebidas para a venda de dois terrenos. Um deles na rua Alvarenga, em São Paulo, por R$ 18 milhões. Nesse, a participação Helbor é de 80,34%. O outro terreno está localizado na rua Principe Ranier, em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. O valor de venda é R$ 14 milhões. Nesse, a participação Helbor é de 50%.
A companhia informou que os compradores iniciarão o processo de ‘due dilligence’ e, após superadas as condições precedentes, incluindo a aprovação pelo Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade), as transações serão concluídas.
“Essas operações estão em consonância com a estratégia de gestão do landbank da Helbor, que concentra esforços e recursos em regiões estratégicas para os futuros lançamentos”, afirmou a construtora.
Três Tentos (TTEN3) apresenta na CVM requerimento de registro de distribuição de CRA [9]
A Três Tentos (TTEN3) apresentou perante a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) o requerimento de registro automático de distribuição da oferta pública de distribuição de certificados de recebíveis do agronegócio em até três séries (CRA), a serem emitidos pela Opea Securitizadora, lastreados por cédulas de produto rural com liquidação financeira emitidas pela companhia. Serão emitidos, inicialmente, até 500 mil CRA, podendo o volume ser aumentado em até 25% devido ao exercício total ou parcial da opção de lote adicional. O valor inicialmente é de R$ 500 milhões, podendo o volume ser aumentado, em até 25% devido ao exercício total ou parcial da opção de lote adicional. A data de emissão será 15 de outubro de 2025, com data de vencimento em 15 de outubro de 2030 para o CRA da primeira série e 15 de outubro de 2032 para os CRA da segunda e terceira série.
Vittia (VITT3): vice-presidente independente do conselho renuncia [10]
A Vittia (VITT3) informou que Patrícia Amélia Bueno apresentou sua carta de renúncia ao cargo de vice-presidente independente do conselho de administração, bem como ao cargo de coordenadora do comitê de sustentabilidade.