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Analistas repercutem balanço trimestral do Banco do Brasil

 

 

 

 

 

 

Publicado às 8h55

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Em relatório, a equipe da XP destaca que o Banco do Brasil (BBAS3) reportou resultados fracos no 2T25, com lucro líquido abaixo do consenso já reduzido após sinais de deterioração em demonstrações intermediárias recentes. A avaliação da XP é que o desempenho foi impulsionado quase que inteiramente pela carteira do agronegócio, impactada por atrasos generalizados nos pagamentos, um aumento acentuado nos empréstimos reestruturados e os efeitos da Resolução 4.966 sobre exposições vencidas de curto prazo. Para o time de analistas, a inadimplência continuou a pesar significativamente, e a indicação de que julho permanece pressionado adiciona mais incerteza sobre o ponto de inflexão para a recuperação. A XP comenta ainda sobre o payout (porcentagem do lucro líquido da empresa distribuído aos acionistas na forma de proventos) do banco estatal, que foi reduzido para 30%, implicando um dividend yield (rendimento do dividendo) de aproximadamente 6%. 

A equipe da Genial Investimentos ressalta que o lucro líquido recorrente ficou 27,4% abaixo do consenso e 25,5% aquém de suas estimativas. Entre os fatores a Genial cita a inadimplência persistente no agronegócio, atingindo 3,49% (+0,45 pp na base trimestral e +2,17 pp na base anual), concentrada nas cadeias de soja e milho, sobretudo na região Centro-Oeste. “Apesar de não haver quebra de safra relevante nos últimos anos, a queda acentuada dos preços e alavancagem dos clientes levou a um forte aumento nos atrasos e pedidos de recuperação judicial”, escrevem seus analistas em relatório.

Para o time de analistas do BTG Pactual, o Banco do Brasil reportou lucro líquido ajustado 30% abaixo das estimativas, afetado por provisões brutas de R$ 17,4 bilhões, principalmente em empresas, agro e pessoa física. O índice de NPL >90 dias subiu para 4,2% (+35 bps na base trimestral). O NPL (Non-Performing Loan – empréstimo inadimplente) é um indicador crítico para avaliar a saúde financeira de um banco ou uma fintech. Apesar disso, o BTG destaca que a margem financeira com clientes avançou 5% na base trimestral e as receitas de tarifas cresceram 5% trimestre/trimestre. “Perspectiva de recuperação lenta, com viés negativo no curto prazo”, afirmam os analistas do BTG.

O Banco do Brasil (BBAS3) divulgou na quinta-feira, 14, que no segundo trimestre de 2025 (2T25) teve lucro líquido ajustado de R$ 3,78 bilhões, queda de 60,2% em relação ao segundo trimestre de 2024 (2T24). O ROE (retorno sobre o patrimônio líquido) caiu encerrando o 2T25 em 8,4%. O banco estatal também atualizou suas estimativas, que havia suspendido, entre elas a de lucro líquido ajustado, agora projetado entre R$ 21 bilhões e R$ 25 bilhões em 2025. Antes de suspender em maio, a instituição financeira previa entre R$ 37 bilhões e R$ 40 bilhões de lucro líquido ajustado. No 2T25, as despesas administrativas totalizaram R$ 9,7 bilhões, elevação de 1,9% em relação ao trimestre anterior, reflexo dos aumentos de 1,9% em Despesas de Pessoal e 1,8% em Outras Despesas Administrativas.

O banco informou também que seu conselho de administração, em reunião de 13 de agosto, deliberou pela revisão do payout para o Exercício 2025, fixando-o em 30%, via juros sobre o capital próprio (JCP) e/ou dividendos. Anteriormente era entre 40% e 45%. “A decisão foi tomada com base nos balizadores constantes na Política, em especial, os resultados do Banco, a necessidade de caixa, a Declaração de Apetite e Tolerância a Riscos, suas metas e projeções de capital, perspectivas dos mercados de atuação presentes e potenciais, a manutenção e expansão da capacidade operacional”, afirmou o banco estatal em um fato relevante divulgado nesta quinta, 14. O BB comunicou, ainda, que considerando a necessidade de convergência para o novo payout, os pagamentos de juros sobre capital próprio referente ao primeiro semestre de 2025 já foram realizados integralmente em 21 de março e 12 de junho de 2025. O cronograma de pagamentos previsto para o segundo semestre de 2025 permanece inalterado, conforme disposto no fato relevante de 19 de fevereiro [4] de 2025.

Importante:

O Finance News não faz recomendação de compra ou venda de ativos. O texto acima tem por objetivo informar. O preço-alvo é uma projeção baseada em uma metodologia e varia dependendo da instituição financeira. Procure profissionais especializados e certificados para tomar qualquer decisão sobre investimentos. Para mais detalhes acesse o site da Comissão de Valores Mobiliários [5].