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Presidente dos EUA assina decreto que impõe tarifa de 50% ao Brasil

Donald Trump (reprodução internet)

 

 

 

 

 

Publicado às 15h17 – atualizado às 16h10

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assinou na tarde desta quarta-feira, 30, o decreto executivo que oficializa a tarifa de 50% sobre os produtos brasileiros. O governo americano adiou para 6 de agosto o tarifaço. O decreto traz várias exceções, entre elas suco de laranja e outros produtos agrícolas, petróleo e derivados, metais e além de aeronaves civis e peças de aeronaves. Às 16h10 o Ibovespa subia 1% aos 134.050 pontos. No mesmo horário, as ações da Embraer saltavam 10%. O dólar comercial caía 0,05% cotado a R$ 5,568 na venda. Estão fora das exceções café e carnes.

Leia abaixo parte do decreto assinado pelo presidente americano:

“ENFRENTANDO UMA EMERGÊNCIA NACIONAL

Hoje, o presidente Donald J. Trump assinou uma Ordem Executiva que impõe uma tarifa adicional de 40% sobre o Brasil, elevando o total para 50%, em resposta a políticas, práticas e ações recentes do governo brasileiro que representam uma ameaça incomum e extraordinária à segurança nacional, à política externa e à economia dos Estados Unidos.

A ordem declara uma nova emergência nacional com base na autoridade do presidente sob a Lei de Poderes Econômicos de Emergência Internacional de 1977 (IEEPA).

A medida visa responder às ações do governo brasileiro que, segundo o comunicado, prejudicam empresas americanas, os direitos de liberdade de expressão de cidadãos dos EUA, a política externa e a economia do país.

A ordem afirma que a perseguição política, intimidação, censura e processos contra o ex-presidente Jair Bolsonaro e milhares de seus apoiadores constituem graves violações de direitos humanos e enfraquecem o Estado de Direito no Brasil.”

EUA sancionam Moraes com lei Magnitsky

Mais cedo, o governo dos Estados Unidos sancionou nesta quarta-feira o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Alexandre de Moraes, com a chamada Lei Magnisky, utilizada para punir estrangeiros. Os desdobramentos dessa nova escalada entre Estados Unidos e Brasil estão no radar do mercado financeiro.

A decisão foi publicada pelo Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros. Essa legislação prevê uma série de sanções, incluindo o bloqueio de bens de pessoas ou organizações que estejam nos Estados Unidos. Isso inclui desde contas bancárias e investimentos financeiros até imóveis, por exemplo. Os alvos da lei não podem realizar operações que passem pelo sistema bancário dos Estados Unidos.

Veja o que escreveu na rede social X o Secretário do Tesouro americano, Scott Bessent:

“Hoje, @USTreasury está sancionando o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes, que tem usado seu cargo para autorizar prisões preventivas arbitrárias e suprimir a liberdade de expressão.

Alexandre de Moraes é responsável por uma campanha opressiva de censura, detenções arbitrárias que violam direitos humanos e processos politizados, inclusive contra o ex-presidente Jair Bolsonaro.

O Tesouro continuará a responsabilizar aqueles que ameaçam os interesses dos EUA e aqueles que impõem limites às nossas liberdades.”

A Magnitsky permite que o governo americano imponha sanções a cidadãos estrangeiros. O objetivo é punir pessoas acusadas de violações graves de direitos humanos ou de corrupção em larga escala.