
Publicado às 21h30
Whatsapp notícias de empresas: entre aqui [1]
Whatsapp sobre dividendo: entre aqui [2]
Dividendo de BDR: entre no canal aqui [3]
Mercado se prepara para um pregão de forte volatilidade nesta quinta, 10
Os agentes financeiros no Brasil se preparam para uma sessão de forte volatilidade nesta quinta-feira, 10, com o mercado repercutindo a carta do presidente norte-americano, Donald Trump (leia aqui [4]), afirmando que cobrará do Brasil uma tarifa de 50% sobre os produtos exportados aos Estados Unidos.
Analistas vão estar monitorando os desdobramentos do caso, acompanhando qual será a posição oficial do governo brasileiro e se haverá retaliações, tanto do governo do Brasil, como também dos Estados Unidos. Vários especialistas destacam que, se a tarifa permanecer no patamar de 50%, impacta a atividade econômica brasileira e leva à desvalorização do real em relação ao dólar.
O Planalto divulgou uma nota em que afirma: “qualquer medida de elevação de tarifas de forma unilateral será respondida à luz da Lei brasileira de Reciprocidade Econômica”.
O Ibovespa à vista, que fechou em -1,31%, já tinha encerrado a sessão quando foi divulgada a carta de Trump. Portanto, foi o índice futuro que repercutiu o anúncio. O Ibovespa futuro, o ‘INDQ25’, contrato com vencimento para 13 de agosto, encerrou às 18h30 com queda de 2,44%. O dólar futuro, com vencimento para agosto, saltou 1,7%.
O EWZ, um ETF que representa as empresas brasileiras em Nova York, fechou na noite desta quarta-feira em queda de 2,02% no after-hours (negociações após o pregão regular).
Segundo Trump, as tarifas passam a valer a partir do dia 1º de agosto. Na carta, Trump cita o ex-presidente Jair Bolsonaro, que é réu no Supremo Tribunal Federal (STF) por tentativa de golpe de Estado, para justificar o ataque ao país. O republicano também citou ordens do STF emitidas contra apoiadores do ex-presidente brasileiro que mantêm residência nos Estados Unidos.
“A forma como o Brasil tem tratado o ex-Presidente Bolsonaro, um líder altamente respeitado em todo o mundo durante seu mandato, inclusive pelos Estados Unidos, é uma vergonha internacional. Esse julgamento não deveria estar ocorrendo. É uma Caça às Bruxas que deve acabar IMEDIATAMENTE!”, escreveu Trump.
Notícias corporativas
Valid (VLID3) assina termo com Cade e vai pagar R$ 14,6 milhões para o Fundo de Direito de Difusos [5]
A Valid (VLID3) divulgou nesta quarta-feira, 9, que celebrou um termo de compromisso de cessação (TCC) com o Conselho Administrativo de Defesa Econômica (CADE) relativo às condutas ocorridas antes de 2019. Em 2021, no âmbito da chamada “Operação Bancarrota”, uma investigação da Polícia Federal e da Controladoria Geral da União (CGU) apontou que a Valid foi escolhida para imprimir as provas do Enem mesmo tendo ficado em terceiro lugar na licitação. Segundo a investigação, a contratação ocorreu em 2019 e teria sido fraudada. Foi instaurado processo administrativo no Cade em março de 2023 versando sobre eventuais condutas anticompetitivas pela companhia.
No comunicado desta quarta-feira, a Valid informou que, além de assumir a obrigação de cooperar com a investigação do Cade, por meio do TCC, efetuará o pagamento de uma contribuição pecuniária no valor de R$ 14,6 milhões para o Fundo de Direito de Difusos ainda no ano de 2025. Com o TCC, o processo administrativo está suspenso em relação à Valid Soluções.
A Valid esclareceu que todos os funcionários envolvidos na conduta já não fazem mais parte dos quadros da companhia há mais de quatro anos, e as respectivas linhas de negócios já foram descontinuadas.
“O acordo reflete o compromisso primordial da atual gestão da Valid com a integridade dos negócios, o qual inclui adoção de medidas corretivas em relação às condutas do passado e ações para garantir a conformidade de suas operações com a legislação vigente”, afirmou a companhia.
Azul (AZUL4) recebe aprovações para seguir com seu processo de reestruturação [6]
A Azul (B3:AZUL4, NYSE:AZUL) divulgou na noite desta quarta-feira, 9, que o Tribunal dos Estados Unidos responsável pela supervisão do seu processo de reestruturação financeira concedeu aprovação final a todas as petições da companhia apresentadas durante a audiência de “Segundo Dia” (Second Day Hearing), para as quais não houve qualquer objeção. A aprovação dos pedidos, que já havia sido concedida interinamente na audiência de “Primeiro Dia”, garante a continuidade do processo, como planejado pela Azul, na trajetória “rumo a uma reestruturação bem-sucedida”, explicou a companhia.
Ainda este mês, será realizada ao menos mais uma audiência para tratar de aprovações remanescentes.
“A Azul, com o apoio de assessores externos, continua focada na finalização do plano de reestruturação, desenhado para transformar o futuro financeiro da companhia e posicionar o negócio para o longo prazo”, ressaltou a empresa.
Sanepar (SAPR11): autorizada continuidade de estudos para viabilizar a execução de sistema de abastecimento [7]
A Sanepar (SAPR11, SAPR4) informou que seu conselho de administração autorizou a continuidade dos estudos de contratação na modalidade de locação de ativos (built to suit) para viabilizar a execução do Sistema de Abastecimento Integrado do Norte do Paraná (SAINP), para a expansão e melhoria dos serviços de saneamento básico na região, assim como a manutenção da regularidade e continuidade no abastecimento de água. Os estudos indicaram que a contratação na modalidade locação de ativos apresenta, sob as premissas atualmente vigentes, a melhor relação custo-benefício para a companhia, considerando o menor custo a valor presente líquido e maior previsibilidade dos fluxos financeiros, informou a Sanepar. A realização dos investimentos nesta primeira fase envolve os municípios de Apucarana, Arapongas e Rolândia e é composto, principalmente, por sistemas de captação de água, adutoras, elevatórias, estação de tratamento de água e centros de reservação.
Também nesta quarta-feira a diretoria administrativa deu conhecimento ao conselho de administração, sobre a adequação do prazo de desligamento de aproximadamente 225 empregados que aderiram ao Plano de Demissão Voluntária (PDV), entre os meses de setembro de 2025 e novembro de 2025, em face de necessidades operacionais e administrativas.
TNE, subsidiária da Alupar (ALUP11), assina aditivo e passa a ter direito a RAP de R$ 395,6 milhões [8]
A Alupar Investimento (ALUP11) informou que sua subsidiária Transnorte Energia (TNE) assinou o 2º termo aditivo ao contrato de concessão do serviço público de transmissão de energia elétrica. Com a assinatura do referido aditivo, a TNE passa a ter direito a uma Receita Anual Permitida (RAP) no valor de R$ 395,6 milhões (base março de 2019), pelo prazo de 27 anos, com início em 28 de setembro de 2024 e término previsto para 28 de setembro de 2051, totalizando 30 anos de concessão. A RAP será atualizada anualmente pelo IPCA, índice oficial de inflação. A RAP é a remuneração que as transmissoras recebem pela prestação do serviço público de transmissão aos usuários.
Pagam provento nesta quinta, 10:
JHSF Participações [9]
A JHSF Participações paga nesta quinta-feira, 10, mais uma parcela do dividendo. O valor da parcela é R$ 0,03 por ação. A data-base dessa parcela foi 1° de julho.
Banco ABC Brasil (ABCB4) [10]
O Banco ABC Brasil (ABCB4) realiza nesta quinta-feira, 10, o crédito dos JCP anunciados em 24 de junho. O valor bruto total é de R$ 261.326.267,29. Esse valor corresponde a R$ 1,0860 por cada ação ordinária e cada ação preferencial. O crédito dos juros sobre o capital próprio considera a posição acionária do dia 30 de junho de 2025. Desde 1° de julho (inclusive), as ações de emissão da companhia são negociadas “ex” direitos a juros sobre capital próprio.