
Gráfico diário do Ibovespa no fechamento do mercado
Publicado às 17h35
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Ibovespa
O Brasil entrou na mira do presidente americano, Donald Trump. O Ibovespa intensificou a queda na tarde desta quarta-feira, 9, após o presidente dos Estados Unidos afirmar que divulgará mais cartas a países notificando sobre tarifas mais altas, o que incluirá o Brasil. Em um evento com líderes da África Ocidental na Casa Branca, Trump afirmou: “O Brasil, por exemplo, não tem sido bom para nós, nada bom”./ “Vamos divulgar um número para o Brasil, creio eu, no final desta tarde ou amanhã de manhã”.
Já com mercado fechado, foi anunciado que Trump mandou uma carta ao presidente Lula (leia a íntegra ao fim dessa matéria). Na carta anuncia uma tarifa de 50% sobre produtos brasileiros. A nova taxa passa a valer em 1º de agosto. O Ibovespa fechou em baixa de 1,31% aos 137.480 pontos. Também colaborou para a queda o impasse sobre o IOF entre o Congresso e o governo.
Acesse aqui [4] o comentário de fechamento do mercado.
Dólar
Diante da fala de Trump, o dólar se valorizou ante o real. A moeda americana subiu 1,06% cotado a R$ 5,503 na venda. No
EUA
Dow Jones: +0,49%
S&P 500: +0,61%
Nasdaq: +0,95%
Maiores altas % do Ibovespa

Maiores quedas % do Ibovespa

Leia a íntegra da carta de Donald Trump:
“Prezado Sr. Presidente:
Conheci e tratei com o ex-Presidente Jair Bolsonaro, e o respeitei muito, assim como a maioria dos outros líderes de países. A forma como o Brasil tem tratado o ex-Presidente Bolsonaro, um líder altamente respeitado em todo o mundo durante seu mandato, inclusive pelos Estados Unidos, é uma vergonha internacional. Esse julgamento não deveria estar ocorrendo. É uma Caça às Bruxas que deve acabar IMEDIATAMENTE!
Em parte devido aos ataques insidiosos do Brasil contra eleições livres e à violação fundamental da liberdade de expressão dos americanos (como demonstrado recentemente pelo Supremo Tribunal Federal do Brasil, que emitiu centenas de ordens de censura SECRETAS e ILEGAIS a plataformas de mídia social dos EUA, ameaçando-as com multas de milhões de dólares e expulsão do mercado de mídia social brasileiro), a partir de 1º de agosto de 2025, cobraremos do Brasil uma tarifa de 50% sobre todas e quaisquer exportações brasileiras enviadas para os Estados Unidos, separada de todas as tarifas setoriais existentes. Mercadorias transbordadas para tentar evitar essa tarifa de 50% estarão sujeitas a essa tarifa mais alta.
Além disso, tivemos anos para discutir nosso relacionamento comercial com o Brasil e concluímos que precisamos nos afastar da longa e muito injusta relação comercial gerada pelas tarifas e barreiras tarifárias e não tarifárias do Brasil. Nosso relacionamento, infelizmente, tem estado longe de ser recíproco.
Por favor, entenda que os 50% são muito menos do que seria necessário para termos igualdade de condições em nosso comércio com seu país. E é necessário ter isso para corrigir as graves injustiças do sistema atual. Como o senhor sabe, não haverá tarifa se o Brasil, ou empresas dentro do seu país, decidirem construir ou fabricar produtos dentro dos Estados Unidos e, de fato, faremos tudo o possível para aprovar rapidamente, de forma profissional e rotineira — em outras palavras, em questão de semanas.
Se por qualquer razão o senhor decidir aumentar suas tarifas, qualquer que seja o valor escolhido, ele será adicionado aos 50% que cobraremos. Por favor, entenda que essas tarifas são necessárias para corrigir os muitos anos de tarifas e barreiras tarifárias e não tarifárias do Brasil, que causaram esses déficits comerciais insustentáveis contra os Estados Unidos. Esse déficit é uma grande ameaça à nossa economia e, de fato, à nossa segurança nacional!
Além disso, devido aos ataques contínuos do Brasil às atividades comerciais digitais de empresas americanas, bem como outras práticas comerciais desleais, estou instruindo o Representante de Comércio dos Estados Unidos, Jamieson Greer, a iniciar imediatamente uma investigação da Seção 301 sobre o Brasil.
Se o senhor desejar abrir seus mercados comerciais, até agora fechados, para os Estados Unidos e eliminar suas tarifas, políticas não tarifárias e barreiras comerciais, nós poderemos, talvez, considerar um ajuste nesta carta. Essas tarifas podem ser modificadas, para cima ou para baixo, dependendo do relacionamento com seu país. O senhor nunca ficará decepcionado com os Estados Unidos da América.
Muito obrigado por sua atenção a este assunto!
Com os melhores votos.
Atenciosamente,
DONALD J. TRUMP
PRESIDENTE DOS ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA”